Esportes: com ou sem música?

Quando comecei a caminhar e posteriormente correr, criei uma playlist especial para essa atividade, que eu pretendia tornar diária. Honestamente, não consigo correr todos os dias. Às vezes o tempo não permite, outras é o cansaço por outras atividades. No final das contas, alterno a corrida com o pilates e agora com os pedais.

Mas antes de minha planilha de treinos ir para o beleléu (por enquanto), percebi que embora eu goste muito de música, e tenha playlist para praticamente tudo, correr não é uma atividade que combine com música para mim.

Alguns dos motivos:

  • A pior de todas: depois de algumas voltas, começo a sentir dores de ouvido. Isso era mais comum nos meus primeiros treinos, mas percebi que andando com os fones, o incômodo aumenta.
  • Bate um medo de sair com o celular na rua, não? Isso também tem me impedido de usar aplicativos para acompanhar o desempenho nos treinos. 😦
  • Sem as músicas de escolha, fico mais atenta às coisas que acontecem ao meu redor; e também aproveito o momento como uma meditação. Recomendo fortemente!

Talvez um dia eu mude de ideia sobre isso, mas por enquanto estou deixando a música para os momentos mais *quietinhos*.

Mas para os exercícios de pilates, especificamente os que faço no solo, tem umas músicas da Anna Maria Jopek que eu gosto muito de ouvir, principalmente do álbum Secret.

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Playlist do amor (e uma reflexão sobre namoro, pressões e tudo mais)

Então, dia dos namorados, né? Por um bom tempo, eu não gostava nem da proximidade da data, por motivos de: nunca passei um 12 de junho acompanhada por alguém pra chamar de ‘meu amor’. Muito pelo contrário, já levei bolo de ex ficante no dia 12! (lado bom: nesse dia, também comi bolo, já que é também aniversário de um dos meus primos).

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Esse bolo: queremos (versões fit/funcionais são muito bem aceitas, obrigada)

Essa pressão de *estar namorando* atinge mais quando a gente é adolescente, quando está dominada pela carência, ou quando a gente se compara muito com outras pessoas da nossa idade que já conquistaram a estabilidade amorosa (considerada por muitos tão importante no mercado quanto ter a casa própria, emprego que pague salário de 5 dígitos e outros que tais).

Para mim, é mais um dia dos namorados sem namorado. Beleza. Beleza mesmo, porque enfim posso dizer com alívio que superei a fase da comparação com o resto da turma de amigas. Deixei de olhar para o fato de ser a única solteira da turma como um peso difícil de carregar, e de pensar que por ter entrado na casa dos 30 as coisas ficam mais difíceis no amor.

Desisti de usar Tinder e similares. Tentei quatro vezes (ou foram cinco?) e resolvi largar de uma vez essa modalidade de conhecer uns boys porque não tenho muita paciência para ficar de celular na mão mandando swipe left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left (…) a essa altura vocês já entenderam que eu mando MUITO boy pra esquerda, até que OPA! Swipe right! Enfim… Mando mensagem e…

Ou o cara não responde.

Ou a conversa não evolui.

Ou a pessoa faz/diz algo que incomoda (já dei unmatch num cidadão que insistia que eu ia andar de moto com ele, e subir numa moto é uma das coisas que não faço e não há negociação possível, até a data de hoje. Cara, me respeita, bora de ônibus! Ah, esse match foi um daqueles acidentais, o app travou e apertei o botão errado. Acontece…)

Enfim, vocês entenderam o que acontece. Não tenho paciência para esse esquema. Não tenho paciência pra gente que nunca me encontrou e pede foto de corpo inteiro (eufemismo para nudes, eu sei que é). E, lá no fundo do coração, eu sempre tive a certeza de que vou encontrar o meu companheiro de vida de forma totalmente offline. Num passeio ou numa viagem, por exemplo. Então, sendo bem fiel aos meus princípios e à vozinha que insiste em ter paciência e seguir a vida com mais luz do sol e menos luz do led, larguei do online dating. Não quero dizer com isso que todo mundo deve fazer isso, mas é algo que me deixa confortável. Ainda uso um site de relacionamentos para praticar os idiomas que estudo, mas nesse caso sempre deixo claro que o foco não é namoro.

