Meu Journal no Evernote

Por toda a vida, mais precisamente a vida que comecei a ter quando comecei a ir pra escola e, mais adiante, a trabalhar fora, fui adepta das agendas e caderninhos para tudo. Infelizmente, minhas agendas fofas (sempre fiz questão de que fossem fofas e coloridas) não foram totalmente preenchidas. Ou seja, eu tinha um desejo de ser organizada, mas não conseguia sê-lo de fato por muito tempo. Talvez por ter justamente vários cadernos para dar conta:

  • Uma agenda/diário;
  • Um caderno para anotar as ideias que tinha, trechos de roteiros e tal;
  • Um caderno para planejamento de aula;
  • Um caderno para estudar o idioma que eu estivesse estudando.

Quando deixei de dar aulas em curso de idiomas e passei a ser funcionária pública que não está em sala de aula em 99,9% do tempo, fiquei um pouco mais obcecada com organização e comecei a usar o Evernote, junto com mais uns dois ou três cadernos ou blocos de notas para registrar reuniões, projetos e devaneios da minha cabeça que surgiam em horário comercial. Eu tinha duas contas no Evernote: uma só para coisas pessoais, tipo contas pagas, acompanhamento médico e as melhores cartinhas de alunos que eu recebia na época em que ensinava crianças; e outra para digitalizar documentos do trabalho.

Não funcionou muito bem. Acabei largando mão das duas contas e não digitalizando nada. Como veem, disorganized as hell, mas eu não desisto!

Recentemente, decidi me aprofundar em duas coisas que podem me ajudar: o bullet journal e o método GTD. Comprei o e-book de A arte de fazer acontecer, do David Allen (até agora li o total de duas páginas – o prefácio) e andei lendo alguns posts de pessoas que usam o BuJo para a vida, como a Maki do Desancorando. mas não cheguei a iniciar um journal, estava só lendo e colhendo inspiração para um dia começar. Até que me caiu na caixa de entrada da minha conta de e-mail do trabalho uma newsletter do Evernote com um texto sobre como usar o método no Evernote e eu pensei “agora vai!”

Foi aí que criei o meu “BuJo eletrônico”

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Criei um caderno e dentro dele vou colocando as notas, como se fossem páginas mesmo. Cada nota equivale a uma sessão que eu gostaria de colocar no bullet journal analógico – que ainda não tenho, mas que poderá ser uma realidade em breve, ou não. Então até agora temos:

  • Planejamento mensal: onde eu jogo todos os compromissos que já estão marcados para aquele mês. É uma nota que preencho antes do mês em questão começar, geralmente no último dia.
  • Planejamento diário: registro de tarefas e compromissos, dia a dia. Provavelmente vou deixar de usar o mensal e ficar só com o diário, alocando os compromissos já agendados no dia certo.
  • Emoções: tô feliz? Tô triste? Irritada? Com preguiça? Vou anotando tudo, dia a dia, sobre como estou me sentindo. Desabafo mesmo. Tem me ajudado um tantão a fazer uma autoanálise e perceber padrões de comportamento, gatilhos de raiva ou tristeza, etc.
  • Alimentação: faz 11 meses que iniciei a reeducação alimentar, e nesses últimos dois meses com o BuJo eletrônico, estou conseguindo fazer com regularidade o registro de tudo o que como, para saber quando estou realmente jacando e também para me tranquilizar quando acho que estou comendo muita besteira quando, na verdade, estou com uma alimentação variada e equilibrada.
  • Sonhos: volta e meia, eu acordo com lembranças bem vívidas dos meus sonhos e preciso anotá-los em algum lugar. Então, antes que eu esqueça, recorro ao Evernote e registro tudo o que eu lembrar. Eu tinha esse hábito de anotar sonhos bizarros no antigo blog, e também no meu diário de papel, que comecei na época da terapia. (até parece que faz muito tempo, mas ó, foi ano passado).
  • Livros, séries, filmes: uma nota separada para cada um. Até agora só livros e séries têm registro, ou seja, tô ruinzona de ver filme… Na verdade, bem ruim de ver série também, mas os livros estão de vento em popa. Vou ultrapassar a meta do ano que coloquei no Goodreads facinho, facinho.
  • Gratidão: um espacinho para agradecer por coisas grandes e pequenas que acontecem no dia – e para lembrar que muita coisa boa acontece na vida.
  • Aniversários: essa é uma sessão que preciso organizar melhor, para evitar depender do Facebook para mandar mensagem para algumas pessoas (tô tentando me livrar do ranço do Face, mas é uma rede que nem me anima muito, confesso)
  • Ciclo menstrual: deixei de usar o Clue para experimentar fazer esse acompanhamento com uma nota no Evernote. Parece mais trabalhoso, mas vale a pena tentar e deixar tudo num espaço só, sem depender de mil apps para tudo.
  • Insights: tudo quanto é ideia para algum projeto futuro, vai parar nessa nota. Já registrei perfil de personagem, projetos profissionais, já tem de tudo lá dentro.
  • Future log: aí vão os planos mais remotos, tudo o que é “um dia/talvez”.
  • Habit tracker: no momento tenho três, que são os hábitos que tenho buscado manter com regularidade no meu cotidiano. Um é para a meditação, outro para estudar violão e o mais recente, para escrever um roteiro novo, que agora estou chamando de Outra vida (até encontrar um título melhor, é esse mesmo; se bem que esse é melhor que o anterior, que não compartilharei por achar medonho, ruim mesmo).

