Ouvindo: Edu, Dori e Marcos

O lançamento desse álbum, uma parceria entre Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle me pegou de surpresa. Só fiquei sabendo graças a uma matéria (Acho que foi do Estadão) comentando sobre o álbum e chamando a atenção para o fato de que, apesar de ser gravada em parceria, nenhum dos três artistas canta junto em nenhuma faixa.

O que acontece aqui é um passeio pelos highlights da carreira dos três. Edu interpreta canções de Dori e de Marcos; Dori interpreta Marcos e Edu; Marcos interpreta Edu e Dori. Cada um dando seu tom às músicas dos companheiros. Algumas releituras me chamaram especial atenção: as interpretações de Marcos Valle para Alegre Menina e Corrida de Jangada (essa última, então, confesso que quase caí da cadeira de tão encantada).

Dos três, Marcos Valle é o que menos conheço conhecia, mas isso está mudando já! Outro destaque pra mim é Bloco do eu sozinho (também gravado pela Joyce Moreno), que eu nem sabia que era do Marcos Valle. 😅 Bem, descobri!

E, fechando a lista das minhas favoritas, fica Viola enluarada, interpretada por Edu Lobo.

Para quem quiser ouvir mais, já sabe: corre no Spotify que é sucesso! Deixo também este link do vídeo release do canal da Biscoito Fino.

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Ouvindo: 50, de Joyce Moreno

Passei os últimos dias meio esquecida desse blog, confesso. E meio esquecida de escrever, abusada de Internet, mas estamos meio que “fazendo as pazes”. Antes da internação para a cirurgia de vesícula, da qual estou atualmente me recuperando (tema para outro post, aguardem), eu estava louca para escrever sobre esse lançamento recente da Joyce Moreno, o álbum 50.

Em 1968, Joyce lançou seu álbum de estreia, apenas com seu nome e jóias na tracklist, como a espirituosa Não muda, não, que é basicamente a história de uma mulher que não vive um relacionamento “padrão” (a.k.a casamento) com um cara e está de boas (“se eu quisesse arranjar um marido eu não tinha escolhido de te adorar/ia ser mais castigo que prêmio um homem boêmio pra sustentar”); e a injustiçada Me disseram, que rendeu vaias à sua compositora ao ser defendida pela própria no Festival da Canção. Pois, 50 anos depois, Joyce Moreno lança uma regravação desse álbum de estreia e não sei vocês, mas o meu coração foi arrebatado de cara.

Além das músicas já citadas no começo do texto, outras duas se destacam, no sentido de que me arrancaram lágrimas mesmo. Não foi TPM: eu realmente não consigo ouvir Superego sem ficar no mínimo com os olhos cheios d’água (fato comprovado pelo menos uma dúzia de vezes nos últimos dias); e Ave Maria, com participação especial do Grupo Vocal Equale, também é difícil de sair da mente.

Curiosidade: Superego é uma das minhas músicas favoritas de Joyce, e também foi o título provisório de um roteiro de curta jamais filmado (hoje chamo esse texto de “Um rasgo na garganta”). Na verdade a história do curta que foi sem nunca ter sido nem tem relação com a música… Enfim, foi uma lembrança.

Lembram que falei do A velha maluca? Pois então, o single que havia sido lançado um mês antes é a faixa de encerramento do 50, que também tem mais uma faixa inédita: Com o tempo, faixa com a participação da Zélia Duncan. Ambas as faixas estão em consonância com o propósito de fazer a gente pensar na passagem do tempo e a chegada da maturidade com serenidade e humor. Cinquenta anos separam as duas gravações, mas uma coisa é muito certa: como os melhores vinhos, Joyce só tem ficado mais maravilhosa com o tempo.

P.S. Em Agosto ela estará se apresentando em Recife junto com Dori Caymmi. Será que dessa vez consigo vê-la ao vivo? #natorcida

Dando um jeito na cara: meu set atual de skincare

Eu imaginava que quando chegasse aos 30 anos, estaria consumindo produtos para redução de linhas de expressão, essas coisas de antiidade. Na verdade, eu fazia projeção de usar essas coisas a partir dos 25; tanto é que a cada aniversário, eu dizia “faltam tantos anos para eu começar a usar Renew!”

