Watchlist, uma atualização

Depois de um longo período sem muitas novidades, como está minha lista de séries? Esse post dá uma geral na minha lista:

Abandonadas

Unbreakable Kimmy Schmidt: fui uma grande entusiasta da série até o fim da terceira temporada. Na quarta (e última), não deu pra seguir. Achei tudo muito chato, nem Titus me fazia rir mais – e ele era o melhor personagem da série! Larguei antes de ver o final.

Crazy Ex-Girlfriend: me senti mal enquanto assistia ao 15º episódio da primeira temporada. Talvez fosse uma questão de timing… Eu estava numa fase emocionalmente muito cagada e as desventuras de Rebecca Bunch (Rachel Bloom), em vez de me entreter, estava me deixando mal. Resumindo, eu estava me identificando com a protagonista… Talvez um dia eu volte a assistir, mas por enquanto, não sei se rola.

Concluídas (até segunda ordem)

Bojack Horseman: o que me pegou nessa série foi, em primeiro lugar, a duração dos episódios, que é de cerca de 25 minutos. Embora ela também deixe um bem desgraçadinho da cabeça, consegui levar até o fim por ter episódios menores.

The Good Place: segue tendo um dos melhores textos dentre as produções originais da Netflix, e a evolução da Eleanor (Kirsten Bell) e do Michael (Ted Danson) pra mim é uma das melhores coisas da série… depois da Janet (D’Arcy Carden), claro.

Tidying up with Marie Kondo: amo, defendo e recomendo para todo mundo. A gente termina os episódios com vontade de sair arrumando a casa.

Samantha!: temporada curtinha, episódios curtos, garantiu minhas risadas principalmente pelas referências à TV dos anos 80/90.

Fuller House: leve, despretensioso, meio bobinha até, garantiu minhas risadas também. E suspiros a cada fez que Juan Pablo di Pace (intérprete do Fernando) aparece.

Congeladas

Greenleaf, Glow, Gilmore Girls.

Vendo devagar e sempre

Jane the Virgin, That 70s Show, Sturm der Liebe.

A propósito, eu tinha abandonado Sturm der Liebe depois que acabou a temporada com Alicia (Larissa Marolt) e Viktor (Sebastian Fischer), mas depois de algumas semanas voltei. Embora eu continue não gostando do mocinho da vez, tem coisa interessante acontecendo na história e inclusive, na próxima semana, tá rolando o casamento do Boris (Florian Frowein) com o Tobias (Max Beier), e esse capítulo eu não posso perder! E sim, ajuda muito a manter meu alemão em dia. 🙂 Mas não estou tão assídua aos capítulos quanto antes.

Tem saído muita coisa nova por aí nos últimos dias, mas não pretendo me inteirar das novidades agora, por causa dos estudos. Minha lista hoje conta com 11 séries (5 concluídas e 6 com episódios por assistir), e acho que está de bom tamanho por um bom tempo.

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Comentando o álbum: Bedford School, de Grzegorz Turnau

Fazia tempo que não se comentava sobre um CD por aqui, né? É, eu estava com preguiça de atualizar o blog, confesso. Mas agora estamos de volta (de novo)!

bedfordschool
Capa do álbum. Fonte: http://www.gzregorzturnau.pl

Bedford School foi lançado em novembro do ano passado e é o primeiro álbum do Grzegorz Turnau que conta com 100% das músicas cantadas em inglês! Antes disso, ele havia gravado apenas uma música do idioma: We must go to the top, faixa final do álbum-coletânea Do zobazcenia, lançado em 19999. (detalhe inútil: domingo passado tirei essa música de ouvido no violão, ficou massa!) Mas voltando à Bedford School: a faixa que intitula o álbum é a única inédita e de autoria do cantor polonês, que relembra os tempos de estudante, de quando estudou em Londres e teve contato com artistas que o influenciaram grandemente, como Beatles, Queen, Billy Joel, entre outros que são reverenciados nas releituras que Turnau faz de suas músicas. Os Beatles são os mais homenageados: tem The fool on the hillImagine (seria meio difícil não ter essa música!), My Valentine (de Paul McCartney). Mas a minha favorita mesmo é Miami 2017 (Seen the lights go out on Broadway), de Billy Joel, que ficou per-fei-ta na versão by Grzegorz Turnau. Entrou pra minha lista de mais queridas sem pestanejar, e também na trilha sonora que uso para escrever meu projeto atual.

