Dez anos!

Dia desses eu me peguei observando que esse não é só o final de um ano, mas o final de uma década. Entre 2018 e 2019 passei por uma fase bem complicada da vida pessoal, precisamente entre o final de setembro do ano passado e o final desse ano, com muitas expectativas quebradas, umas decisões equivocadas… Enfim, acho que finalmente aprendi a não tomar decisões no auge da emoção, porque geralmente são decisões bem tortas.

E olhando direitinho, eu repeti ciclos. Com uma ou outra diferença, o que vivi entre 2018 e 2019 foi o que vivi entre 2011 e 2013… E ainda bem que dessa vez eu encerrei o ciclo mais rápido! As vantagens de aprender.

Esse post é para olhar bem para as realizações da década, os aprendizados, as coisas significativas que aconteceram nesse período de 10 anos:

2010: apareci na televisão pela primeira vez (no Video Game, quadro do extinto Video Show, que havia sido gravado em dezembro do ano anterior). Consegui meu primeiro emprego como professora – e ouvi do recrutador que levava jeito para trabalhar com crianças, o que achei que jamais aconteceria. Comecei uma pós em tradução. Tentei o mestrado em linguística pela primeira vez, e não passei.

2011: fui ao Rio de Janeiro pela segunda vez. Conheci pela internet uma pessoa que marcaria de forma bem negativa as minhas lembranças nos anos seguintes. Tentei o mestrado de novo.

2012: tomada pela frustração de não ter passado no mestrado em linguística (pela segunda vez), decidi que a vida acadêmica não era para mim, e comecei um curso de cinema digital. Comecei também uma nova graduação, mas ela não cabia na minha vida, então pela primeira vez, abandonei um curso. Segui envolvida, ainda que à distância, com o cara que conheci em 2011 mas, no dia em que tinha decidido conhecê-lo pessoalmente, desisti e fiquei em casa. Melhor decisão da minha vida.

2013: atuei na websérie Caia na Gandaia. Comecei a cortar contato com o sujeito de 2011 e tive um breve relacionamento que, embora tenha durado pouco, me ajudou muito nesse processo de me libertar da influência de um cara que eu achava fantástico, mas era só manipulador e medíocre (entre outras coisas). Prestei concurso e passei.

2014: oficialmente mudei de emprego, o que me deu  estabilidade para começar a tirar alguns sonhos do papel.

2015: comecei a planejar minha primeira viagem internacional.

2016: fiz minha primeira viagem internacional, para o Chile. Teve show do Aerosmith e acertos para o intercâmbio. Foi também um ano muito difícil profissionalmente, mas o lema foi manter o foco e não se desesperar.

2017: pedi demissão do meu emprego mais antigo (o de 2010), voltei às aulas de violão, realizei o sonho de ir à Alemanha, onde fiz o intercâmbio. Lá, decidi retomar meus estudos, tentar o mestrado de novo.

2018: nasceu o grupo Raízes; influenciada pelo período na Alemanha, me inscrevi no mestrado em educação por aqui. Acabei não passando, mas as travas que coloquei em mim entre 2011 e 2012 estavam, enfim, derrubadas. Fiz a cirurgia da vesícula. Voltei à Alemanha, e foi um período muito legal, mas ao mesmo tempo muito esculhambado, graças à minha saúde mental que estava passando por uma fase complicada, com crises de ansiedade (uma das piores coisas que me aconteceu na vida foi ter uma crise de ansiedade no metrô. EM FRANKFURT. SOZINHA). Ao voltar para casa, tomada de frustração e muita tristeza, engatei um relacionamento que conseguiu ser o pior da minha vida. Era uma versão piorada do cara de 2011 (digo piorada porque o de 2011 pelo menos eu jamais conheci pessoalmente e fez estrago suficiente na minha cabeça). Felizmente, durou dois meses, mas eu passei o último ano morrendo de medo de encontrar o infeliz na rua.

2019: eu tinha planos de voltar à Alemanha de novo no segundo semestre, mas mudei de ideia porque ainda não estava bem o suficiente para atravessar o oceano sozinha. Foquei nos estudos (fiz duas disciplinas como aluna especial na pós), na terapia, incluí mais atividade física na minha rotina. Tive crises de ansiedade esparsas, principalmente ao ver coisas que lembravam as pessoas que me feriram emocionalmente. Por um tempo fiquei com medo de entrar em algumas ruas, de ver um determinado modelo de carro com uma determinada letra na placa, de fazer chamada de vídeo, de ler threads sobre política. O medo de chamadas de vídeo eu já superei, o resto estou superando ao poucos.

