A volta da serial watcher

Essas eleições me deixaram estragadinha. Não consegui ir trabalhar, de tão mazelada que fiquei. Todo o processo me deixou meio com saudade das eleições anos 90, quando tocavam essa música em toda eleição aqui na terrinha depois que saíam os resultados…

… E meio com a certeza de que certas cidades aqui são a versão tupiniquim do mundo invertido de Stranger Things.

Enfim, tô me recuperando, amanhã voltamos à programação normal. E mudemos de assunto, que o post mesmo era sobre os últimos filmes e séries a que assisti nesses dias de folga.

La moglie in vacanza… l’amante in città (A esposa de férias… a amante na cidade) – filme italiano dos anos 1980, tem um pouco de commedia dell’arte (consegui reconhecer alguns arquétipos, como o Arlequim), comédia pastelão e outro tanto do que pode ser comparado com as pornochanchadas que faziam no Brasil nessa época. É um filme engraçadinho, embora não dê pra rolar de rir. No começo do filme os protagonistas falavam algumas vezes com a câmera, (outro resquício do teatro, quanto tem cenas em que algum personagem fala com o público). Meio estranhinho ver isso num filme, mas pelas influências que pesquei, fazia parte da proposta.

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Daria três estrelinhas pra ele. A parte em que os personagens estão todos no mesmo hotel, foi a que me pareceu mais divertida.

Ida – finalmente consegui assistir! Queria muito ter visto no cinema, mas acabou não rolando, vibrei quando ele ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e esse fim de semana pude comprovar: mais do que merecido.

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O filme gira em torno da noviça Anna, que na verdade se chama Ida e é filha de judeus poloneses que morreram durante o regime nazista. Antes de fazer os votos perpétuos, ela vai conhecer Wanda, sua única parente viva, e descobre várias coisas sobre o passado de sua família, além de descobrir um pouco do mundo fora dos limites do convento onde cresceu. Uma das melhores cenas (além das cenas da Wanda) é quando Ida/Anna tira o véu que compõe seu hábito e se olha no espelho, como se estivesse se percebendo pela primeira vez, se tornando consciente de que é uma mulher bonita.

É lindo, é tocante também. E vale muito a pena assistir!

E comecei a sétima (e última) temporada de Mad Men. Tô indo devagar para não acabar logo, e dia desses paro só para escrever sobre meus momentos favoritos da série, mas já adianto algumas coisas: eu tava odiando a Sally Draper, mas não estou mais; e não tem jeito: não gosto de Pete Campbell desde o primeiro episódio e esse desgosto só aumenta. Quanto ao Don, tenho mixed feelings por ele: amo, tenho raiva, sinto pena, torço… Gosto de personagens assim, que são bem complexos. Ele e Peggy são, de longe, meus personagens favoritos na série inteira.

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Melhor dupla! ❤

E essa semana volto a ver novelas tupiniquins: a premissa de A lei do amor me pegou, além do que, gosto dos autores. Faz tempo que não sintonizo a TV às 21h00, tenho até dormido cedo… Então essa pode ser uma retomada aos velhos hábitos.

Ou não.

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