Se acontecer de eu me apaixonar por um sujeito que conheci online? Bem, pode ser que eu pague a língua, né? Mas a intuição ainda me diz outra coisa. 🙂

Mas o assunto nem era esse, eu queria mesmo era falar de música romântica. Eu garrei um abusinho de canções de amor, de coisas melosas do gênero, porque acho que rola uma vibe sofrência muito grande. Quando tomei foras, levei bolos e coisas do tipo, gosto de ouvir coisas que me animem, me façam rir, não que me levem para o estágio de miséria sentimental. Por isso eu fiz uma playlist chamada Broken Hearts Are For Assholes. E para os momentos românticos, tenho uma play novinha, só com aquelas que me me inspiram sentimentos românticos, fofinhos, algumas até que eu cantaria para o boy… Dá o play! 😉

https://open.spotify.com/embed/user/cg9kzzmrythruatagkqpm43ws/playlist/05629ay1B2K5LlTNx0knhy

E independente de ter ou não um par para comemorar, que o dia seja feliz e cheio de amor! ❤

Ouvindo: Szukaj w snach, de Natalia Kukulska e Marek Napiórkowski

Com vocês, um álbum que me fez chorar como um bebê!

Estava eu muito tranquilamente ouvindo um pouco dos álbuns do Marek Napiorkówski quando soube que WAW/NYC não era mais o álbum de estúdio mais recente da discografia do guitarrista. Foi lançada recentemente uma parceria dele com a cantora Natalia Kukulska, chamada Szukaj w snach (em tradução livre: procure nos sonhos). Primeira impressão, antes de ouvir o álbum propriamente: a capa é bonita, com as borboletas num campo escuro…

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Aí na faixa de abertura, mal Natalia começou a cantar, eu já estava chorando. Foi ouvir choro de bebê, tava eu chorando! Foi só então que percebi que trata-se de um álbum com um foco infantil. Mais: é a trilha sonora de uma espetáculo musical, que estreou no Teatr Stary, em Lublin, em setembro do ano passado (mas o álbum só foi lançado mais recentemente, em maio passado). Como deve ter sido lindo!! ❤

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Sobre as músicas: como escrevi, o foco é infantil, com canções de ninar ou, como se fala em Polonês, kołysanka (embora nem todas as canções me parecessem de ninar numa primeira audição, hahaha). Meus destaques pessoais são: a faixa de abertura,  Ty tak pięknie umiesz spać (Você dorme tão lindamente – tradução livre), Zaśnij grzecznie (Adormeça polidamente), Mały misiu śpij (O ursinho dorme), as instrumentais Czy znasz? (Você sabe?) e Lipowa panienka (Dama do Linden – essa foi uma cortesia do Google Translate!).

Como eu disse antes, fiquei bem emocionada na primeira vez que ouvi, e provavelmente isso tem a ver com o momento que estou vivendo agora, novamente cercada por crianças (amigas grávidas, sabe?) e acabo ficando mais sensível (detalhe: nem sou eu a mãe, imagina se/quando for!) E o que acho fantástico é que já é provavelmente a terceira ou quarta peça musical originária da Polônia que eu vejo voltada para o público infantil. Só fico encantada.

Szukaj w snach está disponível nas plataformas digitais. Quem ficou interessado, corre lá pra ouvir! 😉

Crushes musicais da semana #14

Na última semana estive muito no YouTube: ora fazendo vídeo (estou reativando o canal, vai ter vídeo uma vez por semana), ora assistindo a vídeos de vários assuntos. E acabei dando uma remexida numa lista meio abandonada por lá (por mim, pelo menos): a lista de vídeos que eu curti.

Não sei como é com você, querido/a leitor/a, mas quando eu gosto do vídeo, eu aperto o joinha só para que o criador do conteúdo veja, pela quantidade de reações, que ele é relevante. Esqueço (ou esquecia) completamente que existe uma playlist no YT direcionada a esses vídeos favoritos. Mas resolvi dar uma olhadinha e me foi bem surpreendente. Primeiro porque é uma espécie de registro do passado – a gente acaba encarando itens que lembram de histórias que não foram muito legais… O bom é que “revisitar” isso me fez perceber que os eventos de cinco, seis anos atrás, já não me afetam e que consegui, acima de tudo, me perdoar (isso é a maturidade chegando, Brasil!). Segundo porque tem coisas que são tão legais, que eu ainda gosto, e que por alguma razão ficaram esquecidas. Essa edição dos crushes musicais vai ser parcialmente composta dos esquecidinhos do YouTube, mas que encontraram ainda um lugar no meu coração.

