Meus favoritos: Black Mirror

Comecei a assistir a essa série por recomendação de um dos meus amigos e, embora estivesse um pouco reticente no começo (apesar do tema ser muito interessante e pertinente), acabei sendo “fisgada” e assistindo até o final!

Um dos motivos que me animou a primeira vista foi a pequena quantidade de episódios: a primeira temporada com apenas três, a segunda com quatro e a terceira com seis. O aumento de episódios por temporada deve ter sido pelo sucesso que a série alcançou, mas ainda vejo mais uma motivação: com menos episódios, dá mais tempo do espectador “digerir” o que assistiu (e as tramas apresentadas muitas vezes exigem isso da gente).
Como não tem personagens fixos, não tem uma “linha sequencial definida”, inclusive acho engraçado que na Netflix (pelo menos a daqui do Brasil) a primeira temporada vem no final… Terminei todos os episódios no último domingo e agora, passados alguns dias, resolvi compartilhar minhas impressões dos episódios, do melhor para o pior.

nosedive-black-mirror.jpg

1. Nosedive: talvez seja o que mais “fala” ao espectador, por conta da nossa relação com as redes sociais. A cena final poderia ser cortada, mas não tira o brilho. Mesmo que a gente tenha uma relação mais distante com as redes sociais (eu e o Facebook por exemplo), é impossível não pensar no tanto que a gente faz, ainda que inconscientemente, em busca de aprovação.
2. Hated in the nation: algumas cenas poderiam ter sido melhor executadas? Sim, podiam. Principalmente no final, que para mim não ficou muito bem amarrado. Mas amei todo o resto, a sequência de acontecimentos, das investigações.
3. White bear: melhor episódio da segunda temporada, esse me deixou realmente bugada. Tem muita ação, você acha que o lado negro da tecnologia se resume às pessoas que ficam apenas postando tragédia nas redes sociais, mas… Tem mais (e foi aí que fiquei chocada).
4. The entire history of you: a base da trama está nos conflitos de relacionamento, mas a ideia de inserir a tecnologia para processar a memória (e o fato de não esquecer nada nunca) foi uma sacada e tanto. Meu episódio favorito da primeira temporada.
5. White Christmas: fui com muita expectativa para esse episódio por causa do Jon Hamm depois de Mad Men. O comecinho é chato, mas a coisa melhora a partir do segundo terço do episódio. Outro final que achei surpreendente.

black.jpg
E Jon Hamm passando na sua tela, sem a beca do Don Draper.

6. San Junipero: eu não estava entendendo muito bem a proposta, mas depois fui captando a ideia e gostei! Inclusive acho que tem um dos melhores finais de episódio, e melhor trilha sonora.
7. 15000 merits: esse episódio faz uma referência clara aos cenários distópicos, como em “Admirável mundo novo” e “The handmaids tale”, e por isso gostei, embora não esteja no meu top 3.
8. The Waldo moment: poderia ter sido meu episódio favorito por causa da questão política e o personagem de animação, mas o final tratou de estragar. Perdeu força mesmo, o que foi uma pena.
9. Playtest: achei o final desse aqui bem triste. Não tem muito o que dizer sobre além disso.
10. National anthem: tenho mixed feelings sobre esse episódio, que é o primeiro. Se por um lado o desenrolar da história é bizarro, por outro é viciante (e a cena final surpreendente). Sendo o episódio de estreia, enquadro na categoria “ame-o ou deixe-o” (e pelo sucesso, muita gente amou, né?).
11. Shut up and dance: aqui começa meu top “3 da ruindade”, os três piores episódios. A mensagem desse episódio é super clara, mas não comprei o desenrolar da história…
12. Men against fire: acho que começa fraco, mas melhora no final, quando é revelado um dado importante sobre as baratas (as “vilãs” do episódio). Antes disso, tudo parece destoar do resto da série toda.
13. Be right back: a série é muito boa, mas esse episódio eu achei fraco de tudo. Não que a storyline seja ruim, a ideia de falar sobre a tecnologia ajudando (ou não) a suportar o luto é muito bacana, mas os protagonistas tinham zero carisma. De longe o episódio que menos gostei.

A terceira temporada é de 2016, e provavelmente novos episódios devem vir futuramente. No campo da tecnologia, matéria prima não há de faltar!

