A dança da cordinha (quebrada)

Pois é… Amanhã vou tocar e cantar em público ao vivo pela primeira vez. Vai ser na igreja, de manhã, uma música só. Um pequeno passo para qualquer outra pessoa que esteja acostumada, um grande passo para mim. Fico meio recolhida, treinando no quarto, postei no instagram alguns momentos de prática, mas agora não vou poder voltar para o começo se eu der uma errada no acorde ou na letra.

O maior desafio nesse caso foi a letra. Eu não conhecia a música que vou cantar (minha professora que propôs), então eu precisei tocar várias vezes para poder aprender a cantar no tom correto, a palavra certa na hora certa. Amanhã vou pedir para gravarem e compartilho no YouTube, aguardem.

Mas sim, o que acontece é que minha professora emprestou o violão dela para que eu treinasse nele e é com esse violão que vou tocar amanhã. Violão com cordas de aço, mais leve do que o modelo que eu havia experimentado antes. Levei para casa, com o compromisso de treinar mais, inclusive treinar tocar em pé – sou do time das pessoas que se acostumaram no esquema um banquinho e um violão, beijos.

Na quinta tudo massa. Aí na sexta de manhã fui tocar um pouco antes de ir trabalhar e percebi o Mi agudo bem desafinado. A gente tocava e saía uma coisa bem alien. Fui tentar afinar e PEI! – a corda estourou. O que a gente faz? Vai atrás de outra corda, óbvio. Como as lojas próximas da minha casa não tinham essa corda (tinham tudo, menos aquela corda primeirinha) precisei sair mais cedo para comprar a dita cuja antes de ir para um outro compromisso e antes que o comércio do centro da cidade fechasse as portas.

Acabei comprando um encordoamento completo em aço, da NIG, com um Mi extra.

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Olhe, essa corda extra me valeu, porque na primeira tentativa de colocar a corda, ela continuou desafinadona e eu fui apertando, apertando, e PEI! – estourou de novo.

Confesso que meu maior medo era machucar a mão com uma corda quebrada. Isso não aconteceu, graças a Deus, a ponta da corda quebrada entrou um pouco na palma da minha mão, mas não sangrou nem nada, tirei logo e ficou tudo bem. Na segunda tentativa (que seria a última e eu teria de comprar outra corda caso aquela quebrasse também) finalmente peguei a manha e consegui afinar tudo direitinho, sem mais acidentes. Fiquei com mais cinco cordas de aço que, como não tenho violão de aço, estão aqui inutilizadas. Sei que podia ter comprado só a que eu precisava, mas sabe aquele pensamento de que outra corda pode quebrar enquanto você está repondo a primeira? Pronto, foi isso o que eu pensei.

O que posso fazer?

  1. Comprar um violão de aço e usar as cordas que comprei;
  2. Dar as cordas para quem tenha um violão de aço. Talvez pra minha professora mesmo, para não ficar acumulando coisa aqui em casa.

Daqui pra amanhã decido. Agora vou colocar uma palheta na bolsa para não esquecer de levar, e torcer para que nenhuma corda mais quebre até amanhã…

Crushes musicais da semana #5

 

Essa semana passou ligeiro, teve uns momentos estranhos, mas no geral estamos terminando bem (a semana e o mês). Hoje acordei com essa música na cabeça:

Essa é mais uma daquelas músicas que me despertou uma ideia adormecida (que está sendo devidamente registrada no BuJo). Ou seja, vou ouvir um tantão.

Que logo deu lugar a essa:

Já tem cifra dessa música por aí? Já quero fazer cover dela! O CD todo é muito bom, quem não ouviu ainda, vá ouvir.

Aí teve essa

Nova Bossa Nova me dá uns mixed feelings. Tem hora que eu acho uma maravilhosidade, tem hora que não acho tão maravilhosa assim. Estamos na semana da maravilhosidade.

Mas a campeã de replays, empatando com Eu não sou seu lixo, é Nemesis.

E outra música que descobri essa semana, mas já amo, é While we slept, do Anthony Wilson.

