Todo mundo, menos eu

(até hoje, pelo menos)

Quando o assunto é cultura, eu sou um pouco (ou muito, dependendo do ponto de vista) do contra. Enquanto tá todo mundo vidrado em uma determinada música/filme/série, eu tô amando outra coisa (a qual boa parte dos meus amigos não dá muita atenção, possivelmente). Eu costumo brincar chamando esse meu “delay” de “dívida com a sociedade”, e não tenho poucas.

Com música eu não tive muito disso porque quando trabalhava como professora, sentia a necessidade de ouvir o que meus alunos ouviam e selecionar músicas que eles curtissem para fazer as aulas com música (era minha parte favorita). Para vocês terem uma ideia, a minha primeiríssima turma de adolescentes era composta apenas por meninas fãs de Justin Bieber no início da carreira (exatamente, com cabelo de cuia e tudo). Até hoje eu tenho o My World e o My World 2.0. (y)

Ponto alto da minha vivência com essa turma: quando levei música do Bieber de surpresa na aula, após milhões de apelos, e as meninas quase tiveram uma síncope nervosa. Era um holograma do Bieber na sala ou o quê?

Enfim… Tinha época que era um saco, tinha época que eu compartilhava dos gostos dos adolas. Katy Perry e Ariana Grande, por exemplo. Ainda hoje gosto, embora não ouça com frequência. Como eu disse, na música eu tenho algo do contra peculiar, mas não muito.

O bicho pega mesmo quando é TV e cinema. E eu vivo dizendo que “esse ano vou saldar minhas dívidas com a sociedade e ver essas coisas que todo mundo gosta, para ver se gosto também.” É quase iniciar uma dieta na segunda-feira.

Com vocês, alguns dos hits da galera que até então eu não tinha/tenho a menor intimidade.

1. Harry Potter

Na verdade, o caso aqui é mais de “segunda chance”. Um dia fui assistir a um dos filmes da franquia (acho que era O Prisioneiro de Azkaban) e dei umas cochiladas no meio. Só não dormi de uma vez porque estava comendo biscoito Treloso de chocolate (um dos melhores biscoitos da vida, que na atual conjuntura não me pertence mais). Nunca li nenhum livro da franquia, não vi os outros filmes, basicamente desconheço a trajetória do bruxinho (que está completando 20 anos de lançamento) assim como também não li nada de autoria de J. K. Rowling, embora reconheça que ela teve uma trajetória inspiradora. Dia desses pego um dos livros pra ler.

2. Twilight

Primeira vez que ouvi falar de Crepúsculo foi no meu primeiro emprego como professora. Tive uma dupla de alunos de uma turma de universitários (como eu também era na época) que na hora da prova oral resolveu discutir sobre Twilight (a menina gostava, o menino não) e cada um que quisesse dar seus argumentos. Depois saíram os filmes e tal… Eu só acompanhava a zoeira em torno dos vampiros que brilham. Ainda peguei um e-book, incentivada por um amigo. Nunca terminei de ler. Talvez eu dê mais uma chance um dia desses.

3. Game of Thrones

Entrou temporada, saiu temporada, e eu continuava sem manjar muito das paradas sobre a série de livros/série da HBO. Até jogo de tabuleiro eu vi numa loja em Santiago (e comprei de presente para um amigo), mas eu mesma ver GoT que é bom, nada…

Até que o mesmo amigo que me incentivou a ler Crepúsculo fez o mesmo com Game of Thrones. Terminei a primeira temporada ontem e olhe, o povo tem razão de gostar. É bem feita pra caramba! Não toma de Mad Men o lugar de minha série favorita, mas vale acompanhar. Até minha mãe assistiu, gente!

4. Grey’s Anatomy

Não vi por uma combinação de falta de tempo + falta de vontade de ver série médica. Até agora só vi um episódio, muito por acaso. E era justamente o da morte de Derek. Dia desses eu pego a série do começo.

(Eu honestamente não ligo pra spoiler, de coração. Tem gente que fica com raiva se rolar um spoiler pelo meio, mas nunca me importei com isso. Eu comprava revista de fofoca para saber o que ia acontecer na novela, então por aí vocês tiram… Já sei quase tudo o que vai acontecer em GoT e isso não me tira a vontade de ir ver a série, porque interessante é como acontece, e isso nem a melhor descrição do coleguinha ou do site pode fazer.)

5. 13 Reasons Why

Logo quando saiu, e as pessoas me perguntavam se eu já tinha visto, eu respondia na lata: nem vi, nem verei. Entre pessoas achando uma ótima série e pessoas achando perigosa a abordagem do suicídio na série, estou entre aqueles que ainda se consideram despreparados para assisti-la. Não é desinteresse pelo tema, com o qual eu tive contato direto quando um familiar cometeu suicídio, há quase dez anos. Acredito que seja o momento em que foi lançada, eu estava mais a fim de ver um programa mais leve e assim foi. Mais pra frente, talvez, eu inclua 13 Reasons Why na minha lista de séries a assistir.

Essa é uma lista que não tem fim, e com a vida corrida do jeito que está, não dá para ver tudo mesmo, a gente faz o que pode e o que quer, quando o assunto é entretenimento.

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