Prato do dia: talharim de cenoura

Sábado passado fui comprar o presente de dia dos pais e aproveitei também para ir conhecer o Greenmix Mercado Saudável. Gente, que lugar maravilhoso! Eu faria minha feira ali facinho, pelo tanto de coisa gostosa e saudável que tem lá. Até uma padaria com artigos sem glúten tem por lá – provei o pão de mel e uma amostrinha do pão com manteiga ghee e posso dizer que não ficam em nada devendo aos pães “tradicionais”.  Gostoso de verdade. Comprei, entre outras coisas, uma caixinha de talharim de cenoura. Por curiosidade, já que nunca tinha comido nada parecido, só tinha ouvido falar do espaguete de abobrinha que também estava lá à venda, mas como ainda estou aprendendo a gostar de abobrinha, fomos de cenoura mesmo.

Hoje resolvi encarar o fogão, apesar da preguicinha, é prepar o talharim. Junto com ele, também ia testar fazer um pesto, que amo desde que provei uma salada de frango ao molho pesto no LaMole, no Rio (saudades!).

Para fazer o pesto, eu ainda precisava de nozes e manjericão. Fui na hora do almoço ao supermercado perto do trabalho e: não tinha nozes, nem manjericão. Próxima parada: lojinha de artigos naturais nas redondezas.

EU: Boa tarde. Tem nozes?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Ok… Tem que castanha? (a essa hora eu estava já adaptando a receita para colocar qualquer nuts)

VENDEDORA: Tem esse mix (apontando para um pacotinho de mix de castanhas)

EU: Não, é que eu quero pra uma receita.

VENDEDORA: Tem castanha do Pará.

EU: Ok. Quanto é?

VENDEDORA: Cem gramas é quinze reais.

EU: É o que, menina? Né o quilo, não?

VENDEDORA: Não.

EU: Ok, vai… Cinquenta gramas.

Ela colocou os cinquenta gramas.

EU: Tem manjericão?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Erva nenhuma?

VENDEDORA: Tem essa mistura de manjericão, alecrim…

EU: Beleza, beleza. Bota 50 gramas, por favor.

VENDEDORA: (botando as ervas na sacolinha) Tu faz receita, é?

EU: Tô testando, aí…

Acabei gastando 13 contos nessa brincadeirinha. Cheguei em casa, fui pra aula de dança e na volta, mão na massa – mas eu quase desisti…

Enfim, já tinha gasto energia pesquisando e comprando (E 13 reais…), fui fazer pra ver se acertava. Peguei a receita do talharim no site Casar não engorda, do pesto no site Tudo Gostoso. A parte do talharim deu bem certinho, já o pesto…

Não coloquei as castanhas.

Não usei sal.

Usei menos azeite do que o previsto.

Assim nasceu o “peste”, um pesto que falhou miseravelmente.

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Mas olhe, ficou gostoso que só! E esse foi o meu jantar, com uma receita fácil e super rapidinha. Muito orgulho de mim ❤

Não sou um ás na cozinha, na verdade eu a frequento muito pouco para outro fim que não seja comer o que mamãe fez; mas com a reeducação alimentar, essa é uma coisa que preciso mudar e melhorar minhas habilidades no fogão (sim, eu creio que tenho habilidades!)

Ao vencedor, as batatas (doces)

Voltando a compartilhar um pouco do meu meio esquecido processo de reeducação alimentar, o “bora ser fitness”, essas coisas. Sobre rotina de exercícios, firmei no pilates+zumba. Sinto uma vontadezinha de ir correr, principalmente quando ouço Silver and Flint ou A beautiful mine (é, o tema de abertura de Mad Men está na minha playlist de corrida), mas anda difícil de reinserir essa atividade na minha rotina por causa dos meus horários mesmo, e também com as chuvas que andam caindo…

Se bem que a chuva não é exatamente problema. Ontem voltei da zumba debaixo de toró porque esqueci o guarda-chuva em casa e estamos aí, bem vivas.

Enfim, em termos de atividade física estamos bem, obrigada. Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém estarei de férias e vou libertar de novo a corredora de rua que há em mim. Por enquanto só tô liberando a Beyoncé interior mesmo.

A bronca é a comida, gente. Hoje mesmo minha mãe me joga na cara que não estou mais tão rígida quanto estava antes, isso porque peguei um pouco de sobremesa a mais (uma colher de sobremesa extra, avaliem). Estou comendo sobremesa todo dia, porque tem sobremesa em casa. Dia desses comi biscoito porque tinha logo ali, junto da minha mesa de trabalho, e comi umas frituras (e outras guloseimas) aí num evento do trabalho; mas ó, tudo na consciência.

