Mais observações sobre Santiago

Na quinta-feira, meu terceiro dia em terras chilenas, a ideia era passar pelos pontos obrigatórios para todo turista: tirar umas selfies pra dizer que estive lá, essas coisas. Não deu para ver tudo, naturalmente, mas o passeio rendeu grandes emoções e surpresinhas escondidas pelas ruas movimentadas pelo comércio (e pelos turistas como eu).

1) Biblioteca Nacional de Chile

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Com vocês, detalhe das escadarias de acesso à Biblioteca, decorada com versos de Gabriela Mistral. Infelizmente, não consegui fazer uma foto decente do prédio inteiro, mas é um absurdo de lindo, como muitas construções na cidade o são.

Não fiquei muito tempo por lá, até porque se o fizesse, ia acabar esquecendo de visitar todo o resto. 😜 Isto posto, vamos à próxima parada.

2) Museu Colonial do Chile
Entrada: 1000 pesos chilenos

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O Museu fica na Calle Londres, logo no comecinho.

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Não pode entrar com bolsas nem fazer fotografias no interior do museu. Alguns ambientes e obras estão em processo de restauração (cheguei a ver um grupo de restauradores trabalhando em um canto antes da primeira sala), e em cada um dos ambientes abertos nós encontramos tablets com maiores informações sobre todas as obras expostas. Das seis salas disponíveis para visitação, duas me chamaram atenção em especial: a primeira foi a sala Gabriela Mistral, dedicado exclusivamente à vida e obra da poetisa chilena, que foi ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1954. Em testamento, ela doou seus prêmios e bens para obras de caridade; e seus prêmios e honrarias estão todos lá no museu!

A outra sala que me deixou encantada foi a Grande Sala, onde se encontra uma coleção de nada mais nada menos que 54 pinturas a óleo contando a vida de São Francisco de Assis; que estão lá desde antes, bem antes de o museu ser museu (quando era um mosteiro da ordem franciscana), e se encontram em perfeito estado.

O Museu Colonial também oferece oficinas de arte para crianças (estava acontecendo uma enquanto eu caminhava por lá).

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Depois de sair do tour pelo Museu, sigo por essa rua até chegar à próxima parada.

3) Londres 38
Entrada franca

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Hoje a vista da janela de Londres 38 é uma graça. Mas da janela para dentro, estão as páginas mais tristes da história do Chile. São as memórias dos detentos, torturados e vários mortos durante a ditadura no país.

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Enquanto caminhava pelas salas, senti vontade de chorar por saber que várias e várias pessoas (assim como no Brasil e em outros países que foram/são governados por regimes ditatoriais) foram silenciadas violentamente (é uma lembrança triste que nós, mesmo não tendo nascido na época, carregamos de alguma forma).

Em algumas salas, há projeções de vídeos depoimentos e documentos; em outras, fotografias de vítimas da ditadura e de acontecimentos da época. Este é um espaço que busca guardar as memórias e promover reflexão. De fato, consegue cumprir o intento.

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Estátua de Medina, ainda na Londres.
{continua}

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