Essa não faz parte da tracklist de Frogtown, acho que só está no YouTube mesmo, por enquanto.

E agora deixa eu ir ali atrás de uma corda de violão para substituir a que quebrou aqui…

Ao vencedor, as batatas (doces)

Voltando a compartilhar um pouco do meu meio esquecido processo de reeducação alimentar, o “bora ser fitness”, essas coisas. Sobre rotina de exercícios, firmei no pilates+zumba. Sinto uma vontadezinha de ir correr, principalmente quando ouço Silver and Flint ou A beautiful mine (é, o tema de abertura de Mad Men está na minha playlist de corrida), mas anda difícil de reinserir essa atividade na minha rotina por causa dos meus horários mesmo, e também com as chuvas que andam caindo…

Se bem que a chuva não é exatamente problema. Ontem voltei da zumba debaixo de toró porque esqueci o guarda-chuva em casa e estamos aí, bem vivas.

Enfim, em termos de atividade física estamos bem, obrigada. Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém estarei de férias e vou libertar de novo a corredora de rua que há em mim. Por enquanto só tô liberando a Beyoncé interior mesmo.

A bronca é a comida, gente. Hoje mesmo minha mãe me joga na cara que não estou mais tão rígida quanto estava antes, isso porque peguei um pouco de sobremesa a mais (uma colher de sobremesa extra, avaliem). Estou comendo sobremesa todo dia, porque tem sobremesa em casa. Dia desses comi biscoito porque tinha logo ali, junto da minha mesa de trabalho, e comi umas frituras (e outras guloseimas) aí num evento do trabalho; mas ó, tudo na consciência.

O fato de ter comido essas coisas porque tive a oportunidade não quer dizer que eu tenha deixado absolutamente de comer frutas, legumes e as outras coisas naturais e saudáveis. Para ficar mais atenta ao que como e cortar possíveis ataques de culpa por ter comido um brownie, resolvi começar a anotar tudo o que como no meu bullet journal feito no Evernote – aliás, esse é meu segundo dia de bullet journal, acho que vou me dar bem com ele.

Eu já tinha começado as anotações no diário de papel, mas muitas vezes acabo esquecendo de anotar e aí bagunça tudo.

Comecei a registrar mesmo a partir do café da manhã de hoje, mas ontem mesmo, na hora do jantar, me peguei pensando no quanto meus gostos mudaram. Por exemplo, aprendi a apreciar raízes, como a batata doce.

Sempre gostei de batata inglesa: frita, assada, purê, com ervas, etc. Mas a tal da batata doce, só por ter doce no nome já me causava um impulso de rejeição. Depois que comecei a dieta, fui apresentada por uma então colega de trabalho às coxinhas fitness, de batata doce com frango. Provei uma e pronto, comecei a mudar meus conceitos sobre a tal da batata doce.

Eu já estava curtindo o inhame, depois incluí a batata doce, novo ingrediente fitness que me conquistou, às minhas preferências. Só não deu mesmo pra macaxeira (ou aipim, em algumas regiões do país): tentei, tentei e não rolou o amor. Pena…

Até agora, meu repertório de receitas com batata doce não está muito vasto. Só conheço a coxinha, o purê e, mais recentemente, o pão de batata doce, que eu peguei a receita com a professora de zumba mas ainda não testei. Pretendo fazê-lo em breve. E se alguém aí tiver uma receita fit (com batata doce) para compartilhar, pode chegar, estamos aí.

(E pronto, esse post foi só pra compartilhar mesmo o quanto um ódio injustificado pode virar amor, dependendo do tempo, das necessidades, da oportunidade…)

“Ventanas”, do Aca Seca Trio

Pessoa aqui acordou virada no cão, com aquela TPM super legal – só que não – querendo andar com uma plaquinha escrito:

Tô na TPM – favor não encher o saco. Obrigada! 🙂

O que ajuda nesses momentos? Meditação, chá e música!

