Diários da Alemanha: apesar de colher as batatas da terra… 🎶

Vamos falar de comida. Antes de vir pra cá, eu sabia de apenas três coisas:

1. Ia ter muita batata.

2. Ia ter muita salsicha.

3. Ia ter chucrute (a.k.a Sauerkraut), que era um negócio que eu só conhecia de nome; mas a bem da verdade, jamais tinha visto. Nem pesquisado. É, eu sei, devia ter pesquisado…

E realmente teve tudo isso. Por ter morado com uma família alemã durante esse mês, tive acesso a tudo isso. Talvez, se tivesse ficado em um hotel ou alugado um apartamento sozinha, eu não tivesse tido experimentado algumas coisas.

O post não vai ter foto de tudo, porque quando eu pensava na foto, eu já tinha era terminado de comer. 😋😋😋 Mas o importante é a experiência, não é?

A carne suína e os embutidos são uma realidade bem limitada pra mim no Brasil. Só entra a linguiça calabresa, toscana (quando tem churrasco) e bacon no caldo verde. Picanha suína? Chego nem perto! Mas aqui a história foi bem diferente. Salame virou de lei no café da manhã. E teve também uma carne com um molho porreta, que acompanha o Sauerkraut. Comi duas vezes, é muito bom (ou dei a graça de pegar um cozinheiro muito habilidoso).

Currywurst é uma instituição alemã, praticamente. Em vários lugares, encontra-se uma lojinha ou quiosque que venda a iguaria, que pode ser servida com batata frita ou com pão. Tratei de provar ainda na primeira semana em Berlim e sim, é bom. Recomendo, como disse num post anterior. Mas não é minha comida alemã preferida, não.

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O que me surpreendeu de verdade foi o Döner Kebab. Provei lá em Potsdam (no dia dos infortúnios – vai ter um post só sobre isso) e foi pra mim a melhor parte do passeio. Eu não sabia o que esperar do prato, mas valeu a pena os €4.50 pagos. Eu inclusive fiquei com a cara toda lambuzada de molho, relatam testemunhas.

Talvez você tenha ouvido falar do Schnitzel também. É tipo um bife à milanesa, só que mais fino. Pode ser feito com carne de porco ou frango – nas três vezes em que comi, foi frango, mas não exatamente por escolha minha. Batata pode acompanhar, seja ela frita, Bratkartoffeln (que é tipo batatas fatiadas e assadas) ou algo do tipo.

Não teve Apfelstrudel, mas teve Apfeltasche. Chá de camomila acompanha. Uma das melhores sobremesas que provei, lá no Alexanderplatz.

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Um oferecimento M&M Back Café. 🙂

Ah, e não posso deixar de falar das bebidas, né? Basicamente bebi mais café do que estou acostumada (e eu bebo café com pouca frequência em *dias normais*), como parte das pesquisas para meu próximo projeto literário, já em desenvolvimento. Experimentei o Apfelschorle (bebida gaseificada à base de suco de maçã, muito gostosinho) e cerveja! Sim, eu bebi cerveja!

Em tempo: eu cultivei uma aversão à cerveja e bebidas alcoólicas em geral desde a mais tenra idade, por razões que não vale a pena discorrer aqui (devidamente levadas à terapia). Pra não dizer que não bebo nada, gosto de vinho, tomo espumantes às vezes e uma vez perdida já tomei drinks à base de vodca (e bebi uísque uma vez). Sou geralmente a pessoa que só toma uma dose de qualquer coisa, pelo paladar. Mas cerveja não rolava pra mim. Até do cheiro eu tenho um nojinho… Mas eu estava na terra da cerveja, certo? Então num domingo de Mauerpark, fomos oficialmente apresentadas, eu e a cerveja:

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Custou € 3,50 e tava bem gostosinha, sem aquele cheiro pavoroso.

Gostei da bebida? Gostei. Vou seguir bebendo cerveja no meu cotidiano? Não, assim como não faço uso habitual de bebidas alcoólicas salvo em situações bem pontuais. Foi uma experiência tranquila, que não me tirou o controle, não fiquei bêbada nem nada, só me senti um pouco mais leve.

