“Tirando as rodinhas da bike” – versão mindfulness

Faz mais ou menos um ano que comecei a praticar meditação. De uma forma não muito constante, já que alguns dias eu pulava, mas fui instituindo a prática na minha vida com o objetivo de me ajudar a lidar com a ansiedade e outras situações que passam pela minha mente.

Durante esse processo, experimentei aplicativos que me ajudaram a treinar, e estava muito satisfeita. Mas há algumas semanas comecei a pensar que era hora de ficar independente dos apps e exercitar a meditação sem esses subsídios. Seria algo como tirar as rodinhas da bicicleta mesmo: não ter mais as vozes me guiando, contar apenas com o silêncio – e alguns ruídos de fundo, como o barulho do ventilador ou o da chuva.

Uma vantagem óbvia é que não usando aplicativos para meditar, aproveito para ficar mais tempo longe do celular. Fiz a primeira tentativa ontem à noite, na hora de dormir. Não sei exatamente quanto tempo levei para pegar no sono, mas fui fazendo o processo exatamente como a meditação para dormir que tem no Headspace (depois de fazer o mesmo exercício várias vezes, eu praticamente decorei o que o Andy Puddicombe diz nos áudios), e deu certo. Tive uma noite bem quieta, a julgar pela posição em que acordei, e o despertar foi sem sacrifício. Outra pausa para meditar assim que acordo, antes da leitura devocional diária.

Outra vantagem, essa bem específica para mim: como não tenho mais os aplicativos me dizendo quantos dias eu consegui meditar in a row, não fico mais na corrida de bater meu próprio recorde e não me desaponto se um dia de exercício não for registrado pelo sistema porque minha conexão à internet estava problemática no dia (essa semana o wifi só chega bem a algumas partes da casa, então meu quarto está offline). Sim, eu sou perfeccionista a esse ponto, acho que já falei sobre isso por aqui. Mas é algo em que estamos trabalhando…

Isso não quer dizer que não vou mai fazer meditação guiada. Encontrei uns podcasts bem legais, que poderei usar às vezes. Mas quero muito continuar na prática não guiada, e aprender com isso a consolidar meu foco. Estou bem animada.

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O registro chegou!

Depois de quatro meses do envio do formulário de registro (vide post ‘O causo do registro’, aqui no blog), finalmente chegou a certidão!

Confesso que tinha meio que desanimado de ver essa carta chegar esse semestre ainda, mas graças a Deus essa primeira parte está concluída.

Isso significa que… vamos começar a trabalhar na publicação agora. Em breve, nas cenas dos próximos capítulos! 😉

Crushes musicais da semana – minha inspiração para escrever

Como tenho falado nos últimos posts, estou me dedicando esse mês a escrever uma novela curta, e como não poderia deixar de ser, temos uma trilha sonora!

Com vocês, Lunar Calendar, de Marek Napiórkowski e seu sexteto.

Essa é a versão ao vivo do tema. A de estúdio está no álbum Up – que estava disponível para streaming até um dia desses, mas infelizmente não está mais.

Tem mais algumas músicas que tenho incluído na playlist específica desse projeto, e quanto tiver colocado o ponto final, compartilharei com vocês na íntegra. Enquanto isso, Lunar Calendar tem sido a mais tocada por aqui enquanto escrevo.

9 dias, 13 páginas

Não parei para contar as palavras, mas parece que estamos indo bem com o projeto da novela. Sinto que a história está andando.

Nos primeiros dias fui bem, estava fluindo e tal… mas logo depois, acontecimentos externos foram minando minha vontade de trabalhar. Aconteceu um evento trágico na minha vizinhança e na noite do ocorrido não consegui dormir, apenas pensando nas pessoas envolvidas. Virada da noite anterior, precisei ir trabalhar. Quando chegou a noite, eu estava quase esquecendo meu nome de tanto cansaço. A tristeza, o cansaço extremo, um tantinho de impotência estavam ganhando terreno e com isso a escrita perde. Eu fazia uma ou duas linhas, para não furar o compromisso, mesmo quando a vontade era de ficar quieta no canto. Eu sabia que se ficasse sem trabalhar no projeto um dia que fosse, ele ia acabar na pilha das ideias jamais concretizadas; e eu não quero mais isso na minha vida, sabe? Quero começar as coisas e seguir com elas até o fim.

Nesse período de energia baixa, não deixei de publicar no Medium, e o que me valeu foram os textos antigos e nunca publicados, flutuando no bloco de notas do celular.

No sábado a coisa melhorou um bocado. A vontade de escrever voltou e acho que a trama está seguindo num rumo legal. Particularmente, estou adorando criar entrechos românticos. Antes de vir escrever aqui no blog, estava trabalhando numa passagem dessas e eu estava realmente sentindo o que os personagens sentiam. Chega a ser algo físico, sabe? Não sei se é só comigo, mas acho bem interessante quando essas coisas acontecem.

Um #firstdraft em um mês

Então, há duas semanas comecei a escrever todos os dias um texto diferente no Medium, e isso me deu um gás novo para começar um novo projeto. Hoje dei o pontapé inicial para o EvaWriMo (nome inventado agora, enquanto escrevo esse post). Enquanto o NaNoWriMo acontece durante o mês de Novembro, meu EvaWriMo consiste em eu elaborar uma novela em um mês. Hoje fiz as primeiras páginas da novela, e vou seguir nessa toada até dia 30 de Abril.

