Andadas

Hoje foi um daqueles dias especialmente reservados para resolver pendências: passei nas instituições onde fiz graduação e pós para buscar documentos e foi um daqueles momentos perfeitos para mudar um pouco o foco das coisas que andavam me chateando. Para conversar com o pai, pensar na vida, observar pela janela do ônibus cantinhos da cidade que eu não via há meses.

Andar meia Conde da Boa Vista a pé, desfilando o cabelón no terceiro day after (um feito inédito, porque geralmente só resisto até o segundo) e ser abordada por panfleteiros de estúdio de tatuagem. E a melhor de todas: uma cobradora de ônibus que estava indo para seu trabalho no Jordão puxa conversa comigo e começa a falar de perfume:

– Domingo, que é dia de povão, eu uso um perfume mais ou menos. Os bons eu deixo para os dias de trabalho…

Assistindo: Lady Dynamite

Quase todo o meu (pouco) tempo livre para TV tem sido devotado a Mad Men, minha mais nova série favorita no mundo inteiro (em que planeta eu estava que não a assisti antes??), e estamos num nível que até minhas piadas nas conversas de família começaram a envolver Don Draper e Cia. Mas entre um episódio e outro, abri espaço para outra série. Foi aí que entrou Lady Dynamite na minha lista de séries da Netflix.

Tomei conhecimento da série antes da estreia, graças a essa entrevista da June Diane Raphael (a Brianna de Grace and Frankie), na qual ela falava de sua personagem na comédia (uma das facetas de Karen Grisham, figura recorrente na vida da protagonista Maria). Até então eu sabia que o programa era baseado em situações da vida da comediante de stand up Maria Bamford, principalmente situações relacionadas à depressão, transtorno bipolar (com o qual a atriz foi diagnosticada), os tratamentos psiquiátricos pelos quais passou e a tentativa de se adequar ao mundo ao seu redor e fazer sucesso.

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Quando a Netflix brasileira colocou a série no ar, fui conferir. A temporada tem apenas 12 episódios, de cerca de meia hora cada um. Mas o começo para mim foi difícil… A série tem muitos momentos bizarros e para quem não conhece bem a proposta do show ou a atriz principal, fica meio difícil embarcar na proposta. É bem “ame ou deixe”, sabe? E nos primeiros vinte minutos do piloto, eu estava mais para “deixe” do que para “ame”. O episódio 1 dá uma melhorada nos minutos finais, e aí eu lembrei que levei 10 episódios para abandonar Jessica Jones, então porque largar Lady Dynamite logo de primeira?

Do segundo episódio em diante, já sabendo o que me esperava, tive uma melhor experiência com a série. Dos 12 episódios disponíveis, assisti a seis e até agora o quarto (Jack and Diane) e o quinto (I love you) ganham disparados como meus favoritos.

Se você gosta de séries de humor que não são óbvias e de comediantes que sabem rir de si mesmos e que conseguem tratar de coisas delicadas de forma inteligente (e se não se importa com os palavrões e outros termos não muito delicados), vale a pena dar uma chance a Lady Dynamite.

As últimas compras para o cabelo

Um mês depois do primeiro vídeo, cá estamos nessa sexta-feira preguiçosa, feriado em PE, porque é dia de São João!

Aproveitei o dia para desenrolar o tapete de ioga e fazer uns alongamentos, porque estou necessitada; para adiantar leituras, dormir mais um pouquinho e fazer mais um vídeo para o meu canal!

Queria ter feito isso no começo da semana, mas por motivos de sono descomunal, acabei deixando para a primeira folga que apareceu. Dessa vez, como vocês vão observar, não editei porque não gosto muito do editor que tem nesse computador, não gostei muito do resultado do vídeo anterior e estou tentando voltar de qualquer jeito para o Sony Vegas, com o qual me dei muito bem. Enquanto isso, sempre que tiver inspiração para gravar, vai ser só a câmera e as ideias mesmo, sem cortes. 😉

Vem que tem: “Como eu era antes de você”

Apesar de todo o hype em cima do filme, que é baseado no livro homônimo da Jojo Moyes, este não constava na minha lista. Primeiro porque não li o livro. Segundo porque não sou a maior fã de romance rasgado/água com açúcar. Mas fui, acompanhando minha prima Carol e… Obrigada, Carol! O filme me surpreendeu.

