Crushes musicais da semana #4

Mais uma vez, minhas músicas mais ouvidas da semana estão em um álbum inteiro. Voltei a ouvir no começo dessa semana o Frogtown, álbum mais recente do Anthony Wilson (de Campo Belo). Ouvi o disco pela primeira vez logo que foi lançado nas plataformas online e de cara elegi três músicas como as minhas favoritas: a faixa título (que foi parar na playlist de uma das estórias que comecei a escrever), Silver and Flint (que foi para a minha playlist de corrida) e Downtown Abbey. Eu praticamente só ouvia essas três músicas, mas essa semana isso mudou!

Sabe aquele disco que você não pula nenhuma faixa? Nenhuminha? Pronto, estou assim com Frogtown. As músicas que mencionei continuam entre as minhas favoritas, e mais duas se juntaram ao top 5: MopedsArcadia. Se eu ainda estivesse treinando regularmente na rua, essa estaria na minha playlist também.

Uma coisa que me chamou a atenção logo que ouvi Frogtown pela primeira vez é que tem vocalista em parte das músicas: She won’t look back, Your footprints, Our affair, Arcadia, Shabby bird, I saw it through the skylight. E eu fiquei pensando “gente, quem é o cantor?” Só fiquei pensando mesmo, esqueci de ir pesquisar até que justamente essa semana resolvi dar um google no álbum, para saber mais sobre ele (achei uma entrevista massa dele para a Fretboard Magazine, clique aqui para ler).

Pois não é que é o próprio Anthony Wilson? E adorei a voz dele! Foi mais ou menos a mesma surpresa (boa) que tive quando ouvi Chico Pinheiro cantar pela primeira vez uma música inteira.

Tem música com um pé no rock (Silver and flint, por exemplo), outra diretamente da Itália (Occhi di Bambola, traduzido fica “olhos de boneca”). É bem diferente do que conheço do Anthony Wilson até então – ainda não é muito, mas o suficiente para inclui-lo na minha pequena lista de shows a assistir no futuro (tá valendo vê-lo tanto solo quanto com a Diana Krall).

Estou real-oficial apaixonadinha por esse álbum, tanto que só hoje – incluindo o tempo que estou escrevendo esse post – já o ouvi duas vezes, e ainda não são nem 11 da manhã. Recomendo fortemente a todo mundo que curte jazz, e mais ainda para quem gosta de músicas nesse estilo e está querendo exercitar seus listening skills em Inglês com música. É muito de boas para entender, mesmo sem ser muito habilidoso com a língua – palavra da teacher que quando era estudante, sofria horrores na prova de compreensão auditiva.

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O não

Ouvir um “não” é uma coisa frustrante mesmo. E é a palavra que a gente mais vai ouvir na vida. Mesmo que não seja com todas as três letras, às vezes ela pode ter mais, pode ser uma frase inteira, mas o significado é basicamente o mesmo: não, não foi dessa vez, não é você, não é pra você.

E mesmo que tentem abrandar um pouco o negócio, a dor persiste, mesmo que por uns breves instantes. É uma quebra de expectativas, afinal.

Desde ontem, quando recebi minha segunda carta (ou melhor, e-mail) de rejeição, ando pensando nisso. Foi uma mensagem curta, direta: seu texto não foi selecionado. Na verdade eu já estava meio que esperando que não fosse mesmo. Mas mesmo assim, ficou uma sensação estranha, variando entre o “que ruim, não é dessa vez que vou ser publicada” e o “eles não merecem falar comigo nem com meu anjo”. Bateu uma chateaçãozinha porque eu não ia chegar na minha página no Facebook nem aqui no blog dizendo que ia ter uma antologia com texto meu publicado. Foi a falta de uma boa notícia para dar que baixou minha energia – um pouco, mas baixou.

Comentei no Twitter. Não era minha primeira rejeição e também não será a última. Se juntar todos os #fail amorosos (que compõem a novela da minha vida afetiva, chamada *carinhosamente* de O Bofe) e as duas negativas na vida acadêmica (quando não passei na entrevista da seleção do mestrado), eu já me sentia muito escolada em levar “não” do universo. E como disse a Manu em uma aula que assisti dia desses, o “não” de hoje é o “sim” lá na frente.