E eis que o maior medo do último ano se concretizou: eu passei por ele na rua. E se ele me viu, não me reconheceu. Ou fingiu que não. Passou direto. Eu estava de carro, ele a pé. Talvez tenha sido muito rápido, mas não importa: passamos um pelo outro e nada aconteceu. Certamente ele não lembra do meu nome e, pela fé, já vai fazer um ano desde que me afastei desse! Uns sete, oito anos do outro, é o tipo de medo que não faz o menor sentido. Dessas experiências ruins, ficam as lições: eu preciso rever os padrões das minhas escolhas afetivas, porque três vezes, em intervalos esparsos, escolhi caras que em determinado momento se mostraram o oposto de mim em posicionamentos sociais e políticos. Para além disso, foram pessoas que me desrespeitaram em palavras e em atitudes. Com o primeiro, tentei por um ano, com o segundo, dois meses, com o terceiro, três dias. Com fé, não haverá uma quarta vez. Das outras tentativas, aprendi que devo ser fiel às minhas convicções e não esperar que as pessoas mudem de ideia num passe de mágica – elas não vão, a não ser que queiram muito.

Nesses dez anos, minhas ambições profissionais mudaram muito: ainda gosto muito de escrever, de criar, imaginar histórias e colocá-las no papel, mas não é mais o meu plano A. Me encontrei bem na sala de aula, estou investindo em minha carreira na educação, e a escrita criativa, assim como a TV, ficou no lugar do hobby em vez de ser uma ambição profissional. Não sei até quando…

Aprendi a não me pressionar tanto por deadlines: eu me imaginava chegando aos 30 anos com uma determinada estrutura; algumas coisas aconteceram, outras não, e tá tudo certo. Tudo bem que às vezes eu me pego pensando “puxa, eu estou com 30 anos e…” Acho que eu tinha uma pressa de viver as coisas antes de chegar um momento em que não tivesse mais tempo, mas o tempo continua aí, passando. Estou aprendendo a não correr tanto, mas apreciar as paisagens. E fazer menos coisas, mas fazer melhor. E me resguardar de determinadas coisas – tem situações que a gente se mete que eram super desnecessárias, que poderiam ter sido evitadas se a gente tivesse dito ‘não’.

Que em 2020, e nos anos que – com fé! – virão, estejamos mais tranquilos em estar na nossa própria pele, a honrar a nossa vida.

Leituras do ano | Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais (Jaron Lanier) + Deletei parte das minhas redes

Comprei o e-book depois de ter lido comentários sobre o livro em outros blogs e canais no YouTube – o primeiro deles, o Vida Organizada, da Thais Godinho. E o li bem rapidamente, em junho. Lembro que terminei a leitura no metrô, enquanto voltava para casa num dia de chuva intensa. 13 de junho: eu tinha aula na universidade, que acabou não rolando, porque estava um caos em Recife…

O título é enorme e já diz basicamente tudo o que vamos encontrar lá: argumentos (bem convincentes, diga-se de passagem) para que a gente pegue as contas de todas as nossas redes sociais e defenestre de uma vez. Dentre os argumentos mencionados, em outras palavras estão os fatos de que redes sociais tornam a gente infeliz, menos produtivos, mais isolados, nossos discursos se tornam cada vez mais descontextualizados, o diálogo diminui…

Na arte do livro, encontramos um gato, que é citado pelo autor como um animal mais livre… E nas primeiras páginas, ele mesmo cita que como um gato, temos o direito de decidir ficar ou ir, ou mudar de postura com relação às redes… Mesmo com todos os argumentos apresentados.

O que eu fiz: seis meses depois da leitura, deletei Facebook e Twitter. O Facebook era uma rede que eu já não usava há bastante tempo, entrando ocasionalmente para atualizar uma página, que conta também com outros administradores. E usava o Messenger para falar com apenas UMA pessoa. No mais, eu não me sentia bem navegando por lá, e não adiantou deixar de seguir pessoas, fazer ajustes no feed, nada: eu simplesmente não me sentia bem por lá e não tinha vontade de postar. Pelo contrário: no último dia em que acessei o Facebook (justamente o dia da exclusão da conta), senti meu coração acelerando, e não foi aquela excitação legal, não. Foi mal estar mesmo. Nesse caso, a exclusão foi só a formalização da minha não-presença ali, já que eu não usava o Facebook direito.

