A Cesar…

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Sabe aquela deprê pós leitura que ataca a gente quando o livro é tão bom que você não quer que acabe? Foi o que aconteceu comigo essa semana, com esse livro.

Particularmente, gosto muito de biografias, especialmente quando são de artistas. Se for um memoir, então…  melhor ainda! Foi assim que Solo, de Cesar Camargo Mariano (Editora Leya), veio parar na minha prateleira.

Demorou cerca de seis meses para finalmente chegar a vez de lê-lo, mas quando chegou, agarrei-me com o livro e acabei com ele em cinco dias (teriam sido menos, se eu o tivesse levado comigo na viagem a Aracaju, mas a mala estava pesada demais.)

Mais do que memórias, em Solo a gente  tem verdadeiras lições de amor à arte, de respeito, de profissionalismo, de superação de obstáculos…  Toda a narrativa está repleta de momentos divertidos, tensos e emocionantes, como um bom romance – só que 100% fatos reais!

Fica meio difícil dizer qual seria a minha passagem favorita, porque tem vários trechos que ficaram na memória, por exemplo: de quando ele fez o primeiro arranjo, sem nunca ter aprendido a ler e escrever música formalmente; quando conheceu a atual esposa, Flavia; e a novela para Mitos, composição dele que abre o álbum de mesmo nome, se tornar o tema de abertura da novela Mandala (para quem gosta de novela, como eu, essa passagem é um prato cheio).

A propósito, quando chegou nessa passagem, o que fiz? Peguei o Spotify, procurei o álbum Mitos e botei pra tocar enquanto lia. Foi a primeira vez que fiz isso, de usar uma música do autor do livro como trilha sonora para ler esse livro, e acho que tornou a coisa mais emocionante.

Nas últimas páginas, me peguei segurando o choro, sem muito sucesso. E agora estamos aí, na depressão pós leitura…

Mas eu, que pouco conhecia do trabalho de Cesar Camargo Mariano (só os trabalhos com Elis e um álbum com Leny Andrade), me tornei fã graças ao combo livro + álbuns solo. Já compõe, junto com Grzegorz Turnau e Brad Mehldau, meu top 3 de pianistas.

E, só para concluir, o trechinho com que mais me identifiquei, já nas últimas páginas:

“Eu me emociono com muita facilidade. Qualquer canto de passarinho ou uma palavra carinhosa me provocam um nó muito apertado na garganta.
Com a música, mais ainda. Um acorde, uma frase melódica, uma harmonia são mais do que suficientes para me fazer chorar. E eu choro mesmo.” (p. 435)

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