O habit tracker é, para mim, a melhor ferramenta que tem! Graças a ela, tenho me animado mais a estudar, e vejo resultados. Minhas aulas de violão que o digam! Também é um jeito de driblar a crise criativa, que na verdade se chama falta de organização galopante. Tenho algumas dezenas de ideias para desenvolver, e não consigo concluir propriamente nenhuma delas por pura falta de método. Então o que fiz? Criei a nota com várias caixinhas para “ticar” (adoro essa ferramenta), escolhi um projeto literário e vou ficar com ele até terminar. Isso não impede que eu anote ideias para os outros, é para isso que tem a nota dos insights, mas o foco aqui é não desistir de escrever por qualquer dificuldade ou preguiça. O que ainda está “falhando” um pouco é o controle financeiro, mas vou lembrar de fazer isso. Felizmente, tem o app do banco para registrar todas as contas pagas e gastos feitos. 🙂

Parece meio complexo, intricado, né? Mas na verdade, a intenção não é entulhar meu dia de atividades. Muito pelo contrário: eu já tô correndo demais e o resultado é que estou escrevendo esse post porque estava à beira de um colapso nervoso e precisei meter o pé no freio. Com essa agenda, consigo ter uma visão do meu dia a dia, e evito (ou pelo menos tento) não dar um passo maior do que a perna.

Um trem desgovernado chamado Eu

Eu costumava achar que Abril era um mês em que nada acontecia. Isso porque, quando fazia aquelas tradicionais retrospectivas de final de ano, eu não conseguia lembrar de nada relevante que tivesse acontecido no quarto mês do ano, além de foi Páscoa e enchi a cara de chocolate.

Nos últimos três anos as coisas mudaram muito nesse aspecto. Coisas importantes me aconteceram em Abril, mais para o bem do que para o mal (o que já quebra aquela ideia de inferno astral que a turmada astrologia diz que tem – se o meu existe, não é perto do meu aniversário). Mas nos últimos dias, eu me percebi perdendo o controle…

Não ando conseguindo meditar, minha prática anda meio furada. Aí teve aquele monte de emoções que andei represando até que chorei  no meio do musical na igreja  (tem trechos no YouTube, nem dá pra me ver chorando, ainda bem).

Musical Imensa Graça: http://www.youtube.com/playlist?list=PLRCHAAMsXXz3HOfcGzr6rWaZxBR2-qkO5

Acho que estou comendo mais do que devia também. Em uma tarde no shopping, foi batata frita, café  (curti, com calda de cereja), donut (não gostei, com muito açúcar) e brigadeiro Romeu e Julieta, apenas a melhor coisa já inventada. 

Café cereja
Diretamente do Café Donuts, no Costa Dourada

Para tentar tirar a culpa da jogada, fico me lembrando que estou jogando essas calorias fora no pilates e na zumba  (que inclusive merece um post só para ela), mas ainda assim, preciso segurar a onda porque, como num comercial da Polishop… Não é só isso! 


Caça aos ovos no trabalho. Pãezinhos  (integrais) na sexta-feira santa. Bolo Souza Leão. Lasanha. Só alegria…

Hoje o chocolate foi 70% cacau. O único ovo da casa, o primeiro que comprei sozinha na vida. Isso é um sinal de amadurecimento? Um dia desses eram dois ovos de Páscoa em casa; um só meu e um só da minha mãe  (não que fizesse muita diferença, já que todo mundo comia tudo junto mesmo, mas o meu geralmente vinha com brinquedos). Depois, passada a fase dos brinquedos, eram dois ovos iguais, que minha mãe comprava, plus o ovo que ganhava na escola e os chocolates que ganhava dos alunos – a época de maior fartura chocolateira. Semana passada liguei para minha mãe e avisei que ia comprar o ovo. O único da casa, dá e sobra para três adultos. 

