Diário de viagem: Ilhéus/BA

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Depois de deixar Penedo, seguimos viagem para Ilhéus, que era um destino já muito conversado aqui em casa. Já estivemos na Bahia em duas ocasiões anteriores: a primeira foi em 2006, quando fomos a Salvador (foi a primeira de uma sequência de viagens pelo Nordeste, e foi também uma celebração da minha aprovação no vestibular), e a segunda, Porto Seguro em 2018. A escolha por Ilhéus como a terceira cidade baiana a ser visitada teve duas motivações:

1) A literária, afinal, Ilhéus é a terra de Jorge Amado;

2) A noveleira, pois Ilhéus também foi a cidade em que se passava a novela Renascer.

(a referência da noveleira quando pensa em cacau)

Lá em Ilhéus, praticamente tudo é sobre Gabriela e Nacib: até uma estação de rádio local chama-se… GABRIELA FM!

Andando por algumas ruas do centro da cidade (precisamente a parte do comércio), lembrei muito do centro de Recife e do centro do Rio. Talvez, com o trânsito uns dez centavos mais caótico. Andar de carro foi um pouquinho complicado no começo, mas desenrolamos. 🙂 E nesse post, compartilho um pouco sobre alguns dos lugares legais que conhecemos lá (e algumas músicas que grudaram na minha cabeça).

1. Bataclan

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O célebre cabaré (que também aparece no romance Gabriela, Cravo e Canela) hoje funciona como restaurante e centro cultural. A comida lá é MA-RA-VI-LHO-SA! O preço do buffet é um pouquinho salgado, mas vale a pena. Além de comer bem, a gente também pode fazer um tour pelo prédio e conhecer o quarto da Maria Machadão.

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E não é só isso! Você ainda pode tirar foto caracterizada e ganhar um certificado de coronel ou de quenga. Depois de saber desse detalhe, a música na minha cabeça mudou para…

Também no Bataclan tem uma loja de produtos de cacau vindos diretamente da Fazenda Capela Velha. Lá, além de ter uma aula sobre o plantio, produção, exportação de cacau, ainda comprei nibs, cacau em pó, geleia de cacau e chá (sim!). E ainda ganhei um cacau!

2. Bar Vesúvio

Me surpreendi muito positivamente com o Vesúvio. Além da comida ser excelente, o preço é um pouquinho mais convidativo que o do Bataclan. E o staff, gente? Amei o atendimento. O Bar Vesúvio existe desde 1919, já passou por várias administrações e até teve outro nome, voltando a se chamar Vesúvio depois de… adivinhem?! Gabriela, Cravo e Canela! Na frente do bar (que está sempre cheio), tem uma escultura de Jorge Amado. Ou seja: é parada obrigatória para fazer uma fotinha e ainda almoçar.

3. Casa de Cultura Jorge Amado

Era a casa onde o escritor viveu, e único local onde pagamos entrada: R$5 (meia para professores e estudantes). Na frente tem outra escultura do autor, e lá encontramos livros de Jorge Amado traduzidos para diversos idiomas, objetos pessoais, além de uma linha do tempo contando toda sua história, e uma sala dos orixás.20200107_120853 (1)

4. Cine Teatro Ilhéus

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Já foi cine, hoje funciona apenas como teatro e também como galeria de arte. Quando estivemos lá, estava acontecendo uma exposição de esculturas e também quadros.

5. Casa de Arte Baiana

Essa eu não fotografei, mas foi um dos lugares mais legais que visitei. Mantido por um alemão, o espaço reúne obras de autoria de artistas baianos e estrangeiros que tenham retratado a Bahia de alguma forma. Vale muito a pena a visita, e ainda emendar com a Galeria Goca Moreno, que fica bem ao lado.

Foi nesse museu que tive um momento muito  deja vu: a estrutura do prédio, as escadas, me lembrou muito o Struwwelpeter Museum, em Frankfurt.

