Mini-férias rurais

[Esse post ficou exatamente um mês na fila! Hoje resolvi largar mão da preguiça e botá-lo no ar, bem bonitinho]

A propósito do aniversário do meu pai, fomos passar um fim de semana na Fazenda Betânia, hotel localizado no comecinho da cidade de São Benedito do Sul. A cidade faz fronteira com o estado de Alagoas e é conhecida como a “cidade das águas”, devido às cachoeiras que permeiam o município.

Em condições normais, é possível chegar à fazenda em aproximadamente 1h30. Mas como isso é uma viagem da minha família e temos um histórico de errar caminhos (haviam textos emblemáticos sobre isso no meu antigo blog, devo repostá-los aqui um dia desses), saímos às 7h30 de casa e só chegamos ao destino às 11h30. Mas isso não é, nem de longe, uma coisa ruim. Afinal, se não fosse a errada na estrada, como eu descobriria a Verdade FM, que cobre Bonito, Catende, Escada e adjacentes e para onde pessoas ligam/mandam whatsapp deixando o telefone de contato para fazer novas amizades? Sério, sempre fico encantada de saber que mesmo com as redes sociais e aplicativos de encontros, o rádio ainda tem sua força em cidades interioranas. Para mim, esse é o lado divertido de viver em uma cidade provinciana.

Ainda na rádio, ouvi uma música que até agora não me sai da cabeça. Deixo-vos com a letra dessa pérola da música popular forrozeira universitária:

“Eu encontrei um homem fiel
O que é que eu faço, meu Deus do céu?
Encontrei um homem fiel…
Fiel à baixaria, fiel à cachorrada…”

E embalada pela setlist que ia de Anitta à Pablo, descobrimos um lugarejo com um curioso nome: Mijada da Véia.

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Essa foto foi tirada na volta para casa. Infelizmente, não consegui saber nada sobre a história do local e do por quê desse nome.

Mas falando da fazenda: o espaço é tudo o que a pessoa precisa se quer descansar, respirar ar puro e fazer detox de redes sociais, já que o único lugar onde pega sinal de alguma operadora é num alto bem alto, que só alcançamos no passeio de tratotette no final da tarde. E com as coisas bonitas/legais para ver e fazer, quem liga pra Facebook e WhatsApp?

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Assim que chegamos, botei a roupinha de banho e encarei pela primeira vez um caiaque. Foi difícil o começo, mas logo peguei o jeito e já estava mandando bem nas remadas.

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No final, quando fui sair do caiaque, acabei dando uma errada e splash! no açude. Mas tudo bem, porque a próxima parada seria a piscina. 🙂

Não vai estar tendo foto minha de biquíni, mas tem mais uma foto de açude.

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Nessa área também fica o bar do hotel, com música ambiente (só clássicos da música popular brasileira), churrasco e petiscos. Fiquei com vontade de pedir umas bolinhas de queijo ou uma porção generosa de batatas fritas, mas segurei a onda porque já ia rolar a hora do almoço, e aí amigos, comi como nunca antes na história desse país.

A única regra lá é: não pode desperdiçar comida. De resto, pode repetir o prato de boas! Definitivamente, comida preparada em forno à lenha e panela de barro tem sim um gosto especial. Infelizmente, sem fotos dessa parte porque não levei o celular para o restaurante, mas garanto que até os chatos pra comer e os que comem pouquinho (me encaixo nas duas categorias) vão sair extremamente satisfeitos.

Na parte da tarde, as atrações são o passeio de charrete, o passeio à cavalo e o passeio de trator para conhecer a fazenda. Abdiquei dos passeios envolvendo cavalos, preferi interagir com dois deles sem montar, só me aproximando e fazendo carinho. Assim descobri que sou apaixonada por esses animais.

O passeio de trator (ou tratorette) acontece mais para o fim da tarde, e assim temos a oportunidade de conhecer todo o território, com direito à paradas estratégicas para fotografar, conseguir dados móveis para postar no Facebook ou Instagram (vamos para no lugar mais alto da fazenda, o único onde a Internet realmente funciona) e comer frutinhas no pomar.

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Tinha até amora, [sad]mas não consegui localizar a amoreira. [/sad]

Nesse passeio, tive oportunidade de conhecer os demais hóspedes da fazenda naquele fim de semana. Era um grupo do Sesc de Alagoas, composto em sua esmagadora maioria por mulheres na terceira idade. Pense numa turma pra saber se divertir! Se Deus me der a graça de chegar à idade delas, quero ser ativa e ter um bom grupo de companheir@s de viagem, como aquelas mulheres. Elas me inspiraram até a dançar sozinha no forró pé-de-serra da noite (todo sábado tem forró por lá, e nesse sábado especificamente caiu um pé d’água, mas nada que abalasse a disposição do pessoal)!

(Meu pai fez vídeo disso, mas fiz ele apagar, hahaha.)

Durante todo o trajeto no tratorette, fomos ciceroneados por Chocolate, um guia super simpático que também levou meus pais, eu e um casal que conhecemos por lá para um passeio em uma cachoeira fora dos limites da fazenda. (Essa fica para o post seguinte)

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