Por que resolvi fazer isso? Bem, basicamente (e em primeiro lugar) porque descobri que funciono muito bem com uma deadline. Se eu deixo a coisa muito solta, fica mais um rascunho inacabado e um poço de frustração. É isso, gente. Descobri que eu preciso ter data para começar e terminar as coisas. No NaNoWriMo 2016 funcionou bem, resolvi aproveitar um fiapo de história que apresentou potencial e vou investir nela. Em segundo lugar, é um exercício de compromisso comigo mesma. Ninguém pediu que eu escrevesse uma novela hoje. Eu que vi e pensei “cara, isso pode dar certo. Vou fazer!” Depois a proposta é publicar o e-book.

O primeiro dia foi um sucesso. Consegui fazer duas páginas e mais um pouquinho em um arquivo no Google Drive (o que vai me favorecer escrever em outros lugares que não um computador. Consegui até fazer mais de mil palavras. E espero seguir com a mesma animação até o ponto final, que há de ser no dia 30 do mês que vem, se Deus quiser!

O causo do papagaio

Ontem no final da tarde um papagaio fugitivo entrou pela cozinha.

Antes eu achei que tinha acontecido um acidente no fogão, pelo grito da minha mãe: larguei tudo o que estava fazendo e corri para a cozinha. Entrando, mainha estava inteira, mas ainda assustada; e o bichinho provavelmente mais assustado ainda, em cima da mesa.

Já tivemos invasões de gato, de saguin, de uns passarinhos, mas papagaio era a primeira vez. Passado o susto inicial, a gente tentou primeiro fazer o animal voar por onde ele tinha entrado – a janela da cozinha, mas ele não quis saber de se desempoleirar do dedo do meu pai. Então levamos ele pro terraço e tratamos de lhe dar comida enquanto não localizávamos o dono. Um animalzinho daquele só podia ter fugido de alguma casa da vizinhança… detalhe: ele não estava muito animado em comer: beliscava a fruta e depois largava…

Caso não encontrássemos a casa de onde ele tinha vindo, já estávamos pensando até no nome pra ele.

Três ou quatro telefonemas depois, chegou a dona do papagaio lá em casa e o bichinho se transformou: começou a cantar, todo feliz. ❤ E assim todos ficaram contentes!

Só espero que o pobre papagaio não vá fugir de novo…

O que estou estudando agora + dicas de sites para estudar idiomas

Orgulhosamente, declaro que terminei o curso online de alemão nível B1. Ueba!!

Fácil não é, mas com algum esforço a gente encontra oportunidades para colocar em prática. Ultimamente tenho praticado a escrita graças aos e-mails e a compreensão auditiva, mais com a novela mesmo. Às vezes falo sozinha, mas isso é mais raro. O bom é que estou usando o Alemão com bem menos esforço, cometendo pouquíssimos erros e agora me sinto mais preparada para investir em outro idioma. A opção número um era continuar o Francês, que eu tinha começado ano passado, mas acabei dando a preferência ao Italiano, porque fiz amizade com um italiano que corrige meus textos. Ter alguém que te dê feedback real é bem estimulante, certo?

A princípio, estou fazendo lições diárias de italiano no Duolingo – o curso está disponível em Inglês, por ora. Mas um recurso que eu recomendo fortemente para todo mundo que quer se envolver mais com a língua e também o background cultural são os sites das emissoras locais, que contam com um acervo muito bom de lições para diferentes níveis; além de, naturalmente, ter notícias do país em questão e do mundo.

Desde que voltei para o Brasil, o site da Deutsche Welle tem sido uma mão na roda. Como terminei o Nicos Weg (disponível no app DW Deutsch Lernen), agora estou passando para lições de B2 com a novela Jojo sucht das Glück (infelizmente não disponível em app, mas tem podcast online no Podbean e os exercícios todos no site da DW) e também os podcasts sobre sociedade, história, cultura e muitos outros assuntos, no mesmo site – faço até uns exercícios direcionados para C1, pelo nível de desafio.

Para os estudantes de Italiano, tem o RAI Cultura Italiano. A grande emissora dispõe de um vasto material que vai até o nível B2.

E a TV5 Monde, da França, conta com seu site próprio também! Inclusive, o teste de conhecimentos dele é maravilhoso. Não consegui terminar de fazê-lo porque o tempo estava apertado, mas vou fazer todinho dia desses para ver o quanto enferrujada estou…

Ah, e não podia deixar o Inglês de fora, né? Se você caiu nesse post e não está interessad@ em aprender nenhum dos idiomas acima, mas quer começar pelo Inglês usando páginas com material bom, ficam as dicas: BBC Learning English tem uns cursos bem legais, a partir do lower intermediate. E do lado do Uncle Sam, tem o VOA Learning English.

Você está estudando alguma língua estrangeira atualmente? Se sim, como você está fazendo? Só chegar aqui nos comentários e compartilhar sua experiência! 😉