A maior parte das minhas refeições foram feitas em três lugares:

1. A casa onde fiquei hospedada, por motivos óbvios;

2. Die Mensa Nord, refeitório universitário onde é possível fazer refeições baratas, basta adquirir um cartão recarregável nas maquininhas disponíveis no prédio. Tem mais Mensas espalhados por aí, mas só conheço o Nord…

3. La Cantina, restaurante italiano bem aconchegante que fica na Torstraße, pertinho da estação Rosenthaler Platz. Eu e minha turma íamos com tanta frequência por lá que o staff já estava se despedindo da gente com bis morgen!

4. Hüner, restaurante especializado em frangos que fica na Wilmersdorfe Straße, em Charlottenburg. Lá eu não cheguei a comer os almoços, só os burgers mesmo. O frango vem inteiro, eu não ia aguentar comer. E uma vez pedi com batatas… respeite a batata! #yummy

5. Wiener Feinbäcker, no Allee Center: sou apaixonada pelas padarias da Alemanha, só. Se você estiver de bobeira por Berlim, vai na fé em qualquer Bäckerei (padaria) da rede Heberer e não vai se arrepender. Cada docinho gostoso!

Quanto aos cafés, estive em alguns: Castle, perto da Nordbahnhof, Al Volo (comandado por italianos), na Torstraße, e o mais fofo de todos, o Grün-Ohr Café, que fica próximo ao Hackesher Markt. Ganhou o troféu de lugar mais frequentado por mim em Berlim, empatado com o Wiener Feinbäcker e o La Cantina.

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Decoração mais lindeza! E dava para a gente ver a doceira trabalhando, na janelinha situada aí no canto.
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Muffin de blueberry: em vez de pegar os docinhos já costumeiros com chocolate e tal, resolvi pegar algo que eu não comerei nem tão cedo.
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O cappuccino do Grün-Ohr é um dos melhores que já provei, mas esse vanilla latte é uma das minhas bebidas favoritas no universo.

A pior bebida que provei em Berlim foi um latte machiatto com essência de avelã, no Rodi (um lounge/café/biergarten). Bicho, eu achei que tinha cachaça dentro do negócio.!Tomei até o fim, mas né… De volta ao patropi, descubro que o problema não é o café lá, e sim o raio da essência. Peço mais não. E se de repente você que me lê resolver ir ao Rodi, peça uma cerveja, peça um drink qualquer, peça um café sem essência. Vai por mim. 😉

No último dia de Berlim, mais um restaurante típico: o Maximillian’s. Esse tava até decorado para a Oktoberfest (que conta com pólos na Alexanderplatz e na Hauptbahnhof, onde dá pra comer muitas delicinhas)

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A entrada do restaurante.

E na mala, eu não podia deixar de trazer uns chocolatinhos, né? Na verdade eu queria passar em Netto e comprar um monte de biscoito, mas acabou não dando tempo. Enfim… A marca mais popular por aquelas bandas é a Ritter Sport, que tem uma loja de fábrica na Französische Straße, e que lugar lindo e gostoso. Tem tipo um “museu” no primeiro andar, contando a trajetória do cacau que vai da América Latina (Equador e Nicarágua exportam) até a Alemanha; e mostra o processo de produção das barras. Também dá para tomar um cafezinho com torta (de chocolate, klar!) e até comprar uma barra personalizada de chocolate, com os extras que você quiser.

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Só um pedacinho do que é a loja da Ritter Sport.

Esse post ficou tanto tempo no rascunho que voltei pro Brasil e só consegui concluí-lo agora… Bem, é um jeitinho de aplacar a saudade que ficou de Berlim. E ainda tem muita coisa pra contar, então esse blog vai ficar mais movimentadinho, é só eu superar a preguiça!