Parte das músicas em Bedford School conta com a participação da cantora irlandesa Maria Rumińska, com sua banda Shannon. E pouco depois do lançamento, Bedford School ganhou um clipe, que acho que é o melhor clipe já feito para divulgar músicas de trabalho do Grzegorz Turnau (até então o melhor para mim era o de Bracka). Turnau de bicicleta (o que me lembrou o Tutaj Jestem), de patins, fazendo estripulias como uma criança… adorei!

Grzegorz Turnau, é um dos melhores artistas que já tive a chance de conhecer. Infelizmente, pela barreira linguística, só é popular mesmo na Polônia. Mas quem sabe agora, com um álbum totalmente em inglês, ele não expande as barreiras, né? Por enquanto sigo torcendo para vê-lo ao vivo algum dia. (ir à Polônia é o meu novo ir a São Paulo: eu planejo, planejo, e quando chega na hora acontece alguma coisa para eu não ir, até que um dia eu consigo.)

 

Meu carnaval (quase) sem redes sociais: como foi?

@evanaizabely

Já fazia algum tempo que eu estava ensaiando um período detox, longe das redes e usando menos o celular. O primeiro a cair foi o Facebook, cuja conta ainda mantenho porque sou administradora de uma página, mas pessoalmente não atualizo nada há meses. O Twitter e o Instagram me prendem mais, então aproveitei a oportunidade do feriado para me dar uma folga de ambos. Os principais motivos: eu ainda estava me sentindo ansiosa, sobrecarregada, principalmente pelas notícias que chegam a cada minuto, e ainda as reações às notícias que ficam se repetindo. Não tenho aplicativo do Twitter instalado no aparelho, o uso pelo navegador online, então parei de usar o navegador também, para não correr o risco de acabar acessando o site assim, sem querer querendo… O Instagram foi desinstalado no sábado, com a perspectiva de ser reinstalado na semana seguinte. Nesse post, um diário de como me senti em cada dia do processo.

Ah, de mídias sociais só foram mantidos estes apps no meu aparelho: o Pinterest, o Feedly, YouTube e os mensageiros (WhatsApp e Messenger).

Dia 01 (Sábado, 02 de março)

Desinstalar o Instagram foi a primeira coisa que fiz assim que peguei o celular, depois da minha rotina matinal. Depois, fui ler um livro (Oryx e Crake – post em breve por aqui) e assisti a alguns vídeos inspiração no YouTube. Ainda longe do celular, vim para o computador e trabalhei no blog, iniciando e programando diversos posts. A página vai ficar movimentadinha nas próximas semanas!

Aliás, isso me lembra muito o quanto eu acho os blogs mais legais para tanta coisa. Não que rede social não seja, mas tendo um blog me sinto mais à vontade.

Não bateu exatamente vontade de saber o que está acontecendo lá nas redes. Basicamente sei que existe, mas não estou exatamente morrendo para saber o que tem lá. Usei o Pinterest para ver os esquemas de dobra de roupas by Marie Kondo e checar o que precisava comprar para uma receita que vou testar no feriadão. Só.

Dia 02 (domingo, 03 de março)

Esse foi um dia bem agitado. Dois serviços na igreja (ou seja, sair de casa duas vezes), mais exercícios de violão, yoga e muito trabalho mental: tive novas ideias para o blog, para textos novos… Em um dado momento do dia, me peguei pensando se a filha de uma amiga da época de colégio já tinha nascido – se eu tivesse acesso ao Instagram (única rede social que minha amiga tem) eu já saberia. Ah, mas é sempre possível ligar/escrever!

Dia 03 (segunda, 04 de março)

Acordei sem despertador. Como é feriado, posso me dar a esse *luxo*. A primeira parte da manhã dedicada a leitura, meditação, estudo, depois ver um vídeo no YouTube e tomar café com a família. Por um momento me senti um pouco sobrecarregada pelo tanto de opção de coisas para fazer, mesmo sem as redes sociais, mas me acalmei. Dá tempo de fazer tudo, não precisa ser tudo num dia só, né?