O álbum da vez, que está me ajudando a dar uma relaxada nesses momentos de descompasso, é o Ventanas, do Aca Seca Trio. Este é um conjunto argentino, formado por Andrés Beeuwsaert (piano, teclado, percussão e voz), Mariano Cantero (bateria, percussão e voz) e Juan Quintero (guitarra e voz).

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E são lindinhos, né?

O foco deles é na canção folclórica latina, e Ventanas é o terceiro álbum do Aca Seca Trio, lançado em 2009.

Eu já tinha ouvido o Avenido, o álbum anterior, de 2006 – que tem a música Carcará, uma das minhas favoritas do grupo – mas Ventanas tem algo que toca mais o meu coração, e que ainda não sei explicar o que é direito. Tenho pra mim que é a melodia mais delicada da maioria das faixas, dá aquela ideia de ficar mais contemplativa, relaxando. Basicamente o que eu estava precisando hoje.

Uma das faixas, Pasan, composta por Andrés Beeuwsaert, foi regravada no álbum Aqui, de Tatiana Parra e Andrés Beeuwsaert, com o título Ventania. Quando ouvi os primeiros acordes, sabia que conhecia aquela música de algum lugar… Nem tem muita mudança no arranjo de uma gravação para a outra. E Tatiana Parra também tem uma participação especial na última faixa, Casa.

Minhas músicas favoritas: Ventanas, composta por José Flamenco, Pasan Esa Tristeza, de Eduardo Mateo. Sempre que escuto esse álbum, repito essas três músicas.

E essa é a recomendação de música do dia (especial para quem precisa melhorar o astral, como eu hoje)!

 

“Coração”, de Johnny Hooker

Interrompemos nossa programação para dizer que o lançamento do Johnny Hooker vai furar a fila das resenhas desse blog. Desde hoje está disponível em todas as plataformas digitais o álbum Coração. Dois anos depois de Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, o artista pernambucano volta com um trabalho que não podia ter um nome mais apropriado. O coração dele está inteiramente lá, em cada composição!

Antes do lançamento oficial do álbum, o single Flutua já estava correndo a web (chegou até a ter censura +18 no YouTube, por causa da foto do beijo entre Hooker e Liniker (aliás, não o conhecia, voz massa, viu?). O dueto é uma canção emblemática para a comunidade LGBTQ, com frases como “ninguém vai poder querer nos dizer como amar” e “amar sem temer”. Ou como o pessoal tá dizendo no twitter, “primeiro a gente diz que é hino, depois a gente ouve”.

O que achei mais legal em Coração, em tópicos:

1) A diversidade de ritmos: tem o samba Eu não sou seu lixo – minha música preferida no álbum; o tecnobrega Corpo Fechado, dueto com Gaby Amarantos, o jazz Página virada (segunda música favorita, com arranjo de cordas e baixo ma-ra-vi-lho-sos); o frevo Escandalizare assim vai.

2) As letras: as letras falam de renascimento, de dar a volta por cima, recomeçar, resiliência, resistência. A letra da Intro já dá o tom:

Na vida um grande amor perdi
Um grande amor fui confiado

Sete vezes eu morri, sete vezes eu renasço
E me dano pelo mundo a procurar nos olhos do meu amado
Com força, amor e fé e meu corpo fechado.

E quando chega na faixa final, Escandalizar, é uma grande festa! Uma ode à vida, à felicidade, à liberdade e ao dar zero fucks para o que os outros pensam. 🙂

Esse foi um dos álbuns que eu ouvi e me fez abrir um sorrisão (principalmente nas faixas Eu não sou seu lixoCorpo fechadoEscandalizar). A gente ainda vai ouvir falar muito de Johnny Hooker e seu Coração, que já tem falado muito aos corações dos ouvintes (e tenho certeza que conquistando novos fãs).

Não vai rolar player do Spotify aqui porque já reparei que essas playlists não estão funcionando aqui no blog, mas sério. Procurem e ouçam. E ainda vou mandar o link via whatsapp pra uma galerinha.