Type – Living Colour

Numa época dourada, em que nossa única preocupação era assistir MTV com um caderninho na mão para anotar as músicas e artistas que eu gostava, apareceu o Living Colour. Além de gostar da música, esse também é um dos melhores clipes do mundo pra mim.

Joyful Souls – Marek Napiórkowski

Esse é um favorito mais recente, e também entra na categoria melhores clipes: essa é a faixa que encerra o álbum WAW/NYC, do Napiórkowski, e tem embalado meu tempo de escrita ultimamente. Sobre o clipe, o melhor dele é a aparição do Clarence Penn (baterista). Cara, crush imediato! ❤

Simple Pleasures – Basia

Semana passada falei da Basia no blog, né? E passei uma parte do tempo ouvindo todos os álbuns e tal, até que parei nessa música e ela me emocionou de uma forma diferente. Não sei se foi a TPM ou algo parecido, ou se é a época do ano que me deixa mais sensível, mas quando Simple Pleasures toca, eu preciso ficar quieta e só ouvir. Ela faz parte da minha lista de músicas para o dia dos namorados e, de tanto ouvi-la, acabei tirando de ouvido e tenho a ensaiado. Vai ter cover acústica no canal em breve. 😉

Comentando: “Butterflies”, de Basia

Essa semana que passou foi de boas surpresas vindas de cantoras que admiro: primeiro, soube do lançamento de “A velha maluca”, single da Joyce Moreno. E também descobri, com alguns dias de atraso, é verdade, o lançamento de um álbum inédito da Basia: Butterflies veio a público no último dia 7 de maio.

Comparado com trabalhos anteriores da Basia, eu senti que Butterflies tem um ritmo mais suave, mais Soft jazz mesmo, em praticamente todas as faixas (talvez apenas a última, Pandora’s box, destoe um pouco). Percebi um tanto menos dos elementos latinos e de bossa nova que permearam os registros de estúdio dela em décadas anteriores – O último álbum foi “It’s that girl again”, de 2009.

Isso é ruim? Claro que não, mas não posso deixar de falar que estranhei um pouco no começo, como se estivesse faltando algo, sabe? Enfim, a melhor música da tracklist é Mateo, que talvez seja a mais próxima do que chamaria de “Basia raiz”. Em segundo lugar, elejo Like crazy e, em terceiro lugar no meu ranking, Where’s your pride.

Butterflies é um bom álbum, embora não seja o meu favorito. Perfeito para aquelas horas que a gente só quer uma música suave para relaxar.

Crushes musicais da semana #13

Acertei a contagem dessa série de posts! Daqui pra frente vou me esforçar para manter direitinho – material tem, viu?

Hoje vamos começar com um lançamento delicioso: A Velha Maluca, da minha diva Joyce Moreno. Ela tinha dado uma palinha da nova composição no canal da Leda Nagle, e agora temos a faixa completa, por felicidade dois dias depois do meu aniversário. Completei 30 anos e obviamente não estou nada velha, mas a gente em algum momento para pra pensar sobre os anos vindouros (queira Deus que eles venham pra mim, amém!) e se eu for uma velha maluca, vou achar ótimo, hahaha.

https://open.spotify.com/embed/track/49SfhC6EBV8c3xCbYouG77

Nunca curti muito a Magda Umer (o álbum do Grzegorz Turnau com ela é o que menos gosto da discografia dele), mas hoje ouvi uma música dela que gostei demais: Pa! – Role, parceria com Janusz Gajos (que não canta, mas fica interpretando uma tentativa de conversar com a mulher do outro lado da linha). Gostei de verdade, dá vontade de sair cantarolando o refrão: Parole, naprawde parole…! (Palavras, honestamente palavras – tradução livre by me ^-^)

https://open.spotify.com/embed/track/6Y7dxt7V4yflocCMtba32G

Fechando a trinca dessa semana, temos Anna Joanna, do conjunto Yugopolis com participação de outra diva deste blog: Dorota Miskiewicz. Já ligando os radares para eles, ou seja, vem mais post sobre Yugopolis por aí. 😉

https://open.spotify.com/embed/track/2LARtOutyrmPoBIFycZMuV

 

“Sturm der Liebe” em tópicos + se eu fosse roteirista

Muita coisa aconteceu desde o primeiro post sobre a novela que mais tenho acompanhado na atualidade (além dela, só “Orgulho e Paixão”) e resolvi fazer esse post para compartilhar minhas impressões:

O que estou gostando:

