Assistindo: “Stranger Things”

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Imagem extraída do site imdb.com

Todo mundo (ou quase…) nas timelines da vida está falando da nova série da Netflix, Stranger Things, que teve seus episódios da primeira temporada todos disponibilizados no dia 15 de Julho. Pois, movida pelo burburinho do pessoal falando da ambientação oitentista da série (criada pelos gêmeos Matt e Ross Duffer, que assinam como Duffer Brothers – também dirigiram seis dos oito episódios), resolvi ver.

Sabe aqueles filmes que passavam no Cinema em Casa, do SBT? Pronto, Stranger Things me lembrou muito a programação de filmes para TV que eu via quando era criança, antes do Programa Livre ou das novelas mexicanas, principalmente do ponto de vista estético (a fotografia me chamou muito a atenção nesse sentido). O plot também lembra muito aqueles filmes, principalmente o núcleo adolescente que faz farras que acabam em tragédia e a polícia entra no meio. Também lembrei um pouco de Arquivo X, em uma ou outra cena.

A trilha sonora era o que meus amigos que já viram a série mais comentaram, por motivos óbvios: basicamente tudo o que fazia sucesso no começo dos anos 1980 (o ano em que a história se passa é 1983) está lá. E preciso compartilhar que no final do terceiro episódio, toca Heroes de David Bowie, e isso me deixou emocionada (ou é a TPM, ou o negócio foi feito pra arrancar lágrimas mesmo!)

Personagem favorita: amo a Eleven (Millie Bobby Brown)! (Outra observação que preciso compartilhar: no primeiro episódio, achei que Eleven fosse um menino >_<)  O elenco todo é bom, mas essa menina é especial.

Até agora, assisti a cinco dos oito episódios (cada um tem aproximadamente 50 minutos). A narrativa é ágil e percebi algumas soluções não muito óbvias no desenrolar do caso do desaparecimento do Will Byers (Noah Schnapp). Não posso dizer quais são, porque aí já seria spoiler, mas digo que eu pensava uma coisa e o que rolava era totalmente diferente.

O sucesso aqui no Brasil vem sendo grande e não é mesmo à toa. Quem gosta de atrações ambientadas em outras décadas e/ou com pegada de thriller, vai gostar, 😉

Assistindo: Unbreakable Kimmy Schmidt

As férias estão acabando e nessa última semana, resolvi fazer algo que não é muito habitual para mim: maratonar uma série. O mais perto que cheguei disso foi quando estreou a segunda temporada de Grace and Frankie e vi quatro episódios seguidos. Dessa vez, a proeza foi maior: consegui assistir a segunda temporada completa de Unbreakable Kimmy Schmidt! Nunca fiquei tão grudada na Netflix como nessa segunda-feira!

Unbreakable… é uma série que de cara não me chamou muito a atenção… Me animei a assistir por apenas um motivo: a participação do Jon Hamm em alguns episódios. Ele só aparece nos dois últimos episódios da primeira temporada, então fui vendo episódio por episódio com paciência, intercalando com episódios de Mad Men. E assim acabei me apegando, por algumas razões que vou listar nesse post:

    1. Menções a Frasier: para quem ainda não sabe, Frasier é uma das minhas séries favoritas (está ao lado de Mad Men no topo da lista). E Unbreakable… é a única série que conheço que faz citações a série, mais especificamente aos irmãos psiquiatras Frasier e Niles Crane, e também a Roz Doyle (produtora e amiga de Frasier). Inclusive, na segunda temporada Kimmy (Ellie Kemper) menciona Niles como se fosse um crush que ela teve que depois ela descobriu ser gay (o personagem não era, mas o seu intérprete, David Hyde Pierce, sim!)
    2. Valeu a pena esperar por cada episódio até ver Jon Hamm impagável como o reverendo lunático Richard Wayne Gary Wayne. Ele canta, “luta” caratê e me arrancou várias risadas com as doidices do líder da seita que criou as mulheres toupeira.
    3. Hamm não é o único ator de Mad Men a participar da comédia. Kiernan Shipka, que interpretou a (chatinha) Sally Draper faz uma aparição em apenas um episódio, como a irmã da Kimmy. Mais uma adolescente chatinha para o currículo da atriz (ainda não cheguei aos episódios da Sally adolescente, mas como criança de 10 anos ela já está um porre!)
    4. As referências dos anos 90. Tem fita K7, citações de boy bands e outras antiguidades. Principalmente fitas K7, que Kimmy e Titus (Tituss Burgess) recebem toda semana.
    5. O meu momento favorito da série foi protagonizado pelo Titus, melhor amigo de Kimmy, quando na primeira temporada ele resolve gravar um clipe de uma música que ele mesmo  compôs… Letra dele e música do celular.