E, finalmente, depois de semanas de procrastinação, consegui voltar para o romance que eu estava escrevendo! Eu estava me sentindo culpada de não ter escrito uma mísera linha que fosse no último mês, o arquivo tinha inclusive sumido dos meus acessos recentes no Google Drive (uso o Documentos Google para produzir, o que me dá liberdade de escrever onde eu puder, inclusive usando o celular se for o caso), mas ontem fiquei muito feliz de conseguir avançar um pouco no texto. E contato com as amigas, mesmo que breve. Como não estou vendo o que estão postando no Instagram, então vou até elas.

Outra do dia: fiz falafel pela primeira vez. Ficou gostoso, mas pode melhorar, claro. Estou tentando incluir mais incursões à cozinha na minha vida, mesmo com o tempo apertado. Uma vez ou outra chegar lá e fazer uma coisinha gostosa para comer, além de saudável é terapêutico – cortar cebola relaaaxa a gente!

Dia 04 (terça, 05 de março)

Começamos bem: aula de yoga cedinho (é o quarto dia seguido que faço aula – estou fazendo o 30 dias de conexão do canal da Pri Leite no YouTube e a-do-ran-do!), fui ler algumas notícias, ajudar meu pai com o estudo de inglês, fazer uma lição rápida de polonês no Duolingo. Outras coisas ocupam minha cabeça hoje: o planejamento da próxima viagem (já decidi o itinerário, e estou organizando o orçamento), a matrícula nas disciplinas do mestrado, as aulas de música que parei de fazer tem um tempinho. Esse ano o foco está em focar na vida acadêmica, que estava há muito tempo (6 anos, precisamente) deixada de lado. Na verdade esse é o foco desde 2017, quando fui a uma universidade em Berlim para buscar informações sobre ingresso de estrangeiros no mestrado. Não foi dessa vez que migrei, mas ainda está nos planos ir estudar na Alemanha. Se Deus quiser, vai acontecer. Vamos acompanhar. 🙂

(detalhe que essa parte final do texto nada tem a ver com o ‘desafio’ de ficar sem redes sociais durante o carnaval, mas vou deixar aí mesmo)

E tá de boas ficar sem Instagram ou twitter. Acho que quando voltar, vou ficar só com o Instagram e o LinkedIn mesmo…

Dia 05 (quarta, 06 de março)

Hoje reinstalei o Instagram no final do dia, mas ainda não fiz o login. Estudei, tirei um cochilo, assisti a um filme (sem Netflix, importante frisar, hehe) e fiz a aula de yoga (cinco dias seguidos, olha o progresso! Esse tapete nunca foi tão usado, hahaha)

Saldo final

Foi importante tirar esses dias de ‘folga’ das redes sociais que eu estava usando mais. Não fiquei totalmente alheia às notícias, mas sinto que o impacto delas sobre meu humor foi um bocadinho menor. A ansiedade deu uma diminuída, o que foi a melhor coisa! Essa tranquilidade precisa ser cultivada diariamente na minha vida, eu que sou ansiosa pra peste… Agora que o “desafio” terminou, volto para com moderação para as redes, como uma espécie de “hora do recreio” no meio da rotina.

Repost: O que foi meu carnaval

[post importado do antigo blog Roteirizando, originalmente postado em 08/03/2011]

[Sem imagens porque todo o material foi tragado pela terra. Obrigada, celular Xing Ling.]

Geralmente, quando falo da praia onde passo a esmagadora maioria dos meus feriados, me refiro a ela como um lugar tão calmo, mas tão calmo que beira a chatice. Fica relativamente longe de tudo e não acontece acontecia nada.

