Assistindo: Paris, Texas

Esse é um dos filmes mais conhecidos do Wim Wenders, e por incrível que pareça, eu ainda não tinha assistido. Fazia nem ideia do que se tratava a sinopse! Mas anteontem bateu vontade de ver de novo Movimento em Falso (Falsche Bewegung), que é um dos meus filmes favoritos no mundo inteiro, e não encontrei na Netflix para assistir – também estava sem o cliente torrent para fazer download e acabei desistindo. Fui escolher outro filme do mesmo diretor, e foi assim que me apareceu Paris, Texas.

paris_texas

Pôster do filme encontrado no site imdb.com.

O plot é simples: Travis Henderson (Harry Dean Stanton) é encontrado sem memória no Deserto do Mojahve, Texas; e depois seu irmão Walter (Dean Stockwell) vai encontrá-lo e levá-lo para casa, depois de quatro anos desaparecido. Nas primeiras cenas, Travis não fala absolutamente nada. Sua primeira palavra no filme todo é:

– Paris.

Mas não é a Paris capital da França, não; e sim Paris texana, onde Travis comprou um lote vazio com a intenção de construir algo e viver com sua mulher e seu filho. Por que logo aquele lugar? Travis achava que era ali a sua origem, o local de sua concepção, baseado no que seu pai dizia. A mulher também está desaparecida, e o filho, então com sete anos, é cuidado pelo irmão e pela cunhada, Anne (Aurore Clément). Depois de tanto tempo distante, errando por aí, e chegando à casa do irmão em Los Angeles sem lembrar de praticamente nada, começa o processo de reatamento dos laços desfeitos. Primeiro, com o pequeno Hunter (Hunter Carson) e depois, buscando Jane (Natassja Kinski), cujo paradeiro é desconhecido até certa altura do filme, quando surge uma pista.

O filme me pegou mesmo depois do reencontro do pai com o filho, e o começo das tentativas de recuperar o vínculo familiar; e o garoto Hunter é responsável por um dos melhores momentos do filme para mim: quando um coleguinha da escola pergunta como é possível ter dois pais e ele responde “Sorte, eu acho.” E segue pai e filho andando em lados diferentes da rua, imitando os gestos um do outro.

Melhor cena, gente! ❤

Esse foi apenas um dos muitos momentos em Paris, Texas, que me fez confirmar o quanto gosto do trabalho do Wenders, mesmo conhecendo pouquinho (com este, são três filmes assistidos – o outro foi Asas do desejo). Pretendo ir, aos poucos, tirando o atraso na filmografia.

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