Até a turma do Orange is the New Black fez sua versão de Peeno Noir!

Na verdade Titus rouba a cena desde o primeiro episódio, com as tentativas de fazer sucesso na Broadway.

Obviamente, a série não é perfeita. Para mim, o maior problema era a enteada adolescente da Jacqueline (Jane Krakowski), que além de chata, não acrescentava muito à história (na minha opinião, tá?). Se houver terceira temporada, que fique lá por Connecticut mesmo. ¬¬’

E, às vezes, eu ficava meio perdida na contagem do tempo. Kimmy passou quinze anos presa no bunker e em vários momentos se diz que ela foi sequestrada em 1998. Logo, o programa não se passa nos dias atuais, e sim em 2013.

Não é uma série que eu favoritei, mas é boa para passar o tempo, ainda mais que os episódios são curtinhos (na segunda temporada, assim como aconteceu em Grace e Frankie, há um aumento de mais ou menos cinco minutos no tempo médio dos episódios). Quem tiver Netflix, dá uma chance pra Kimmy! 😉

Diários da capital federal (4)

Além das oficinas e as toneladas de coisas fantásticas que vi, ouvi e fiz nos quatros dias de conferência, esses dias em Brasília me trouxeram duas novidades:

  1. Até então, eu nunca tinha comido nada em food truck, acreditam? Mas na minha segunda noite no hostel, rolou de ter um lá na frente. Passei todo o dia da conferência pensando em hamburger, e consegui meu primeiro hamburger gourmet, sem maionese, com batata frita e água mineral com gás. 🙂 Oba Oba Food Truck aprovado, viu? Tanto no quesito sabor quanto no atendimento.
  2. No sábado, jantei com a turma no Fratello Uno, que tem somente a melhor pizza que já comi. A Gostosona, com pesto, olhe… coisa mais perfeita! E eu nem gosto de pizza portuguesa, mas a de lá foi aprovada com louvor. Logo depois, praticamente rolando de tanto comer pizza, fomos para o Instrumenta Brasília, no Parque da Cidade. Foi uma bela de uma andada para chegar lá, mas valeu a pena pelo som que estava rolando. Detalhe: nunca fui a um festival de música bom por aqui… Quando chegamos, tinha acabado um show e o DJ ficou tocando por mais ou menos meia hora até que o Iconili subiu ao palco.

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Vale a pena conferir o som da banda mineira, que é uma mistura de jazz com ritmos afro com algo mais que deu um resultado muito bacana. Foi a única banda que consegui ver no festival, por motivos de precisava acordar cedo no outro dia… Mas valeu pela oportunidade de dançar um pouco. 🙂

Para encerrar minha temporada de aventuras brasilienses, acabei no aeroporto cercada por equipes de TV para todos os lados. O motivo, descobri depois conversando com um passante (um moço que me lembrou um pouco o Kledir Ramil, a propósito), foi a implementação das novas normas de segurança nos aeroportos para as Olimpíadas.