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O roteiro foi adaptado pela própria autora do livro (com colaboradores, mas mesmo assim era o primeiro nome no time), o que eu acho massa, já que a pessoa faz as alterações  que achar que cabem na tela e brigar consigo mesmo eu imagino que seja um pouco menos complicado do que brigar com a visão de outra pessoa sobre sua história. Ou não, vai saber… E evitando os spoilers, eis aqui o que mais me chamou a atenção na película.

1) O senso de humor que permeia toda a narrativa. Por várias vezes, os diálogos entre Louisa Clark (Emilia Clarke) e Will Traynor (Sam Claflin) arrancaram risadas de todo mundo que estava na sala do Costa Dourada. Foi a segunda vez que não me incomodei com plateia barulhenta no cinema (a primeira foi vendo Xuxa Popstar, ou seja, FAZ TEMPO). E eu gostei do roteiro, sim, gostei! Não tenho como comparar com o livro porque não o li, mas pretendo fazê-lo e também ler o Depois de você.

2) O senso estético de La Clark: o desfile de roupas hm… originais da protagonista do filme, e a evolução do figurino, também chamou a atenção, mas não mais do que…

3) O fato de ela falar com as sobrancelhas. Isso me lembrou de quando eu estava mais envolvida com o mundo da produção audiovisual (saudades! eu volto um dia <3) e tinha um ator que dizia às vezes que eu era “expressiva”. Não sei se era ironia ou se ele realmente falava a sério, mas lembrei desse caso.

4) Nos primeiros minutos em que o namorado da Lou aparece, eu achei que não fosse namorado… Não dava o menor índice disso, pelo menos não para mim.

5) A fotografia, gente, é só amor. Estou me preparando para uma temporada fora e por enquanto, a Inglaterra não faz parte do meu roteiro por motivos financeiros e também de tempo, mas vendo imagens como aquelas a gente revê os planos, revê o orçamento… Isso será assunto para outro post).

6) A trilha sonora. Teve uma hora que eu achei que tava vendo I love Paraisópolis, por causa da música do Ed Sheeran, mas isso não chegou a incomodar de fato, porque não peguei ranço desse tema. Em geral, é uma trilha boa!

7) A caracterização do elenco. Além da evolução estética da protagonista feminina, também tem a evolução do mocinho, de um galã para um Galã Feio para um galã de novo. E personagens com potencial odiável são esteticamente mais desfavorecidas, isso vale ser observado.

8) Teve uma cena, lá pelo começo da segunda metade da história, que arrancou aplausos do povo na sala. Sim, o pessoal aplaudiu! Nunca tinha visto isso em cinema comercial blockbuster, mas uma fala do Traynor conseguiu essa façanha.

Em suma, recomendo Como eu era antes de você até para quem não é muito fã de romance açucarado, mas está aí para um bom entretenimento. Nesse filme acertaram a mão. A gente ri, chora e sai levinha do cinema!

(e por um instante cheguei a esquecer que ainda era segunda à noite.)

Eu sou a Peggy!

Estou concluindo a segunda temporada de Mad Men, agora com a alegria de poder assistir aos episódios em qualquer lugar da casa (antes o wifi só pegava direito em metade da casa, e eu tava preferindo fazer maratonas Netflix na cozinha). E de uma temporada para outra, confirmei não apenas que Peggy Olson (Elisabeth Moss) é minha personagem favorita, mas que eu basicamente sou ela!

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Em vários episódios me identifiquei com atitudes dela, coisas que ou já fiz ou faria, principalmente no trabalho. No campo pessoal há algumas controvérsias, mas uma coisa ou outra me lembrou da minha própria vida, sim. Ah, se eu fosse tingir o cabelo hoje, seria a cor do cabelo dela.