6. Praia dos Milionários

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Parece uma praia deserta, mas tem umas barracas legais por lá. 🙂

Nos hospedamos na Pousada Praia Bela, localizada na Praia dos Milionários, e foi uma excelente escolha! O local tranquilo, a praia também super de boas. E ainda aproveitei para fazer uma massagem lá no hotel (é possível contratar serviço de spa, massoterapia). Vale demais a pena!

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7. Chocolates Caseiros Ilhéus

Essa foi nossa última parada nos passeios, já perto de ir embora. Li algumas resenhas no google falando que fosse com o bolso preparado e… sim, eu nunca gastei tanto com chocolate quanto nessa viagem. O visual da loja lembra também aquelas construções em estilo germânico e tal… E tem a fofa miniatura de fazenda de cacau.

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Bem, por ora é isso! Eu fui a Ilhéus quase sem expectativas, mas foi um destino bastante agradável. Talvez um dia eu volte por lá, para passar uns dias de praia e comprar uns chocolatinhos – e visitar uma fazenda de cacau mesmo, que acabou não rolando dessa vez.

 

Diário de viagem: Penedo/AL

Começamos 2020 colocando o pé na estrada. A primeira parada foi a cidade de Penedo, em Alagoas – que muitos devem conhecer por ser a cidade do Carlinhos Maia. Mas, para além disso, é uma cidade cheia de história para contar, dos tempos imperiais!

A cidade recebeu esse nome por ter sido fundada sobre um rochedo (ou… penedo) e está bem às margens do São Francisco. É possível fazer a travessia do rio para chegar a Sergipe, só não fizemos a travessia dessa vez porque o tempo estava curto e a gente já tinha feito o passeio quando estivemos em Piranhas.

Duas coisas me encantaram na cidade: primeiro, a arquitetura, que em muito conserva as características do período imperial; em especial na parte mais central, onde ficamos hospedados. Além das igrejas, há espaços como a Casa de Aposentadoria, o Oratório (que tem uma história bem pesadinha: era lá que os presos passavam a noite orando antes de seguirem para o enforcamento). A sede da prefeitura mantém o estilo. E ainda tem um mirante bem legal, de onde se pode ver o rio. Lindo! ❤

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Outra coisa que eu achei bastante interessante é a tranquilidade. Talvez o fato de termos ido em um final de semana do começo do ano tenha tido alguma influência nisso, mas mesmo assim, fiquei impressionada com o fato de muitas coisas fecharem bem cedo. Na rua do hotel onde nos hospedamos, até uma sorveteria estava fechada à noite no sábado! Em outra rua, tinha outra unidade da mesma sorveteria que estava aberta, e lá tomei um açaí. 🙂

Dos lugares que tive a oportunidade de conhecer em Penedo, o que mais me encantou foi o Teatro Sete de Setembro, que vem a ser o mais antigo de Alagoas e o oitavo mais antigo do Brasil, e segue em atividade, recebendo peças de companhias alagoanas, bem como de outros estados; encontros de corais, etc.

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Nos hospedamos no Hotel São Francisco, que está em atividade desde a década de 1960 e mantém um serviço excelente: os quartos são amplos, varandas com uma bela vista e o restaurante, muito bom. Foi uma das raras vezes em que almoçamos e jantamos no restaurante do hotel.

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Às 5 e alguma coisa da manhã.

Fora dali, a gente só comeu no Oratório, bar e petiscaria às margens do rio. Ambiente bonito, atendimento bom, mas o menu me decepcionou um pouco. Na verdade, eu estava esperando algo que fosse além de petiscos e pratos com carnes. Talvez, em um outro momento, eu me animasse mais com o cardápio. Acabei pedindo uma porção de batata frita e compartilhando uma carne de sol com fritas, que estava boa, bem passada, mesmo eu não estando no mood de comer carne.

Ficamos dois dias por lá, e acho que foi um período bom, deu para visitar os espaços que a gente queria e ainda descansar um pouco. Então fica a dica: para quem quiser visitar, dois ou três dias é um período legal.

