Ouvindo “We’re all somebody from somewhere”, de Steven Tyler

steven-tyler-solo-cover.jpgArte da capa do álbum. Imagem do site tasteofcountry.com

Há 15 anos sou fã e acompanho a trajetória do Aerosmith (já mencionei isso quando fiz o post falando do show que vai rolar em Recife). E acompanho também os projetos solo de cada um: ouvi o primeiro (e até um dia desses, único) álbum do Whitford/St. Holmes até enjoar, chorei com a autobiografia do Joey Kramer (e até mandei um tweet de congratulações/agradecimento por ele ter compartilhado sua história) e curti os álbuns solo do Joe Perry (em especial o Have Guitar, Will Travel). Mas quando chegou no solo do Steven Tyler…

“Ele vai gravar um álbum country? Balada? COUNTRY? Ixi…!”

Como não tenho grandes apreços pelo country music, demorei 342354 anos para dar alguma atenção ao álbum solo do Tyler. Nem o fato de ser o vocalista de uma das minhas bandas favoritas ajudou: minha empolgação estava no nível Frozen mesmo. Passou primeiro single (Love is your name), lançou clipe, e eu nada…

Hoje, enfim, resolvi dar uma chance para o álbum. O que percebo é um disco bem honesto – acho que é a melhor palavra para descrever. É a cara do Tyler, que, a meu ver, sempre foi o mais romântico dos cinco membros do Aerosmith, no que diz respeito a composições. Neste trabalho, ele conta com parceiros de composição que para mim são (ainda) bem desconhecidos: Brad e Brett Warren, Jaren Johnston (músico de rock/country), Jason Boyd (também colaborador de Justin Bieber e Usher, entre outros), Hillary Lindsey (cantora e compositora associada ao gênero country) e por aí vai. Ou seja, basicamente nada das parcerias que fizeram as baladas de sucesso da banda.

Confesso que a faixa de abertura (My own worst enemy) e a segunda canção (que dá título ao álbum) me surpreenderam positivamente. Elas passam relativamente longe do country que eu imaginava encontrar logo de cara – a faixa 2, inclusive, tem uma pegada meio funky! Gostei! Outras faixas que eu destacaria: I make my own sunshine, pela atmosfera solar e mais pop mesmo; The good, the bad, the ugly & me, que foi a que mais me lembrou algumas das últimas gravações do Aerosmith (me refiro especificamente a músicas como Oh, yeah!, do Music from another dimension). E, surpresa das surpresas, uma versão acústica de Janie’s got a gun, que a princípio não me conquistou (prefiro a original, do Pump), e achei inclusive que destoa do conjunto.

Em resumo, não é bem o estilo que eu gosto, mas não tem nenhum desastre do nível Girls of summer (pior música e clipe do Aerosmith em todos os tempos). Tem suas qualidades!

A quem interessar possa, o álbum completinho está no Spotify:

E tem também o clipe (muito bonito e bem feito, parabéns aos envolvidos!) de Love is your name, que foi o primeiro single.

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