“Coração”, de Johnny Hooker

Interrompemos nossa programação para dizer que o lançamento do Johnny Hooker vai furar a fila das resenhas desse blog. Desde hoje está disponível em todas as plataformas digitais o álbum Coração. Dois anos depois de Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, o artista pernambucano volta com um trabalho que não podia ter um nome mais apropriado. O coração dele está inteiramente lá, em cada composição!

Antes do lançamento oficial do álbum, o single Flutua já estava correndo a web (chegou até a ter censura +18 no YouTube, por causa da foto do beijo entre Hooker e Liniker (aliás, não o conhecia, voz massa, viu?). O dueto é uma canção emblemática para a comunidade LGBTQ, com frases como “ninguém vai poder querer nos dizer como amar” e “amar sem temer”. Ou como o pessoal tá dizendo no twitter, “primeiro a gente diz que é hino, depois a gente ouve”.

O que achei mais legal em Coração, em tópicos:

1) A diversidade de ritmos: tem o samba Eu não sou seu lixo – minha música preferida no álbum; o tecnobrega Corpo Fechado, dueto com Gaby Amarantos, o jazz Página virada (segunda música favorita, com arranjo de cordas e baixo ma-ra-vi-lho-sos); o frevo Escandalizare assim vai.

2) As letras: as letras falam de renascimento, de dar a volta por cima, recomeçar, resiliência, resistência. A letra da Intro já dá o tom:

Na vida um grande amor perdi
Um grande amor fui confiado

Sete vezes eu morri, sete vezes eu renasço
E me dano pelo mundo a procurar nos olhos do meu amado
Com força, amor e fé e meu corpo fechado.

E quando chega na faixa final, Escandalizar, é uma grande festa! Uma ode à vida, à felicidade, à liberdade e ao dar zero fucks para o que os outros pensam. 🙂

Esse foi um dos álbuns que eu ouvi e me fez abrir um sorrisão (principalmente nas faixas Eu não sou seu lixoCorpo fechadoEscandalizar). A gente ainda vai ouvir falar muito de Johnny Hooker e seu Coração, que já tem falado muito aos corações dos ouvintes (e tenho certeza que conquistando novos fãs).

Não vai rolar player do Spotify aqui porque já reparei que essas playlists não estão funcionando aqui no blog, mas sério. Procurem e ouçam. E ainda vou mandar o link via whatsapp pra uma galerinha.

“Invisible Cinema”, do Aaron Parks

Alô, meu povo! ^_^ Depois de escrever sobre o crush da semana, parei para prestar atenção na minha biblioteca do Spotify e observei que tem uma montanha de artistas que eu incluí, mas jamais escutei um álbum inteiro e/ou só ouvi uma ou duas músicas no máximo. O critério de inclusão era basicamente esse: “olha, eu gostei dessa música que o app indicou, vou salvar pra ouvir depois!” O “depois” vira “nunca” e fica lá o nominho só engrossando a lista de artistas que eu sigo, mas sem realmente conhecê-los.

Então, resolvi explorar melhor a minha biblioteca do Spotify nesse segundo semestre, ouvir todos os álbuns de todos os artistas que eu sigo por lá e aproveitar o espaço aqui do blog para compartilhar o que achei de cada um (já é uma prática, mas agora vai ficar mais constante). Se eu gostar, se eu não gostar, se eu ouvir o disco 44 vezes num dia só, vai ser tudo registrado aqui.

invisible-cinema

Então vamos ao primeiro da lista: Invisible Cinema, disco de 2008 do pianista estadunidense (de Seattle – a.k.a locação da minha série favorita, Frasier) Aaron Parks. Ele começou a carreira ainda adolescente – a primeira gravação dele data de 1999, ou seja, ele tinha 16 anos! Invisible Cinema é o primeiro álbum dele pela Blue Note, mas antes disso sua discografia já constava de The Promise (1999), First Romance (2000), The Wizard (2001) e Shadows (2002).