Crush musical: Follower (John Raymond)

Conheci por acaso, por causa do Daily Mix do Spotify (sigo usando o app por causa das daily mixes, alguns álbuns que só tem lá, e os podcasts) e foi paixão à primeira vista. Essa música está no álbum Joy Ride, do trompetista John Raymond & Real Feels, lançado em 2018. A propósito, o Real Feels tem entre seus integrantes o guitarrista Gilad Hekselman (que já vimos ao vivo em Berlim e é mara, já queremos ver de novo).

Até começar a escrever esse post, juro que não tinha ouvido o álbum inteiro, de tão fascinada estava por apenas esta música. Mas o álbum todo é recomendadíssimo. Até agora, só o vi disponível no Spotify… se o encontrar no Deezer, atualizo o post.

Dez anos!

Dia desses eu me peguei observando que esse não é só o final de um ano, mas o final de uma década. Entre 2018 e 2019 passei por uma fase bem complicada da vida pessoal, precisamente entre o final de setembro do ano passado e o final desse ano, com muitas expectativas quebradas, umas decisões equivocadas… Enfim, acho que finalmente aprendi a não tomar decisões no auge da emoção, porque geralmente são decisões bem tortas.

E olhando direitinho, eu repeti ciclos. Com uma ou outra diferença, o que vivi entre 2018 e 2019 foi o que vivi entre 2011 e 2013… E ainda bem que dessa vez eu encerrei o ciclo mais rápido! As vantagens de aprender.

Esse post é para olhar bem para as realizações da década, os aprendizados, as coisas significativas que aconteceram nesse período de 10 anos:

2010: apareci na televisão pela primeira vez (no Video Game, quadro do extinto Video Show, que havia sido gravado em dezembro do ano anterior). Consegui meu primeiro emprego como professora – e ouvi do recrutador que levava jeito para trabalhar com crianças, o que achei que jamais aconteceria. Comecei uma pós em tradução. Tentei o mestrado em linguística pela primeira vez, e não passei.

2011: fui ao Rio de Janeiro pela segunda vez. Conheci pela internet uma pessoa que marcaria de forma bem negativa as minhas lembranças nos anos seguintes. Tentei o mestrado de novo.

2012: tomada pela frustração de não ter passado no mestrado em linguística (pela segunda vez), decidi que a vida acadêmica não era para mim, e comecei um curso de cinema digital. Comecei também uma nova graduação, mas ela não cabia na minha vida, então pela primeira vez, abandonei um curso. Segui envolvida, ainda que à distância, com o cara que conheci em 2011 mas, no dia em que tinha decidido conhecê-lo pessoalmente, desisti e fiquei em casa. Melhor decisão da minha vida.

2013: atuei na websérie Caia na Gandaia. Comecei a cortar contato com o sujeito de 2011 e tive um breve relacionamento que, embora tenha durado pouco, me ajudou muito nesse processo de me libertar da influência de um cara que eu achava fantástico, mas era só manipulador e medíocre (entre outras coisas). Prestei concurso e passei.

2014: oficialmente mudei de emprego, o que me deu  estabilidade para começar a tirar alguns sonhos do papel.

2015: comecei a planejar minha primeira viagem internacional.

2016: fiz minha primeira viagem internacional, para o Chile. Teve show do Aerosmith e acertos para o intercâmbio. Foi também um ano muito difícil profissionalmente, mas o lema foi manter o foco e não se desesperar.

2017: pedi demissão do meu emprego mais antigo (o de 2010), voltei às aulas de violão, realizei o sonho de ir à Alemanha, onde fiz o intercâmbio. Lá, decidi retomar meus estudos, tentar o mestrado de novo.

