Demorei, mas gravei um novo episódio no podcast, dessa vez compartilhando minha listinha de séries assistidas esse ano e as que espero acompanhar ano que vem (ou não…)
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Isso foi 2017

Teve meditação, aulas de zumba, aulas de violão. Teve eu tocando violão em público pela primeira vez, teve aula de francês e de alemão. Ah, teve a Alemanha, por quem ainda suspiro de saudades e fico escrevendo e vendo fotos só para manter as lembranças daquele mês bem vivinhas na memória. 

Teve o mapa astral que fiz e me deixou extremamente impressionada. Teve amizades feitas e desfeitas. Teve – quase – golpe (não estou falando da política brasileira dessa vez). Teve muito livramento (obrigada, Jesus!). Teve um programa de reabilitação alimentar abandonado, em vias de ser retomado. O estômago não sofreu tanto, ainda bem. 

Teve fim de ciclo, teve recomeço, teve eu quebrando alguns preconceitos de estimação. Teve o buquê que agarrei, a noite que quase não dormi chorando, teve eu aprendendo a não jogar tanto holofote em cima do passado. Ainda é tentador fazer isso: vou passar 2018 treinando não olhar para trás, não ruminar os arrependimentos da vida, as furadas em que meti. E treinando um pouco de piano também. 

Minha única resolução para o ano que vem é continuar. Continuar escrevendo poemas, escrevendo histórias curtas, escrevendo roteiros. Continuar fazendo música. Continuar vencendo os medos e os preconceitos com relação a mim e o que sei/posso fazer; e o que o futuro reserva. Continuar saindo para caminhar todos os dias. Continuar juntando grana para viajar. Enfim, continuar um dia de cada vez. 

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Assistindo: Lady Dynamite, 2ª temporada

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Quando assisti à primeira temporada de Lady Dynamite na Netflix, e comentei aqui no blog, disse que achava que era uma série ‘ame ou deixe’; e até então eu estava amando. Fui com empolgação assistir à segunda temporada assim que ela estreou e o primeiro episódio, para mim, manteve a qualidade da primeira temporada inteira.

Agora Maria (Maria Bamford) tem um relacionamento sério, mora com o namorado Scott (Ólafur Darri Ólafsson)… E está aprendendo a lidar com essa nova fase da vida, com menos crises, mas não totalmente estável, como é de se esperar.

Nessa temporada, ficam mais ressaltadas as questões envolvendo a mãe dela, Marylin (Mary Kay Place) – tem um episódio que é praticamente todo sobre o domínio que a mãe exerce sobre Maria – e obviamente as problemáticas envolvidas em um relacionamento. A propósito, Scott me passou a impressão de ser o ponto de equilíbrio para Maria, com uma família e amigos disfuncionais.

Os flashes do passado de Maria em Duluth permanecem e continuam ótimos. Mas nessa temporada também tem as cenas do futuro, que achei bem chatinhas. Podia ficar só com o passado e o presente, como na temporada anterior.

Ah, e com Bert, o cão de estimação e voz da razão não só de Maria, mas também de Scott!

Lady Dynamite continua muito boa, com tiradas interessantes, muita sátira (inclusive com a própria Netflix) e personagens bem fora da casinha. Passei um momento meio desanimada dela, entre o segundo e o terceiro episódio, mas depois do quarto episódio desisti da ideia de abandoná-la. Seguimos acompanhando!

Assisti: “Monty Python: o sentido da vida”

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Já tinha ouvido falar de Monty Pyhton, mas nunca tinha visto nada deles, nem que fosse uma ceninha de nada. Só sabia que era um grupo de humor satírico britânico. E tomada pela curiosidade, incluí “O sentido da vida” na minha lista da Netflix para assistir quando tivesse um tempo. O tempo que apareceu foi no feriado natalino e lá fomos nós…

A primeira coisa que pensei nos primeiros segundos de filme, foi no TV Pirata e o Casseta & Planeta, que beberam na fonte do Monty Python (eu costumava ser telespectadora assídua do humorístico da Globo até 2003, se não me engano, e gostava especialmente das sátiras às novelas. Já o TV Pirata, só vi graças ao Viva, porque passava pouco antes de eu nascer). Antes de entrar no filme propriamente dito, é exibida uma esquete satirizando as disputas pelo mercado – resumidamente, uma companhia de seguros pequena invadindo o centro financeiro. E só depois começa “O sentido da vida” propriamente dito.

Esse longa é dividido em sete blocos, cada um referente a momentos da vida e situações da sociedade; do nascimento à morte, passando pela educação, a guerra… Tem alguns números musicais ao longo da 1h40 de filme; e quem tem estômago sensível deve tomar cuidado: tem algumas cenas envolvendo sangue e vômito que podem fazer um passar mal (em tempo: eu sou bem enjoadinha, mas *sobrevivi* hahaha)

O grupo satiriza até a própria produção, ao ‘interromper’ o filme exatamente na metade, avisando que estão no ‘meio do filme’ e vão dar uma pausa (que é mais uma esquete, a exemplo do que acontece no começo do longa, mas dessa vez não achei tão engraçado) e com uma retomada da primeira esquete (da companhia de seguros), que seria uma ‘invasão’ que nada tem a ver com o tema do filme.

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O saldo final, para mim, foi bem positivo; e recomendo a todos que gostem de programas de humor, afinal, é produção de um grupo clássico do gênero!

