O fim de semana e duas novas séries para ver

Voltei de viagem ontem à tarde e estava: moída. Poderia entrar em mais detalhes sobre esse período em um sítio, participando de um congresso da juventude batista aqui da minha região durante um fim de semana, mas vou resumir em tópicos antes do assunto principal desse texto:

  • Nunca vi uma concentração tão grande de muriçoca quanto nesses últimos dias. O repelente me valeu muito;
  • Eu estava me sentindo muito fotogênica. Fiz fotos legais quando cheguei ao sítio e as minhas favoritas estão indo para o instagram (@evanaizabely);
  • Terminei de ler O discípulo radical, de John Stott, e dei um gás na releitura de The Handmaid’s Tale, além de ter voltado com mais um livro para ler – Menos é mais, de André Botelho;
  • Ficar sem redes sociais por uns dias foi uma coisa muito boa. Vou fazer isso mais vezes, recomendo!

Outros detalhes sobre o final de semana foram parar no meu diário de papel, que está para completar um ano e tem me ajudado um bocado nesse processo de autoanálise e tudo mais.

capa de "The Handmaid's Tale"
A capa da minha edição de “The Handmaid’s Tale”: velhinha, comprada na Estante Virtual há longínquos 9 anos…

Sobre as séries: deixa eu falar primeiro sobre The Handmaid’s Tale, que foi uma das estreias que eu estava mais empolgada para ver. Tenho uma relação afetuosa com o livro, que descobri durante a graduação, nas aulas de Literatura Inglesa 3. Fiz um trabalho sobre ele, ainda hoje tenho as anotações da época e até pensei em tatuar uma frase dele nas minhas costas, na parte onde tenho estrias oriundas do crescimento. O projeto da tatuagem ficou engavetado. Anos depois, estamos no comecinho de 2017 e descubro que o romance de Margaret Atwood vai ter série lançada. Essa era mais do que a série que eu queria ver: era a série na qual eu gostaria de estar trabalhando! O elenco me empolgou demais, a começar pela protagonista: Elisabeth Moss, minha adorada Peggy Olson de Mad Men.

Infelizmente, não consegui ver a série na estreia, mas deu pé no agora, no finalzinho de Junho e olhe… Me emocionei a ponto de chorar em alguns momentos. Primeiro porque o tema da série é denso e assustador para qualquer mulher. Imagine ter sua liberdade cerceada a ponto de tirarem seu nome, sua identidade, sua história; e te condicionarem a uma função específica. No caso das Handmaids, a função é procriar. O buraco é bem mais embaixo: todas elas são vigiadas o tempo todo, sua visão é limitada e a segurança é uma coisa frágil demais. No segundo episódio eu estava bem mais sensível e Janine amamentando o bebê que ela gerou – mas não é seu filho – enquanto canta baixinho uma música de Bob Marley me fez chorar mais. Ela canta para a criança, mas canta para si mesma também:

Don’t worry about a thing,

‘Cause every little thing is gonna be alright…

Ainda não vi os outros oito episódios que compõem a primeira temporada, mas farei isso em breve, enquanto vou relendo o livro. É bom que depois vou poder comparar a leitura feita pelo eu de 20 anos e o eu de 29. E ainda recomendo fortemente que todo mundo faça isso, com atenção e cuidado.

A outra série que assisti, essa uma estreia mais recente, foi Glow, na Netflix. O que me chamou a atenção foi o fato de serem mulheres na luta livre, e o programa ser ambientado nos anos de 1980. Imaginei logo um Gigantes do ringue só com meninas, mas minha imaginação não foi muito além.

Glow, a nova série da Netflix
Cartaz promocional da série. Fonte: IMDB.com

(para quem jamais viu: Gigantes do ringue era televisionado pela Record, e eu costumava ver um ou outro episódio quando era criança – ah, a infância anos 90! Hoje a gente vê a versão moderna pelo YouTube mesmo.)

Mas voltando para as Gigantes do ringue da Netflix, a primeira cena me gerou uma expectativa muito grande, ao mostrar Ruth (Alison Brie) como uma empresária poderosa, forte e…

Não, pera: era tudo um teste para filme, e Ruth estava lendo a fala reservada para o homem. Na verdade, a moça é uma atriz tentando se firmar na carreira, mas para quem as coisas não vem dando muito certo, em vários aspectos. Ela vai parar num teste que pede garotas não convencionais, sem saber exatamente do que se trata, e só chegando lá descobre se tratar de um teste para o GLOW – Gorgeous Girls of Wrestling – um programa onde só mulheres vão se enfrentar no ringue. A variedade de figuras é grande no cast: vai da própria Ruth, que pena um tanto para se adaptar ao universo da luta livre, até a peculiar Sheila, the She-Wolf (Gayle Rankin). Nos dois primeiros episódios, a gente já sente a pegada feminista do negócio, quando é discutida a sororidade, a liderança feminina – quando Cherry (Sydelle Noel) comanda o time de lutadoras to-be no segundo episódio – aborto. Outros pontos devem vir à luz em breve. E essa não é uma série muito longa, cada episódio tem cerca de 40 minutos, dá para assistir a mais de um por dia numa boa.

Em breve, quando terminar as temporadas das duas séries, voltarei a escrever sobre elas. Caso você já esteja assistindo a uma delas ou ambas, compartilha nos comentários o que você está achando!

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