Cafeína, Capítulo 9

Design sem nome

Resumo do capítulo: uma conversa entre Fernando e Maria Joyce deixa a moça bastante assustada. A barista da San Remo Café decide apelar para outra estratégia que demova o padrasto dos planos, e mais tarde, ela tem uma grande surpresa envolvendo Doutor Renato.

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“Brainstorm”, novo single do Marek Napiórkowski

Fui surpreendida no começo da semana com o lançamento de Brainstorm, single vindouro álbum  Hipokamp, do Marek Napiórkowski. Na verdade, fui só “meio” surpreendida, porque tinha lido sobre o futuro lançamento dias antes no Instagram do guitarrista, mas esqueci da data; aí o Spotify me lembrou botando a faixa no topo da playlist de lançamentos da semana.

Pensa numa pessoa que ficou  on fire depois de ouvir essa faixa. Ouvi no trabalho, ouvi malhando, a música simplesmente grudou na minha cabeça num grau que eu achava que depois de The Way e Joyful Souls (faixas do álbum anterior do polonês, WAW/NYC) não seria possível. Uma ansiedade (boa) para o lançamento do álbum completo, que, já sabemos, vai ser fantástico, porque Napiórkowski jamais decepciona. É um álbum melhor que o outro.

O single conta com presença brasileira: o percussionista austríaco-brasileiro Luis Ribeiro integra a banda que acompanha Marek Napiórkowski, que também tem o baterista Paweł Dobrowolski (que já vi tocando no Marek Napiórkowski Sextet em outros vídeos), Jan Smoczyński nos sintetizadores e Adam Pierończyk no sax soprano.

Em breve, assim que Hipokamp estiver nas plataformas, falarei mais sobre. 😉

Novos e-books na Amazon!

Ontem entraram no ar mais dois e-books: a coletânea de contos  É tudo mentira (até que se prove o contrário), e a continuação de  Saída de Emergência, que chama-se  Arthur, o destinatário.

All That I Have Written

Sobre  É tudo mentira: os contos que compõem o e-book giram em torno de relacionamentos familiares, amizades, romances. Há textos mais antigos que foram recuperados nos arquivos, como  Os sapatinhos de Heather, contos mais recentes, como  Conceição (um dos meus favoritos, diga-se) e contos que fazem parte de projetos maiores, o caso de  Taxi driver e  O Thurston Moore de Petrolina (este último é um spinoff de Não deu no jornal, novela já concluída, que em breve dá as caras por aí).

Evana Ribeiro

Já Arthur, o destinatário é a continuação da (agora ex) assassina de aluguel Cynthia, que depois de deixar a prisão, volta ao convívio da família e tenta levar uma vida honesta, mas acaba se enredando novamente na criminalidade – desta vez, do outro lado, como auxiliar nas investigações de uma onda de assassinatos que assola a cidade. E no meio disso tudo, ainda reencontra Arthur, seu único amigo de infância.

Cada e-book está disponível para venda a R$6, e de graça para assinantes Kindle Unlimited.

 

Mudei de ideia

Pela quarta vez na minha vida, comecei a malhar em uma academia. Já tinha entrado para consultar preços, entrei de novo para conhecer a estrutura, visitei uma, duas, três academias até me decidir por uma exclusiva para o público feminino. Duas coisas me motivaram: uma foi dar um boost no processo de emagrecimento (recuperei 11 quilos no último ano, dado um processo bem complicado, fica para outro texto…) e também porque percebi que quando estou me movimentando, eu me sinto feliz. Eu me sinto feliz depois das aulas de pilates, quando faço as vídeo aulas de yoga, quando estou dançando. Inserir mais uma atividade física regular, com acompanhamento, seria como ter mais um “remédio” para manter os níveis de humor regulados. Comecei.

Não vou à academia todos os dias (até porque tenho outras atividades), e tenho séries de exercícios preparadas especialmente para o que estou buscando: no caso, perder um pouco do peso adquirido e me fortalecer (tanto de corpo quanto de mente). A meta é quebrar meu recorde de dois meses.