No caso do Twitter, eu estava relativamente ativa até semana passada. Isso depois de passar um bom tempo sem acessar a conta. Tinha o app Twitter Lite instalado, passei um tempo com a conta do Twitter conectada aqui ao WordPress, então todos os posts que eram publicados aqui eram compartilhados lá… Mas tinha um problema: eu gastava tempo demais lendo tweets, me perdendo em threads de gente que eu nem conheço. Coisas interessantes muitas vezes, mas que eu não tinha pedido para ver. Lá no Twitter eu ficava sabendo dos “cancelamentos”, das fofocas, dos últimos absurdos da política numa velocidade e volume que eu não conseguia em nenhum outro lugar. E aí começou não só a me cansar, mas a me irritar e entristecer também.

Então, depois de quase uma semana sem acessar direito, resolvi me despedir. Fazia uns 12 anos que eu estava por lá. No dia seguinte, me ocorreu algo que eu achei bem tuitável, e eu não tinha mais o Twitter para acessar. Devo ter escrito no diário, ou feito algum post para o blog – tem posts agendados por aqui. Acesso as notícias pelo Feedly (que agora está mais recheado, porque coloquei sites de notícias locais e internacionais por lá também) e me sinto menos bombardeada por opiniões.

Sobreviveram apenas três contas minhas: a do Instagram, a do LinkedIn (à qual provavelmente darei um pouco mais de atenção no futuro) e a do Pinterest, que eu uso até pouco, para pegar alguma receita ou resgatar um modelo de móvel para o quarto). WhatsApp não entra nessa conta para mim porque eu uso como um meio alternativo para o SMS e as chamadas, se bem que durante as férias estou dando um tempo dele também, para desligar dos grupos de trabalho. Apesar de o Instagram ser considerado uma das piores redes para a saúde mental, nunca tive grandes problemas com ele: por precaução, meu tempo é limitado (30 minutos diários) e as contas que sigo por lá são, basicamente:

1) Amigos e parentes;

2) Empreendimentos de amigos e parentes;

3) Meus músicos favoritos;

4) Blogs sobre viagem, estilo de vida, autoestima;

5) Perfis direcionados a causas ambientais.

Já tive algumas blogueiras de moda e beleza no meu feed, mas à medida que vou enjoando do conteúdo, vou deixando de seguir e tá tudo certo. Tem anúncios, mas praticamente não os percebo (inclusive já apareceu anúncio de perfil que eu JÁ SIGO e produto que eu já consumo, o que eu achei muito doido). Meu volume de postagens é relativamente baixo e, novamente, tempo limitado faz muita diferença. Com o YouTube, vinculado à conta do Google, geralmente eu coloco todos os vídeos que quero ver na lista de ‘assistir mais tarde’, e vou assistindo sempre que possível. Às vezes paro uma manhã de sábado e assisto, outras vezes vou zerando a lista nas brechas que encontro da semana.

Mantendo esse ritmo e tirando períodos de detox digital, acho que dá para manter uma relação saudável com redes sociais e explorar a web da melhor forma possível.

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Leituras do ano | Casa Organizada (Thais Godinho)

Dessa vez, não é um livro do Kindle, mas físico mesmo. E o único que me faltava da coleção (eu já tinha o Vida OrganizadaTrabalho Organizado). Provavelmente você já conhece a Thais Godinho e o blog Vida Organizada, que é referência aqui no Brasil sobre organização em geral e do método GTD, criado por David Allen.

No Casa Organizada, encontramos dicas para organizar cômodo a cômodo, sugestões para quem mora sozinho, para quem tem filhos… Ideias de listas, de uma rotina de limpeza… No ritmo de vida que a gente tem hoje, é extremamente necessário, senão a gente endoida! Outra contribuição do livro é a reflexão sobre divisão do trabalho doméstico. Não é uma discussão nova, mas precisa ser retomada, sim. Todo mundo que mora na casa pode e deve tomar parte nas atividades da casa, afinal todo mundo gosta de viver num lugar organizado, não é?

Ainda não tenho minha casa própria, mas venho tentando manter uma rotina organizada e influenciar minha família e amigos a fazer o mesmo. Fica a dica para quem não conhece ainda. 😉

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Leituras do ano | Everything is Figureoutable (Marie Forleo)

Seguindo essa série de leituras do ano, apresento um dos livros de não ficção que mais curti em 2019: Everything is Figureoutable, da Marie Forleo.