Nos últimos anos, as coisas mudaram. Muita gente comprando terreno, aquele pedacinho [mais ou menos] à beira-mar foi recebendo mais e mais veranistas, a energia elétrica tá uma coisa mais aceitável e o barulho…

Na primeira tarde de praia, quando fui dormir, acordei com a maravilhosa sinfonia de 88 carros tunados. Tá, não foram 88 carros; foi um carro só e 87 aparelhos de som no último volume… Nessa hora, meu pai, que já tinha bebido assim um pouco um bocado de uísque ficou meio p da vida e quis voltar para casa no ato porque tava um tanto impossível relaxar. Nem ouvir meus próprios pensamentos eu conseguia!

Enfim, não abreviamos a estadia na praia, o que me jogou dentro de um episódio de Central especial carnaval [quem já leu sabe do que eu tô falando]. Sem mais delongas, vamos a ela:

Tarde de segunda-feira, aquele movimento maravilhoso, gente passando com roupas de banho e boias rumo à praia debaixo daquele sol maravilhoso das DUAS DA TARDE… Quando chega gente me chamando pra beber, me chamando pra farrear e me oferecendo um abadá do bloco do Zé Fogueteiro naquela promoção marota: 1 é 5, 3 é 10.

E os abadás, não bastassem serem abadás, têm escrito em letras garrafais: CARNAVAL 2010.

Uma prima minha ganhou o abadá de uma tia e o bloco estava programado para sair às 18:00. Até aí, tudo bem. Mas passou Araguaia, passou Ti Ti Ti, passou Insensato Coração e o bloco não tinha saído. Diz que tava esperando o prefeito e sem ele o raio do bloco não podia sair. Enquanto isso o tio do trio elétrico:

– Daqui a dois minutos o bloco sai!

[dois minutos depois…]

– Daqui a cinco minutos!

[cinco minutos depois…]

– Daqui a cinco minutos!

– Vai sair essa merda??

E nisso o povo foi debandando. Quando acabou a novela, peguei minha prima com abadá amarrado na perna e seguimos o vizinho até a concentração do bloco. Tinha gente ocupando o espaço de aproximadamente um metro e meio de largura [eu diria “desse carro a esse poste”, mas NÃO TEM IMAGENS, DROGA!] e depois o vizinho, que é / vai ser candidato a vereador por uma cidade do interior do estado, subiu no trio elétrico e fez um discurso completamente trêbado.

– É A FORÇA JOVEM! NÓS ESTAMOS AQUI APOIANDO ESSE EVENTO MARAVILHOSO, É A FORÇA JOVEM, CONTAMOS COM O APOIO DE TODOS VOCÊS! [o verso é repetido 44 vezes]

E o povão: aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Nisso ele foi descendo, amparado por dois “assessores” que, como ele, estavam de sunga desde as duas da tarde e o homem do trio:

– Já tá eleito! Ainda não é eleição, mas ele já tá eleito!

E continuou agradecendo a presença e a paciência de todo mundo lá até que aos 45 do segundo tempo, o “bloco” deu sua voltinha olímpica pelo quarteirão só pra dizer que saiu. Eu tinha feito um vídeo super legal do candidato a vereador força jovem do interior puxando a turma que sobrou do bloco até chegar à frente da minha casa; com direito a meus gritinhos fugindo do spray de espuma e um carro de som dando ré pra sair na filmagem, mas né? Meu xing ling tratou de estragar tudo…

Ano que vem não tem Zé Fogueteiro para mim. Mami já avisou que vamos para um hotel fazenda. Fim.

Se eu fosse de carnaval…

Carnaval por uma

Nunca fui uma pessoa de frequentar festas de carnaval, nem mesmo bloquinhos de rua, por um motivo simples: fui criada na igreja desde sempre. Primeiro levada pela minha avó, depois fui praticamente de forma voluntária, ainda na infância (enfim, isso é assunto para outro texto, em breve). O caso é que quando havia festa na escola, geralmente eu faltava (lembro de um dia que foi massa, não fiquei na festa de carnaval da escola mas fui passear com meu pai e fiz uma super tour por uma loja de materiais de construção). Via tudo de longe, pela TV, durante toda a infância e adolescência. Em alguns momentos, dava aquela impressão de estar “perdendo” algo por não estar lá, no meio da galera, festejando. Cheguei a ficar até um pouco chateada uma vez por não ter ido a um show com os primos do Rio… Mas depois passou.