Fim de férias em Maceió

Na verdade minhas férias acabaram há 15 dias, mas nesse último final de semana de Janeiro, fui com meus pais passar o sábado e o domingo em Maceió, mais precisamente no Pajuçara Praia Hotel, que fica (como o próprio nome diz) em Pajuçara. Já estive em Alagoas algumas vezes, em outras cidades como São Miguel dos Campos; mas na capital do estado só estive de passagem. Então esta foi a primeira vez em que pude conhecer efetivamente um pouquinho de Maceió.

O que mais me despertava o interesse na orla de Maceió quando eu passava por lá era a movimentação das pessoas praticando vários esportes: caminhada, corrida, patinação, ciclismo, futebol, basquete e até futebol americano! Gosto de lugares assim, onde dê para se divertir ao ar livre, e esse seria o principal motivo que me levaria a escolher uma casa à beira-mar: diversão e esportes ao ar livre, sem ter que pagar nada. Não sei como é a questão de segurança por lá no cotidiano, então não posso dizer nada sobre segurança baseada em uma experiência de dois dias, mas nesse final de semana não aconteceu nada que me deixasse sobressaltada quando andei na rua.

O hotel onde ficamos é um quatro estrelas muito simpático, com um staff atencioso que resolveu nossas pendengas praticamente na hora (não que tenhamos tido muitas, só uma bronca com a Internet e a necessidade de uma toalha extra), acomodações confortáveis, três piscinas (duas no térreo e uma na cobertura) e um posicionamento privilegiado, que dá uma bela vista.

 Pajuçara

(esta tarde se improvisa)!

O hotel também conta com academia (olha o vídeo!), salão de beleza (não usei esse serviço, mas comprei lá um elástico para o cabelo porque esqueci todas as minhas presilhas em casa, tsc); espaço para eventos.

Fora do hotel: aproveitei a oportunidade para curtir a orla como uma local esportista e fui dar uma corridinha, com direito a um açaí no Mr. Freddo (sorveteria artesanal) depois. Como estávamos com sérias restrições orçamentárias, limitei minhas compras na feira de artesanato a cinco cartões postais para minha coleção (2 reais cada), no mais fiquei só no “tô só olhando…”

Nas imediações da feira à noite a gente ouviu muita coisa legal, de carrinho tocando Queen até um senhor com roupas que deveriam ser indígenas tocando um instrumento de sopro (infelizmente, não rolou vídeo disso, sorry!). Mas durante o dia não achei aquele pedaço muito legal – o cheiro de urina tomando conta daquele pedaço próximo da feira.

Queria ter feito, mas não rolou: participar da tarde dançante no Iate Clube, que segundo banner exposto na fachada, acontece aos sábados a partir das 16h. Se bem que eu acho que no sábado em que eu estava lá não rolou, por causa do Verde e Branco. Inclusive tinha uma galerinha no hotel que deve ter ido para esse baile… Também queria ter ido assistir a um filme no Centro Cultural lá em Pajuçara, ao lado do condomínio Ana Maria. Sempre quero conhecer melhor os centros culturais dos lugares, mas a correria é tão grande que acabo vendo muito pouco (aconteceu a mesma coisa quando estive no Dragão do Mar, em Fortaleza). Mas tudo bem, Maceió é ali e um dia desses eu posso voltar lá com mais calma para apreciar as atrações culturais da cidade.

Nosso fim de semana neste hotel foi possível devido ao Meridien Clube, clube de turismo que disponibiliza hospedagem de qualidade aos associados em vários destinos no Brasil e no exterior. Se você se interessou e quer saber mais informações, visite o site! 😉

[obs.: não é publi!]

Assisti: “Skyborn”, de Jamie Stone

Continuando o “desafio cinematográfico 2017”, um curta-metragem furou a fila dos filmes que estão aguardando para ser assistidos; isso graças ao curso que estou fazendo pelo National Film and Television School (NFTS). O filme é Skyborn, de Jamie Stone, resultado da graduação dele pelo NFTS.

skyborn-1.png

A história do filme se passa em um cenário pós-apocalíptico, em que só vivem Gideon e seu filho Blue. Na infância, Blue ouve as histórias de seu pai sobre um mundo fora da neblina em que vivem; e quando este está maior, constrói junto com o pai um aeroplano que pode levá-los ao “outro lado”. Mas em uma certa altura do filme, a fé de Blue na máquina e na existência de algo fora da névoa que os envolve é abalada…

O curta tem 27 minutos e em boa parte dele, a emotividade da relação pai e filho vai aumentando, o que fica bem claro nos diálogos e principalmente nos minutos finais. A propósito, o final não decepciona: é uma cena linda (se você for do tipo mais sensível, chora)!

