O que estou estudando agora + dicas de sites para estudar idiomas

Orgulhosamente, declaro que terminei o curso online de alemão nível B1. Ueba!!

Fácil não é, mas com algum esforço a gente encontra oportunidades para colocar em prática. Ultimamente tenho praticado a escrita graças aos e-mails e a compreensão auditiva, mais com a novela mesmo. Às vezes falo sozinha, mas isso é mais raro. O bom é que estou usando o Alemão com bem menos esforço, cometendo pouquíssimos erros e agora me sinto mais preparada para investir em outro idioma. A opção número um era continuar o Francês, que eu tinha começado ano passado, mas acabei dando a preferência ao Italiano, porque fiz amizade com um italiano que corrige meus textos. Ter alguém que te dê feedback real é bem estimulante, certo?

A princípio, estou fazendo lições diárias de italiano no Duolingo – o curso está disponível em Inglês, por ora. Mas um recurso que eu recomendo fortemente para todo mundo que quer se envolver mais com a língua e também o background cultural são os sites das emissoras locais, que contam com um acervo muito bom de lições para diferentes níveis; além de, naturalmente, ter notícias do país em questão e do mundo.

Desde que voltei para o Brasil, o site da Deutsche Welle tem sido uma mão na roda. Como terminei o Nicos Weg (disponível no app DW Deutsch Lernen), agora estou passando para lições de B2 com a novela Jojo sucht das Glück (infelizmente não disponível em app, mas tem podcast online no Podbean e os exercícios todos no site da DW) e também os podcasts sobre sociedade, história, cultura e muitos outros assuntos, no mesmo site – faço até uns exercícios direcionados para C1, pelo nível de desafio.

Para os estudantes de Italiano, tem o RAI Cultura Italiano. A grande emissora dispõe de um vasto material que vai até o nível B2.

E a TV5 Monde, da França, conta com seu site próprio também! Inclusive, o teste de conhecimentos dele é maravilhoso. Não consegui terminar de fazê-lo porque o tempo estava apertado, mas vou fazer todinho dia desses para ver o quanto enferrujada estou…

Ah, e não podia deixar o Inglês de fora, né? Se você caiu nesse post e não está interessad@ em aprender nenhum dos idiomas acima, mas quer começar pelo Inglês usando páginas com material bom, ficam as dicas: BBC Learning English tem uns cursos bem legais, a partir do lower intermediate. E do lado do Uncle Sam, tem o VOA Learning English.

Você está estudando alguma língua estrangeira atualmente? Se sim, como você está fazendo? Só chegar aqui nos comentários e compartilhar sua experiência! 😉

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O que é mais importante

Na construção de novos hábitos em busca de uma vida mais tranquila, às vezes a gente erra a mão e acaba criando mais uma fonte de stress. Aconteceu assim comigo:

Resolvi começar a meditar há pouco mais de um ano, e instalei um app chamado Stop, breathe and think, que é gratuito (tem partes pagas também) e fui fazendo as sessões bem direitinho. Eventualmente, acabei parando de meditar por um tempo e quando retomei o hábito, o fiz usando o Headspace, que tem as dez primeiras sessões gratuitas. Depois a gente paga R$ 15,90, mas acho que vale a pena o investimento, já que o app é bem completo, tem vários pacotes de exercícios de meditação e tal. Estou gostando e aprendendo a meditar e tal… Só que percebi uma coisa que não está tão legal: eu sou muito apegada à contagem dos dias em que o app foi utilizado aos badges, pequenas premiações. E fiquei bem frustrada quando, durante a viagem a Porto Seguro, a meditação offline não foi computada e voltei para o dia 1. Anteontem, a mesma coisa: estava sem conexão, fiz uma sessão offline e quando voltei a conectar, estava de volta ao dia 1. Meio frustrante ver o contador zerar, sabe?

A mesma coisa me aconteceu com o Duolingo. Estou fazendo lições de Francês e retomei o Italiano pelo app, e percebi que eu estava meio agoniada para evitar perder as ofensivas. Isso é chato, sabe? E as notificações dos podcasts, e o YouTube? “Meu Deus, tô atrasadíssima!” Ou seja, eu estava meio que surtando em manter as coisas “em dia”. Até tabelinha para organizar meu dia online (com direito a limitar as horas que passo em cada aplicativo) eu fiz.

Só que isso não estava me deixando mais tranquila, nem organizada. Se eu saísse do planejamento, eu me sentia mal. Muito mal. Uma sensação de falha no planejamento.