Para quem nunca ouviu falar de Marie Forleo na vida: ela é uma empreendedora, escritora e coach estadunidense, apresentadora do Marie TV (no YouTube) e também podcaster. A conheci através da Rafa Cappai (da Espaçonave), que já foi aluna de Marie Forleo no B School (programa de educação para empreendedores).

Everything is Figureoutable é o segundo livro publicado por Forleo – o primeiro foi Make Every Man Want You, que apesar do título, não é só um manual para ter todos os homens aos seus pés… embora sirva para isso também – e mais do que um título chamativo ou uma frase de efeito, Everything is Figureoutable é um estilo de vida. No primeiro capítulo, a autora conta sobre a história de sua mãe, que foi a pessoa que apresentou a ela a ideia de que tudo, tudo mesmo tem um jeito (menos a morte, claro). Os capítulos seguintes são recheados de exemplos vindos da vida dela mesma e de outras pessoas, que realizaram sonhos e/ou superaram dificuldades (de desemprego a lidar com uma doença crônica). Ao fim de cada capítulo, tem uma sessão chamada Insight to action, na qual ela propõe exercícios que ajudam a pessoa a 1) internalizar a ideia do everything is figureoutable, tudo tem solução; 2) planejar a realização dos planos, metas, e visualizar soluções para questões problemáticas.

Comprei o livro na pré-venda, o que me garantiu a participação no programa The Figureoutable Formula em outubro passado. Esse programa foi bastante prático, remetendo a conceitos trabalhados ao longo do livro.

Caso queira comprar Everything is Figureoutable, só chegar na Amazon!

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Leituras do ano | Gabrielle Bernstein, vida e obra

Ao longo do ano, usei bastante o Kindle. Ele tem sido minha companhia nas salas de espera, nos intervalos do trabalho… Adquiri o leitor para carregar meus livros com mais comodidade e leveza. No começo, priorizava usar o Kindle longe de casa, em viagens por exemplo; mas hoje não faço mais essa divisão.

Essa introdução todinha para dizer que nesse final de ano resolvi dar uma revisada no tanto que eu li em 2019. Foi uma quantidade considerável de livros, principalmente de e-books. Gostaria de começar com a bibliografia da coach espiritual Gabrielle Bernstein.

Não lembro exatamente como foi que cheguei até ela, mas já faz uns dois anos, e eu acompanhava seu blog com certo afinco. Utilizei algumas das meditações guiadas dela (tem no Deezer e no Spotify, caso queiram conhecer). Mas até então não tinha lido nada dela. Eis que no primeiro semestre consegui ler todos os livros dela – menos o Super Attractor, que foi lançado já nesse segundo semestre; e o May Cause Miracles.

Tentei fazer as leituras em ordem cronológica: primeiro Spirit Junkie, que é mais um livro de memórias, e por meio da própria história ela dá dicas de como os leitores/seguidores podem superar problemas por meio da espiritualidade. A mesma ideia meio que circunda os demais livros – Add more -ing to your life, The Universe Has Your BackJudgement Detox. Miracles Now tem uma pegada mais prática, com capítulos curtos descrevendo ações para serem inseridas no cotidiano e que podem mudar a vida da pessoa, ajudando-a a manifestar o que ela deseja na vida.

Embora a gente consiga perceber uma ou outra coisa que remeta ao cristianismo, não há direcionamento religioso específico nos textos de Bernstein. Dá para reconhecer elementos de outras religiões também. É uma leitura rápida, se você não para pra executar cada uma das atividades propostas… e, de fato, eu não experimentei tudo, porque não cabia na minha rotina e eu não julguei necessário. Serviu mais como um combustível para reflexão.

Em alguns dos livros, ela cita João de Deus (precisamente uma visita que ela fez com a mãe à casa onde ele atendia), que, bem sabemos, está preso… Não precisa entrar em detalhes. Foi um dos pontos mais problemáticos da leitura para mim. Não procurei saber se houve algum comentário da Gabrielle Bernstein sobre os casos em que o brasileiro está envolvido. Enfim, foi algo que me incomodou porque eu lembrei dos noticiários, mesmo sabendo que os livros foram escritos bem antes de os casos de violência sexual (e demais casos) virem à tona.

Um material que é muito citado nos livros da Gabrielle Bernstein é o Um curso em milagres, que ela estudou com afinco. De curiosa, peguei uma amostra do livro na Amazon para ler e… quase não consigo terminar (A AMOSTRA). Um dia vou falar melhor sobre isso, mas já posso adiantar que, com base em na minha formação espiritual, me peguei questionando todas as letras.