Talvez um dia, como na vida tudo é cíclico, eu volte para a fase dos ovos com brinquedos. Ou não. Por enquanto, felizmente, dá para comprar os Shopkins separadamente.

Essa semana a gente tenta voltar à programação normal, pelo bem da alma – e do estômago. 

(E tô gostando de usar o aplicativo do WordPress! Acho que isso vai me dar o gás que precisava pra escrever mais frequentemente)

Reconstruir a rotina

Nesse momento, estou aproveitando meus 15 dias de férias e esse vai ser um momento que vou aproveitar para reconstruir a rotina e tentar levá-la com mais tranquilidade quando voltar ao trabalho (tranquilidade, serenidade, vou precisar de uns dois caminhões disso tudo). Com vocês, algumas das coisas que vou passar a fazer com mais frequência (ou deixar de fazer) para ter um dia a dia mais light.

Estudos: estou estudando Alemão em casa para desenferrujar um pouco, com material da Deutsche Welle, e está sendo ótimo! Com pouco tempo por dia já consigo relembrar tanto do que aprendi. Segundo teste de nivelamento, estou passando para o nível A2, mas estou refazendo lições do A1, como aquecimento. Estudar idiomas é um dos meus hobbies, então estou super de boas. 🙂 Na parte “obrigatória”, vou separar dois dias na semana para ler sobre temas que vão me ajudar a elaborar o projeto para o mestrado (que ainda não sei se terei tempo de tentar esse ano, mas já vou me preparando desde já).

Leituras: como falei no vídeo, foram pouco mais de 20 livros em 2016, e dá para superar essa marca bonito com a ajuda do meu e-reader e reduzindo ainda mais o tempo em redes sociais (2016 já teve uma reduzida violenta).

Redes sociais: quase não tenho postado nem me envolvido em questões polêmicas (aprendi que manter silêncio nas redes não quer dizer omissão ou ignorância e não somos obrigados a ter ou emitir opinião sobre tudo e todos), até no whatsapp minha participação tem sido diminuta. Vou usar mais o Facebook e o Twitter como “vitrines” do que tenho produzido em outros sites, e para manter contato com amigos distantes.

Televisão: nunca na história desse país vi tanta TV e tão pouca ao mesmo tempo. Netflix mudou minha vida, sério. A única coisa que mantém TV a cabo nessa casa é o Campeonato Brasileiro… Mas sobre meus hábitos: vou buscar ver mais filmes em casa durante a semana (falhei muito nisso ano passado) e nada de binge watching de séries com mais de 40 minutos de duração depois que voltar ao trabalho. Pressa pra quê, né?

Exercícios: continua do jeito que está. Agora que me recuperei da gripe (quase), voltei a caminhar perto de casa, amanhã volta o pilates e tá tudo certo.

Saídas: as férias favorecem que a gente saia mais, mas depois que tudo voltar ao normal, vou reservar pelo menos um dia a cada 15 para sair sozinha ou em grupo, e dar uma arejada na mente.

Calendário: organizei meu calendário no fim do ano, mas já vi que preciso mudar algumas coisas e ser menos caxias.

Bem, por enquanto é isso! Espero que você, querido(a) leitor(a) esteja também levando a rotina esse ano com tranquilidade (de tenso já basta o noticiário, né?)

A culpa é das estrelas

Nunca fui muito crente nessas questões de horóscopo e tal, mas algumas coisas incrivelmente batem. Sabe aquela coisa de justificar traços de personalidade (e em boa parte das vezes as falhas de caráter) de uma pessoa dizendo “ah, ele é de [insira aqui um signo do zodíaco]”? Pronto, tem hora que calha de dar certo. Sou taurina, mas nunca dei muita atenção a esse detalhe. Quando era criança e tinha recém aprendido a ler, encasquetei que meu signo era libra porque achava o nome bonito… E achava que era era só escolher o signo de sua preferência e pronto, ele era seu, as previsões eram pra sua vida.