Então, quando percebi o quanto isso estava me fazendo mais mal do que bem, resolvi reavaliar o processo. Aqueles números de ofensiva e os badges servem só para ajudar a criar um hábito. Uma vez criado o hábito de meditar ou de estudar um idioma, não preciso mais ficar olhando o contador, certo? E vão ter dias que não vai rolar de estudar, e tudo bem. Por exemplo, fiquei uns três ou quatro dias sem mexer no DW Deutsch Lernen, que é o app que estou usando para fazer as lições de Alemão (concluindo o B1, yay!). E tudo bem! Retomei as lições, faltam três para acabar e estou satisfeita, porque tenho colocado em prática o máximo possível o que tenho aprendido. Troco mensagens com amigos, assisto à novela sem legendas (quase) todos os dias e sem legenda. E já tenho me desafiado com algumas lições de B2 e C1, no site da Deusche Welle. Em alguns exercícios vou bem, em outros não tanto, mas isso faz parte. Estou colocando em dia os podcasts que acompanho e os vídeos, vou filtrando de acordo com os meus interesses no momento. Não preciso assistir a todos os vídeos de um canal que sigo, se nem tudo me interessa. E venho tentando passar menos tempo olhando o celular: desativei as notificações, acesso redes sociais de forma cada vez mais esparsa e isso tem me feito bem.

O importante, no final das contas, não são os números, e sim o conteúdo que absorvemos, o que a gente aprende com cada coisa que a gente se propõe a fazer, sem botar tanta pressão desnecessária. Menos autopressão e mais diversão, é o que importa.

A personagem, e algumas questões

Uma pausa para refletir sobre o caminho que meu projeto de romance #01 está seguindo. Dessa vez, estou incluindo personagens pertencentes a outras culturas; isso com base praticamente em observações.

A gênese dos dois textos que comecei (e ainda de um terceiro, que é um roteiro) foi a mesma: o período que passei na Alemanha e as pessoas que conheci por lá – boa parte dos personagens foram inspirados em pessoas que conheci por lá, ou pelo menos receberam seus nomes (às vezes, principalmente quando gosto de uma pessoa ou ela é/foi significativa para mim em algum aspecto, gosto de batizar um personagem com o nome dela). E está tudo fluindo bem, estou particularmente gostando dos diálogos que tenho escrito, mas ontem, enquanto estava no Vile escrevendo no Word móvel (um dos apps que mais aprecio, já que me permite criar até no celular – embora às vezes tenha dificuldade com o touch screen para escrever textos maiores) enquanto tomava um Mocha, me surgiu um questionamento:

Será que estou escrevendo essa personagem de outra cultura direito? Quando for publicado, o que um eventual leitor daquele local pensaria? Será que eu estou reforçando algum preconceito? Meu Deus, que medo dessas coisas!

É um trabalho solitário e meio arriscado também, às vezes. Mexemos com conteúdo, com emoções, retratamos pessoas e lugares, re-criamos mundos de acordo com as nossas percepções, correto? A forma como escrevo sobre Berlim, por exemplo, não é a mesma que um autor alemão escreveria, nem mesmo outra brasileira. E sei que quando um personagem nasce, por mais que ele tenha um pouco de inspiração em uma ou mais pessoas do mundo real, é um ser fictício. Mas a verossimilhança me preocupa, e mais ainda a possibilidade de ferir alguém.

Mas será que tenho controle sobre isso? Creio que não. Quando um texto sai da nossa gaveta para o mundo, ele toca outras pessoas; e ao tocar pode ferir, por mais cuidado que a gente tenha com cada letra. Mas a gente só se responsabiliza pelo que escreve/diz, não pelo que a outra pessoa entende. Preciso lembrar disso toda vez que minha necessidade de super controle resolver atacar: eu não posso controlar todas as reações ao que faço.

Mas posso controlar a personagem e construí-la da melhor forma possível, fazê-la coerente, investir em pesquisa. Se estou escrevendo uma personagem que vem de um universo tão diferente do que vivo, posso naturalmente pesquisar sobre aquele universo. Isso me dá a segurança de estar fazendo algo embasado e bem calculado. Dá trabalho, mas escrever não é bolinho – embora seja uma delícia (aqui parafraseando a Rafa Cappai).

Pode parecer uma viagem muito louca, mas não devo ser a única a me preocupar em como uma personagem vai ser percebida, se para o bem ou para o mal; e que impacto isso pode gerar, até involuntariamente. Alguém aí tem vivido outros questionamentos sobre suas criações?

 

Voltando ao foco

Que fim de semana difícil! Poderia ser resumido em duas palavras: medo e lágrimas. Mas não posso ficar pelos cantos choramingando e me entupindo de pensamentos negativos, certo? Parei um pouco para pensar no que poderia fazer para melhorar e animar o astral. Detectei o que estava me machucando e fui atrás do que poderia fazer para driblar essas questões.