 

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Prato do dia: talharim de cenoura

Sábado passado fui comprar o presente de dia dos pais e aproveitei também para ir conhecer o Greenmix Mercado Saudável. Gente, que lugar maravilhoso! Eu faria minha feira ali facinho, pelo tanto de coisa gostosa e saudável que tem lá. Até uma padaria com artigos sem glúten tem por lá – provei o pão de mel e uma amostrinha do pão com manteiga ghee e posso dizer que não ficam em nada devendo aos pães “tradicionais”.  Gostoso de verdade. Comprei, entre outras coisas, uma caixinha de talharim de cenoura. Por curiosidade, já que nunca tinha comido nada parecido, só tinha ouvido falar do espaguete de abobrinha que também estava lá à venda, mas como ainda estou aprendendo a gostar de abobrinha, fomos de cenoura mesmo.

Hoje resolvi encarar o fogão, apesar da preguicinha, é prepar o talharim. Junto com ele, também ia testar fazer um pesto, que amo desde que provei uma salada de frango ao molho pesto no LaMole, no Rio (saudades!).

Para fazer o pesto, eu ainda precisava de nozes e manjericão. Fui na hora do almoço ao supermercado perto do trabalho e: não tinha nozes, nem manjericão. Próxima parada: lojinha de artigos naturais nas redondezas.

EU: Boa tarde. Tem nozes?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Ok… Tem que castanha? (a essa hora eu estava já adaptando a receita para colocar qualquer nuts)

VENDEDORA: Tem esse mix (apontando para um pacotinho de mix de castanhas)

EU: Não, é que eu quero pra uma receita.

VENDEDORA: Tem castanha do Pará.

EU: Ok. Quanto é?

VENDEDORA: Cem gramas é quinze reais.

EU: É o que, menina? Né o quilo, não?

VENDEDORA: Não.

EU: Ok, vai… Cinquenta gramas.

Ela colocou os cinquenta gramas.

EU: Tem manjericão?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Erva nenhuma?

VENDEDORA: Tem essa mistura de manjericão, alecrim…

EU: Beleza, beleza. Bota 50 gramas, por favor.

VENDEDORA: (botando as ervas na sacolinha) Tu faz receita, é?

EU: Tô testando, aí…

Acabei gastando 13 contos nessa brincadeirinha. Cheguei em casa, fui pra aula de dança e na volta, mão na massa – mas eu quase desisti…

Enfim, já tinha gasto energia pesquisando e comprando (E 13 reais…), fui fazer pra ver se acertava. Peguei a receita do talharim no site Casar não engorda, do pesto no site Tudo Gostoso. A parte do talharim deu bem certinho, já o pesto…

Não coloquei as castanhas.

Não usei sal.

Usei menos azeite do que o previsto.

Assim nasceu o “peste”, um pesto que falhou miseravelmente.

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Mas olhe, ficou gostoso que só! E esse foi o meu jantar, com uma receita fácil e super rapidinha. Muito orgulho de mim ❤

Não sou um ás na cozinha, na verdade eu a frequento muito pouco para outro fim que não seja comer o que mamãe fez; mas com a reeducação alimentar, essa é uma coisa que preciso mudar e melhorar minhas habilidades no fogão (sim, eu creio que tenho habilidades!)

Ao vencedor, as batatas (doces)

Voltando a compartilhar um pouco do meu meio esquecido processo de reeducação alimentar, o “bora ser fitness”, essas coisas. Sobre rotina de exercícios, firmei no pilates+zumba. Sinto uma vontadezinha de ir correr, principalmente quando ouço Silver and Flint ou A beautiful mine (é, o tema de abertura de Mad Men está na minha playlist de corrida), mas anda difícil de reinserir essa atividade na minha rotina por causa dos meus horários mesmo, e também com as chuvas que andam caindo…

Se bem que a chuva não é exatamente problema. Ontem voltei da zumba debaixo de toró porque esqueci o guarda-chuva em casa e estamos aí, bem vivas.

Enfim, em termos de atividade física estamos bem, obrigada. Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém estarei de férias e vou libertar de novo a corredora de rua que há em mim. Por enquanto só tô liberando a Beyoncé interior mesmo.