Depois eu deixei esse negócio pra lá e às vezes passava os olhos por previsões diárias/semanais/mensais/de amor, mas as lia como se fosse um texto de ficção, não aplicava nada à minha vida. Hoje tenho uma colega de trabalho que é ligada nessas paradas e volta e meia ela entra no assunto de signo solar, ascendente, etc e tal. Hoje, o assunto foi mapa astral e a gente começou a pesquisar na Internet sobre isso.

Joguei meus dados, li meu mapa (bem, só a amostra grátis, porque pra ler o resto tinha que pagar e, bem, tô economizando dinheiro). E pesquisei algumas coisas na internet, em sites especializados no assunto. Fiquei chocada: tem signo solar, lua, ascendente, todos os outros planetas do sistema solar (incluindo o rebaixado Plutão), descendente… muita coisa! E o que me deixou mais incrível foi que várias coisas que eu identificava na minha personalidade ESTAVAM lá no mapa. Minha inclinação para as artes, o desconfiômetro ao começar um relacionamento (também conhecido como achar que todos os caras são tipo o Louco da Machadinha™), o apego e a entrega quando a fase Louco da Machadinha™ já passou, a vontade de saber um pouco de tudo e a perda de foco por causa disso, estava tudo lá. Ou seja, da próxima vez que eu conhecer um boy, posso justificar meu comportamento dizendo “olha, meu Vênus é em Câncer, não me venha zonear o sistema!”

A ciumeira típica do taurino eu já comecei a superar, então acredito que esses features zodiacais podem ser perfeitamente aprimorados, nada de Síndrome de Gabriela aqui. Mas amo, vou defender e utilizar meu desconfiômetro para sempre. Vai me ajudar a escapar de muito mais roubadas do que tem me ajudado até então.

Tem uns milhares de Capricórnio no meu mapa. Depois vou ler de novo para saber o que significa.

Diários da capital federal (3)

Então, na quinta-feira levantei cedo, lavei o cabelo que estava meio bagunçado e…

[antes, uma pausa para falar do que aconteceu no meio da noite. acordei e percebi que estava sem um dos meus brincos, então tirei o outro para conseguir voltar a dormir e na manhã seguinte, procuraria com calma. eis que quando fui desembaraçar o cabelo… o brinco perdido estava preso nele. depois foi a vez de perder a tarrachinha do brinco, que foi localizada dentro do meu sapato, durante o café da manhã.]

… Fui para a conferência. Detalhe que eu tinha saído de ônibus no dia anterior para localizar a escola e economizar uma graninha de transporte. No último minuto, me rendi e peguei um táxi.

Antes da conferência propriamente dita, tivemos PCIs (Pre Conference Institutes), comandadas pelos SIGs (Special Interest Groups). Dois grupos me interessaram: o EduTech e o Intercultural Language Education; mas só consegui vaga pro segundo, que só aconteceu à tarde. Enquanto isso, fiquei perambulando pelos stands, fazendo a social…

Mas falando da pré-conferência que consegui acompanhar: foi muito bom para refletir sobre como estamos trabalhando  para desenvolver a criatividade, o contato dos estudantes com outras culturas e, obviamente, desenvolver as habilidades comunicativas. Infelizmente, muitas vezes o que rola é que os alunos estudam para passar, fazer uma prova e pegar um certificado. E…? Fora disso, o que acontece? Depois que sai da sala de aula, o que se aprendeu vai ser usado como, onde e quando?

Se não tiver um significado para o estudante, vai servir pra vários nada 😦

O tema da conferência foi The learner’s voice: creating a participatory culture, e muito das plenárias e workshops giraram em torno disso mesmo: como tornar a língua inglesa significativa para o estudante brasileiro, como ter aulas mais engajadas e participativas usando as ferramentas que temos à mão. Era tanta coisa rolando ao mesmo tempo que eu queria me fazer em mil pedaços para poder acompanhar tudo! Com vocês, os melhores momentos dos quatro dias de evento:

  1. Malu Sciamarelli falando sobre o trabalho com literatura e música, no PCI. Ela promoveu uma atividade em grupo na qual produzimos um poema a partir de algumas músicas (e, como dizia o Charlie Brown Jr., eu não sei fazer poesia, mas que… enfim, tinha um poeta no meu grupo, e sai um texto bonitinho, hahah)
  2. O embaixador do Reino Unido falando de Shakespeare e arrancando risadas de todo mundo com seu senso de humor. Ah, e ainda por cima é bonito o cidadão. ❤
  3. Jeff Kuhn falou em sua plenária no sábado do Minecraft sendo usado para fins didáticos. E sambou na minha cara me impressionou, porque passei um ano inteiro ouvindo meus alunos falando de Minecraft e não tive a ideia iluminada de usar o jogo a meu favor. Ano passado, conheci o Jeff (e me apaixonei por ele) graças ao seminário de tecnologia do Braz-Tesol (foi quando conheci São Paulo, aliás); quase tudo o que ele apresentou no evento em Sampa, levei pra vida. E fui bater um papo com ele lá no evento, antes da plenária, justamente para agradecer pela inspiração e tals (e tirar uma foto também =P).
  4. Gustavo González, também no sábado (só que de manhã), levantando a galera na plenária. Literalmente: além de dar ideias fantásticas para usar a tecnologia de forma simples e dar uma repaginada em atividades com música (usando emojis!), foi o primeiro a ser aplaudido de pé. Foi lindo.
  5. Depois da plenária do Jeff, teve apresentação musical do Jeremy Harmer cantando Shakespeare. Vai trechinho da primeira música da performance.

#shakespearelives Performance by Jeremy Harmer #BTIC

Um vídeo publicado por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 16, 2016 às 3:36 PDT

    1. Domingo de manhã fiz uma troca de última hora e fui para um workshop de Improv theater. Melhor coisa que podia ter feito. No começo eu estava meio que travada (podia até nem parecer, mas eu tava travando por dentro), mas depois me soltei e incorporei até o Darth Vader. Saí de lá cheia de energia e de ideias para aplicar nas minhas turmas.
    2. A plenária de encerramento foi com Jeremy Harmer, que acabou arrancando lágrimas da manteiga derretida aqui (e das minhas companheiras que estavam lá comigo na primeira fila)

Finalzinho da plenária de encerramento do #BTIC, com Jeremy Harmer.

Uma foto publicada por Evana Ribeiro (@evanaizabely) em Jul 18, 2016 às 7:09 PDT

 

E compras, gente! Me segurei um pouco, mas não pude deixar de fazer algumas aquisições para minha biblioteca. Inclusive, elas foram registradas em vídeo, que você pode ver aqui.

Então, além de rever amigos, fazer novos amigos, ficar antenada nos lançamentos do mercado e poder trocar uma ideia com uma galera renomada na área de ELT, participar de um evento como esse é uma grande oportunidade para refletir no que ando fazendo da minha carreira. Aliás, percebo que gosto muito da carreira que me escolheu, e que eu escolhi de volta, de verdade. Sempre penso nisso quando saio do curso com a sensação de que a aula foi boa; ou quando termino uma formação e percebo que consegui atingir o meu objetivo. Não é fácil, ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada (e tem coisas que infelizmente não dependem só de mim para serem mudadas), mas ando bem animada para continuar.

Hoje me perguntaram quais eram meus planos mais adiante, e me enrolei um pouco para responder. Talvez eu ainda não saiba ao certo qual vai ser meu plano de ação para avançar profissionalmente, mas sinto que estou começando a construir esse plano…

Luz, câmera, ação!

Primeiro teve a participação no Video game, o quadro que tinha no Vídeo Show, que começou com famosos, depois passou a ter só anônimos… Numa dessas, um dos meus amigos mais chegados, o Walter, me perguntou no MSN se eu queria ser a nerd dele. Falei com meus pais, eles deixaram e lá fui eu para o Rio de Janeiro ser nerd do meu amigo. Três detalhes sobre essa linda história, que marcou minha primeira ida ao Rio:

1) Eu não conhecia Walter pessoalmente. A gente passou três anos se falando pela Internet e o primeiro encontro foi na portaria do Projac, vê que lindo!

2) Infelizmente, não tenho registros da minha primeira aparição na telinha. Quem tiver, por favor me mande! Ah, também não consegui me assistir porque enquanto passava o programa, eu estava me preparando para começar a dar aulas no curso de idiomas onde trabalho até hoje. Engraçado foi meu chefe dizendo “ah, eu te vi na TV!”

3) Engraçado foi uma das minhas primas pequenininhas tentando entender como eu estava em dois lugares (na TV e em casa) ao mesmo tempo…

Anos mais tarde, quase rolou de participar de outro programa, mas não pude ir porque era a semana da posse na repartição pública. Enfim…

Corta para 2016, em Aracaju. Tô ali na Passarela do Caranguejo com meus pais, tirando fotos como qualquer bom turista, quando a gente avista uma… equipe de televisão. Minha primeira reação foi: “Corre!” Mas já era meio tarde, o cinegrafista e o repórter já tinham visto a gente. E foi assim que apareci em um telejornal local de Sergipe, falando sobre as expectativas para o ano novo. Nessa, meu pai também foi entrevistado, e a gente só saiu do hotel depois que acabou o telejornal (nossa matéria foi a última!)