No mais, o que mais gostei de fato foi o livro Add more -ing to your life, por agregar orações, meditações e escrita ao movimento. Em cada capítulo é proposta uma atividade física diferente, o que achei muito bom – e sabemos bem o quanto o movimento pode melhorar o astral de uma pessoa, não é? Em segundo lugar, Judgement Detox que, embora eu não tenha seguido o detox proposto, me ajudou a me observar, pensar no quanto eu julgo os outros e julgo a mim mesma, o efeito que isso causa nas minhas ações, que mudanças podem ser empreendidas. Uma oportunidade de olhar para si, que não precisa necessariamente de um livro para acontecer, mas sim, ajuda. No final das contas, a leitura dos livros dela me ajudou mais a conhecer outro ponto de vista e refletir.

Depois das leituras em sequência, achei que já tive o suficiente e resolvi não ler o Super Attractor nem o Miracles Now. Estou num momento de mais conexão à minha espiritualidade, mas não interessada em acompanhar coaches nesse tema. Talvez um dia eu mude de ideia e resolva dar uma chance a um deles, mas por enquanto não…

A quem interessar possa, todos os livros da Gabrielle Bernstein – assim como outros materiais relacionados, como álbum de meditação, deck de cartas – estão disponíveis na Amazon.

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A louca dos idiomas | Um pouco da minha biblioteca

Ao longo dessa jornada aprendendo idiomas (e também ensinando inglês) formei uma pequena biblioteca, que naturalmente continua crescendo… não sei como vai ser para arrumar mais espaço para tanto livro, mas a gente segue!

No post de hoje, compartilho alguns dos livros que adquiri para continuar estudando e também para agregar ao meu planejamento.

Inglês

Oxford English Grammar (Advanced)

Ganhei essa gramática durante um evento da BrazTESOL, se não me engano em 2017 – Sei que foi o último evento do qual participei, mas estou ficando ruinzinha com datas… tem também as edições Basic e Intermediate. Como no momento não estou lecionando, não me utilizei dele para planejar aulas, mas para estudo, sim.

Monica’s Gang

Comprei quatro revistinhas pela internet, quando eu ainda dava aulas para crianças. Ou seja, sempre que tinha oportunidade, incluía algum história ou trecho em alguma aula. 🙂

Alemão

Dicionário Michaelis

Pelo aspecto meio acabadinho, já dá pra notar que foi meu primeiro material didático nas aulas de alemão, lá em 2007! Hoje me utilizo mais do dicionário do celular, mas de vez em quando recorro a esse ainda.

Netzwerk

Este foi um dos livros que usei durante o intercâmbio. Como meu tempo na Alemanha acabou antes de acabar o nível, sigo estudando por conta própria, e fiz alguns avanços!

Francês

Visual dictionary

Nunca estudei francês formalmente, só pela internet, e quando eu estava mais empolgada, comprei esse dicionário. Coisa mais linda! Um dia ainda compro um desses Inglês-Alemão.

Polonês

Dicionário inglês-polonês

Durante um evento do BrazTESOL chapter Recife, dando uma volta pela loja SBS me deparei com esse dicionário. Sendo doida para aprender (e conhecendo uma ou duas letras das músicas do Grzegorz Turnau), fui lá e comprei o dicionário.

1000 primeiras palavras em polonês

Esse livro é uma maravilhosidade na vida da pessoa. Comprei junto com o dicionário. Amo uma coisinha ilustrada, que facilita a memorização (viva os flashcards!)

Se você se interessou por algum desses livros, indico fortemente a livraria SBS para adquiri-los, ou a Amazon.

A louca dos idiomas: fatos sobre minha jornada como aprendiz

Voltando aqui ao blog para compartilhar algumas curiosidades (pelo menos eu considero assim) sobre minha jornada como aprendiz de línguas estrangeiras.

Quando comecei a pensar esse post, queria mencionar 31 itens (foi logo depois do meu aniversário) mas à medida que fui escrevendo, mudei de ideia e vão ficar apenas os que considero mais importantes (e os que vou lembrando também).

1. Comecei a me interessar e aprender inglês entre os 5 e os 6 anos de idade, com um livro do meu tio, que fazia a 6a série na época. Não fui matriculada em nenhum curso de inglês até os 17 anos. Antes disso, tive uma passagem de uma ou duas semanas em um curso na minha cidade quando eu tinha 13 anos, mas larguei para fazer aulas de violão (ou para ficar em casa, na internet, não lembro bem o que veio primeiro)

2. Um dia, resolvi assistir a aulas de japonês pela televisão, num programa que tinha na TV Cultura e passava pela manhã. Provavelmente eu estava de férias naquela época… E eu ainda lembro de uma ou outra frase que aprendi vendo o programa (só assisti a um episódio).