A bronca é a comida, gente. Hoje mesmo minha mãe me joga na cara que não estou mais tão rígida quanto estava antes, isso porque peguei um pouco de sobremesa a mais (uma colher de sobremesa extra, avaliem). Estou comendo sobremesa todo dia, porque tem sobremesa em casa. Dia desses comi biscoito porque tinha logo ali, junto da minha mesa de trabalho, e comi umas frituras (e outras guloseimas) aí num evento do trabalho; mas ó, tudo na consciência.

O fato de ter comido essas coisas porque tive a oportunidade não quer dizer que eu tenha deixado absolutamente de comer frutas, legumes e as outras coisas naturais e saudáveis. Para ficar mais atenta ao que como e cortar possíveis ataques de culpa por ter comido um brownie, resolvi começar a anotar tudo o que como no meu bullet journal feito no Evernote – aliás, esse é meu segundo dia de bullet journal, acho que vou me dar bem com ele.

Eu já tinha começado as anotações no diário de papel, mas muitas vezes acabo esquecendo de anotar e aí bagunça tudo.

Comecei a registrar mesmo a partir do café da manhã de hoje, mas ontem mesmo, na hora do jantar, me peguei pensando no quanto meus gostos mudaram. Por exemplo, aprendi a apreciar raízes, como a batata doce.

Sempre gostei de batata inglesa: frita, assada, purê, com ervas, etc. Mas a tal da batata doce, só por ter doce no nome já me causava um impulso de rejeição. Depois que comecei a dieta, fui apresentada por uma então colega de trabalho às coxinhas fitness, de batata doce com frango. Provei uma e pronto, comecei a mudar meus conceitos sobre a tal da batata doce.

Eu já estava curtindo o inhame, depois incluí a batata doce, novo ingrediente fitness que me conquistou, às minhas preferências. Só não deu mesmo pra macaxeira (ou aipim, em algumas regiões do país): tentei, tentei e não rolou o amor. Pena…

Até agora, meu repertório de receitas com batata doce não está muito vasto. Só conheço a coxinha, o purê e, mais recentemente, o pão de batata doce, que eu peguei a receita com a professora de zumba mas ainda não testei. Pretendo fazê-lo em breve. E se alguém aí tiver uma receita fit (com batata doce) para compartilhar, pode chegar, estamos aí.

(E pronto, esse post foi só pra compartilhar mesmo o quanto um ódio injustificado pode virar amor, dependendo do tempo, das necessidades, da oportunidade…)

Tentei: biscoito de amêndoas e chocolate

Dia desses, eu estava navegando pelos sites fitness quando encontrei a receita de um biscoito de amêndoas e chocolate. Detalhe é que a receita era crua! A gente pode achar essa receita original no site M de Mulher, ou no da Boa Forma, que leva ao mesmo link. 

Sobre a minha experiência: achei fácil assim que li, e eu tinha farinha de amêndoas em casa, pedindo para ser usada. Pois usei a farinha, troquei melaço de cana de açúcar por mel e o chocolate, esse eu pensei em usar um resto de meio amargo que levei para o acampamento. Dava pouco mais de meia barra.

Poderia ter sido pereito, se eu não tivesse escohido a vasilha errada pra derreter o djabo do chocolate. Além do mais, teria sido melhor derreter chocolate culinário, eu sei. Quando dei por mim, tava era o fumação subindo do microondas e aquele cheiro de queimado invadindo a cozinha. Foi triste. Meu projeto ficou mela metade, mas mandei a massa de amêndoas e mel para a geladeira assim mesmo.

Aguardamos desdobramentos. 

O dia em que descobri que engordei – e quase entrei em pânico

Eu estava evitando as balanças. Houve um tempo, no começo da reeducação alimentar, em que eu me pesava quase toda semana, para verificar progressos. Meio quilo = uma vitória. Depois parei com isso porque estava ficando ansiosa e ansiedade não é algo que eu queira alimentar na minha vida. Voltei para a nutricionista, atestei minhas melhoras (aumento de massa muscular, uma ligeira diminuição no percentual de gordura, etc) e ainda tenho um longo caminho pela frente.