2018: nasceu o grupo Raízes; influenciada pelo período na Alemanha, me inscrevi no mestrado em educação por aqui. Acabei não passando, mas as travas que coloquei em mim entre 2011 e 2012 estavam, enfim, derrubadas. Fiz a cirurgia da vesícula. Voltei à Alemanha, e foi um período muito legal, mas ao mesmo tempo muito esculhambado, graças à minha saúde mental que estava passando por uma fase complicada, com crises de ansiedade (uma das piores coisas que me aconteceu na vida foi ter uma crise de ansiedade no metrô. EM FRANKFURT. SOZINHA). Ao voltar para casa, tomada de frustração e muita tristeza, engatei um relacionamento que conseguiu ser o pior da minha vida. Era uma versão piorada do cara de 2011 (digo piorada porque o de 2011 pelo menos eu jamais conheci pessoalmente e fez estrago suficiente na minha cabeça). Felizmente, durou dois meses, mas eu passei o último ano morrendo de medo de encontrar o infeliz na rua.

2019: eu tinha planos de voltar à Alemanha de novo no segundo semestre, mas mudei de ideia porque ainda não estava bem o suficiente para atravessar o oceano sozinha. Foquei nos estudos (fiz duas disciplinas como aluna especial na pós), na terapia, incluí mais atividade física na minha rotina. Tive crises de ansiedade esparsas, principalmente ao ver coisas que lembravam as pessoas que me feriram emocionalmente. Por um tempo fiquei com medo de entrar em algumas ruas, de ver um determinado modelo de carro com uma determinada letra na placa, de fazer chamada de vídeo, de ler threads sobre política. O medo de chamadas de vídeo eu já superei, o resto estou superando ao poucos.

E eis que o maior medo do último ano se concretizou: eu passei por ele na rua. E se ele me viu, não me reconheceu. Ou fingiu que não. Passou direto. Eu estava de carro, ele a pé. Talvez tenha sido muito rápido, mas não importa: passamos um pelo outro e nada aconteceu. Certamente ele não lembra do meu nome e, pela fé, já vai fazer um ano desde que me afastei desse! Uns sete, oito anos do outro, é o tipo de medo que não faz o menor sentido. Dessas experiências ruins, ficam as lições: eu preciso rever os padrões das minhas escolhas afetivas, porque três vezes, em intervalos esparsos, escolhi caras que em determinado momento se mostraram o oposto de mim em posicionamentos sociais e políticos. Para além disso, foram pessoas que me desrespeitaram em palavras e em atitudes. Com o primeiro, tentei por um ano, com o segundo, dois meses, com o terceiro, três dias. Com fé, não haverá uma quarta vez. Das outras tentativas, aprendi que devo ser fiel às minhas convicções e não esperar que as pessoas mudem de ideia num passe de mágica – elas não vão, a não ser que queiram muito.

Nesses dez anos, minhas ambições profissionais mudaram muito: ainda gosto muito de escrever, de criar, imaginar histórias e colocá-las no papel, mas não é mais o meu plano A. Me encontrei bem na sala de aula, estou investindo em minha carreira na educação, e a escrita criativa, assim como a TV, ficou no lugar do hobby em vez de ser uma ambição profissional. Não sei até quando…

Aprendi a não me pressionar tanto por deadlines: eu me imaginava chegando aos 30 anos com uma determinada estrutura; algumas coisas aconteceram, outras não, e tá tudo certo. Tudo bem que às vezes eu me pego pensando “puxa, eu estou com 30 anos e…” Acho que eu tinha uma pressa de viver as coisas antes de chegar um momento em que não tivesse mais tempo, mas o tempo continua aí, passando. Estou aprendendo a não correr tanto, mas apreciar as paisagens. E fazer menos coisas, mas fazer melhor. E me resguardar de determinadas coisas – tem situações que a gente se mete que eram super desnecessárias, que poderiam ter sido evitadas se a gente tivesse dito ‘não’.

Que em 2020, e nos anos que – com fé! – virão, estejamos mais tranquilos em estar na nossa própria pele, a honrar a nossa vida.

