Assistido: Chewing Gum

chewing
Imagem: Imdb

Devo admitir que resisti por um bom tempo a ver Chewing Gum. O motivo foi que (pelo menos na Netflix Brasil) essa série foi lançada pouco tempo depois de Haters Back Off, série que eu tinha começado a ver e larguei no comecinho do sexto episódio. Por alguma razão muito louca, eu achei que as duas séries tinham plots semelhantes. A coisa começou a mudar quando li um post (acho que no Blogueiras Negras) falando sobre Chewing Gum e resolvi, enfim, dar uma chance à série britânica criada, escrita e protagonizada por Michaela Coel, baseada em sua peça Chewing Gum Dreams.

Tracey (Coel) é uma jovem negra da periferia que, aos 24 anos, é noiva de Ronald (John Macmillan). Filha de Joy (Shola Adewusi) uma mulher extremamente religiosa frequentadora da Pentecostal e com uma única irmã tão fanática quanto a mãe, ela reza para Jesus e para Beyoncé e deseja “se livrar do peso” da virgindade. Ao ser dispensada pelo noivo (que logo vira ex), ela conhece Connor (Robert Lonsdale), um de seus vizinhos, um sujeito junkie que tenta ser poeta e, como era de se esperar, tem uns parafusos a menos, mas aparenta ter bom coração e gostar de verdade de Tracey. É com Connor que Tracey passa a se relacionar (e tentar perder a virgindade) sem que sua mãe descubra.

Nem só de descobertas sexuais vive Chewing Gum, embora seja daí que saiam algumas tiradas bem engraçadas, como a dos dildos usados que Candice (Danielle Walters), melhor amiga de Tracey, resolve usar para ganhar dinheiro em um dos episódios. Tracey tem Beyoncé como seu exemplo de vida e sonha em ter sucesso como sua diva, deixar de trabalhar no mercadinho e circular entre os figurões. Mas, pelo menos na primeira temporada disponível na Netflix (só seis episódios), isso não chega nem perto de acontecer. Pelo contrário: ela se mete em uma série de desventuras sozinha, com seus amigos da vizinhança, com o namorado oculto e também com seu ex, de cuja sexualidade ela começa a suspeitar.

Dentre as personagens secundárias, destaco a irmã de Tracey, Cynthia (Susan Wokoma). Ela vive brigando com a irmã, querendo expulsar o demônio de todo mundo e morre de medo e curiosidade do sexo. Em um episódio, ela pede o laptop de Tracey e vai pesquisar sites pornôs – obviamente, essa empreitada não acaba muito bem para ela…

Os episódios são bem curtinhos, como é de costume entre as séries de comédia. Tem piadas enquadráveis na categoria “sujas”, com sexo e consumo de drogas, algumas tiradas envolvendo classe social, etnia e religião e algumas situações bizarras no meio do caminho. Mas eu, que sou chata com humor feito na TV, não achei a abordagem em nenhum momento ofensiva ou coisa do tipo. Dei boas risadas de várias situações, não só pelo texto em si, mas pelas atuações e pelo trabalho de direção.

Resumindo, valeu a pena ver Chewing Gum; e é uma série divertida que a gente consegue ver de uma sentada só (os episódios curtinhos ajudam muito nisso). Recomendo de verdade!

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