Como eu descobri Aaron Parks: graças ao mix que o Spotify faz pra gente com base nas nossas preferências musicais registradas. A música em questão era Travelers, desse álbum. Marquei a faixa com um coraçãozinho e comecei a segui-lo. Ontem parei um pouquinho (leia-se “deixei o Frogtown de lado um pouquinho”) e ouvi o Invisible Cinema.

Primeiras impressões, em tópicos:

1) Hm… Esse álbum tem uma pegada meio “soturna”. Com exceção das duas últimas faixas (Praise e Afterglow), eu me senti transportada para um ambiente escuro, meio sombrio – tipo uma casa com arquitetura antiga, móveis de madeira de lei, sabe? Não achei uma imagem que ajudasse a visualizar a cena como eu a imagino, mas pensem aí em algo com pouca luz e tons amarronzados.

2) Querido baterista que participou desse álbum: não sei quem és, mas já ganhou meu respeito! O baterista em questão é Eric Harland. Gostei tanto da atuação dele nesse álbum que acho que dia desses vai ter um post inteiro só pra ele… vamos acompanhar.

Minhas duas faixas favoritas Nemesis (é a faixa mais ouvida dele no Spotify, não é por acaso, é uma composição poderosa. Nessa música especificamente, o que mais me chamou a atenção nem foi a bateria, mas a guitarra – by Mike Moreno) e Harvesting Dance. Em terceiro lugar, vem Travelers, que foi a música que me apresentou a Aaron Parks.

Não foi amor à primeira audição e provavelmente não será um dos meus discos favoritos da vida, mas achei Invisible Cinema um álbum interessante. Depois de ouvir o álbum pela terceira vez, continuo achando que ele tem uma pegada mais “escura”, “sombria”. Também o vejo como o tipo de música que a gente pode ouvir durante o trabalho no escritório – sabe playlist “mantenha o foco”? Pronto, esse álbum encaixa direitinho nesse propósito, para quem curte trabalhar ouvindo jazz.

O que a música significa para mim

Como já deve ter ficado bem claro para quem lê esse blog (e para quem me conhece desde pequena), música é algo muito importante para mim. Eu diria que é um hobby que levo muitíssimo a sério. Canto em coral, estou aprendendo um instrumento (já de olho nos próximos), trabalho melhor ouvindo música, o Spotify é de longe o aplicativo mais usado no meu celular, já colecionei fitas K-7, e tenho mania de criar trilha sonora pra tudo.

Lembro de quando escrevi minha primeira novela, ainda criança. Eu escrevia em silêncio, no quarto/biblioteca, usando uma Olivetti. Depois de alguns capítulos escritos (não lembro se já tinha terminado), eu resolvi fuçar nos CDs da casa e selecionei algumas músicas que combinariam com a minha história, como se fosse a trilha sonora de uma novela de TV. Foi minha primeira mixtape. Algum tempo depois, reaproveitei a fita para gravar coisas na rádio e lá se foi minha primeira trilha sonora…

Cresci, descobri a Internet, fiz amigos e resolvi me aventurar em roteiros que jamais foram filmados, mas que divertiram muita gente nas comunidades do Orkut, com as webnovelas. E obviamente, tinha trilha sonora! Mas, diferente do que fiz na infância, dessa vez eu escolhia a música antes de começar a escrever. Até hoje tenho esses mixes registrados em CD (ou digitalizados no HD externo, porque me desfiz de muitos CDs numa faxina) e imediatamente ligo as músicas (ou pelo menos a maioria) àqueles personagens. É bem legal; e inclusive acho que alguns amigos meus passaram a conhecer alguns músicos que hoje estão fazendo o maior sucesso (e com músicas em trilhas de novelas de verdade) graças a minha seleção (por favor, meus amigos da época do Orkut que eventualmente lerem esse texto, deixem eu continuar acreditando que vocês conheceram Filipe Catto porque coloquei Ascendente em Câncer na mix de O capitão fracasso! ^_^ – aliás, acho que perdi os capítulos dessa quase todos, o que é uma pena, eu gostava…)