* Tina (Christin Balogh) me fez chorar nos capítulos em que ela descobre que David está morto. Eu não tinha me emocionado em nenhuma cena da novela até a exibição dos capítulos girando em torno do falso David e a descoberta da morte. Não por acaso, a atriz se tornou uma das minhas favoritas no mundo! ❤

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Tina rainha, o resto nadinha! (Foto do site oficial da novela)

* Mudei de ideia com relação a Jessica (Isabell Ege) e Valentina (Paulina Hobratschk). As duas para mim eram chatonildas que mereciam ser defenestradas da face da terra, mas o desenrolar da história me fez mudar de opinião. No caso da Jessica, mudei de ideia quando ela foi parar no hospital por causa do incêndio e agora, morando com os Sonnbichlers, ela está até engraçada! Já Valentina conquistou minha simpatia depois de se envolver com um grupo de teatro. Acho até que ela poderia se tornar a protagonista de uma próxima temporada, formando par com o Fabien (Lukas Schmidt). Dou valor! 🙂

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Foto: Focus.de

* Boris (Florian Frowein) continua sendo o melhor Saalfeld na minha opinião.

O que está chato:

* A trama de Paul (Sandro Kirtzel) e Romy (Desiree von Delft) com a repetição exaustiva de “All of me” já deu no saco. Arrumem um homem melhor pra essa menina, pela fé! Inclusive se eu fosse roteirista, deixava Paul cego mesmo para se tornar atleta paraolímpico.
* Alicia (Larissa Marolt) e suas idas e vindas entre dois embustes já deu o que tinha que dar. Eu sigo achando que entre Christof (Dieter Bach) e Viktor (Sebastian Fischer) ela deveria pegar Taifun e ir embora. Mas, daqui para o fim da temporada, ela acaba se acertando com um dos dois…
* A briguinha entre André (Joachim Lätsch) e Robert (Lorenzo Patané) saiu do engraçado para ficar irritante mesmo. E nesse caso, acho que sou team Robert, porque André ficou muito chato depois do casamento com Melli (Bojana Golenac). Mas caso ele não volte a ser chef no Fürstenhof, podia abrir um restaurante, para abrir mais possibilidades de trama. Acho que ia ficar bom.

Lamento a saída do Nils (Florian Stadler), vai fazer muita falta! E a saída da Charlotte (Mona Seefried), que foi uma das personagens que estava lá desde o começo. Os fãs mais antigos devem sentir muito mais do que eu…

E se eu fosse roteirista, além de deixar Paul cego, investir na abertura do restaurante do André (o que acho que vai acontecer de fato), e deixar Alicia feliz sozinha, faria outras coisas para a história seguir, por exemplo:

* Werner sofreria um acidente que o deixaria com a mobilidade temporariamente abalada;
* Uma fisioterapeuta chamada Astrud (olha aí, já dei até o nome!) chegaria ao Fürstenhof para cuidar de Werner. Jovem (aproximadamente 35 anos), dedicada e bem humorada, ela seria mais do que uma fisioterapeuta para ele, mas também uma amiga. Ele fica encantado pela moça e, uma vez recuperado do acidente, faz uma proposta para que ela fique definitivamente no Fürstenhof.
* Mas tem um problema: Astrud é casada e tem um filho pré adolescente, que vivem em Berlim. Elyas, marido dela, não vê com bons olhos a vinda dela para trabalhar no Fürstenhof e se recusa a acompanhá-la. Pior: ele tem ciúme da relação que Astrud tem com seus pacientes, e desconfia que ela tenha se interessado por Werner. Mesmo com todos os empecilhos impostos pelo marido, ela aceita a oferta de Werner devido à boa proposta financeira. E a consequência disso é que seu marido entra com um pedido de divórcio.
* Recém-separada e com as questões da guarda do filho para resolver – Elyas quer levar o garoto embora da Alemanha para a Turquia – a relação de Astrud com Werner consolida-se como uma bela amizade. E ele indica um advogado chamado Martin Weissmann para ajudá-la na luta pela guarda de seu filho. Adivinha o que acontece? Martin e Astrud se apaixonam! ❤
* Como tem de ter um triângulo amoroso, surge Veronika Mayer, advogada de Elyas (trazendo seu cliente a tiracolo) para apimentar a história. Ela e Martin foram colegas no passado, tiveram um relacionamento que não ficou muito bem resolvido, e ela aproveita a oportunidade para lutar para ficar novamente com Martin.

Cara, tô adorando essa história, acho que vou escrever como uma fanfic! E em alemão, pro negócio ficar mais emocionante! Aguardem! 😉