3. Desde pequena eu sonhava em aprender a falar alemão e polonês. O alemão eu comecei a estudar com auxílio da internet tão logo eu consegui ter banda larga em casa, isso lá pelo fim de 2006. Falar inglês me ajudou muito nisso, já que boa parte dos materiais que eu encontrava para ensinar qualquer outra língua tinha explicações em inglês. Descobri o site da Deutsche Welle e baixei todos os episódios de um curso chamado Deutsch: warum nicht? A primeira frase que aprendi em alemão foi Das ist ein Lied, que significa “Isto é uma canção”. Já com o polonês eu só fui ter contato mais tarde, em 2015, acho, e a música me ajudou muito nisso.

4. Falando em música… ela sempre foi minha principal ferramenta para aprender. Naquele tempo que fiquei de bobeira em casa, navegando na internet, meu principal hobby era pesquisar letra de música e traduzir. Inclusive, eu levava as traduções para a escola! Eu vivia agarrada no meu dicionário escolar e usava um pouco os tradutores eletrônicos, como o Altavista, mas na época esses serviços online eram bem ruinzinhos e eu tinha que refazer o serviço todo, praticamente. Boa parte dos artistas que conheço e admiro hoje, só descobri graças às minhas pesquisas sobre músicas em alemão, polonês, francês e italiano (vou fazer um post em breve só sobre isso).

5. As traduções que eu fazia para meus amigos me ajudaram a definir que eu queria seguir carreira como tradutora. Não foi exatamente o que aconteceu: traduções são bem esporádicas na minha vida e eu acabei seguindo pelo rumo da educação.

6. Decidi fazer o intercâmbio para a Alemanha graças a dois desconhecidos com quem conversei na fila das Lojas Americanas. Acho que já comentei isso em algum post (se não foi nesse blog, foi em um mais antigo) que na época do boom de Suape, tinha muito estrangeiro aqui na região e um belo dia lá estava eu esperando pra passar minhas compras quando ouço dois homens conversando em alemão bem atrás de mim. Fazia bem mais de um ano que eu tinha parado de estudar formalmente (fiz dois semestres como eletiva na Universidade), e eu fiquei tão chocada que eu tava entendendo a conversa que eu virei e comecei a conversar com os caras! Eles também ficaram meio chocados que tinha uma pessoa na fila que falasse alemão 🤣 E eu fiquei tão feliz que consegui conversar direitinho com alemães, mesmo com meu alemão enferrujado, que resolvi voltar a estudar e dessa vez, seria lá! Isso aconteceu alguns anos depois, em 2017.

7. Apesar de trabalhar com língua inglesa há bastante tempo, nunca senti muita vontade de fazer intercâmbio ou morar em algum país anglofônico. Até hoje tem gente que fica meio chocada quando digo isso. Mas pretendo visitar um dia, e minha lista de prioridades está assim: Inglaterra > Irlanda > Canadá > Austrália > Escócia > Estados Unidos.

8. Meu pior rendimento sempre foi em compreensão auditiva. Com muita, muita insistência consegui melhorar essa parte – e continuo trabalhando nela!

9. Já usei algumas ferramentas para praticar idiomas com outras pessoas pela web. O finado LiveMocha foi o que eu gostei menos. O InterPals era o meu favorito, até que ficou uma porcaria (dia sim e dia também eu tinha de bloquear turco, indiano e similares flertando e mandando pedido de casamento) e eu deletei a conta lá. Hoje, infelizmente, não recomendo… a não ser que você tenha paciência de Jó.

10. Nunca tive interesse em trabalhar com língua portuguesa… A não ser como língua estrangeira. E há alguns anos tive oportunidades de lecionar português para estrangeiros, o que foi uma experiência muito interessante! Um dia, se Deus permitir, retomarei.

11. Quando me perguntam porque tanto interesse em línguas estrangeiras, fiquei muito tempo sem entender minhas motivações até que compreendi que tenho uma necessidade muito grande de comunicação. E quanto mais idiomas eu conhecer, com mais pessoas consigo me comunicar.

12. Os próximos idiomas da minha lista são russo (que já tentei estudar sozinha quando estava na graduação) e hebraico.

Bem, isso foi o que consegui lembrar. Em breve voltarei com mais posts sobre esse tema. 🙂