Pois: faltando menos de um mês pro meu aniversário de 30 anos, eu estava no consultório da dermatologista pedindo socorro para lidar com a acne, que eu julgava super teenager problems. Mas foi eu entrar na idade adulta que a coisa degringolou de um jeito…

Eu sempre sofri para lidar com a pele oleosa e os cravos de sempre, mas de uns meses para cá, espinhas (que só me apareciam uma vez por ano em outras eras) começaram a explodir na minha cara. Foi aí que resolvi correr atrás de ajuda médica e estética.

Saí da consulta com uma receitinha de produtos, e também fiz algumas aquisições por conta própria. Agora estou aqui compartilhando com vocês:

Gel de limpeza profunda antioleosidade Effaclar, da La Roche-Posay. Existe outro gel da linha, mas esse é específico para pele oleosa a acneica (é nós, Queiroz!). Esse foi amor ao primeiro uso. Gostei do cheirinho levemente mentolado, da sensação de frescor que ele deixa. Foi só alegria. E sim, ele cumpre o que promete!

Loção matificante da linha Cleanance, da Avène. Na verdade, a dermato tinha me indicado outro produto dessa linha, mas peguei esse por engano. 😁 O produto certo era com o objetivo de acalmar a pele após a limpeza. E ainda não comprei, mas assim que virar o mês, vou comprar bonitinha. E ainda pego mais algo da linha Cleanance, que é muito legal (e tem água termal! Rimas não intencionais).

Desde que meu hidratante anterior acabou, fiquei um tempo com a rotina incompleta. A pele é oleosa, mas isso não quer dizer que está hidratada, isso estamos todos cansados de saber… tinha me interessado por um hidratante da ADCOS, mas não levei por motivos de: lisa (a.k.a sem grana). Mas a Pharmapele que jamais me deixa na mão tem esse sérum hidratante bem bacana, do qual eu não lembrava. Está compondo o set agora.

Esse filtro solar é uma história à parte: eu gosto muito da linha Solar Expertise, da L’Oreal (toque seco, textura gel creme sempre!), e antes dele eu estava com um da La Roche-Posay, linha Anthelios (que também é das minhas favoritas). Aí meu protetor acabou e eu precisava de outro com urgência, me agarrei com esse Solar Expertise…

… com cor.

Só descobri isso quando fui aplicá-lo pela primeira vez e obviamente fiquei furiosa comigo mesma por não ter lido o rótulo direito. No primeiro dia, foi puro estranhamento: me achei pálida demais. Por outro lado, percebi que ele funciona como uma base alternativa pra mim, cobrindo as marquinhas de acne (que já deram uma diminuída legal, pelo menos as marcas vermelhas que ficaram de espinhas passadas). Estamos levando essa relação aos trancos e barrancos… uma hora vejo vantagens, na outra quero jogar o creme pela janela. Mas peraí gente, foi caro, bora usar até o fim!

E quando acabar (o que não há de demorar muito), vou voltar para o filtro tradicional, branquinho mesmo.

A lição que fica: não façam o que eu fiz. Leiam os rótulos com atenção se não quiserem comprar errado.

Escrita em movimento

Faz algumas semanas que, durante uma sessão de terapia, comentei com a psicóloga que tenho dificuldade de manter a mente quieta. É como se eu estivesse ouvindo várias vozes e elas não se calassem nunca, porque não tivessem outro lugar para ir. Então, tive uma ideia: ia fazer por uns dias o exercício de escrever num bloquinho tudo o que me viesse à cabeça, por mais bobo que fosse. Não no diário, mas num bloquinho à parte, que sempre carrego na bolsa. Acabou que isso não aconteceu direito no dia seguinte à sessão. Nem no outro dia, nem no outro. Fui escrevendo no diário, tentando controlar a ansiedade e tudo mais.

Aí semana passada precisei ir à Universidade para buscar um documento e, para isso, fui de ônibus. Até aí tudo bem, mas andar de ônibus por vezes me deixa estressada, com medo de assalto. Para controlar o medo e a ansiedade, começo a pensar em música. Canto mentalmente ou em voz alta mesmo e, concentrada nisso, dou uma relaxada. Nessa ida a Recife, resolvi fazer algo diferente e ficar de bloquinho e caneta na mão, escrevendo tudo o que eu pensasse, inclusive as músicas.

