Três dias sem glúten (e contando)

Recentemente comecei a ter mais dores de estômago do que o usual (só acontecia quando eu ficava tensa, com raiva, etc). Somado a isso, queimação, desconforto o dia inteiro, dor até se eu comesse PÃO. Comecei a achar que tinha desenvolvido intolerância a glúten depois de velha adulta e um belo dia corri para o médico para contar meu drama. Ele me mandou fazer alguns exames, entre eles uma endoscopia, e foi lá que descobri que uma pangastrite e uma duodenite estão me fazendo companhia.

Ainda falta o resultado de um exame (para detectar a presença ou não de H Pylori), mas desde então saquei que alguma coisa no meu estilo de vida precisaria mudar. Muitas coisas, na verdade: preciso levar a vida com um pouco mais de leveza (melhorei, mas ainda preciso aprender muito!) e mudar um bocado a minha dieta.

Eu tinha começado uma dieta ano passado, perdi sete quilos e ainda tive o bônus de diminuição das dores, mas voltei à vida louca e recuperei cinco dos sete que tinha  despachado. E ano passado o foco era mais emagrecer mesmo, porque eu não estava exatamente muito satisfeita com o peso na época. Dessa vez, procurei uma nutricionista funcional com o objetivo primário de começar a botar ordem na bagunça que eu tô por dentro.

Passei duas horas no consultório da Dra. Kayser Figueiredo, fazendo uma análise minuciosa do meu histórico desde a infância até aquele dia: desde a obesidade infantil até as ites recém descobertas, passando pela síndrome do ovário policístico e episódios de prisão de ventre que andavam bem recorrentes. Saí de lá com algumas orientações nutricionais e requisição de mais exames. Entre as instruções, por um mês vou me abster de glúten, leite e industrializados (como embutidos, comidinhas processadas, com corantes e tudo isso). Refrigerantes eu já não tomo há cerca de um ano, então é uma coisa a menos para cortar.

No domingo teve uma pequena derrapada (uma lasanha…), mas na segunda-feira já retomamos a programação normal e estou seguindo com determinação… Ainda mais que nesses três dias sem comer nem mesmo meus amados biscoitinhos integrais, sem meu cereal de lei no café da manhã e sem sorvete de nenhum tipo, estou praticamente sem dores! Ainda rola um pouquinho de desconforto, tenho muita coisa a incluir no cardápio, estou aprendendo as receitas funcionais, e a vida corrida não ajuda muito. Mas ando bem disposta a aprender, a largar mão da chatice pra comer e melhorar.

A princípio é um caminho meio solitário, só tenho sentido apoio efetivo da minha mãe mesmo (ela tem me ajudado com as receitas e indicado lugares bons pra comprar as coisas). Mas pode ser bem divertido, e não é para sempre, né? Em um futuro próximo espero poder voltar a comer uma boa massa sem me sentir mal depois, e visitar a hamburgueria artesanal que abriu perto daqui de casa e ainda não fui. ^_^.

Quando eu voltar a falar do assunto aqui, vai ser para falar das novas receitas e comprinhas e o impacto financeiro que as mudanças de hábitos ocasionaram. 😉

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