Só tem algumas coisas que eu não posso fazer, se quiser que as coisas realmente aconteçam:

1. Não posso desistir de tudo.

2. Não posso achar que não sou suficiente.

3. Não posso internalizar a ideia de que ninguém me quer/aprecia, só porque um ou dois ou três (…) não quiseram.

4. Não posso deixar de acreditar – nem em mim, nem nas providências de Deus.

Isso vale tanto para minha jornada escrevendo quanto para as outras coisas da vida. Confesso que tem momentos que ando bem cética, mas ter essa postura de “deu tudo errado então vou excluir isso da minha vida” me machuca muito mais. É como se eu ficasse eternizando o “não é pra mim” na minha cabeça, sabe?

Recebi meu segundo “não”, já li gente dizendo que escrevo mal, já ouvi um mocinho dizer que não sentia nada por mim, já fui trocada, já tive projetos reprovados. Mas isso não me torna menor. Não me faz uma não-escritora, de forma alguma. Eu escrevo, sou lida em alguns veículos, então sou escritora, sim senhor, mesmo não ganhando dinheiro com isso! Posso não estar nas prateleiras das livrarias, mas estou na Amazon (Saída de Emergência (2007) e Conservatório (2012)) e ainda tenho muito texto para ser publicado no futuro. Não me faz uma mulher inamorável ou algo parecido com isso. Não me faz uma pessoa incapaz de fazer um mestrado e um doutorado – não desejo o doutorado nem lecionar em universidade, mas finalmente encontrei algo que para mim valeria a pena pesquisar, e sinto que o mestrado em algum momento vai rolar para mim. Coisas maiores e melhores virão, e eu serei uma pessoa maior e melhor – é essa crença que eu quero cultivar, mesmo nos dias em que o cenário parece meio desanimador.

Esse texto está bem parecido com o que postei no fim do mês passado sobre “manter o foco e não desesperar” porque é bem isso mesmo. No final das contas, até que recebi pouco feedback (tanto negativo, quanto positivo). Isso é um sinal de que ainda ando com receio de me lançar, mesmo depois desse tempo todo.

Tá na hora de eu jogar definitivamente esses temores fora.

Assisti: “O nome dela é Gal”

Dentre as cantoras brasileiras, sempre tive minha “santíssima trindade”, da qual já falei aqui no blog (só refrescando: Joyce, Leny e Leila), mas obviamente tem outras cantoras que admiro e respeito, mesmo que não ouça muito. Gal Costa é uma dessas: conheço muito pouco de sua obra (seria justo dizer que conheço “vários nadas”, mas considero a interpretação dela de Divino MaravilhosoBrasil duas das coisas mais primorosas que já ouvi, amo real-oficial; e ainda tem o disco Meu Nome é Gal, que eu ouvi muito quando criança, porque minha mãe deu pro meu pai de presente de aniversário em algum momento dos anos 90). Cresci e Gal não era uma das cantoras que eu mais ouvisse na vida.

Li uma matéria sobre o a série documental recém-lançada pela HBO e acabei trombando com ele enquanto mudava de canal – ia ver Game Of Thrones, mas ainda tavam reprisando a primeira temporada, aí fui ver outra coisa – parei no O nome dela é Gal. Estava passando o primeiro episódio da série sobre a vida e obra dela. Esse primeiro episódio me chamou a atenção por duas razões: primeiro pelos depoimentos da mãe e de amigas de infância, e como ela se aproximou de Bethania, Caetano e Gil. A outra razão foram as imagens de arquivo dela tocando violão, registros da gravação do primeiro disco. Achei aquelas imagens inspiradoras! ❤

Deu até vontade de ouvir Gal de novo, depois de tantos anos sem dar atenção às músicas dela. Meu foco de atenção agora são os primeiros discos, sobre os quais conheço pouquinho ainda. Quem não viu ainda, veja – e ouça!

(de)Cifrando

Falei nuns posts pra trás que ia tentar cifrar Na Młodość, né? E que achava que ia ser meio difícil, né? Pois sábado de manhã, antes do café da manhã, peguei o violão e saí tocando… Consegui pegar a bendita de ouvido. Não era tão difícil assim, hein?

Falta só um pedacinho para completar a cifra, mas ó, tá ficando bonito. Assim que terminar, vou escrever a cifra na partitura (que tirei do site do Turnaul, quando estava tentando aprender a tocar piano sozinha). Rabisquei o que fiz até agora em um bloquinho velho e ainda essa semana devo fazer uma gravação para registrar esse pequeno passo para o povo que anima as rodinhas de violão, mas um grande passo para mim, que um dia desses se contentava de ficar apenas olhando.