O fato de ter comido essas coisas porque tive a oportunidade não quer dizer que eu tenha deixado absolutamente de comer frutas, legumes e as outras coisas naturais e saudáveis. Para ficar mais atenta ao que como e cortar possíveis ataques de culpa por ter comido um brownie, resolvi começar a anotar tudo o que como no meu bullet journal feito no Evernote – aliás, esse é meu segundo dia de bullet journal, acho que vou me dar bem com ele.

Eu já tinha começado as anotações no diário de papel, mas muitas vezes acabo esquecendo de anotar e aí bagunça tudo.

Comecei a registrar mesmo a partir do café da manhã de hoje, mas ontem mesmo, na hora do jantar, me peguei pensando no quanto meus gostos mudaram. Por exemplo, aprendi a apreciar raízes, como a batata doce.

Sempre gostei de batata inglesa: frita, assada, purê, com ervas, etc. Mas a tal da batata doce, só por ter doce no nome já me causava um impulso de rejeição. Depois que comecei a dieta, fui apresentada por uma então colega de trabalho às coxinhas fitness, de batata doce com frango. Provei uma e pronto, comecei a mudar meus conceitos sobre a tal da batata doce.

Eu já estava curtindo o inhame, depois incluí a batata doce, novo ingrediente fitness que me conquistou, às minhas preferências. Só não deu mesmo pra macaxeira (ou aipim, em algumas regiões do país): tentei, tentei e não rolou o amor. Pena…

Até agora, meu repertório de receitas com batata doce não está muito vasto. Só conheço a coxinha, o purê e, mais recentemente, o pão de batata doce, que eu peguei a receita com a professora de zumba mas ainda não testei. Pretendo fazê-lo em breve. E se alguém aí tiver uma receita fit (com batata doce) para compartilhar, pode chegar, estamos aí.

(E pronto, esse post foi só pra compartilhar mesmo o quanto um ódio injustificado pode virar amor, dependendo do tempo, das necessidades, da oportunidade…)

Tentei: biscoito de amêndoas e chocolate

Dia desses, eu estava navegando pelos sites fitness quando encontrei a receita de um biscoito de amêndoas e chocolate. Detalhe é que a receita era crua! A gente pode achar essa receita original no site M de Mulher, ou no da Boa Forma, que leva ao mesmo link. 

Sobre a minha experiência: achei fácil assim que li, e eu tinha farinha de amêndoas em casa, pedindo para ser usada. Pois usei a farinha, troquei melaço de cana de açúcar por mel e o chocolate, esse eu pensei em usar um resto de meio amargo que levei para o acampamento. Dava pouco mais de meia barra.

Poderia ter sido pereito, se eu não tivesse escohido a vasilha errada pra derreter o djabo do chocolate. Além do mais, teria sido melhor derreter chocolate culinário, eu sei. Quando dei por mim, tava era o fumação subindo do microondas e aquele cheiro de queimado invadindo a cozinha. Foi triste. Meu projeto ficou mela metade, mas mandei a massa de amêndoas e mel para a geladeira assim mesmo.

Aguardamos desdobramentos. 

O dia em que descobri que engordei – e quase entrei em pânico

Eu estava evitando as balanças. Houve um tempo, no começo da reeducação alimentar, em que eu me pesava quase toda semana, para verificar progressos. Meio quilo = uma vitória. Depois parei com isso porque estava ficando ansiosa e ansiedade não é algo que eu queira alimentar na minha vida. Voltei para a nutricionista, atestei minhas melhoras (aumento de massa muscular, uma ligeira diminuição no percentual de gordura, etc) e ainda tenho um longo caminho pela frente.

Mas o que acontece em um determinado momento é que a gente se sente com licença para furar a dieta vez ou outra. Aniversários, páscoa… O mês de Abril (aquele em que eu achava que não acontecia nada) é recheado de oportunidades para enfiar a cara nas guloseimas, e eu acabo não resistindo. No começo da semana, devo ter falado para minha mãe, para o boy e para mais umas duas ou três pessoas chegadas que eu estava louca para comer bolo de aniversário. Não comi, mas enfiei a cara em pão de queijo, milkshake (que nem estava tão gostoso assim, ou fui eu que desacostumei), um pastel de frango com queijo MUITO DO RUIM, com gosto de nada (e com o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de requeijão, que seria o “queijo” da história). Me pesei e vi que engordei dois quilos, o que me deixou meio preocupada.

