Seis cordas, um amor, mas sem luau

Um pouco de história: aos treze anos, eu me apaixonei pelas guitarras – mais precisamente, por alguns guitarristas. Me apaixonei pelo Brad Whitford e comecei a ter aulas de violão com um único objetivo: passar para a guitarra, ter minha banda e me tornar o Brad Whitford de saias. Bem, isso nunca aconteceu… Arranho algumas músicas, mas nunca cheguei a tocar uma guitarra elétrica na vida. Virei uma musicista frustrada, embora ainda ache que teria um bom futuro na área. Finalmente, virei uma entusiasta dos músicos.

Falando especificamente de guitarras, tenho um Top 3, em ordem cronológica:

1. Brad Whitford: quando se fala de Aerosmith, lembramos logo da dobradinha Tyler-Perry, mas era o guitarrista base que balançava meu coração… Coincidência ou não, as composições que tinham a contribuição de Whitford entravam logo para minha lista de favoritos. Gravou um disco nos anos de 1980 com Derek St Holmes que é apenas pavoroso, mas perdoamos.

2. Chico Pinheiro: é do Brasil (sil-sil-sil)! E é do jazz! Tudo começou numa madrugada vendo o TIM Festival (sdds) na Globo. Até do fórum do site oficial dele eu cheguei a participar e nunca vou esquecer do fim de ano que passei ouvindo o disco de estreia dele. Bote aí 11 anos sendo fã de carteirinha.

3. Marek Napiórkowski: o aniversariante do dia (sim!) é um dos poloneses que mais amo no universo, perdendo apenas para Grzegorz Turnau. Mas Napiórkowski já tocou com Turnau, e com Dorota Miskiewicz, e com Henryk Miskiewicz, e com Anna Maria Jopek… Amigos, se há algo de que a Polônia deve se orgulhar pra caramba é dos seus músicos. Lá nasceu Chopin (que dá nome a uma competição de pianistas que é até transmitida pela TVP – Telewizja Polska) e mais uma lista imensa de músicos de respeito. Até agora, ouvi três albuns solo, algumas apresentações no YouTube e uma recentíssima parceria com Artur Lesicki (outro guitarrista que conheci hoje e já considero pacas), o Celuloid.

(Napiórkowski é o que não usa óculos)

Lalka é a faixa que abre Celuloid (a propósito, ouvi pela primeira vez hoje, durante o expediente, porque sou dessas que ouve música para ser mais produtiva no serviço) e pronto, já temos um novo favorito. Quando chega em Death and the maiden: Robreto’s last chance, a penúltima faixa, já estamos in love. A propósito, essa música bem podia ser usada para fins de embalar uma cena de suspense, hein? Eu usaria – aliás, usarei! Quem tiver Spotify, ouça e se inspire.

Em breve: meus pianistas do coração.

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