Mas o que acontece em um determinado momento é que a gente se sente com licença para furar a dieta vez ou outra. Aniversários, páscoa… O mês de Abril (aquele em que eu achava que não acontecia nada) é recheado de oportunidades para enfiar a cara nas guloseimas, e eu acabo não resistindo. No começo da semana, devo ter falado para minha mãe, para o boy e para mais umas duas ou três pessoas chegadas que eu estava louca para comer bolo de aniversário. Não comi, mas enfiei a cara em pão de queijo, milkshake (que nem estava tão gostoso assim, ou fui eu que desacostumei), um pastel de frango com queijo MUITO DO RUIM, com gosto de nada (e com o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de requeijão, que seria o “queijo” da história). Me pesei e vi que engordei dois quilos, o que me deixou meio preocupada.

Fiquei com medo de “regredir” e voltar a pesar o que eu pesava antes, e voltar a ter todos os problemas de saúde que tinha antes.

Pior ainda: fiquei com medo de ficar noiada com emagrecimento, criar um medo de comer e acabar tendo outro problema de saúde – mental.

Mas como disse uma amiga minha quando falei que tinha engordado “tudo isso”: ainda dá tempo de voltar. Ter saído da rota da dieta por uma ou duas semanas não é o fim de tudo, não significa que eu tenha deixado de comer as frutas, saladas e leguminosas e as outras coisas saudáveis. Sinto muita falta quando não tem salada no almoço, estou me sentindo cada vez menos chata para comer frutas e verduras, peixes, e isso é ótimo (ainda encrenco um bocado com carne vermelha). O negócio é lembrar meus limites. Pensar na dor que eu posso sentir se eu como mais de um pedaço de bolo ou se como um pão que não seja integral. Pensar que a profusão de docinhos e salgadinhos, a pizza, tudo isso é para ocasiões esporádicas, não para o cotidiano. E se esse mês foi difícil para manter a linha, tudo bem; mês que vem vai ser melhor (afinal, o único aniversário comemorado será o meu, haha). Não posso viver me culpando por comer, ninguém pode. O que posso fazer é escolher bem o que eu como, tanto para evitar o mal estar como para evitar os arrependimentos por ter gasto dinheiro com algo que nem me apeteceu tanto como na minha ideia.

E evitar as balanças, porque elas têm o poder de gerar uma preocupação que não preciso ter. Minhas coxas estão mais finas, os pneuzinhos nas costas deram uma sumida, e o número na balança deu uma subidinha. Em vez disso, eu devia comprar uma fita métrica, porque as roupas estão ficando folgadas, eu quero comprar umas roupas massa em lojas virtuais e ainda não sei direito quais são minhas novas medidas. Isso, junto com as taxas dos exames de sangue e o bem estar do meu estômago, é o que preciso saber.

Um trem desgovernado chamado Eu

Eu costumava achar que Abril era um mês em que nada acontecia. Isso porque, quando fazia aquelas tradicionais retrospectivas de final de ano, eu não conseguia lembrar de nada relevante que tivesse acontecido no quarto mês do ano, além de foi Páscoa e enchi a cara de chocolate.

Nos últimos três anos as coisas mudaram muito nesse aspecto. Coisas importantes me aconteceram em Abril, mais para o bem do que para o mal (o que já quebra aquela ideia de inferno astral que a turmada astrologia diz que tem – se o meu existe, não é perto do meu aniversário). Mas nos últimos dias, eu me percebi perdendo o controle…

Não ando conseguindo meditar, minha prática anda meio furada. Aí teve aquele monte de emoções que andei represando até que chorei  no meio do musical na igreja  (tem trechos no YouTube, nem dá pra me ver chorando, ainda bem).

Musical Imensa Graça: http://www.youtube.com/playlist?list=PLRCHAAMsXXz3HOfcGzr6rWaZxBR2-qkO5

Acho que estou comendo mais do que devia também. Em uma tarde no shopping, foi batata frita, café  (curti, com calda de cereja), donut (não gostei, com muito açúcar) e brigadeiro Romeu e Julieta, apenas a melhor coisa já inventada. 