Fiquei com medo de “regredir” e voltar a pesar o que eu pesava antes, e voltar a ter todos os problemas de saúde que tinha antes.

Pior ainda: fiquei com medo de ficar noiada com emagrecimento, criar um medo de comer e acabar tendo outro problema de saúde – mental.

Mas como disse uma amiga minha quando falei que tinha engordado “tudo isso”: ainda dá tempo de voltar. Ter saído da rota da dieta por uma ou duas semanas não é o fim de tudo, não significa que eu tenha deixado de comer as frutas, saladas e leguminosas e as outras coisas saudáveis. Sinto muita falta quando não tem salada no almoço, estou me sentindo cada vez menos chata para comer frutas e verduras, peixes, e isso é ótimo (ainda encrenco um bocado com carne vermelha). O negócio é lembrar meus limites. Pensar na dor que eu posso sentir se eu como mais de um pedaço de bolo ou se como um pão que não seja integral. Pensar que a profusão de docinhos e salgadinhos, a pizza, tudo isso é para ocasiões esporádicas, não para o cotidiano. E se esse mês foi difícil para manter a linha, tudo bem; mês que vem vai ser melhor (afinal, o único aniversário comemorado será o meu, haha). Não posso viver me culpando por comer, ninguém pode. O que posso fazer é escolher bem o que eu como, tanto para evitar o mal estar como para evitar os arrependimentos por ter gasto dinheiro com algo que nem me apeteceu tanto como na minha ideia.

E evitar as balanças, porque elas têm o poder de gerar uma preocupação que não preciso ter. Minhas coxas estão mais finas, os pneuzinhos nas costas deram uma sumida, e o número na balança deu uma subidinha. Em vez disso, eu devia comprar uma fita métrica, porque as roupas estão ficando folgadas, eu quero comprar umas roupas massa em lojas virtuais e ainda não sei direito quais são minhas novas medidas. Isso, junto com as taxas dos exames de sangue e o bem estar do meu estômago, é o que preciso saber.

Um trem desgovernado chamado Eu

Eu costumava achar que Abril era um mês em que nada acontecia. Isso porque, quando fazia aquelas tradicionais retrospectivas de final de ano, eu não conseguia lembrar de nada relevante que tivesse acontecido no quarto mês do ano, além de foi Páscoa e enchi a cara de chocolate.

Nos últimos três anos as coisas mudaram muito nesse aspecto. Coisas importantes me aconteceram em Abril, mais para o bem do que para o mal (o que já quebra aquela ideia de inferno astral que a turmada astrologia diz que tem – se o meu existe, não é perto do meu aniversário). Mas nos últimos dias, eu me percebi perdendo o controle…

Não ando conseguindo meditar, minha prática anda meio furada. Aí teve aquele monte de emoções que andei represando até que chorei  no meio do musical na igreja  (tem trechos no YouTube, nem dá pra me ver chorando, ainda bem).

Musical Imensa Graça: http://www.youtube.com/playlist?list=PLRCHAAMsXXz3HOfcGzr6rWaZxBR2-qkO5

Acho que estou comendo mais do que devia também. Em uma tarde no shopping, foi batata frita, café  (curti, com calda de cereja), donut (não gostei, com muito açúcar) e brigadeiro Romeu e Julieta, apenas a melhor coisa já inventada. 

Café cereja
Diretamente do Café Donuts, no Costa Dourada

Para tentar tirar a culpa da jogada, fico me lembrando que estou jogando essas calorias fora no pilates e na zumba  (que inclusive merece um post só para ela), mas ainda assim, preciso segurar a onda porque, como num comercial da Polishop… Não é só isso! 


Caça aos ovos no trabalho. Pãezinhos  (integrais) na sexta-feira santa. Bolo Souza Leão. Lasanha. Só alegria…

Hoje o chocolate foi 70% cacau. O único ovo da casa, o primeiro que comprei sozinha na vida. Isso é um sinal de amadurecimento? Um dia desses eram dois ovos de Páscoa em casa; um só meu e um só da minha mãe  (não que fizesse muita diferença, já que todo mundo comia tudo junto mesmo, mas o meu geralmente vinha com brinquedos). Depois, passada a fase dos brinquedos, eram dois ovos iguais, que minha mãe comprava, plus o ovo que ganhava na escola e os chocolates que ganhava dos alunos – a época de maior fartura chocolateira. Semana passada liguei para minha mãe e avisei que ia comprar o ovo. O único da casa, dá e sobra para três adultos. 