Praticamente todos os textos de ficção que tenho escrito ultimamente têm alguma ligação com música. Ou têm uma trilha sonora cuidadosamente escolhida (e que ouço à exaustão enquanto escrevo) ou porque os personagens contidos naqueles universos são músicos.  Às vezes eu procuro, outras vezes a música cai no meu colo enquanto estou escrevendo (as mixes do Spotify ajudam muito nisso). De toda forma, quando eu acho a trilha sonora, fica até mais fácil mergulhar nas emoções daquele personagem.  É como se finalmente eu tivesse encontrado o coração dele, e me conectado (isso é tão bonito, gente!), e as emoções daquela pessoa que só existe dentro de mim transbordam de alguma forma.

Às vezes é mais intenso, às vezes não muito, mas é sempre muito bonito. Falei no post anterior que estou apaixonada pelo álbum Frogtown, do Anthony Wilson, né? Pois: estava eu muito tranquilinha ouvindo o álbum no Spotify pela enésima vez quando começou Arcadia e eu tive uns flashes de uma personagem que eu havia criado há alguns anos, mas não tinha desenvolvido sua história. Só tinha um outline do que seria. Aconteceu a mesma coisa com Downtown Abbey. Senti, mas não escrevi na hora, fui ver a novela e depois dormir. Mas acordei com essas duas músicas na cabeça. O que fiz? Depois de fazer a prática de violão do dia, peguei o laptop, o celular, abri o Spotify e o Word e saiu uma cena, um pedacinho da história que ainda está por ser desenvolvida (já tem vários pedacinhos escritos há vários meses tanto em formato proseado como em roteiro, tá tipo um Frankenstein, mas depois a gente arruma e faz uma coisa só). No final eu chorei. Eu estava enxergando como a Laura (uma das personagens) enxergava, sentindo o que ela sentia; foi forte e bonito.

Ainda vou desenvolver o resto da história (que nem título definido tem ainda), mas precisava compartilhar o tanto de feliz e encantada que eu estou. É como se eu tivesse começado tudo de novo hoje, do zero. Faz algum tempo que ando ruminando entre uma ideia e outra, sem concluir. Tenho sido prolífica aqui no blog, no Superela, mas sair um texto fictício anda difícil, por mais que os personagens passeiem pela minha mente e queiram sair, e às vezes até ensaiem isso. Ter tido esse insight e a urgência para escrever ao som de uma música me lembrou da magia que é criar e do quanto eu sou grata pelas criações dos outros, que me inspiram tanto, na arte e na vida.

Crushes musicais da semana #4

Mais uma vez, minhas músicas mais ouvidas da semana estão em um álbum inteiro. Voltei a ouvir no começo dessa semana o Frogtown, álbum mais recente do Anthony Wilson (de Campo Belo). Ouvi o disco pela primeira vez logo que foi lançado nas plataformas online e de cara elegi três músicas como as minhas favoritas: a faixa título (que foi parar na playlist de uma das estórias que comecei a escrever), Silver and Flint (que foi para a minha playlist de corrida) e Downtown Abbey. Eu praticamente só ouvia essas três músicas, mas essa semana isso mudou!

Sabe aquele disco que você não pula nenhuma faixa? Nenhuminha? Pronto, estou assim com Frogtown. As músicas que mencionei continuam entre as minhas favoritas, e mais duas se juntaram ao top 5: MopedsArcadia. Se eu ainda estivesse treinando regularmente na rua, essa estaria na minha playlist também.

Uma coisa que me chamou a atenção logo que ouvi Frogtown pela primeira vez é que tem vocalista em parte das músicas: She won’t look back, Your footprints, Our affair, Arcadia, Shabby bird, I saw it through the skylight. E eu fiquei pensando “gente, quem é o cantor?” Só fiquei pensando mesmo, esqueci de ir pesquisar até que justamente essa semana resolvi dar um google no álbum, para saber mais sobre ele (achei uma entrevista massa dele para a Fretboard Magazine, clique aqui para ler).

