Pessoas

Nem só de lugares bonitos vivem as viagens. Uma boa parte das emoções vividas são garantidos pelas pessoas que encontramos (e desencontramos) pelo caminho. Com vocês, os melhores (e os piores) momentos com as pessoas da cidade (e de outras cidades também).

 

1) A noveleira de BH (e seu namorado)

Eu demorei a pegar amizade com alguém no hostel, mas um belo dia, me deparei com uma garota no sofá, vendo algo que para mim parecia a novela Além do tempo. E não é que era mesmo? Perguntei se ela tava vendo novela e assim começou um papo sobre a novela, que evoluiu para os nossos locais de origem. E eu me segurando para não dar spoilers do final. O namorado dela também chegou junto e ficamos conversando sobre os lugares já visitados e lugares por visitar ainda, enquanto víamos filme à noite. Infelizmente, nem pude me despedir, porque quando acordei na sexta-feira eles já tinham ido embora.

2) Meninos, eu vi!

Teve também o Felipe, de Santos (cidade que ainda hei de visitar), com quem simpatizei de cara. Não andamos juntos, mas sempre vou lembrar dele por dois motivos: a) a conversa longa que a gente teve sobre o acidente de Eduardo Campos; b) a gente morrendo de medo de outro personagem que vai ser mencionado mais adiante.

3) “Cheese!”

Numa quarta-feira de manhã, eu tava tomando café da manhã quando entrou um rapaz com uma câmera super massa. Falei com dele o básico (“buenos dias”), e nada mais, embora tenha curtido muito a câmera. Horas mais tarde, no mesmo dia, descobri que ele se chamava John, colombiano radicado na Austrália que estava no mesmo quarto compartilhado que eu e, como eu suspeitava, entusiasta da fotografia, como eu. Nos tornamos bons amigos, nos divertimos muito, tomei meu primeiro (por enquanto, o único) pisco com ele (fortezinho, mas uma delícia) e devo dizer que fiquei triste quando ele foi embora, na sexta-feira. Graças a John, meu espanhol se tornou um pouco menos pior.

4) Maria Joana

Depois que o John foi embora, chegou um boy de San Diego para ficar no quarto compartilhado. Demorei três segundos para perceber que não gostava dele, embora de alguma forma eu ache que ele gostou de mim. O problema desse bofe é que ele parecia estar permanentemente chapado, e ainda perguntou se a gente tinha uma ervinha, ou conhecia alguém que fornecesse maconha boa. Eu já estava sem paciência e, se não fosse uma garrafa de vinho compartilhada com outro companheiro de quarto, eu não conseguiria dormir naquela noite porque a criatura NÃO PARAVA DE FALAR. Bêbada, vendo tudo rodar igual Leila Lopes em 19 de Dezembro, orei a Deus suplicando para que o boy chato fosse embora. O reencontrei no sábado à noite, com um baseado no bico e mochila nas costas. OBRIGADA, JESUS!!

Só consegui me aproximar de todas essas pessoas porque fiquei em quarto compartilhado pela primeira vez na vida. Tive medo no começo, de ficar sem privacidade ou qualquer coisa desconfortável; mas no final deu tudo certo (na verdade foi até melhor do que pensei) e acredito que, num futuro próximo, posso ficar em quarto compartilhado de novo.

{continua}

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