“Invisible Cinema”, do Aaron Parks

Alô, meu povo! ^_^ Depois de escrever sobre o crush da semana, parei para prestar atenção na minha biblioteca do Spotify e observei que tem uma montanha de artistas que eu incluí, mas jamais escutei um álbum inteiro e/ou só ouvi uma ou duas músicas no máximo. O critério de inclusão era basicamente esse: “olha, eu gostei dessa música que o app indicou, vou salvar pra ouvir depois!” O “depois” vira “nunca” e fica lá o nominho só engrossando a lista de artistas que eu sigo, mas sem realmente conhecê-los.

Então, resolvi explorar melhor a minha biblioteca do Spotify nesse segundo semestre, ouvir todos os álbuns de todos os artistas que eu sigo por lá e aproveitar o espaço aqui do blog para compartilhar o que achei de cada um (já é uma prática, mas agora vai ficar mais constante). Se eu gostar, se eu não gostar, se eu ouvir o disco 44 vezes num dia só, vai ser tudo registrado aqui.

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Então vamos ao primeiro da lista: Invisible Cinema, disco de 2008 do pianista estadunidense (de Seattle – a.k.a locação da minha série favorita, Frasier) Aaron Parks. Ele começou a carreira ainda adolescente – a primeira gravação dele data de 1999, ou seja, ele tinha 16 anos! Invisible Cinema é o primeiro álbum dele pela Blue Note, mas antes disso sua discografia já constava de The Promise (1999), First Romance (2000), The Wizard (2001) e Shadows (2002).

Como eu descobri Aaron Parks: graças ao mix que o Spotify faz pra gente com base nas nossas preferências musicais registradas. A música em questão era Travelers, desse álbum. Marquei a faixa com um coraçãozinho e comecei a segui-lo. Ontem parei um pouquinho (leia-se “deixei o Frogtown de lado um pouquinho”) e ouvi o Invisible Cinema.

Primeiras impressões, em tópicos:

1) Hm… Esse álbum tem uma pegada meio “soturna”. Com exceção das duas últimas faixas (Praise e Afterglow), eu me senti transportada para um ambiente escuro, meio sombrio – tipo uma casa com arquitetura antiga, móveis de madeira de lei, sabe? Não achei uma imagem que ajudasse a visualizar a cena como eu a imagino, mas pensem aí em algo com pouca luz e tons amarronzados.

2) Querido baterista que participou desse álbum: não sei quem és, mas já ganhou meu respeito! O baterista em questão é Eric Harland. Gostei tanto da atuação dele nesse álbum que acho que dia desses vai ter um post inteiro só pra ele… vamos acompanhar.

Minhas duas faixas favoritas Nemesis (é a faixa mais ouvida dele no Spotify, não é por acaso, é uma composição poderosa. Nessa música especificamente, o que mais me chamou a atenção nem foi a bateria, mas a guitarra – by Mike Moreno) e Harvesting Dance. Em terceiro lugar, vem Travelers, que foi a música que me apresentou a Aaron Parks.

Não foi amor à primeira audição e provavelmente não será um dos meus discos favoritos da vida, mas achei Invisible Cinema um álbum interessante. Depois de ouvir o álbum pela terceira vez, continuo achando que ele tem uma pegada mais “escura”, “sombria”. Também o vejo como o tipo de música que a gente pode ouvir durante o trabalho no escritório – sabe playlist “mantenha o foco”? Pronto, esse álbum encaixa direitinho nesse propósito, para quem curte trabalhar ouvindo jazz.

O que a música significa para mim

Como já deve ter ficado bem claro para quem lê esse blog (e para quem me conhece desde pequena), música é algo muito importante para mim. Eu diria que é um hobby que levo muitíssimo a sério. Canto em coral, estou aprendendo um instrumento (já de olho nos próximos), trabalho melhor ouvindo música, o Spotify é de longe o aplicativo mais usado no meu celular, já colecionei fitas K-7, e tenho mania de criar trilha sonora pra tudo.