No mesmo 2016, meses mais tarde: tô de boas, numa segunda-feira de manhã, fazendo meu trabalho de sempre, quando… Sou escalada para participar de um vídeo institucional que está sendo gravado ali, no meu local de trabalho. Primeira reação que eu tive foi tentar controlar a crise de riso que estava se formando em meu interior. Depois, quando já estava maquiada e esperando a minha vez de entrar em cena, mandei mensagem com fotinha linda de bonita e chique de fina pro meu pai, pra minha mãe, pras BFFs e até pro crush falando que ia ser figurante em um comercial.

Chega na hora de filmar e descubro que eu sou uma figurante COM FALAS. Diferente das outras vezes, eu estava fazendo uma personagem mesmo.

E assim, mais uma vez, eu vou parar na frente das câmeras meio que distraída. Nessas horas, como eu me divirto um bocado participando da coisa toda e assistindo ao trabalho, fico pensando no que me disseram quando fiz o curso de cinema: que eu deveria investir na atuação. Sem sonhos de fazer fama nem nada disso, só pela diversão, sabe? Ou de repente é melhor ficar quietinha até ser outra vez a pessoa certa na hora certa.

High heels

Houve um tempo em que tamanho era documento. Daqueles imprescindíveis, como a identidade ou o passaporte para embarcar em um avião: assim era a estatura de todos os meus pretendentes. Para terem uma ideia, se o processo de paqueramento estivesse acontecendo pela internet, em algum momento do início da conversa a pergunta “qual a sua altura?” ia surgir na conversa.

– Tenho 1,70, e você?

– Tenho 1,70, e você?

– Tenho 1,70, e você?

– Tenho 1,70, e você?

Eu: Tenho 1,75. (:D)

Boto o emoticon aí do lado e o bloco do orgulho na rua porque por bastante tempo, mais ou menos dos 9 aos 16 anos, tive vergonha de ser alta. Vergonha de sentar com a galera do fundão quando eu me identificava mais com o pessoal da frente e os alunos eram organizados na sala pela altura. Também rolava uma vergonha básica de ser alta AND gorda, o que me configurava desde então como pessoa grande. E eu não me sentia confortável  sendo grande numa multidão de pequenos, queria ser um pouquinho igual aos outros em alguma coisa, já que me achava tão inadequada diferente. Mas isso passou e hoje até aceito passar dos 1,80 quando (raramente) uso salto – ainda não ando direito neles, sabe, medo de cair…

Mas voltando à história: meu primeiro beijo foi com um cara de 1,90 de altura, e eu achava que seria assim para sempre: eu conhecendo caras ótimos (ou nem tanto) de altura igual ou superior à minha, e nós fazendo um belíssimo par na foto. E a sensação de ser abraçada por alguém maior que eu era até legal. Pronto: depois daquele cidadão, altura virou documento por essas bandas.

Baixinhos? You shall not pass…

Depois do Girafales do parágrafo passado, nunca mais conheci nenhum boy que não fosse cinco centímetros menor do que eu. Com dois deles eu até cheguei a me enrolar sair e pensar em uma possibilidade de relacionamento duradouro e sincero. Gostei mesmo deles. Mas como nenhum foi muito longe na história, pode-se dizer que eles não estavam à minha altura (rsrs), certo?

Toda essa coisa de altura me veio à mente depois que, no horário de almoço, me peguei sendo observada na fila do self-service por um sujeito que estava atrás de mim. Esse não era cinco centímetros menor: devia ser logo uns quinze. Mas tinha olhos bonitos, escuros. Ele olhou pra mim, eu olhei pra ele, a gente se olhou, teve um esboço de sorriso, fui pra minha mesa com a galera da firma.

Dá dois minutos, o cidadão senta na mesinha ao lado do mesão que estou ocupando. Continua o um-olha-pro-outro-olha-pro-um até… Eita lasqueira, isso é uma aliança? É, é sim! Acabou a graça na hora, e lá foi ele pagar a conta.

Assim foi o fim da… Nem dá pra chamar de paquera, gente. Estávamos apenas “nos contemplando”. Mas a notável falta de estatura daquele moço me confirmou que, ao menos para os menores de 1,75, as minhas fronteiras continuam abertas, desde que tragam brilho nos olhos…

… E não tenha uma aliança, né? Por favor!