Meu passatempo foi ficar fugindo de toda e qualquer câmera, porque eu não estava disposta. Também me distraí comendo e lendo… Sobre o livro, vou falar em um dos próximos vídeos no canal (que devia ter saído hoje, mas como dormi pouco, fiquei com uma fala embolada que só e acabei pegando no sono… tsc)

E por enquanto é isso aí, pessoal! Voltamos com mais novidades em breve. 😉

Diários da capital federal (3)

Então, na quinta-feira levantei cedo, lavei o cabelo que estava meio bagunçado e…

[antes, uma pausa para falar do que aconteceu no meio da noite. acordei e percebi que estava sem um dos meus brincos, então tirei o outro para conseguir voltar a dormir e na manhã seguinte, procuraria com calma. eis que quando fui desembaraçar o cabelo… o brinco perdido estava preso nele. depois foi a vez de perder a tarrachinha do brinco, que foi localizada dentro do meu sapato, durante o café da manhã.]

… Fui para a conferência. Detalhe que eu tinha saído de ônibus no dia anterior para localizar a escola e economizar uma graninha de transporte. No último minuto, me rendi e peguei um táxi.

Antes da conferência propriamente dita, tivemos PCIs (Pre Conference Institutes), comandadas pelos SIGs (Special Interest Groups). Dois grupos me interessaram: o EduTech e o Intercultural Language Education; mas só consegui vaga pro segundo, que só aconteceu à tarde. Enquanto isso, fiquei perambulando pelos stands, fazendo a social…

Mas falando da pré-conferência que consegui acompanhar: foi muito bom para refletir sobre como estamos trabalhando  para desenvolver a criatividade, o contato dos estudantes com outras culturas e, obviamente, desenvolver as habilidades comunicativas. Infelizmente, muitas vezes o que rola é que os alunos estudam para passar, fazer uma prova e pegar um certificado. E…? Fora disso, o que acontece? Depois que sai da sala de aula, o que se aprendeu vai ser usado como, onde e quando?

Se não tiver um significado para o estudante, vai servir pra vários nada 😦

O tema da conferência foi The learner’s voice: creating a participatory culture, e muito das plenárias e workshops giraram em torno disso mesmo: como tornar a língua inglesa significativa para o estudante brasileiro, como ter aulas mais engajadas e participativas usando as ferramentas que temos à mão. Era tanta coisa rolando ao mesmo tempo que eu queria me fazer em mil pedaços para poder acompanhar tudo! Com vocês, os melhores momentos dos quatro dias de evento:

  1. Malu Sciamarelli falando sobre o trabalho com literatura e música, no PCI. Ela promoveu uma atividade em grupo na qual produzimos um poema a partir de algumas músicas (e, como dizia o Charlie Brown Jr., eu não sei fazer poesia, mas que… enfim, tinha um poeta no meu grupo, e sai um texto bonitinho, hahah)
  2. O embaixador do Reino Unido falando de Shakespeare e arrancando risadas de todo mundo com seu senso de humor. Ah, e ainda por cima é bonito o cidadão. ❤
  3. Jeff Kuhn falou em sua plenária no sábado do Minecraft sendo usado para fins didáticos. E sambou na minha cara me impressionou, porque passei um ano inteiro ouvindo meus alunos falando de Minecraft e não tive a ideia iluminada de usar o jogo a meu favor. Ano passado, conheci o Jeff (e me apaixonei por ele) graças ao seminário de tecnologia do Braz-Tesol (foi quando conheci São Paulo, aliás); quase tudo o que ele apresentou no evento em Sampa, levei pra vida. E fui bater um papo com ele lá no evento, antes da plenária, justamente para agradecer pela inspiração e tals (e tirar uma foto também =P).
  4. Gustavo González, também no sábado (só que de manhã), levantando a galera na plenária. Literalmente: além de dar ideias fantásticas para usar a tecnologia de forma simples e dar uma repaginada em atividades com música (usando emojis!), foi o primeiro a ser aplaudido de pé. Foi lindo.
  5. Depois da plenária do Jeff, teve apresentação musical do Jeremy Harmer cantando Shakespeare. Vai trechinho da primeira música da performance.

