Isso foi 2015

O primeiro semestre começou comigo preocupada com a saúde dos meus pais. No segundo, era eu quem estava doente. Mas já está tudo sob controle, estamos todos cuidando da saúde e as coisas têm melhorado.

Hoje faz um ano que me olhei no espelho e decidi não mais alisar os cabelos. No primeiro mês quase desisti, mas hoje não há nem a mais pálida sombra de fios alisados em minha cabeça. Foram três cortes para chegar até aqui.

Falando em cortes, tratei de cortar a relação mais nefasta já vivida por mim. Apaguei a criatura e tudo o que dizia respeito a ela do meu entorno: desfiz amizade no Facebook, removi dos contatos do Skype, deixei de seguir no YouTube, apaguei os discos da banda dele do meu HD, deixei de acompanhar amigos dele nas redes por aí afora. Ainda caí no deslize de buscar seu perfil só para ter certeza de que fiz bem em me afastar, mas hoje pode-se dizer que estou mais perto de esquecer superar os estragos feitos em 3 anos de relacionamento à distância.

Sim, relacionamentos à distância podem ser tão abusivos quanto os presenciais.

Meu aniversário, o dia mesmo, foi meio sombrio e solitário, embora o sol tivesse aparecido pela primeira vez em anos (sempre chovia nesse dia). Mas depois os amigos vieram. Durante uma sessão de massagem relaxante, percebi o quanto estava quebrada por dentro. A massoterapeuta disse:

– Você tá com um probleminha, né? (…) Mas vai dar tudo certo.

Ainda estou me consertando.

Foi difícil no trabalho. No começo do ano, tive vontade de fugir e fui para o Rio, a uma semana do carnaval. Depois fui acampar com a turma da igreja. As coisas ficaram mais leves na volta. No meio do ano, fui para São Paulo (finalmente!) e encontrei gente querida. Nem todas as pessoas queridas que eu desejei ver, consegui, mas as portas (e os aero-portos) continuam abertos. No segundo semestre, quis fugir e pedir demissão. Não fiz nem uma coisa, nem a outra.

Não questionei Deus em nenhum momento, mas questionei pessoas o tempo todo. Só Deus tem a resposta para a pergunta “por que as pessoas são como são?”

Perspectivas de romance foram, para variar, frustradas. Confesso que ultimamente ando descrente nos homens e em envolvimentos futuros. Para 2016, que a minha fé seja aumentada, não a burrice.

2015 foi o ano em que menos vi televisão, mas me rendi ao Netflix no final. De leituras, foi razoável, de filmes também. Foi, certamente, o ano mais musical, embora tenha deixado o coro jovem por causa dos meus problemas de saúde. Nos últimos meses, a agonia deu lugar à gostosa sensação de reconhecimento pela minha voz – cantando e discursando.

Foi também o ano em que mais viajei.

 

Uma foto publicada por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jan 8, 2015 às 4:17 PST

 

 

 

 

 

Paulo Afonso (BA), Piranhas (AL), Atapuz/Itamaracá (PE), Carne de Vaca (PE), Rio de Janeiro, São Paulo, Marechal Deodoro (AL). Isso só nas fotos. Ainda teve São Miguel dos Campos (AL) e Aldeia (PE).

Foram essas as paisagens de um ano difícil, mas que não foi ruim, de jeito nenhum. Tivemos nossos problemas, mas estamos vivos para reconstruir, graças a Deus!

Meus desejos para o ano vindouro são simples: saúde para mim e para os meus e um dia de cada vez. Mais fé, menos expectativas vãs. Mais organização para gerir o tempo (melhorei muito nesse aspecto em 2015). Mais viagens, mais criatividade, menos medo e timidez. Mais paciência e tranquilidade, menos ansiedade e pressa. Tem muitas coisas que só dependem de mim (ser mais organizada, menos chata e acumuladora, manter a alimentação equilibrada e a rotina de exercícios físicos, por exemplo). As demais coisas, dependem unicamente da vontade de Deus. Que Ele abençoe nossos pensamentos e projetos.

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