Meus favoritos: Chico Pinheiro

Muitos meses depois de postar sobre meus guitarristas favoritos, senti a necessidade de escrever um post só sobre Chico Pinheiro, só para compartilhar as músicas mais repetidas nessa casa nas últimas duas semanas. Sim, depois da fase ouço-Grzegorz-Turnau-o-dia-inteiro, voltei pro Chico Pinheiro, que é um dos meus crushes desde 2004.

Pois bem, aí vai meu top 3.

 Boca de siri – do álbum Flor de Fogo (no mercado internacional lançado como There’s a storm inside – que eu ainda não tenho 😦 ), tem uma das melhores music videos que eu já vi. Toda vez que vou ao YouTube, tenho que parar e assistir, junto com Bułgarski Blues do Krzysztof Ścierański Quartet. Detalhe, eu tenho que assistir, não consigo abrir outra aba e continuar trabalhando enquanto esse vídeo tá rolando no meu YouTube. Mais do que curtir a música, preciso ver os caras tocando.

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 Sertão Wi Fi – do mesmo álbum e é minha atual obsessãozinha musical. Me encantei por ela já nos primeiros segundos, que reproduzem o ambiente sertanejo, com direito a forró, e depois entra o jazz que a gente gosta. ❤ É justamente essa mistura de ritmos geograficamente tão distantes que me encanta mais na música, coisa que o Anthony Wilson também fez com brilhantismo em Valsacatu (faixa do álbum Campo Belo, do qual pretendo falar dia desses).

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Valsa nº 5 – primeira vez que ouvi essa música eu chorei muito! Acabou sendo uma das inspirações para Conservatório, o que já justifica ter entrado para a trilha sonora da vida. Das que eu escrevi, é uma das que mais gosto. 🙂

Ainda faria menção honrosa para Meia noite meio dia, que é o álbum de estreia, e é a coisa mais linda da vida. ❤

Tem muito mais na página do Chico na Reverbnation, vale a pena ouvir! 😉

Ouvindo “We’re all somebody from somewhere”, de Steven Tyler

steven-tyler-solo-cover.jpgArte da capa do álbum. Imagem do site tasteofcountry.com

Há 15 anos sou fã e acompanho a trajetória do Aerosmith (já mencionei isso quando fiz o post falando do show que vai rolar em Recife). E acompanho também os projetos solo de cada um: ouvi o primeiro (e até um dia desses, único) álbum do Whitford/St. Holmes até enjoar, chorei com a autobiografia do Joey Kramer (e até mandei um tweet de congratulações/agradecimento por ele ter compartilhado sua história) e curti os álbuns solo do Joe Perry (em especial o Have Guitar, Will Travel). Mas quando chegou no solo do Steven Tyler…

“Ele vai gravar um álbum country? Balada? COUNTRY? Ixi…!”

Como não tenho grandes apreços pelo country music, demorei 342354 anos para dar alguma atenção ao álbum solo do Tyler. Nem o fato de ser o vocalista de uma das minhas bandas favoritas ajudou: minha empolgação estava no nível Frozen mesmo. Passou primeiro single (Love is your name), lançou clipe, e eu nada…

Hoje, enfim, resolvi dar uma chance para o álbum. O que percebo é um disco bem honesto – acho que é a melhor palavra para descrever. É a cara do Tyler, que, a meu ver, sempre foi o mais romântico dos cinco membros do Aerosmith, no que diz respeito a composições. Neste trabalho, ele conta com parceiros de composição que para mim são (ainda) bem desconhecidos: Brad e Brett Warren, Jaren Johnston (músico de rock/country), Jason Boyd (também colaborador de Justin Bieber e Usher, entre outros), Hillary Lindsey (cantora e compositora associada ao gênero country) e por aí vai. Ou seja, basicamente nada das parcerias que fizeram as baladas de sucesso da banda.

Confesso que a faixa de abertura (My own worst enemy) e a segunda canção (que dá título ao álbum) me surpreenderam positivamente. Elas passam relativamente longe do country que eu imaginava encontrar logo de cara – a faixa 2, inclusive, tem uma pegada meio funky! Gostei! Outras faixas que eu destacaria: I make my own sunshine, pela atmosfera solar e mais pop mesmo; The good, the bad, the ugly & me, que foi a que mais me lembrou algumas das últimas gravações do Aerosmith (me refiro especificamente a músicas como Oh, yeah!, do Music from another dimension). E, surpresa das surpresas, uma versão acústica de Janie’s got a gun, que a princípio não me conquistou (prefiro a original, do Pump), e achei inclusive que destoa do conjunto.

Em resumo, não é bem o estilo que eu gosto, mas não tem nenhum desastre do nível Girls of summer (pior música e clipe do Aerosmith em todos os tempos). Tem suas qualidades!

A quem interessar possa, o álbum completinho está no Spotify:

E tem também o clipe (muito bonito e bem feito, parabéns aos envolvidos!) de Love is your name, que foi o primeiro single.