#shakespearelives Performance by Jeremy Harmer #BTIC

Um vídeo publicado por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 16, 2016 às 3:36 PDT

    1. Domingo de manhã fiz uma troca de última hora e fui para um workshop de Improv theater. Melhor coisa que podia ter feito. No começo eu estava meio que travada (podia até nem parecer, mas eu tava travando por dentro), mas depois me soltei e incorporei até o Darth Vader. Saí de lá cheia de energia e de ideias para aplicar nas minhas turmas.
    2. A plenária de encerramento foi com Jeremy Harmer, que acabou arrancando lágrimas da manteiga derretida aqui (e das minhas companheiras que estavam lá comigo na primeira fila)

Finalzinho da plenária de encerramento do #BTIC, com Jeremy Harmer.

Uma foto publicada por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 18, 2016 às 7:09 PDT

 

E compras, gente! Me segurei um pouco, mas não pude deixar de fazer algumas aquisições para minha biblioteca. Inclusive, elas foram registradas em vídeo, que você pode ver aqui.

Então, além de rever amigos, fazer novos amigos, ficar antenada nos lançamentos do mercado e poder trocar uma ideia com uma galera renomada na área de ELT, participar de um evento como esse é uma grande oportunidade para refletir no que ando fazendo da minha carreira. Aliás, percebo que gosto muito da carreira que me escolheu, e que eu escolhi de volta, de verdade. Sempre penso nisso quando saio do curso com a sensação de que a aula foi boa; ou quando termino uma formação e percebo que consegui atingir o meu objetivo. Não é fácil, ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada (e tem coisas que infelizmente não dependem só de mim para serem mudadas), mas ando bem animada para continuar.

Hoje me perguntaram quais eram meus planos mais adiante, e me enrolei um pouco para responder. Talvez eu ainda não saiba ao certo qual vai ser meu plano de ação para avançar profissionalmente, mas sinto que estou começando a construir esse plano…

Diário da capital Federal (2)

Logo depois de escrever o primeiro post, resolvi sair para dar uma volta de ônibus. A ideia original era fazer uma espécie de “reconhecimento da área” e ir até a escola onde ia acontecer o evento.  

Expectativa: eu ia contar as paradas que o Google Maps tinha me dado, ia descer e dar umas voltas nas quadras e tal. 

Realidade: errei a parada, resolvi ficar no ônibus até o fim da viagem e fui parar aqui. 

Não é Asa Norte, não é Asa Sul, não sei que lugar é esse! 

Mas graças a Deus, peguei um ônibus que me levou para o lugar onde eu deveria ficar, a W3 Sul. É no caminho, fiz algumas fotinhas. 

Passei pelo parque da cidade… que é enorme, só consegui esse clique rápido passando de ônibus. 

E pelo Palácio da Justiça  (acho que esse é o nome, brasilienses por favor me corrijam), que tem essa árvore que achei interessante. 

Uma coisa que achei muito legal foi a simpatia dos motoristas e cobradores. Talvez o fato de não ter 200 pessoas gritando “VAI DESCER, MOTORISTA!” ajude nisso. Mas o fato é que fui recebida com muitos sorrisos e simpatia não só nos ônibus, mas em todos os lugares onde parei para fazer alguma coisa. 

Quanto ao frio, que eu tanto temia por estar um pouquinho despreparada, foi melhor do que eu esperava. De manhã e à noite, faz um friozinho gostoso, à tarde esquenta um pouco, mas nada que não dê para suportar. 

Detalhe: minha pele estava sofrendo pela falta de umidade, mas o meu cabelo… Ah, meu cabelo começou a viver dias incríveis!

Na volta do hostel, conheci uma garota no quarto compartilhado que era bem quietinha… puxei um papo com ela é descobri que ela é da onde?? 

DA POLÔNIA! DE VARSÓVIA! 

Fiquei super feliz, e passamos algumas boas horas conversando. Olha, foi muito feliz falar que eu sou fã do Grzegorz Turnau e ser entendida.

A propósito, não falei em polonês com ela, porque ainda não me sinto segura para tanto. No máximo, arrisquei duas palavras: poezja śpiewana. E acho que falei direitinho, até! 

*continua*