Só teve uma vez que eu tive contato propriamente dito com Olinda em um dos dias (acho que foi um sábado) quando fui fazer o curso de cinema e um dos colegas de curso, que trabalhava em um hostel na época, chamou a mim e outra colega para fazer um vídeo do hostel, focando o carnaval. Fiz o roteiro, levei minha filmadora (saudades dela, a propósito) e fui com meu pai e minha prima do Rio (que estava turistando por aqui naquela semana) para fazer a gravação com mais dois colegas. Foi divertido e de manhã cedo – chegamos por volta das 7 da manhã – as ruas estavam muito pouco movimentadas. O que eu vi foi o Eu Acho é Pouquinho, minha prima sendo entrevistada pela Band, pessoas tentando evangelizar/distribuir textos evangelísticos (o que não sei se é uma estratégia muito interessante da forma como é feita… mas é assunto para outro texto)… Quando estávamos saindo da cidade, por volta de meio-dia, a gente via foliões fantasiados, em massa. Foi um dia divertido e totalmente diferente do que eu estava acostumada. No ano seguinte, fui para um retiro organizado pela igreja onde participo e nos anos seguintes até aqui, faço o famoso “retiro para dentro de casa”. E está bom assim.

Infelizmente, não tenho mais as filmagens. Ah, teve também o dia do Bloco do Zé Fogueteiro, vou até republicar essa história por aqui, já que o blog antigo não se encontra mais no ar.

Já disse várias vezes que não gostava de carnaval, quando mais nova, até falava da festa com um tom meio raivoso – talvez por em algum momento ter sido privada de participar dos festejos. Hoje já não tenho mais essa postura. Continuo não saindo na rua, mas não fico reclamando das coisas como eu fazia na pré-adolescência e nem acho ruim não sair. É uma escolha que me deixa tranquila e não tenho nenhum arrependimento pelos carnavais que não experimentei (e nem experimentarei, creio). Minha relação com o carnaval é, basicamente, de espectadora de desfiles das escolas de samba (pelo menos a parte que consigo acompanhar), apuração dos desfiles (sempre) e uma ou outra notícia de bloco por aí. No mais, sinto que a pausa é ótima para descansar, ver uns filmes, colocar o sono em dia, estudar (muito!), me conectar mais com a minha espiritualidade.

Mas essa semana me peguei pensando: se me desse um tilt e eu resolvesse, de qualquer forma, participar da folia esse ano (ou em qualquer ano vindouro), como eu seria?

  • Provavelmente eu daria preferência para matinês (durmo cedo, gente);
  • Ou iria só para o baile municipal, ou algum outro baile em lugar fechado;
  • Fantasias que eu usaria: Janet (de “The Good Place”) ou Princess Carolyn (de “BoJack Horseman”). Bem, um dia eu posso fazer ou participar de um evento qualquer que possibilite o uso de fantasias só para usar essas que citei.

 

Bem, por ora é isso. Saindo nos blocos ou ficando em casa, a dica é a mesma: bebam muita água, usem filtro solar e camisinha (parece meio óbvio dizer isso, mas acreditem, tem gente que acha bonito ser feio e não está nem aí para prevenção – não sejam essas pessoas malucas!)

 

Crushes musicais: janeiro/19

Confesso que andei com uma preguiça daquelas de escrever aqui no blog… Na verdade, andei com preguiça da internet de uma forma geral, mais precisamente com as redes sociais. Falta de vontade de escrever no instagram, twitter, facebook já foi deixado de lado já faz um bom tempo… Aí tem o blog e, em menor escala, o youtube, o podcast… Enfim, estou ressignificando minha relação com a internet, mas isso é assunto para outro texto. O texto que eu estava adiando há um bom tempo tem a ver com as músicas que mais ouvi durante o mês passado. Ah, como fevereiro começou há pouco (só 9 dias, hehe), também tenho ouvido bastante nesses dias também. E vamos a elas!

Um dia desses, no final de 2018, comecei a fazer uma faxina digital e depois de dar aquela geral nos arquivos dos drives, resolvi fazer o mesmo nos álbuns salvos no Deezer e no Spotify, seguindo mais ou menos o método KonMari e me perguntando se cada álbum digital me trazia alegria. Vários deles eu tinha salvo ali para ouvir depois e o tal depois nunca tinha chegado, entre eles, Navega Ilumina, álbum de 2014 do Francis Hime. E foi desse álbum que saiu o primeiro crush musical do ano: Mistério.

