Manhã em Las Condes

Ontem, depois de voltar do meu primeiro passeio, me peguei em dúvida se deveria pagar pelo hop on – hop off ou fazer meu próprio roteiro. Hoje de manhã resolvi sair sem rumo definido e estou escrevendo este post na Praça Peru, em Las Condes (que será postado mais tarde, porque enquanto escrevo estou sem Wi-Fi).

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Em Las Condes as árvores convivem pacificamente com os prédios enormes e o ruído de obras. É cheio de homens engravatados, carrões e um banco em cima do outro. No meio dissi tudo, bicicletas surpreendem a gente pela calçada. Além das bikes do Itaú, tem as bicicletas próprias de Las Condes, que podem ser alugadas também.

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Bancos de praça aos montes, dá para sentar em qualquer canto com sombra ou não é ficar por lá, só apreciando a paisagem. Para chegar até aqui, desci na estação El Golf.

Uma coisa que observei por lá foi a quantidade de engraxates. Todos são senhores de uns 50, 60 anos; e tinha quarteirões em que se podia encontrar uns dois ou três.

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Também tem o Centro Cultural de Las Condes, onde visitei a exposição Doce por Doce.

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Nessa exposição, doze artistas consagrados apresentam doze novatos nas artes plásticas. Alguns dos trabalhos apresentados me chamaram muito a atenção, como a escultura em madeira, o bordado sobre tela e o vídeo que passava constantemente no salão de exposições. Depois conversei um pouco com o guarda que estava lá sobre a exposição falei do que mais gostei e que ia recomendar a todos que visitassem Las Condes! Depois ele me passou um booklet com toda a programação cultural de Janeiro e Fevereiro e nos despedimos com ele fazendo votos de que eu aprecie a cidade e retorne em breve.

Detalhe: meu espanhol é bem ruinzal. Tudo o que sei aprendi nas aulas do Ensino Médio, nas novelas mexicanas e nas músicas do RBD. Obviamente, estar em um lugar onde se ouve e se lê espanhol em 95% do tempo (ouvi brasileiros papeando na rua e no hostel) ajuda. Tenho falado pouco, mas pelo menos estou me fazendo entender pelos nativos (que certamente já notaram que não sou daqui, porque devo estar falando cada barbaridade…)

Andando mais um pouco, descobri algumas possibilidades de locais para almoçar e descobri a praça onde parei para descansar e escrever este post.

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Este é um espaço ótimo para crianças brincarem, para fazer exercícios, para fazer uma pausa do trabalho…
Pouco depois que parei no parque, um senhor brincando com um bebê me chamou a atenção. Depois descobri que o garotinho não era conhecido dele, mas estava com uma jovem senhora.

– É seu filho? – perguntei
– Meu neto! – ela falou, sorrindo.

O menino se chama Pedro, tem um aninho e é uma gracinha! Não conversei muito com eles, mas foi interessante observar como começam as interações por aqui. Depois que o senhor foi embo, chegou outra vovó com outro menino da mesma idade, que ficou olhando pra mim o tempo todo 😛

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No parque também tem um mercado orgânico bem bonitinho. Fui lá e conheci a Daniela, vendedora de produtos orgânicos que já morou no Brasil por cerca de um ano. Quando disse de onde vinha…  começamos a falar português!

Vim almoçar no lugar certo: encontrei uma salada ótima e ainda estou ouvindo Aerosmith, que eu não ouvia há tempos!

À tarde, antes de voltar para o hostel, desci na estação Manuel Montt (uma antes da que normalmente desço) e dei mais uma volta por aquele pedaço do bairro, com o qual simpatizei bastante. Até o fim da semana vou almoçar por lá.

{continua}

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