Foi uma das manhãs mais produtivas que tive em muito tempo. Registrar as ideias como se tivesse uma espécie de Twitter offline me deu uma liberdade, uma coisa tão legal. E funcionou para manter a ansiedade sob controle! (sou bem ansiosa e inquieta, o que me atrapalhou muito em longo prazo… agora estou correndo atrás de cuidar da cabeça)

Um festival de ideias em estado bruto para que eu possa trabalhar nelas depois. Só preciso organizar esse depois… Nas próximas semanas, creio que vou ter bastante tempo para cuidar dos rascunhos e lapidá-los.

Esportes: com ou sem música?

Quando comecei a caminhar e posteriormente correr, criei uma playlist especial para essa atividade, que eu pretendia tornar diária. Honestamente, não consigo correr todos os dias. Às vezes o tempo não permite, outras é o cansaço por outras atividades. No final das contas, alterno a corrida com o pilates e agora com os pedais.

Mas antes de minha planilha de treinos ir para o beleléu (por enquanto), percebi que embora eu goste muito de música, e tenha playlist para praticamente tudo, correr não é uma atividade que combine com música para mim.

Alguns dos motivos:

  • A pior de todas: depois de algumas voltas, começo a sentir dores de ouvido. Isso era mais comum nos meus primeiros treinos, mas percebi que andando com os fones, o incômodo aumenta.
  • Bate um medo de sair com o celular na rua, não? Isso também tem me impedido de usar aplicativos para acompanhar o desempenho nos treinos. 😦
  • Sem as músicas de escolha, fico mais atenta às coisas que acontecem ao meu redor; e também aproveito o momento como uma meditação. Recomendo fortemente!

Talvez um dia eu mude de ideia sobre isso, mas por enquanto estou deixando a música para os momentos mais *quietinhos*.

Mas para os exercícios de pilates, especificamente os que faço no solo, tem umas músicas da Anna Maria Jopek que eu gosto muito de ouvir, principalmente do álbum Secret.

Playlist do amor (e uma reflexão sobre namoro, pressões e tudo mais)

Então, dia dos namorados, né? Por um bom tempo, eu não gostava nem da proximidade da data, por motivos de: nunca passei um 12 de junho acompanhada por alguém pra chamar de ‘meu amor’. Muito pelo contrário, já levei bolo de ex ficante no dia 12! (lado bom: nesse dia, também comi bolo, já que é também aniversário de um dos meus primos).

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Esse bolo: queremos (versões fit/funcionais são muito bem aceitas, obrigada)

Essa pressão de *estar namorando* atinge mais quando a gente é adolescente, quando está dominada pela carência, ou quando a gente se compara muito com outras pessoas da nossa idade que já conquistaram a estabilidade amorosa (considerada por muitos tão importante no mercado quanto ter a casa própria, emprego que pague salário de 5 dígitos e outros que tais).

Para mim, é mais um dia dos namorados sem namorado. Beleza. Beleza mesmo, porque enfim posso dizer com alívio que superei a fase da comparação com o resto da turma de amigas. Deixei de olhar para o fato de ser a única solteira da turma como um peso difícil de carregar, e de pensar que por ter entrado na casa dos 30 as coisas ficam mais difíceis no amor.

Desisti de usar Tinder e similares. Tentei quatro vezes (ou foram cinco?) e resolvi largar de uma vez essa modalidade de conhecer uns boys porque não tenho muita paciência para ficar de celular na mão mandando swipe left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left (…) a essa altura vocês já entenderam que eu mando MUITO boy pra esquerda, até que OPA! Swipe right! Enfim… Mando mensagem e…

Ou o cara não responde.

Ou a conversa não evolui.

