Diários da capital federal (3)

Então, na quinta-feira levantei cedo, lavei o cabelo que estava meio bagunçado e…

[antes, uma pausa para falar do que aconteceu no meio da noite. acordei e percebi que estava sem um dos meus brincos, então tirei o outro para conseguir voltar a dormir e na manhã seguinte, procuraria com calma. eis que quando fui desembaraçar o cabelo… o brinco perdido estava preso nele. depois foi a vez de perder a tarrachinha do brinco, que foi localizada dentro do meu sapato, durante o café da manhã.]

… Fui para a conferência. Detalhe que eu tinha saído de ônibus no dia anterior para localizar a escola e economizar uma graninha de transporte. No último minuto, me rendi e peguei um táxi.

Antes da conferência propriamente dita, tivemos PCIs (Pre Conference Institutes), comandadas pelos SIGs (Special Interest Groups). Dois grupos me interessaram: o EduTech e o Intercultural Language Education; mas só consegui vaga pro segundo, que só aconteceu à tarde. Enquanto isso, fiquei perambulando pelos stands, fazendo a social…

Mas falando da pré-conferência que consegui acompanhar: foi muito bom para refletir sobre como estamos trabalhando  para desenvolver a criatividade, o contato dos estudantes com outras culturas e, obviamente, desenvolver as habilidades comunicativas. Infelizmente, muitas vezes o que rola é que os alunos estudam para passar, fazer uma prova e pegar um certificado. E…? Fora disso, o que acontece? Depois que sai da sala de aula, o que se aprendeu vai ser usado como, onde e quando?

Se não tiver um significado para o estudante, vai servir pra vários nada 😦

O tema da conferência foi The learner’s voice: creating a participatory culture, e muito das plenárias e workshops giraram em torno disso mesmo: como tornar a língua inglesa significativa para o estudante brasileiro, como ter aulas mais engajadas e participativas usando as ferramentas que temos à mão. Era tanta coisa rolando ao mesmo tempo que eu queria me fazer em mil pedaços para poder acompanhar tudo! Com vocês, os melhores momentos dos quatro dias de evento:

  1. Malu Sciamarelli falando sobre o trabalho com literatura e música, no PCI. Ela promoveu uma atividade em grupo na qual produzimos um poema a partir de algumas músicas (e, como dizia o Charlie Brown Jr., eu não sei fazer poesia, mas que… enfim, tinha um poeta no meu grupo, e sai um texto bonitinho, hahah)
  2. O embaixador do Reino Unido falando de Shakespeare e arrancando risadas de todo mundo com seu senso de humor. Ah, e ainda por cima é bonito o cidadão. ❤
  3. Jeff Kuhn falou em sua plenária no sábado do Minecraft sendo usado para fins didáticos. E sambou na minha cara me impressionou, porque passei um ano inteiro ouvindo meus alunos falando de Minecraft e não tive a ideia iluminada de usar o jogo a meu favor. Ano passado, conheci o Jeff (e me apaixonei por ele) graças ao seminário de tecnologia do Braz-Tesol (foi quando conheci São Paulo, aliás); quase tudo o que ele apresentou no evento em Sampa, levei pra vida. E fui bater um papo com ele lá no evento, antes da plenária, justamente para agradecer pela inspiração e tals (e tirar uma foto também =P).
  4. Gustavo González, também no sábado (só que de manhã), levantando a galera na plenária. Literalmente: além de dar ideias fantásticas para usar a tecnologia de forma simples e dar uma repaginada em atividades com música (usando emojis!), foi o primeiro a ser aplaudido de pé. Foi lindo.
  5. Depois da plenária do Jeff, teve apresentação musical do Jeremy Harmer cantando Shakespeare. Vai trechinho da primeira música da performance.

#shakespearelives Performance by Jeremy Harmer #BTIC

Um vídeo publicado por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 16, 2016 às 3:36 PDT

    1. Domingo de manhã fiz uma troca de última hora e fui para um workshop de Improv theater. Melhor coisa que podia ter feito. No começo eu estava meio que travada (podia até nem parecer, mas eu tava travando por dentro), mas depois me soltei e incorporei até o Darth Vader. Saí de lá cheia de energia e de ideias para aplicar nas minhas turmas.
    2. A plenária de encerramento foi com Jeremy Harmer, que acabou arrancando lágrimas da manteiga derretida aqui (e das minhas companheiras que estavam lá comigo na primeira fila)

Finalzinho da plenária de encerramento do #BTIC, com Jeremy Harmer.

Uma foto publicada por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 18, 2016 às 7:09 PDT

 

E compras, gente! Me segurei um pouco, mas não pude deixar de fazer algumas aquisições para minha biblioteca. Inclusive, elas foram registradas em vídeo, que você pode ver aqui.

Então, além de rever amigos, fazer novos amigos, ficar antenada nos lançamentos do mercado e poder trocar uma ideia com uma galera renomada na área de ELT, participar de um evento como esse é uma grande oportunidade para refletir no que ando fazendo da minha carreira. Aliás, percebo que gosto muito da carreira que me escolheu, e que eu escolhi de volta, de verdade. Sempre penso nisso quando saio do curso com a sensação de que a aula foi boa; ou quando termino uma formação e percebo que consegui atingir o meu objetivo. Não é fácil, ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada (e tem coisas que infelizmente não dependem só de mim para serem mudadas), mas ando bem animada para continuar.

Hoje me perguntaram quais eram meus planos mais adiante, e me enrolei um pouco para responder. Talvez eu ainda não saiba ao certo qual vai ser meu plano de ação para avançar profissionalmente, mas sinto que estou começando a construir esse plano…

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