Leituras do ano | Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais (Jaron Lanier) + Deletei parte das minhas redes

Comprei o e-book depois de ter lido comentários sobre o livro em outros blogs e canais no YouTube – o primeiro deles, o Vida Organizada, da Thais Godinho. E o li bem rapidamente, em junho. Lembro que terminei a leitura no metrô, enquanto voltava para casa num dia de chuva intensa. 13 de junho: eu tinha aula na universidade, que acabou não rolando, porque estava um caos em Recife…

O título é enorme e já diz basicamente tudo o que vamos encontrar lá: argumentos (bem convincentes, diga-se de passagem) para que a gente pegue as contas de todas as nossas redes sociais e defenestre de uma vez. Dentre os argumentos mencionados, em outras palavras estão os fatos de que redes sociais tornam a gente infeliz, menos produtivos, mais isolados, nossos discursos se tornam cada vez mais descontextualizados, o diálogo diminui…

Na arte do livro, encontramos um gato, que é citado pelo autor como um animal mais livre… E nas primeiras páginas, ele mesmo cita que como um gato, temos o direito de decidir ficar ou ir, ou mudar de postura com relação às redes… Mesmo com todos os argumentos apresentados.

O que eu fiz: seis meses depois da leitura, deletei Facebook e Twitter. O Facebook era uma rede que eu já não usava há bastante tempo, entrando ocasionalmente para atualizar uma página, que conta também com outros administradores. E usava o Messenger para falar com apenas UMA pessoa. No mais, eu não me sentia bem navegando por lá, e não adiantou deixar de seguir pessoas, fazer ajustes no feed, nada: eu simplesmente não me sentia bem por lá e não tinha vontade de postar. Pelo contrário: no último dia em que acessei o Facebook (justamente o dia da exclusão da conta), senti meu coração acelerando, e não foi aquela excitação legal, não. Foi mal estar mesmo. Nesse caso, a exclusão foi só a formalização da minha não-presença ali, já que eu não usava o Facebook direito.

No caso do Twitter, eu estava relativamente ativa até semana passada. Isso depois de passar um bom tempo sem acessar a conta. Tinha o app Twitter Lite instalado, passei um tempo com a conta do Twitter conectada aqui ao WordPress, então todos os posts que eram publicados aqui eram compartilhados lá… Mas tinha um problema: eu gastava tempo demais lendo tweets, me perdendo em threads de gente que eu nem conheço. Coisas interessantes muitas vezes, mas que eu não tinha pedido para ver. Lá no Twitter eu ficava sabendo dos “cancelamentos”, das fofocas, dos últimos absurdos da política numa velocidade e volume que eu não conseguia em nenhum outro lugar. E aí começou não só a me cansar, mas a me irritar e entristecer também.

Então, depois de quase uma semana sem acessar direito, resolvi me despedir. Fazia uns 12 anos que eu estava por lá. No dia seguinte, me ocorreu algo que eu achei bem tuitável, e eu não tinha mais o Twitter para acessar. Devo ter escrito no diário, ou feito algum post para o blog – tem posts agendados por aqui. Acesso as notícias pelo Feedly (que agora está mais recheado, porque coloquei sites de notícias locais e internacionais por lá também) e me sinto menos bombardeada por opiniões.

Sobreviveram apenas três contas minhas: a do Instagram, a do LinkedIn (à qual provavelmente darei um pouco mais de atenção no futuro) e a do Pinterest, que eu uso até pouco, para pegar alguma receita ou resgatar um modelo de móvel para o quarto). WhatsApp não entra nessa conta para mim porque eu uso como um meio alternativo para o SMS e as chamadas, se bem que durante as férias estou dando um tempo dele também, para desligar dos grupos de trabalho. Apesar de o Instagram ser considerado uma das piores redes para a saúde mental, nunca tive grandes problemas com ele: por precaução, meu tempo é limitado (30 minutos diários) e as contas que sigo por lá são, basicamente:

1) Amigos e parentes;

2) Empreendimentos de amigos e parentes;

3) Meus músicos favoritos;

4) Blogs sobre viagem, estilo de vida, autoestima;

5) Perfis direcionados a causas ambientais.