Pois não é que é o próprio Anthony Wilson? E adorei a voz dele! Foi mais ou menos a mesma surpresa (boa) que tive quando ouvi Chico Pinheiro cantar pela primeira vez uma música inteira.

Tem música com um pé no rock (Silver and flint, por exemplo), outra diretamente da Itália (Occhi di Bambola, traduzido fica “olhos de boneca”). É bem diferente do que conheço do Anthony Wilson até então – ainda não é muito, mas o suficiente para inclui-lo na minha pequena lista de shows a assistir no futuro (tá valendo vê-lo tanto solo quanto com a Diana Krall).

Estou real-oficial apaixonadinha por esse álbum, tanto que só hoje – incluindo o tempo que estou escrevendo esse post – já o ouvi duas vezes, e ainda não são nem 11 da manhã. Recomendo fortemente a todo mundo que curte jazz, e mais ainda para quem gosta de músicas nesse estilo e está querendo exercitar seus listening skills em Inglês com música. É muito de boas para entender, mesmo sem ser muito habilidoso com a língua – palavra da teacher que quando era estudante, sofria horrores na prova de compreensão auditiva.

O não

Ouvir um “não” é uma coisa frustrante mesmo. E é a palavra que a gente mais vai ouvir na vida. Mesmo que não seja com todas as três letras, às vezes ela pode ter mais, pode ser uma frase inteira, mas o significado é basicamente o mesmo: não, não foi dessa vez, não é você, não é pra você.

E mesmo que tentem abrandar um pouco o negócio, a dor persiste, mesmo que por uns breves instantes. É uma quebra de expectativas, afinal.

Desde ontem, quando recebi minha segunda carta (ou melhor, e-mail) de rejeição, ando pensando nisso. Foi uma mensagem curta, direta: seu texto não foi selecionado. Na verdade eu já estava meio que esperando que não fosse mesmo. Mas mesmo assim, ficou uma sensação estranha, variando entre o “que ruim, não é dessa vez que vou ser publicada” e o “eles não merecem falar comigo nem com meu anjo”. Bateu uma chateaçãozinha porque eu não ia chegar na minha página no Facebook nem aqui no blog dizendo que ia ter uma antologia com texto meu publicado. Foi a falta de uma boa notícia para dar que baixou minha energia – um pouco, mas baixou.

Comentei no Twitter. Não era minha primeira rejeição e também não será a última. Se juntar todos os #fail amorosos (que compõem a novela da minha vida afetiva, chamada *carinhosamente* de O Bofe) e as duas negativas na vida acadêmica (quando não passei na entrevista da seleção do mestrado), eu já me sentia muito escolada em levar “não” do universo. E como disse a Manu em uma aula que assisti dia desses, o “não” de hoje é o “sim” lá na frente.

Só tem algumas coisas que eu não posso fazer, se quiser que as coisas realmente aconteçam:

1. Não posso desistir de tudo.

2. Não posso achar que não sou suficiente.

3. Não posso internalizar a ideia de que ninguém me quer/aprecia, só porque um ou dois ou três (…) não quiseram.

4. Não posso deixar de acreditar – nem em mim, nem nas providências de Deus.

Isso vale tanto para minha jornada escrevendo quanto para as outras coisas da vida. Confesso que tem momentos que ando bem cética, mas ter essa postura de “deu tudo errado então vou excluir isso da minha vida” me machuca muito mais. É como se eu ficasse eternizando o “não é pra mim” na minha cabeça, sabe?

Recebi meu segundo “não”, já li gente dizendo que escrevo mal, já ouvi um mocinho dizer que não sentia nada por mim, já fui trocada, já tive projetos reprovados. Mas isso não me torna menor. Não me faz uma não-escritora, de forma alguma. Eu escrevo, sou lida em alguns veículos, então sou escritora, sim senhor, mesmo não ganhando dinheiro com isso! Posso não estar nas prateleiras das livrarias, mas estou na Amazon (Saída de Emergência (2007) e Conservatório (2012)) e ainda tenho muito texto para ser publicado no futuro. Não me faz uma mulher inamorável ou algo parecido com isso. Não me faz uma pessoa incapaz de fazer um mestrado e um doutorado – não desejo o doutorado nem lecionar em universidade, mas finalmente encontrei algo que para mim valeria a pena pesquisar, e sinto que o mestrado em algum momento vai rolar para mim. Coisas maiores e melhores virão, e eu serei uma pessoa maior e melhor – é essa crença que eu quero cultivar, mesmo nos dias em que o cenário parece meio desanimador.