Minhas músicas para escrever

Olá, pessoal! Faz uns dias que estou mazelando para escrever um post-resposta ao post no Bastidores da Escrita, sobre as músicas que uso para escrever. Mas hoje resolvi colocar o post no ar…

… em áudio.

Organizei o canal lá no Podbean e, mordida novamente pelo bichinho do podcast agora estou retomando as gravações, devagarinho. 🙂

Só apertar o play!

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E a playlist completa está no Spotify:

Álbum da semana: Toninho Horta

Ia ficar meio estranho escrever Toninho Horta, de Toninho Horta, mas é isso mesmo: estou ouvindo no replay o álbum homônimo de Toninho Horta, que foi lançado em 1980, logo após Terra dos Pássaros (que já ganhou post aqui) e já digo que está na minha lista de álbuns viciantes da vida.

Tem Aqui, oh! como faixa de abertura (a que foi regravada por Leny Andrade e é uma música que me dá vontade de pegar as trouxas e ir passear em Minas Gerais a alegria é guardada em cofres…), e Manuel, o audaz como faixa de encerramento. Ou seja, a gente já sabe que o álbum começa e termina muito bem, obrigada. Mas o que me deixou super empolgada foi o, digamos assim, recheio do disco.

Tem participações bem especiais, como Pat Metheny e Lô Borges. Tem mais faixas instrumentais, como Era só começo o nosso fim (gostei especialmente do título dessa faixa, que achei bem melancólica). Mas a que eu mais gostei mesmo é Minha casa, que começa com um ritmo mais quietinho, e depois se transforma, além da letra que acho ótima. Trecho favorito: “quero te mostrar o quarto onde fica o meu coração”. (Parece que ando meio romântica ultimamente…)

Percebo nesse álbum uma coisa mais solar do que no Terra dos Pássaros. E por motivos que não sei explicar ainda, amo essa capa! É super simples e uma das minhas favoritas.

Quem não conhece ainda, recomendo com força! Já vou ouvindo ele inteiro pela terceira vez só hoje!

Meu primeiro audiobook: “Mein Weg”, de Heino

Semana passada comecei a me movimentar para o desafio literário 2018, que ia ganhar um post só para ele, mas é tão simples que vou explicar aqui mesmo:
1) Não tem quantidade específica de livros;
2) Vou buscar ler pelo menos um livro em alemão e um em francês (o francês já está escolhido: Le capitaine fracasse, que comecei e não terminei há… dois anos)
3) Terminei de ler? Venho direto para cá para registrar os comentários.

Basicamente é isso. Lembrei também da wishlist na Amazon e em outros sites por aí, e resolvi começar a tirar esses títulos da lista de desejos, para ler esse ano. Um deles era a autobiografia do cantor Heino, intitulada Mein Weg (meu caminho, em tradução livre).
Heino foi o primeiro cantor alemão que tive a oportunidade de ouvir, há quase 11 anos, quando comecei a estudar o idioma. Depois veio o Peter Alexander, depois enjoei e tô numa fase de ouvir muito Udo Jürgens. Enfim, descobri a autobiografia do Heino e a coloquei na minha lista de desejos; para quando eu me sentisse em condições de ler em alemão.
Corta para a fase Spotify: descobri que o audiolivro existia, e guardei para ouvir. Só fui fazê-lo no fim de semana passado, quando me deu um estalo, assim: eu poderia experimentar os audiolivros, por que não? Eu não estaria lendo, mas seria conteúdo literário de todo jeito, entregue de uma forma diferente. Então resolvi tentar.
Foi meu primeiro audiolivro na vida…
O primeiro em alemão…
E fiquei tão feliz que eu entendi!

Claro que às vezes eu dava uma viajada, me concentrava em outra coisa porque ouvi a maior parte do Mein Weg enquanto estava trabalhando. Mas quando eu voltava, conseguia entender a maior parte do que estava sendo falado. Viva!
Já tem mais dois audiolivros em alemão me esperando no Spotify, ouvirei em breve. Além de ser entretenimento, também tem me ajudado muito a estudar o idioma. 🙂
Mas agora falando do conteúdo do audiolivro: Mein Weg é todo estruturado como se fosse uma entrevista, um documentário. Tem o repórter direcionando a conversa e Heino contando episódios importantes da sua vida. A estrutura é dividida em 4 partes: na primeira, fala-se sobre a conquista de fãs mais jovens, um feito recente na trajetória do artista; e segue para o início de seu contato com a música, ainda na infância. Depois, como ele começou a cantar de fato, dando os primeiros passos na carreira. Em seguida, entra para a história dele com sua esposa, Hannelore (nessa parte, ela participa), questões familiares e, por fim, encerra falando da parceria de Heino com a banda Rammstein – o que contribuiu muito para que o público jovem e consumidor de metal conhecesse Heino e passasse a curti-lo. Até a forma dele se vestir mudou! Os óculos escuros continuam lá, mas na atualidade ele usa mais preto e prata. Em fotos dos anos 70 e 80, a gente o vê usando outras cores, como vermelho.
O que mais me chamou a atenção foi a divisão entre as partes do livro, que é feita com músicas. As duas versões de Blau blüht der Enzian são as pérolas do audiolivro: a primeira é o remix com uma vibe bem anos 80 que eu achei tão divertida que acho que vai tocar no meu aniversário (se eu fizer festa). A segunda é a que encerra o audiolivro, feat. Rammstein. Muito massa!
Heino é bem desconhecido aqui no Brasil, mas para quem estiver querendo treinar um pouco da escuta em alemão, acho que vale bastante a pena dar uma chance para a autobiografia dele.