Escrita em movimento

Faz algumas semanas que, durante uma sessão de terapia, comentei com a psicóloga que tenho dificuldade de manter a mente quieta. É como se eu estivesse ouvindo várias vozes e elas não se calassem nunca, porque não tivessem outro lugar para ir. Então, tive uma ideia: ia fazer por uns dias o exercício de escrever num bloquinho tudo o que me viesse à cabeça, por mais bobo que fosse. Não no diário, mas num bloquinho à parte, que sempre carrego na bolsa. Acabou que isso não aconteceu direito no dia seguinte à sessão. Nem no outro dia, nem no outro. Fui escrevendo no diário, tentando controlar a ansiedade e tudo mais.

Aí semana passada precisei ir à Universidade para buscar um documento e, para isso, fui de ônibus. Até aí tudo bem, mas andar de ônibus por vezes me deixa estressada, com medo de assalto. Para controlar o medo e a ansiedade, começo a pensar em música. Canto mentalmente ou em voz alta mesmo e, concentrada nisso, dou uma relaxada. Nessa ida a Recife, resolvi fazer algo diferente e ficar de bloquinho e caneta na mão, escrevendo tudo o que eu pensasse, inclusive as músicas.

Foi uma das manhãs mais produtivas que tive em muito tempo. Registrar as ideias como se tivesse uma espécie de Twitter offline me deu uma liberdade, uma coisa tão legal. E funcionou para manter a ansiedade sob controle! (sou bem ansiosa e inquieta, o que me atrapalhou muito em longo prazo… agora estou correndo atrás de cuidar da cabeça)

Um festival de ideias em estado bruto para que eu possa trabalhar nelas depois. Só preciso organizar esse depois… Nas próximas semanas, creio que vou ter bastante tempo para cuidar dos rascunhos e lapidá-los.

Anúncios

Songwriting

Quando criança, lá pelos 9 anos de idade, além de escrever novelas eu também brincava de ter uma girlband, formada pelas minhas cinco Barbies (uma era da Estrela e as outras eram paraguaias mesmo). Para essa girlband, eu também escrevia as músicas! Não era muita coisa, mas dava para dizer que eu tinha produzido um EP, se fosse hoje.

Minhas músicas ficaram limitadas ao quarto, às minhas brincadeiras. Por uma questão de insegurança que toda vida me acompanhou (e agora percebo com clareza o quanto isso é antigo), eu não mostrava para o mundo as minhas criações. De vez em quando, na adolescência, me dava na veneta de escrever umas linhas sobre a vida, sobre o amor, e a vergonha fazia com que tudo fosse parar no fundo da gaveta. Cheguei a fazer algumas canções, mas acabei deixando tudo para lá, com a desculpa de que não era esse meu talento. Escrever música, eu? Não…

Ano passado, depois de um bom tempo sem botar nenhum verso no papel, tive um surto criativo, em parte motivado pela temporada na Alemanha (eu falei que ia render!), e parte pela vida mesmo, a crise dos 30 e tudo o mais. Escrevi, escrevi, escrevi… Algumas coisas coloquei no Medium; outras engavetei mesmo, como as gravações caseiras. Mas outras oportunidades têm surgido e me feito pensar em seguir por esse caminho, apesar do medo e de tudo.

Desde janeiro desse ano, eu toco em um trio, o Raízes. Interpretamos música cristã e em um dos ensaios, surgiu a ideia de eu fazer a letra e as meninas musicarem. Além disso, conheço outros músicos (tem músico na família, gente!) para quem eu poderia perfeitamente dar a letra e eles musicarem também.

Por que não?

Vai que um dia eu não pego uma daquelas músicas da banda de bonecas, faço uma releitura e jogo no mundo?

EvaWriMo: missão cumprida!

Manhã de segunda, 30 de Abril. Coloquei o ponto final no texto em que me propus a trabalhar durante esse mês. A casa de chá agora vai ficar um pouco na gaveta, e lá por Junho vou fazer a revisão/correção do texto e viabilizar a publicação.

O começo foi bem difícil, por causa de acontecimentos alheios à minha vontade que meio que tiraram a minha vontade de escrever. Mas mesmo sem ânimo, fui, nem que fosse para escrever apenas uma linha. Isso foi importante porque se eu tivesse cedido à vontade de pular um dia de trabalho, ia acabar pulando dois, três, só porque não estava muito a fim de trabalhar no texto. E ia acabar desistindo da tarefa.