Já tive algumas blogueiras de moda e beleza no meu feed, mas à medida que vou enjoando do conteúdo, vou deixando de seguir e tá tudo certo. Tem anúncios, mas praticamente não os percebo (inclusive já apareceu anúncio de perfil que eu JÁ SIGO e produto que eu já consumo, o que eu achei muito doido). Meu volume de postagens é relativamente baixo e, novamente, tempo limitado faz muita diferença. Com o YouTube, vinculado à conta do Google, geralmente eu coloco todos os vídeos que quero ver na lista de ‘assistir mais tarde’, e vou assistindo sempre que possível. Às vezes paro uma manhã de sábado e assisto, outras vezes vou zerando a lista nas brechas que encontro da semana.

Mantendo esse ritmo e tirando períodos de detox digital, acho que dá para manter uma relação saudável com redes sociais e explorar a web da melhor forma possível.

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Leituras do ano | Casa Organizada (Thais Godinho)

Dessa vez, não é um livro do Kindle, mas físico mesmo. E o único que me faltava da coleção (eu já tinha o Vida OrganizadaTrabalho Organizado). Provavelmente você já conhece a Thais Godinho e o blog Vida Organizada, que é referência aqui no Brasil sobre organização em geral e do método GTD, criado por David Allen.

No Casa Organizada, encontramos dicas para organizar cômodo a cômodo, sugestões para quem mora sozinho, para quem tem filhos… Ideias de listas, de uma rotina de limpeza… No ritmo de vida que a gente tem hoje, é extremamente necessário, senão a gente endoida! Outra contribuição do livro é a reflexão sobre divisão do trabalho doméstico. Não é uma discussão nova, mas precisa ser retomada, sim. Todo mundo que mora na casa pode e deve tomar parte nas atividades da casa, afinal todo mundo gosta de viver num lugar organizado, não é?

Ainda não tenho minha casa própria, mas venho tentando manter uma rotina organizada e influenciar minha família e amigos a fazer o mesmo. Fica a dica para quem não conhece ainda. 😉

Link para comprar Casa Organizada na Amazon.

Leituras do ano | Everything is Figureoutable (Marie Forleo)

Seguindo essa série de leituras do ano, apresento um dos livros de não ficção que mais curti em 2019: Everything is Figureoutable, da Marie Forleo.

Para quem nunca ouviu falar de Marie Forleo na vida: ela é uma empreendedora, escritora e coach estadunidense, apresentadora do Marie TV (no YouTube) e também podcaster. A conheci através da Rafa Cappai (da Espaçonave), que já foi aluna de Marie Forleo no B School (programa de educação para empreendedores).

Everything is Figureoutable é o segundo livro publicado por Forleo – o primeiro foi Make Every Man Want You, que apesar do título, não é só um manual para ter todos os homens aos seus pés… embora sirva para isso também – e mais do que um título chamativo ou uma frase de efeito, Everything is Figureoutable é um estilo de vida. No primeiro capítulo, a autora conta sobre a história de sua mãe, que foi a pessoa que apresentou a ela a ideia de que tudo, tudo mesmo tem um jeito (menos a morte, claro). Os capítulos seguintes são recheados de exemplos vindos da vida dela mesma e de outras pessoas, que realizaram sonhos e/ou superaram dificuldades (de desemprego a lidar com uma doença crônica). Ao fim de cada capítulo, tem uma sessão chamada Insight to action, na qual ela propõe exercícios que ajudam a pessoa a 1) internalizar a ideia do everything is figureoutable, tudo tem solução; 2) planejar a realização dos planos, metas, e visualizar soluções para questões problemáticas.

Comprei o livro na pré-venda, o que me garantiu a participação no programa The Figureoutable Formula em outubro passado. Esse programa foi bastante prático, remetendo a conceitos trabalhados ao longo do livro.

Caso queira comprar Everything is Figureoutable, só chegar na Amazon!

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