Skyborn é um filme de orçamento baixo, gastou 10.000 libras para sua produção; e alguns dos recursos usados no curta foram as miniaturas (de que Jamie Stone é fã) e animação com areia, que foi um método trabalhado por ele durante temporada na Escócia.

O que me chamou muito a atenção no roteiro foi a forma como pai e filho falam, que não tem muito “apuro gramatical padrão”, digamos assim. A gente ouve “My sorries” no lugar de “I’m sorry” ou “My apologies”, por exemplo.

O filme é todo em Inglês (sem legendas em Português, ao menos por enquanto), e pode ser visto no Vimeo. Quem puder ver, recomendo!

Assisti: “Festa da Salsicha”

Tenho uma fila enorme de filmes para assistir, e tem dias (ontem, por exemplo) que chego em casa com vontade de parar e ver um filme, mas vou fazendo uma coisa, outra, ouvindo música, navegando na Internet e PÁ, chega a hora de dormir e não fiz o que planejei.

Mas assim como estou fazendo com os livros (estabeleci uma meta de 21 livros para 2017, esperando superar), resolvi também fazer um “desafio” para os filmes, que estão meio que em segundo plano. Não estabeleci quantidade, mas a ideia é 1) assistir a todos os filmes que estão na fila há alguns… meses; 2) assistir toda a filmografia do Sebastian Koch, o maior ator alemão de Hollywood que você respeita (e arrumar esses filmes, porque tem alguns que eu acho que nem foram lançados no Brasil. Idas ao cinema mesmo, vou tentar vencer a preguiça e ir pelo menos duas vezes ao mês. E, para registro, vou escrever minhas impressões sobre os filmes aqui porque bem, essa é uma das razões porque voltei a ter blog, né?

Sem mais papo furado: para começar escolhi Festa da Salsicha, uma animação que chegou ao meu conhecimento no final do ano passado. O plot gira em torno dos alimentos que habitam o supermercado Shopwell e que acham que os humanos são deuses que os levarão à terra prometida, onde serão felizes para sempre e onde salsichas poderão entrar nas bisnagas (insira aqui todo o duplo sentido que puder). Os protagonistas do filme são justamente uma salsicha chamada Frank e sua amada bisnaguinha Brenda, que não veem a hora de serem escolhidos pelos deuses para consumar seu amor.

Mas… O alerta de um pote de mostarda com mel sobre a verdade por trás do paraíso coloca a salsicha, o pão e vários outros alimentos em polvorosa, e aí começa uma grande corrida de Frank para salvar seus amigos do terrível mal que é ser devorado pelos deuses humanos.

Daí pra frente o que acontece é uma grande corrida contra o tempo das guloseimas antropomorfizadas para evitar a tragédia, tendo que fugir de uma ducha ginecológica adulterada e com sede de vingança, passando por corredores do mercado que representam vários lugares do mundo, como México, Alemanha e Israel.

O filme inclui no roteiro várias questões como a briga entre judeus e palestinos, virgindade e doutrinas religiosas, consumo de drogas, homossexualidade. A linguagem lembra muito South Park (e curiosidade meio irrelevante ou não, os atores do Porta dos Fundos dublam personagens do filme na versão brasileira). Num geral, achei o filme esteticamente bem feitinho, tecnicamente é legal e tudo, mas a história não me empolgou muito. A cena final mesmo, logo antes dos créditos, achei fraca. A melhor parte foi lá pelo meio do filme, quando tem mais ação mesmo, mas o resto vai de mediano a esquecível (incluindo a trilha sonora). Talvez quem curta mais uma produção estilo South Park vá curtir mais do que eu.

download.jpg

O Chiclete é dos que menos aparece no filme, mas foi o que me arrancou uma risadinha discreta. Resumidamente, não vale a pena ver de novo…

Para quem gosta de curtas…

Comecei ontem mais um curso online pela Future Learn/National Film and Television School, chamada Explore Filmmaking. É meu terceiro curso online e o primeiro na área de audiovisual (os dois primeiros que consegui concluir foram no meu campo de trabalho atual – ensino de idiomas – ofertados pelo British Council através do site da Future Learn). Como agora peguei gosto por estudar online (e de graça ainda por cima, que maravilha!), resolvi focar também em outras áreas de interesse.