Talvez um dia, como na vida tudo é cíclico, eu volte para a fase dos ovos com brinquedos. Ou não. Por enquanto, felizmente, dá para comprar os Shopkins separadamente.

Essa semana a gente tenta voltar à programação normal, pelo bem da alma – e do estômago. 

(E tô gostando de usar o aplicativo do WordPress! Acho que isso vai me dar o gás que precisava pra escrever mais frequentemente)

Meu primeiro bolo funcional

Quando comecei a reeducação alimentar, passei 30 dias sem ingerir glúten, nem lactose, nem açúcar. Foi difícil? Dificílimo! Para me ajudar na empreitada, adotei mudanças de hábitos como levar a marmita para o trabalho todo santo dia (salvo algumas exceções raríssimas), o que me faz não precisar sair do prédio para almoçar ou lanchar. Isso foi fundamental no começo, porque aí eu não via a oferta de bolos, brigadeiros, coxinhas, empadas, sorvetes, milk shakes e afins, que poderiam me tentar e trazer muito mais sofrimento. É aquele negócio mesmo de o que os olhos não veem, o coração não sente, hahaha.

Não sou celíaca nem intolerante à lactose, mas diminuí bastante o consumo desses itens, mesmo depois do período de restrição. O mesmo para o açúcar – quanto menos, melhor! E para me ajudar na empreitada, aproveitei as dicas da minha nutricionista, a Kayser Figueiredo, para pesquisar mais sobre alimentação funcional e começar a preparar alguns lanches.

Depois de um tempão só na pesquisa, finalmente comprei os ingredientes e fiz minha primeira receita: um bolo de cacau com tâmaras, sem glúten, sem lactose e sem açúcar!

Usei a receita do bolo de cacau desse site e dei uma subvertida massa: primeiro que eu substituí o açúcar completamente pelo creme de tâmaras. Segundo que bati o bolo como antigamente: à mão! Suei bonito, viu? Antes desse, tive uma experiência com um bolo de liquidificador que acabou solando graças a minha ansiedade que me fez abrir a porta do forno antes do tempo… ¬¬’

O resultado foi parar no meu instagram (não estou conseguindo postar aqui hoje): uma modesta fatia do bolo, sem recheio nem cobertura, que não ficou tão doce como de costume (o que gerou estranhamento nos paladares daqui de casa), mas que posso considerar um sucesso (não solou, é suuuucesso!). E adorei fazer o leite de amêndoas, achei inclusive melhor que o de coco (que eu fiz só uma vez, quando preparei um shake de mamão e abacate lááá no começo da dieta nova). O próximo vai ser com cobertura, mas vou demorar um pouquinho para fazer de novo.

Minhas próximas receitas devem ser de pães sem glúten, para dar uma variada no café da manhã, já que faz um tempo que não como pão e comprar a versão sem glúten é meio tenso para o orçamento, além de eu morar meio longe das lojas especializadas. Já que é assim, botaremos a mão na massa!

A crepioca “apocalíptica”

Fazia algumas semanas que eu estava querendo fazer crepioca. Primeiro, para ir à cozinha e exercitar minhas habilidades culinárias (que passam muito tempo adormecidas como um vulcão extinto, mas eu sei que elas existem) e também porque queria experimentar uma crepioca, prato que eu nunca tinha comido. E aproveitar esse momento detox, tô voltando a ser fit depois de 24 horas jacando etc.

Tinha uma noção de como se preparava, mas resolvi buscar uma receita para me garantir. Fui lá no Panelaterapia e peguei essa receita, fui pra cozinha e fiz (no lugar do ovo comum, usei um de capoeira) . Tudo perfeito, exceto pela parte da frigideira, que não tava muito legal de antiaderente, então na hora de tirar, minha linda e dourada crepioca ficou toda esculhambada.

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Dei uma remontada nela e assim nasceu a crepioca apocalíptica. De cara tava toda esculhambada, a bichinha, mas pense num café da manhã deli! Sem contar que é a única forma possível até hoje  de eu comer ovo, além da omelete (não gosto de ovo frito ou cozido).

Para a próxima vez que eu for fazer uma dessas (vou preparar para o meu pai um dia, ele vai adorar!), já está anotado: preciso de uma frigideira melhorzinha, ou untar a que tenho com óleo de coco (se é pra ser fit, vamos fazer direito!). Detalhe que nem coloquei cozinhar mais como uma resolução de ano novo, mas já comecei encarando as panelas, e isso é bom. Para mim é ótimo, estou me responsabilizando mais pelo que eu como e deixando de ter preguiça e medo de errar.

Tô de ressaca, mas eu tô legal!