Estou tão apaixonada por essa música que peguei a partitura para estudar e coloquei na playlist/trilha sonora do meu atual projeto literário (que teve a propósito o título alterado por causa dessa música), que comecei em novembro e francamente não sei quando vai acabar, porque ultimamente ando escrevendo num ritmo mais lento.

Tem outras músicas maravilhosas nesse disco, na verdade ele todo é muito bom… Na verdade estou tão encantada com Francis Hime que se eu tivesse um filho hoje e fosse menino, o nome do pirralho ia ser Francis (aliás, tenho um personagem com esse nome em A Casa de Chá). Mas continuando…

Vocês já ouviram Cheiro Verde, de Danilo Caymmi? Pois é, há alguns anos atrás eu tinha ouvido esse álbum, não lembro como chegou às minhas mãos, mas tinha duas músicas que eu amava: Codajás

… E Vivo ou Morto.

Mas os crushes do mês não são essas versões, e sim Codajás na interpretação de Nana Caymmi…

… E Vivo ou Morto by Joyce (do álbum dela com Nelson Ângelo)!

Eu dou uma viajada braba na letra dessa música, há anos que conheço e até hoje não entendi muito bem.

Falando em Nelson Ângelo e Joyce, esse álbum é digno de atenção pelas vibrações psicodélicas-hippies-comunidade-alternativa. Anos mais tarde, ela gravaria outro álbum com espírito semelhante, o Visions of Dawn. Mas focando em Ângelo e Joyce, outra música que ouvi muito ultimamente é Tudo começa de novo.

Tô querendo gravar um cover dessa música, só me recuperar 100% da pequena cirurgia odontológica que fiz, e estamos aí! 😉

Próximo da lista: Me dá a penúltima, by Aldir Blanc (feat. João Bosco).

Temos ainda A Rosa, música de Chico Buarque na interpretação de Johnny Alf. Digo logo que a versão do Alf me pegou muito mais do que a de Chico Buarque. Seguem as duas para vocês ouvirem e dizerem o que acham:

E, para fechar a lista, Luz Negra, interpretada por Leny Andrade e Gilson Peranzetta.

Eu já estava ouvindo esse álbum com canções de Cartola e Nelson Cavaquinho há um tempo, mas até então a minha favorita era História de Um Valente (que consta da playlist que fiz para Cafeína). Um dia desses parei para ouvir Luz Negra e, cara, Leny Andrade é diva demais! ❤

E essa foi a pequena lista de músicas que fizeram o meu mês de janeiro e início de fevereiro. Logo, logo tem mais! 😉

Máquina do tempo

Tem essa música do Aggeu Marques que eu ouvia muito na rádio quando eu ia para o pré-vestibular (foi meio que o ano do limbo, eu estava me preparando para fazer vestibular pela segunda vez e na dúvida entre letras, jornalismo e design – que só entrou na conta por causa do curso de webdesign que eu fazia na Microlins na época). Enfim, eu amava essa música (a letra é linda!) e meio que garrei um crush no cantor, sem nunca tê-lo visto. Quase a Letícia (de Cafeína) apaixonada pelo Heitor por causa dos programas de rádio. Depois que parei de ouvi -lo na rádio, dei um Google pra ver o que encontrava. Aí descobri que ele é médico, mineiro e tem 30 anos de carreira musical (em 2019, 31). Fãs brasileiros dos Beatles já devem ter ouvido falar dele, pois Beatles é parte fundamental de suas influências e repertório.

Caso não conheçam ainda, corram nas plataformas digitais aí. 😊🎧

Enfim, passou um tempo e eu esqueci dele de novo, até que o Spotify resolveu me lembrar. 😀☝🏽 E foi engraçado que agora a canção funciona mesmo pra mim como uma máquina do tempo, porque eu lembrei de ir e vir no carro escutando, e pensando na vida lá pelos idos de 2004/2005.