Aliás, essa semana estou com o ouvido especialmente apurado: além de ter pego mais uma música do Turnau, consegui fazer o refrão de outra música ontem e, para minha alegria, um objetivo já está sendo vencido: as pestanas estão cada vez menos monstruosas. Estão soando melhor e acredito que falta pouco para eu dizer que me sinto oficialmente segura nessa matéria – já consigo até lembrar onde fica o Gm (Sol menor) sem me atrapalhar toda nos trastes! Com isso, o grau de dificuldade aumenta, mas o violão e eu já estamos bem amigos, vai ser massa passar para o próximo nível.

Uma tag

Achei essa lista no Facebook e resolvi fazer por aqui:

💉 Tatuagens = Há alguns anos venho pensando em fazer uma (ou duas…). Como mudo um bocadinho de ideia, adiei bastante a escolha. Mas acho que agora firmei no que quero registrar na pele.

💎 Piercings = Nunca tive a menor vontade.

 Casamento: Não digo que dessa água não beberei. Vai que daqui uns 10 anos eu tô casada?

💑 Filhos= Ando considerando adoção para o futuro.

💉 Cirurgias = Extração de dente vale? Porque foram os únicos procedimentos aos quais me submeti até hoje. Lembro que na minha infância consideraram fazer uma para corrigir minhas pernas tortas, mas escapei fedendo dessa, graças a Deus.

💀 Ossos partidos = Quebrar osso não, só torci a perna uma vez, jogando queimada na escola.

💔 Coração quebrado = Quem sempre? Tô quase virando especialista em prevenção de estragos afetivos, seja lá o que isso signifique…

🔫 Disparar uma arma de verdade: O mais perto que cheguei de uma arma de fogo foi aos seis anos, num dia de jogo do Brasil na Copa de 94. Um amigo do meu pai tinha arma, eu vi o tresoitão lá embaixo da cadeira e fui mexer. Óbvio que minha mãe viu e me tirou de perto do negócio. No mesmo dia, o camarada deu uns tiros pro alto, pra comemorar a vitória da seleção.

👻 Experiências paranormais: Paranormal eu não sei se seria a palavra correta, mas acredito em milagres.

😯 Ver alguém morrer = Nunca.

🎤 Cantar num karaoke: Já cantei muito nos karaokês da vida…

🐕 Pet = Já levei gato escondido pra casa, resgatei gato na rua… os cães foram mais presentes na minha vida, exceto naquela fase em que tive medo deles.

👊 Briga de bar = Eu vou pra bar de vez em nunca…

 Cair de uma moto = Não gosto de motos, nunca subi em uma e vou fazer uma camisa com essa frase pros mototaxistas pararem de me chamar.

🐴 Andar a cavalo = Gosto de cavalos, mas não montaria neles. Tive a oportunidade de fazê-lo em um hotel fazenda e declinei, fiquei no solo, fazendo carinho nos bichinhos.

🏥 Ser hospitalizado = Três vezes. Gastroenterite neles. Na última até crise de pânico tive. Oh, horror…

💉 Doar sangue = Ainda não fui, mas irei.

🌅 Pôr-do-Sol na Praia = Não lembro de nenhuma. Pôr do sol memorável pra mim é sempre na estrada.

🚃 Transportes públicos = Hoje pego muito pouco ônibus na RMR. Depois de ter passado por dois assaltos (não levaram nada meu, mas escapei fedendo), evito. O que é uma pena, porque gosto muito de ônibus e metrô. Melhor experiência de transporte público até agora: Santiago do Chile.

🚘 Acidentes de carro = Já. Nunca como motorista, sempre como passageira: batida de ônibus, de carro… Acho que vou ter que voltar pra terapia e resolver essas questões com trânsito, porque tá lasca!

🎪 Acampar = Poucas vezes, com o pessoal da igreja.

🌳 Plantar uma árvore = Plantei uma muda de pau brasil na época de escola.

 Escrever uma carta à mão = Sim! Mas perdi todos os meus pen pals… Pena, viu?

👽 Ver um E.T. = Nems…

📺 Sair na TV = Já, duas vezes. A primeira em rede nacional (no Vídeo Game, extinto quadro do Vídeo Show) e a segunda sendo entrevistada junto com meu pai para um telejornal de Aracaju.

🍷 Bebedeira: Não gosto de nada que me tire o controle das minhas ações, mas um dia tomei meia garrafa de vinho em Santiago. Vi o mundo rodando, o que me ajudou a dormir, porque dividindo quarto de hostel com um americano falastrão desesperado por maconha, ia ser difícil. (Crianças, não tentem isso em lugar nenhum! Foi um risco, fiquei vulnerável pra caramba, mas graças a Deus nada aconteceu: o sujeito saiu do quarto e ficou causando na área comum enquanto eu e outros hóspedes dormíamos a sono solto. Fiquei sabendo depois, por um amigo que estava hospedado no mesmo dorm.)

