Assisti: Fleming (2014)

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Flemingthe man that would be Bond é uma minissérie de apenas quatro capítulos, que descobri via Netflix. Caí no primeiro episódio acidentalmente (mesmo: usei Netflix no XBox e quando saí para beber água, a série começou a rodar sozinha, acho que deixei selecionada e foi o suficiente). Voltei correndo para parar o vídeo e trocar por mais um episódio de Rita, que era a série que eu tinha a intenção de assistir; mas a cena inicial acabou me fisgando.

A propósito: era uma cena submarina, muito bonita (como cenas submarinas geralmente são). E logo depois, os protagonistas Ian Fleming (Dominic Cooper) e sua mulher Ann (Laura Pulver) são apresentados, em uma sequência parte romântica, com uns 10 centavos de 50 tons de cinza… Logo depois a gente é levado a um flashback, que é todo o resto da série. O plot é uma parte da vida do Ian Fleming, que se tornaria o autor da série do James Bond. Nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, Ian é um sujeito mulherengo, com problemas de relacionamento com a mãe e inveja do sucesso de seu irmão Peter (Rupert Evans) (esse sim, já escritor à época, conhecido por livros de viagens). Sendo um v1d4 l0k4 nos anos 40, ele dificilmente tem estabilidade profissional, mas acaba, graças a algumas habilidades (entre elas, falar alemão super bem), sendo escalado para trabalhar no serviço de inteligência britânico.

Nas ações militares, ele age no mesmo estilo com que leva a sua vida pessoal: impulsivamente, o que o leva a se meter em algumas encrencas, sozinho e também levando os companheiros junto, como a oficial Monday (Anna Chancelor) (adorei o nome dessa personagem). E ainda tem um breve quadrilátero amoroso: Ian, Muriel (Annabelle Warris) (uma moça independente, por quem ele parece ter um afeto sincero), Ann (uma mulher casada com um militar em missão no exterior) e Esmond (Pip Torrens), que é o outro amante dela além do Fleming. A relação entre Ian e Ann é quente, lembrando mesmo algumas passagens do filme 50 tons de cinza. A diferença é que a protagonista da trama de época não tem nenhuma semelhança com Anastasia Steele nas atitudes…

Mas o mais interessante em toda a produção é a abordagem feita da Segunda Guerra Mundial, as ações dos exércitos envolvidos e a reconstituição dos locais afetados por ela. Ian Fleming passa pelas missões para as quais é designado de forma espirituosa e a gente pode até encontrar um pouco de humor bem refinado no personagem. Todos esses ingredientes acabaram gerando o sedutor detetive  James Bond, que definitivamente tinha muito de seu criador em si.

Para quem gosta de produções que tenham um pano de fundo histórico ou um pé na biografia, é uma série interessante. Para quem é fã do James Bond, é meio óbvio dizer que é muito recomendado, né?

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