Esse texto está bem parecido com o que postei no fim do mês passado sobre “manter o foco e não desesperar” porque é bem isso mesmo. No final das contas, até que recebi pouco feedback (tanto negativo, quanto positivo). Isso é um sinal de que ainda ando com receio de me lançar, mesmo depois desse tempo todo.

Tá na hora de eu jogar definitivamente esses temores fora.

Assisti: “O nome dela é Gal”

Dentre as cantoras brasileiras, sempre tive minha “santíssima trindade”, da qual já falei aqui no blog (só refrescando: Joyce, Leny e Leila), mas obviamente tem outras cantoras que admiro e respeito, mesmo que não ouça muito. Gal Costa é uma dessas: conheço muito pouco de sua obra (seria justo dizer que conheço “vários nadas”, mas considero a interpretação dela de Divino MaravilhosoBrasil duas das coisas mais primorosas que já ouvi, amo real-oficial; e ainda tem o disco Meu Nome é Gal, que eu ouvi muito quando criança, porque minha mãe deu pro meu pai de presente de aniversário em algum momento dos anos 90). Cresci e Gal não era uma das cantoras que eu mais ouvisse na vida.

Li uma matéria sobre o a série documental recém-lançada pela HBO e acabei trombando com ele enquanto mudava de canal – ia ver Game Of Thrones, mas ainda tavam reprisando a primeira temporada, aí fui ver outra coisa – parei no O nome dela é Gal. Estava passando o primeiro episódio da série sobre a vida e obra dela. Esse primeiro episódio me chamou a atenção por duas razões: primeiro pelos depoimentos da mãe e de amigas de infância, e como ela se aproximou de Bethania, Caetano e Gil. A outra razão foram as imagens de arquivo dela tocando violão, registros da gravação do primeiro disco. Achei aquelas imagens inspiradoras! ❤

Deu até vontade de ouvir Gal de novo, depois de tantos anos sem dar atenção às músicas dela. Meu foco de atenção agora são os primeiros discos, sobre os quais conheço pouquinho ainda. Quem não viu ainda, veja – e ouça!

(de)Cifrando

Falei nuns posts pra trás que ia tentar cifrar Na Młodość, né? E que achava que ia ser meio difícil, né? Pois sábado de manhã, antes do café da manhã, peguei o violão e saí tocando… Consegui pegar a bendita de ouvido. Não era tão difícil assim, hein?

Falta só um pedacinho para completar a cifra, mas ó, tá ficando bonito. Assim que terminar, vou escrever a cifra na partitura (que tirei do site do Turnaul, quando estava tentando aprender a tocar piano sozinha). Rabisquei o que fiz até agora em um bloquinho velho e ainda essa semana devo fazer uma gravação para registrar esse pequeno passo para o povo que anima as rodinhas de violão, mas um grande passo para mim, que um dia desses se contentava de ficar apenas olhando.

Aliás, essa semana estou com o ouvido especialmente apurado: além de ter pego mais uma música do Turnau, consegui fazer o refrão de outra música ontem e, para minha alegria, um objetivo já está sendo vencido: as pestanas estão cada vez menos monstruosas. Estão soando melhor e acredito que falta pouco para eu dizer que me sinto oficialmente segura nessa matéria – já consigo até lembrar onde fica o Gm (Sol menor) sem me atrapalhar toda nos trastes! Com isso, o grau de dificuldade aumenta, mas o violão e eu já estamos bem amigos, vai ser massa passar para o próximo nível.