Lembro de quando escrevi minha primeira novela, ainda criança. Eu escrevia em silêncio, no quarto/biblioteca, usando uma Olivetti. Depois de alguns capítulos escritos (não lembro se já tinha terminado), eu resolvi fuçar nos CDs da casa e selecionei algumas músicas que combinariam com a minha história, como se fosse a trilha sonora de uma novela de TV. Foi minha primeira mixtape. Algum tempo depois, reaproveitei a fita para gravar coisas na rádio e lá se foi minha primeira trilha sonora…

Cresci, descobri a Internet, fiz amigos e resolvi me aventurar em roteiros que jamais foram filmados, mas que divertiram muita gente nas comunidades do Orkut, com as webnovelas. E obviamente, tinha trilha sonora! Mas, diferente do que fiz na infância, dessa vez eu escolhia a música antes de começar a escrever. Até hoje tenho esses mixes registrados em CD (ou digitalizados no HD externo, porque me desfiz de muitos CDs numa faxina) e imediatamente ligo as músicas (ou pelo menos a maioria) àqueles personagens. É bem legal; e inclusive acho que alguns amigos meus passaram a conhecer alguns músicos que hoje estão fazendo o maior sucesso (e com músicas em trilhas de novelas de verdade) graças a minha seleção (por favor, meus amigos da época do Orkut que eventualmente lerem esse texto, deixem eu continuar acreditando que vocês conheceram Filipe Catto porque coloquei Ascendente em Câncer na mix de O capitão fracasso! ^_^ – aliás, acho que perdi os capítulos dessa quase todos, o que é uma pena, eu gostava…)

Praticamente todos os textos de ficção que tenho escrito ultimamente têm alguma ligação com música. Ou têm uma trilha sonora cuidadosamente escolhida (e que ouço à exaustão enquanto escrevo) ou porque os personagens contidos naqueles universos são músicos.  Às vezes eu procuro, outras vezes a música cai no meu colo enquanto estou escrevendo (as mixes do Spotify ajudam muito nisso). De toda forma, quando eu acho a trilha sonora, fica até mais fácil mergulhar nas emoções daquele personagem.  É como se finalmente eu tivesse encontrado o coração dele, e me conectado (isso é tão bonito, gente!), e as emoções daquela pessoa que só existe dentro de mim transbordam de alguma forma.

Às vezes é mais intenso, às vezes não muito, mas é sempre muito bonito. Falei no post anterior que estou apaixonada pelo álbum Frogtown, do Anthony Wilson, né? Pois: estava eu muito tranquilinha ouvindo o álbum no Spotify pela enésima vez quando começou Arcadia e eu tive uns flashes de uma personagem que eu havia criado há alguns anos, mas não tinha desenvolvido sua história. Só tinha um outline do que seria. Aconteceu a mesma coisa com Downtown Abbey. Senti, mas não escrevi na hora, fui ver a novela e depois dormir. Mas acordei com essas duas músicas na cabeça. O que fiz? Depois de fazer a prática de violão do dia, peguei o laptop, o celular, abri o Spotify e o Word e saiu uma cena, um pedacinho da história que ainda está por ser desenvolvida (já tem vários pedacinhos escritos há vários meses tanto em formato proseado como em roteiro, tá tipo um Frankenstein, mas depois a gente arruma e faz uma coisa só). No final eu chorei. Eu estava enxergando como a Laura (uma das personagens) enxergava, sentindo o que ela sentia; foi forte e bonito.

Ainda vou desenvolver o resto da história (que nem título definido tem ainda), mas precisava compartilhar o tanto de feliz e encantada que eu estou. É como se eu tivesse começado tudo de novo hoje, do zero. Faz algum tempo que ando ruminando entre uma ideia e outra, sem concluir. Tenho sido prolífica aqui no blog, no Superela, mas sair um texto fictício anda difícil, por mais que os personagens passeiem pela minha mente e queiram sair, e às vezes até ensaiem isso. Ter tido esse insight e a urgência para escrever ao som de uma música me lembrou da magia que é criar e do quanto eu sou grata pelas criações dos outros, que me inspiram tanto, na arte e na vida.