Engraçado que há algumas semanas atrás eu dava como certo que não gostava de academia, que não tinha funcionado comigo, que eu não curtia a música, o ambiente… Eu falava disso com as amigas, com o date, com os colegas de trabalho, quem viesse pela frente. Aí veio a mudança de ideia. E tudo bem, as pessoas mudam mesmo. Ainda não sou uma apaixonada pela academia, tenho minhas restrições: ainda não tirei foto na frente do espelho, estou aproveitando a hora e meia que fico lá para ficar longe do celular (não sei até quando, porque pretendia ouvir podcast enquanto ando na esteira ou fico na bike), tenho agonia do bordão “tá pago”. Mas não fico com preguiça de ir, talvez por ter escolhido o estratégico horário da volta do trabalho. Cedo demais provavelmente eu não conseguiria, à noite eu quero mais é diminuir o ritmo.

Faz só uma semana, mas já fiz algumas observações:

1) Não posso mais dizer que não conheço as músicas da Luísa Sonza.

2) A seleção de músicas da academia está mais legal do que já foi: toca Pabllo Vittar, Glória Groove, a já citada Luísa Sonza, Sandy & Jr das antigas. Não são músicas que ouço no dia a dia, mas não me dói os ouvidos. É legal!

3) Nos primeiros dias, eu achava que não ia socializar. Eis que no meu quarto dia, enquanto estou na esteira, eu sou reconhecida pelas minhas apresentações. E tem duas meninas que claramente não são gêmeas, mas como eu as achei parecidas por causa dos cabelos e eu ainda não sei o nome da dupla, as chamo de Gêmeas Lacração. Não, elas ainda não sabem. Mas desconfio de que vão curtir a alcunha…

4) Eu pesquisei um tutorial para fazer burpee no YouTube, porque eu estava crente que ia pagar O MICO e ia odiar esse exercício. Acabou que não fui nada mal (tinha um caixote para ajudar, mas mesmo assim).

5) O que eu detesto fazer mesmo é prancha. Já tive de encarar no mat pilates e ó, não deu match.

6) Eu me olhei no espelho fazendo polichinelos e gostei de ver meu reflexo, com a blusa subindo e descobrindo a minha barriga. Ainda ostento uma pancinha, e eu gostei de vê-la!

Será que chegamos a um ano de relacionamento sério com a academia? Vamos acompanhar… Se minha matrícula fizer aniversário, venho contar.

Impressões

Então, já tentei duas ou três vezes comprar cópia impressa de “Conservatório” e “Uma canção inédita” na Amazon, para distribuir para uns conhecidos que não têm acesso a e-books ou simplesmente não têm costume de ler online. Mas sempre empaco na questão do frete, que é meio salgado pra mim. Dólar, né… fico receosa da conversão. Por isso eu estava pensando em retirar os livros lá da Amazon e publicar em um serviço nacional, com frete un pouco mais simpático. Eu já tinha tido a experiência antes, publicando “Saída de Emergência” pela Bookess e “Helênicas” na PerSe (a estória ficou um tempo offline e agora estou a republicando no Sweek). Fui lá no Bookess e…

… descobri que o serviço não funciona mais desde o final do primeiro trimestre de 2019. Motivo: a recessão que dificulta seguir com projetos editoriais, ainda mais independentes. É caro, difícil, o retorno é pequeno. Fiquei triste de saber que um serviço de venda sob demanda deixou de existir no Brasil. Ainda tem outros, eu inclusive publiquei um texto numa antologia da PerSe no começo do ano, mas esse é mais um exemplo de como é difícil fazer arte e dinheiro no Brasil.

Enfim… seguimos tentando. Os meus livros continuam na Amazon, e na Sweek, que também tem uma plataforma de autopublicação que vou testar em breve. Talvez daqui pra lá eu resolva mandar logo imprimir os livros, mesmo me apertando um pouquinho (faz parte, né?).