Também precisei encarar os momentos em que a história estava ficando chata, e a gente vai buscando soluções para voltar a empolgar. Acho que consegui. 🙂 E teve um momento que eu levantei no meio da noite para anotar ideias que tinha tido para o final. Pensando naquele final, fui escrevendo o recheio e… O final teve umas ligeiras mudanças, mas acho que ficou bem legal.

Enfim, agora vou dar um tempo e buscar fazer outra coisa. Acho que agora em Maio vou investir mais em fotografia. Vamos ver…

Crushes musicais da semana: mais uma pra trilha sonora

Criei uma conta nova no Spotify – a anterior era vinculada ao meu Facebook e como estou enjoada da rede, resolvi sair desvinculando geral. Isso quer dizer que estou no processo de montar playlists novas e me readaptando a não ser mais usuária premium (se bem que até agora tá de boas, nenhuma propaganda, tô ouvindo música aleatória aqui… ainda acho o Spotify mais legalzinho que o Deezer pra muita coisa. A vantagem que o segundo tem sobre o primeiro é que o Deezer ainda tem o álbum ao vivo do Grzegorz Turnau, lançado em 2011. Mas não tem o There’s a storm inside, do Chico Pinheiro… nada é perfeito.

Enfim, a nova música que descobri graças às aleatoriedades do Spotify foi Georgia’s Waltz, do Anthony Wilson (que já é figura recorrente nesse blog). Além do tema ser maravilhoso, tem o nome de uma personagem que estou desenvolvendo no EvaWriMo (que já está no fim, a propósito). E eu adoro essas músicas que não só tem a ver com o ritmo da história e a personalidade da personagem como também tem o nome da criatura!

O registro chegou!

Depois de quatro meses do envio do formulário de registro (vide post ‘O causo do registro’, aqui no blog), finalmente chegou a certidão!

Confesso que tinha meio que desanimado de ver essa carta chegar esse semestre ainda, mas graças a Deus essa primeira parte está concluída.

Isso significa que… vamos começar a trabalhar na publicação agora. Em breve, nas cenas dos próximos capítulos! 😉

Crushes musicais da semana – minha inspiração para escrever

Como tenho falado nos últimos posts, estou me dedicando esse mês a escrever uma novela curta, e como não poderia deixar de ser, temos uma trilha sonora!

Com vocês, Lunar Calendar, de Marek Napiórkowski e seu sexteto.

Essa é a versão ao vivo do tema. A de estúdio está no álbum Up – que estava disponível para streaming até um dia desses, mas infelizmente não está mais.

Tem mais algumas músicas que tenho incluído na playlist específica desse projeto, e quanto tiver colocado o ponto final, compartilharei com vocês na íntegra. Enquanto isso, Lunar Calendar tem sido a mais tocada por aqui enquanto escrevo.

9 dias, 13 páginas

Não parei para contar as palavras, mas parece que estamos indo bem com o projeto da novela. Sinto que a história está andando.

Nos primeiros dias fui bem, estava fluindo e tal… mas logo depois, acontecimentos externos foram minando minha vontade de trabalhar. Aconteceu um evento trágico na minha vizinhança e na noite do ocorrido não consegui dormir, apenas pensando nas pessoas envolvidas. Virada da noite anterior, precisei ir trabalhar. Quando chegou a noite, eu estava quase esquecendo meu nome de tanto cansaço. A tristeza, o cansaço extremo, um tantinho de impotência estavam ganhando terreno e com isso a escrita perde. Eu fazia uma ou duas linhas, para não furar o compromisso, mesmo quando a vontade era de ficar quieta no canto. Eu sabia que se ficasse sem trabalhar no projeto um dia que fosse, ele ia acabar na pilha das ideias jamais concretizadas; e eu não quero mais isso na minha vida, sabe? Quero começar as coisas e seguir com elas até o fim.

Nesse período de energia baixa, não deixei de publicar no Medium, e o que me valeu foram os textos antigos e nunca publicados, flutuando no bloco de notas do celular.

No sábado a coisa melhorou um bocado. A vontade de escrever voltou e acho que a trama está seguindo num rumo legal. Particularmente, estou adorando criar entrechos românticos. Antes de vir escrever aqui no blog, estava trabalhando numa passagem dessas e eu estava realmente sentindo o que os personagens sentiam. Chega a ser algo físico, sabe? Não sei se é só comigo, mas acho bem interessante quando essas coisas acontecem.