Ou a pessoa faz/diz algo que incomoda (já dei unmatch num cidadão que insistia que eu ia andar de moto com ele, e subir numa moto é uma das coisas que não faço e não há negociação possível, até a data de hoje. Cara, me respeita, bora de ônibus! Ah, esse match foi um daqueles acidentais, o app travou e apertei o botão errado. Acontece…)

Enfim, vocês entenderam o que acontece. Não tenho paciência para esse esquema. Não tenho paciência pra gente que nunca me encontrou e pede foto de corpo inteiro (eufemismo para nudes, eu sei que é). E, lá no fundo do coração, eu sempre tive a certeza de que vou encontrar o meu companheiro de vida de forma totalmente offline. Num passeio ou numa viagem, por exemplo. Então, sendo bem fiel aos meus princípios e à vozinha que insiste em ter paciência e seguir a vida com mais luz do sol e menos luz do led, larguei do online dating. Não quero dizer com isso que todo mundo deve fazer isso, mas é algo que me deixa confortável. Ainda uso um site de relacionamentos para praticar os idiomas que estudo, mas nesse caso sempre deixo claro que o foco não é namoro.

Se acontecer de eu me apaixonar por um sujeito que conheci online? Bem, pode ser que eu pague a língua, né? Mas a intuição ainda me diz outra coisa. 🙂

Mas o assunto nem era esse, eu queria mesmo era falar de música romântica. Eu garrei um abusinho de canções de amor, de coisas melosas do gênero, porque acho que rola uma vibe sofrência muito grande. Quando tomei foras, levei bolos e coisas do tipo, gosto de ouvir coisas que me animem, me façam rir, não que me levem para o estágio de miséria sentimental. Por isso eu fiz uma playlist chamada Broken Hearts Are For Assholes. E para os momentos românticos, tenho uma play novinha, só com aquelas que me me inspiram sentimentos românticos, fofinhos, algumas até que eu cantaria para o boy… Dá o play! 😉

https://open.spotify.com/embed/user/cg9kzzmrythruatagkqpm43ws/playlist/05629ay1B2K5LlTNx0knhy

E independente de ter ou não um par para comemorar, que o dia seja feliz e cheio de amor! ❤

Ouvindo: Szukaj w snach, de Natalia Kukulska e Marek Napiórkowski

Com vocês, um álbum que me fez chorar como um bebê!

Estava eu muito tranquilamente ouvindo um pouco dos álbuns do Marek Napiorkówski quando soube que WAW/NYC não era mais o álbum de estúdio mais recente da discografia do guitarrista. Foi lançada recentemente uma parceria dele com a cantora Natalia Kukulska, chamada Szukaj w snach (em tradução livre: procure nos sonhos). Primeira impressão, antes de ouvir o álbum propriamente: a capa é bonita, com as borboletas num campo escuro…

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Aí na faixa de abertura, mal Natalia começou a cantar, eu já estava chorando. Foi ouvir choro de bebê, tava eu chorando! Foi só então que percebi que trata-se de um álbum com um foco infantil. Mais: é a trilha sonora de uma espetáculo musical, que estreou no Teatr Stary, em Lublin, em setembro do ano passado (mas o álbum só foi lançado mais recentemente, em maio passado). Como deve ter sido lindo!! ❤

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Sobre as músicas: como escrevi, o foco é infantil, com canções de ninar ou, como se fala em Polonês, kołysanka (embora nem todas as canções me parecessem de ninar numa primeira audição, hahaha). Meus destaques pessoais são: a faixa de abertura,  Ty tak pięknie umiesz spać (Você dorme tão lindamente – tradução livre), Zaśnij grzecznie (Adormeça polidamente), Mały misiu śpij (O ursinho dorme), as instrumentais Czy znasz? (Você sabe?) e Lipowa panienka (Dama do Linden – essa foi uma cortesia do Google Translate!).

Como eu disse antes, fiquei bem emocionada na primeira vez que ouvi, e provavelmente isso tem a ver com o momento que estou vivendo agora, novamente cercada por crianças (amigas grávidas, sabe?) e acabo ficando mais sensível (detalhe: nem sou eu a mãe, imagina se/quando for!) E o que acho fantástico é que já é provavelmente a terceira ou quarta peça musical originária da Polônia que eu vejo voltada para o público infantil. Só fico encantada.

Szukaj w snach está disponível nas plataformas digitais. Quem ficou interessado, corre lá pra ouvir! 😉