📣 Fazer um discurso: Já. Fui pega de surpresa por uma pessoa do meu trabalho, que me escolheu para discursar em nome da repartição em um evento. Fui lá, improvisei e foi massa. Dois dias depois tinha gente que nunca vi na vida indo me parabenizar pelo discurso: “falou pouco, mas falou bem!”

🎭 Subir a um palco = Queria fazer isso mais vezes.

🎵 Você ama música = Sou movida a música!

👐 Acredita em um Deus = Sim!

 Você gosta de chuva = Dias chuvosos me deixam com um bocado de preguiça. Bom pra dormir.

☀️ Você gosta de dias ensolarados = Diria que sou movida a energia solar.

Crushes musicais da semana #3

Essa semana, revisitei algumas playlists antigas, que criei para projetos criativos iniciados no ano passado e que foram abandonados por diversas razões.

Um deles foi o romance Não deu no jornal, que eu tinha até começado a postar no Wattpad, mas acabei parando (parei de escrever na plataforma, estou dando preferência ao Medium e ao blog agora). Fiquei meio sem ânimo para continuar a história de Leila e Maria Laura, mas voltar a ouvir as músicas que me embalavam a escrita deu um gás extra para começar uma nova parte da história que eu nem tinha percebido, mas já tinha passado das 80 páginas (depois que retomei a escrita, chegamos a 92, e contando). Estou novamente encantada pelas músicas e, por consequência, pela história; mas tem algumas faixas da “trilha sonora” que me encantam mais, por isso estão nesse post…

  1. To tu, to tam (Grzegorz Turnau): a letra é de Michał Zabłocki, mas sem a música composta pelo Turnau ela não seria o que é. Quando voltei a ouvi-la, depois de uns meses sem, quase chorei. Só não desmontei em lágrimas porque estava no trabalho e ia ser meio uó se debulhar em lágrimas na frente do PC com um monte de gente perguntando “o que foooi?” Mas olha, é uma das coisas mais lindas já feitas. Frase para a posteridade: wszystko runie lecz podniesie się znów (tudo se destrói, mas vai surgir outra vez)
  2. Na młodosć (Grzegorz Turnau):

    Eu casaria com esse homem só pela discografia dele. Acho que quando eu for para o show dele – em breve! – vou levar um cartazinho e passar uma vergonhazinha básica na Polônia (mentira, eu só vou pro show e talvez eu chore de emoção). Essa música é a única que consigo tocar (não muito bem, digo logo) no piano. Acho que vou adaptá-la para o violão daqui uns tempos. Vai dar um trabalhinho, mas acho que vai ficar massa.

  3. Fortune teller (Julian Lage):

    Saindo da Polônia um pouquinho, eu sou bem apegada a essa música, do último álbum do Julian Lage (Arclight, lançada ano passado). Antes do lançamento do álbum completo, essa música saiu no Spotify como single e eu passei uma semana inteira só ouvindo ela. Agora voltou para o modo repeat.

Daqui a algumas semanas, com fé em Deus e muito trabalho, vou terminar de escrever a história de Leila e Maria Laura. Aí vou dar mais um tempinho para voltar ao texto e fazer a revisão – depois, não sei se vou publicar de uma vez ou colocar capítulos no Medium. Enquanto isso, tenho que agilizar o registro de outros textos já revisados na Biblioteca Nacional para publicar mais adiante.

“L”, novo álbum de Grzegorz Turnau

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Imagem do site oficial, turnau.pl

Estava eu dando uma navegada básica pelos sites dos meus músicos poloneses favoritos, e achei essa super notícia para meu coração de fã.

No final de Outubro vai ser lançado o álbum “L”, do Grzegorz Turnau. O título é o numeral 50 em algarismos romanos; e esse ano, mais precisamente dia 31 desse mês, Turnau completa 50 anos! O último lançamento foi em outubro de 2014, o “7 Widoków w Drodze do Krakowa”, e desde então essa que vos escreve está aguardando ansiosamente por mais um álbum. Junto com o álbum, vem também uma série de concertos, que começam em 28 de Outubro e vão até Janeiro do ano que vem (segundo as datas já anunciadas no site oficial do músico).

Não vou conseguir ver nenhum desses shows, mas vou garantir a aquisição do álbum triplo e do DVD! E a reboque, ainda vou dar um jeito de conseguir os outros álbuns físicos, incluindo os que não estão disponíveis para ouvir no Spotify.