Falando do curso: na primeira semana, além das apresentações de praxe, também recebemos indicações de sites que exibem curtas metragens. Como o curso é ofertado por uma instituição britânica, todo o material aqui está em língua inglesa.

The Smalls: nesse site, assisti ao Enjoy the Silence, de Ruth Gardiner. Esse filme, de apenas cinco minutos, não tem nenhuma fala, mas uma fotografia linda e trilha sonora legal.

enjoy-the-silence
Cena de Enjoy the Silence.

Short of the week: o que achei diferente entre este site e o “The Smalls” foi o fato de ter animações (interativas, a propósito), como o Solace, de Evan Boehm. Só que, apesar de parecer interessante, vi o começo do filme e não me empolgou muito. 😦

Bônus: BAFTA Guru: este não é um site com curtas metragens, mas para quem se interessa pelos bastidores, tem muitas entrevistas, comentários de profissionais e muitas outras coisas bacanas. Estudantes de audiovisual e entusiastas da sétima arte vão curtir bastante!

Will & Grace vai voltar!

Descobri Will & Grace mais ou menos na mesma época de Frasier (empatada com Mad Men como minha série favorita), quando eu tomava café da manhã vendo TV (tempos em que eu não trabalhava de manhã…). Não era uma série pela qual eu fosse exatamente apaixonada, mas tenho boas lembranças da série (Karen Walker, personagem mais maravilhosamente louca da vida inteira, e me identifico um pouquinho com a personalidade da Grace). O último episódio foi exibido em Maio de 2006 (bem na véspera do meu aniversário!), e a vida seguiu…

Até que entrei no IMDB para ver as notícias e o anúncio da nova temporada (a nona) aparecer na minha frente. A série vai voltar com todo o elenco original (Karen Walker inclusa, garantindo as nossas risadas).

http://www.imdb.com/videoembed/vi437630489

Ainda não tem data definida, mas já estamos aqui aguardando ansiosamente pelo revival. Se você que está lendo esse post também gostava de Will & Grace, é o caso de começar a programar a maratona antes que anunciem a data da estreia do revival.

giphy

Volta, Karen Walker!

Make up facts

Eu uso maquiagem muito de vez em quando, porque sou preguiçosa. O que sei, aprendi com as pessoas que me maquiaram (três vezes para vídeo, adoro gravar coisas e ganhar maquiagem de graça, hahaha) e um tutorial de YouTube. Faz um tempo comprei o kit completo de maquiagem, com direito até a primer de sombra e uns pincéis, porque eu passava sombra com o dedo mesmo (e ainda faço isso às vezes, quando não tô com paciência de procurar os pincéis), mas só faço todo o reboco (como chamo carinhosamente a maquiagem) quando a) estou inspirada e com tempo sobrando; b) quando vai ter algum evento solene, tipo casamentos de amigos. Resto do tempo, o que inclui as gravações para o YouTube, é tudo de cara lavada mesmo.

20170121_165242

Ontem foi um desses dias, e taí o resultado. O penteado foi o mesmo que falei no vídeo (prende tudo de um lado só e joga grampo em cima), que é um dos poucos penteados que consigo fazer até agora. Deveria ter uma presilha dourada do lado, mas esqueci e só lembrei quando já está a quilômetros de distância de casa. Ninguém reparou que faltava algo, e até eu esqueci depois.

Sobre a maquiagem: fiquei com medo de ficar pálida mas aparentemente ficou ok com relação ao resto da minha pele (marca de espinha recente coberta com sucesso e olheiras amenizadas). O olho devia ter ficado mais marcado, o delineador mal aparece, mas tudo bem, seguimos tentando. E este provavelmente foi o primeiro evento a que fui sem óculos. Meus olhos doeram um pouco hoje de manhã cedo, mas tudo bem, já passou (e sim, eu estava enxergando as pessoas direito durante a festa, meu problema de visão é bem leve, sobrevivi a algumas horas sem óculos).

Esse foi meu segundo day after e não sei se é impressão minha ou se foi a iluminação que ajudou, mas como esse cabelo ficou bonito! Nem parece que estava há dois dias (agora contam três) sem lavar. 😛