Café cereja
Diretamente do Café Donuts, no Costa Dourada

Para tentar tirar a culpa da jogada, fico me lembrando que estou jogando essas calorias fora no pilates e na zumba  (que inclusive merece um post só para ela), mas ainda assim, preciso segurar a onda porque, como num comercial da Polishop… Não é só isso! 


Caça aos ovos no trabalho. Pãezinhos  (integrais) na sexta-feira santa. Bolo Souza Leão. Lasanha. Só alegria…

Hoje o chocolate foi 70% cacau. O único ovo da casa, o primeiro que comprei sozinha na vida. Isso é um sinal de amadurecimento? Um dia desses eram dois ovos de Páscoa em casa; um só meu e um só da minha mãe  (não que fizesse muita diferença, já que todo mundo comia tudo junto mesmo, mas o meu geralmente vinha com brinquedos). Depois, passada a fase dos brinquedos, eram dois ovos iguais, que minha mãe comprava, plus o ovo que ganhava na escola e os chocolates que ganhava dos alunos – a época de maior fartura chocolateira. Semana passada liguei para minha mãe e avisei que ia comprar o ovo. O único da casa, dá e sobra para três adultos. 

Talvez um dia, como na vida tudo é cíclico, eu volte para a fase dos ovos com brinquedos. Ou não. Por enquanto, felizmente, dá para comprar os Shopkins separadamente.

Essa semana a gente tenta voltar à programação normal, pelo bem da alma – e do estômago. 

(E tô gostando de usar o aplicativo do WordPress! Acho que isso vai me dar o gás que precisava pra escrever mais frequentemente)

Meu primeiro bolo funcional

Quando comecei a reeducação alimentar, passei 30 dias sem ingerir glúten, nem lactose, nem açúcar. Foi difícil? Dificílimo! Para me ajudar na empreitada, adotei mudanças de hábitos como levar a marmita para o trabalho todo santo dia (salvo algumas exceções raríssimas), o que me faz não precisar sair do prédio para almoçar ou lanchar. Isso foi fundamental no começo, porque aí eu não via a oferta de bolos, brigadeiros, coxinhas, empadas, sorvetes, milk shakes e afins, que poderiam me tentar e trazer muito mais sofrimento. É aquele negócio mesmo de o que os olhos não veem, o coração não sente, hahaha.

Não sou celíaca nem intolerante à lactose, mas diminuí bastante o consumo desses itens, mesmo depois do período de restrição. O mesmo para o açúcar – quanto menos, melhor! E para me ajudar na empreitada, aproveitei as dicas da minha nutricionista, a Kayser Figueiredo, para pesquisar mais sobre alimentação funcional e começar a preparar alguns lanches.

Depois de um tempão só na pesquisa, finalmente comprei os ingredientes e fiz minha primeira receita: um bolo de cacau com tâmaras, sem glúten, sem lactose e sem açúcar!

Usei a receita do bolo de cacau desse site e dei uma subvertida massa: primeiro que eu substituí o açúcar completamente pelo creme de tâmaras. Segundo que bati o bolo como antigamente: à mão! Suei bonito, viu? Antes desse, tive uma experiência com um bolo de liquidificador que acabou solando graças a minha ansiedade que me fez abrir a porta do forno antes do tempo… ¬¬’

O resultado foi parar no meu instagram (não estou conseguindo postar aqui hoje): uma modesta fatia do bolo, sem recheio nem cobertura, que não ficou tão doce como de costume (o que gerou estranhamento nos paladares daqui de casa), mas que posso considerar um sucesso (não solou, é suuuucesso!). E adorei fazer o leite de amêndoas, achei inclusive melhor que o de coco (que eu fiz só uma vez, quando preparei um shake de mamão e abacate lááá no começo da dieta nova). O próximo vai ser com cobertura, mas vou demorar um pouquinho para fazer de novo.

Minhas próximas receitas devem ser de pães sem glúten, para dar uma variada no café da manhã, já que faz um tempo que não como pão e comprar a versão sem glúten é meio tenso para o orçamento, além de eu morar meio longe das lojas especializadas. Já que é assim, botaremos a mão na massa!