E já que estamos falando de Mad Men, Don Draper passando por esse blog, só pra ter mais imagens de gente bonita na página. ❤

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Reaprendendo a comer

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foto: Pinterest.

Nem sempre eu fui uma pessoa chata para comer, só pelos últimos… vinte e três anos!

Mas só de uns tempos para cá essa minha característica começou a incomodar de verdade. Cansei de ficar me escondendo, dizendo que “tenho alergia” a x-y-z quando jamais fiz um teste alérgico (inclusive eu acho que deveria, só para desencargo de consciência), evitando ir comer na casa dos amigos. E o pior de tudo: não saber por que essa trava com comida começou. Mas ela está começando a terminar.

Levei o caso para a terapia e, com ajuda profissional, estou dando os primeiros passos rumo à liberdade alimentar. Não é comer direito para perder peso, e sim comer direito para poder viver e socializar melhor. Já pensou que chato ir para uma festa junina, que é tão bonita, e não conseguir comer nenhuma comida típica? Para mim, é perder um pedação da experiência. Mas hoje consegui comer voluntariamente meu primeiro pedacinho de bolo de milho. Um pedaço pequenininho, mas muito significativo, porque olhei para o bolo e não pensei “não gosto”. Como um bebê, estou me expondo aos sabores dos quais me privei uma vida inteira, e estou tentando tirar o melhor de cada experiência.

Pra vida, pra morte e pra guerra (isso é um comentário sobre batom)

Basicamente, minha maquiagem cotidiana consiste em
1) batom
2) às vezes, máscara para cílios.
A maquiadora que me produziu para o institucional semana passada disse que eu deveria sair sempre com os cílios no rímel, porque eles são tipo de boneca, mas às vezes bate preguiça, a pessoa esquece… Normal, né?

Mas o batom é artigo de lei. Apesar de gostar, não tenho uma coleção vasta. Na verdade, tenho apenas três, que chamo de pra vida, pra morte e pra guerra. Depois de um longo período postergando esse post, resolvi compartilhar minhas impressões sobre eles (faz tanto tempo que tô querendo escrever que quando pensei no post eu só tinha o pra vida e pra morte!)

Pra vida
É o Berry Kiss, da Mary Kay. E quando digo “pra vida”, falo sério mesmo. Por um bom tempo, esse foi o único batom que tive. Logo, usava todo santo dia. Logo, está quase acabando, como vocês podem ver logo aí embaixo.

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O que eu gostei, em primeiro lugar, foi a cor, que achei discreta, pero no mucho. Como não gosto de batons muito clarinhos, e também achava o vermelhão demais para o dia a dia, achei nesse tom de vinho o ideal para um dia de trabalho. Ou para qualquer dia que eu não estivesse numas de batom vermelho…
A única desvantagem que vejo nele é o fato de ser cremoso. Antes isso não era desvantagem, mas depois do “pra morte”, o jogo virou.

Pra morte
Vermelho 02, da Natura (acho que linha Faces)

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Esse foi um presente de aniversário, que tirou a má impressão que eu tinha dos batons com efeito mate. Eu achava que batons desse tipo ressecavam meus lábios, portanto os evitava. Mas esse batom e algumas passadas de Bepantol depois, percebi as vantagens do negócio. A durabilidade, por exemplo: consigo passar um turno inteiro sem precisar retocar, só faço isso depois do almoço. E a cor é ótima, pra quem curte um vermelhão  (minha vida, meu clube).

Pra guerra
Com vocês, minha última aquisição: Power Pink, da linha Make B Barbie Edition, de O Boticário.

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Rosa não é uma das minhas cores preferidas para maquiagem. Mas quando vi a linha nova, resolvi me dar uma chance e… Não é que deu certinho comigo? No começo, me deu um pouquinho de trabalho para aplicar, borrei um tiquinho, mas logo nos acertamos. E o bichinho dura. Estou amando o batom novo!

Detalhe que uma das coisas que me convence mais a comprar cosméticos é o cheiro. Já tive experiências ruins com batons líquidos de cores lindas, mas o cheiro, só Jesus na causa! Mas isso é assunto para outro post (em breve!)