Primeiro, como eu tinha falado no post anterior, me dói não ter dado continuidade à minha formação acadêmica e bate um medo de fracassar na volta. Como sinto falta de verdade dos estudos, a solução do momento foi organizar uma rotina de estudos. De segunda a sexta tenho temas a estudar, como se fossem disciplinas num curso de pós graduação. Vou revendo temas interessantes para minha vida profissional e, de quebra, ganhando confiança para “meter as caras” em um mestrado no futuro. O alemão eu continuo estudando com mais afinco e todos os dias, incluindo os fins de semana.

O segundo passo foi filtrar ainda mais o conteúdo e dar mais uma reduzida no tempo de redes sociais. Ultimamente tenho usado apenas YouTube, Twitter, Instagram e Pinterest, e dando mais preferência ao YouTube e Pinterest, filtrando o conteúdo e priorizando material com o qual possa aprender e me inspirar, evitando as comparações, que são terrivelmente nocivas. Tenho acompanhado canais como o da Marie Forleo, Paula Abreu e as palestras do TEDx, por exemplo.

Durante o Carnaval foi complicado treinar para a corrida, mas agora voltei! E foi tão legal que até voltei com um poema em mente. Cheguei e fui logo registrar os versos de uma vez, o que me deixa feliz por estar escrevendo. Mesmo que não seja exatamente um trecho de um dos projetos de romance que comecei, o importante é estar em atividade. Nos últimos meses tenho escrito poemas com relativa facilidade e liberdade, sem me preocupar muito com regras estéticas. Acabou que finalmente estou começando a gostar das minhas produções nesse campo!

Continuo meditando e investindo no crescimento espiritual, alguns dias são mais difíceis que outros, mas o importante é manter uma constância e não desistir quando a coisa fica mais difícil, como ficou nos últimos dias.

Mais uma chance? (sobre o teatro e eu)

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O Teatro e Eu é o nome da autobiografia de Sergio Britto, um dos meus atores favoritos no mundo (queria tanto vê-lo nos palcos, mas infelizmente não foi possível). Mas esse post não é para falar sobre ele, e sim sobre minha relação não só com o teatro, mas com a dramaturgia em geral. 

Quando criança, eu ficava *encenando* Arlequim, servidor de dois amos com as bonecas; e foi basicamente isso que me levou a começar a escrever minhas próprias histórias (além da influência das novelas). Sempre tive uma facilidade para decorar textos (memória de elefante: trabalhamos) e teve um tempo em que eu refazia sozinha cenas de novelas que eu tinha visto no dia anterior (lembro de fazer muito isso com Fascinação, do Walcyr Carrasco, que passava no SBT). 

Fiz peças na igreja, fui a mãe em várias peças da escola. Lembro de ter ganhado uma nota um pouco mais baixa por ter tido uma atuação fraca em uma das peças (cujo texto eu também tinha escrito) e foi o meu primeiro contato com crítica. Só esqueceram de me avisar que isso não queria dizer que eu fosse exatamente ruim. Queria dizer só que eu era uma criança. De toda forma, atuar nunca foi um sonho que eu perseguisse com unhas e dentes. Nunca enchi o saco dos meus pais para me colocar em uma escola de teatro ou me levar para fazer testes. Talvez por achar que não fosse para mim… Pelo contrário: eu queria ser jornalista e entrevistar aquele povo que estava diante das câmeras. Fazer outras personagens era e ainda hoje é, para mim, um hobby, não uma forma de ganhar o pão ou fama. Acho muito bonito ver a forma como tanta gente se dedica ao ofício de ator como um sacerdócio, mas essa não seria eu. 

Mais velha, fazendo o curso de cinema, li um roteiro e um dos professores disse que eu devia atuar. O mesmo foi dito por um colega do curso: eu deveria fazer um curso de atuação. A princípio eu disse não, mas a pulguinha ficou atrás da minha orelha. Depois fiz a Jurema Paraguaçu em Caia na Gandaia (episódios no YouTube) e pude dizer que tive uma experiência. Não sei se vou fazer de novo, mas foi divertido. 

Na verdade, eu quero fazer de novo, dar mais uma chance para encontrar a atriz que existe por aqui. Tem algumas personagens que eu gostaria de fazer: algumas que eu mesma escrevi, algumas criadas por outros. Penso em radionovela também. Gostaria inclusive de ter mais tempo para estudar, participar de oficinas; assim como tenho feito com a música. Mas tudo no seu tempo… 

Pensando demais

Tenho a tendência de ficar obcecada com algumas coisas, de tempos em tempos. O alvo da obsessão, naturalmente, varia: situações e pessoas que eu deveria esquecer, coisas que falei ou disse (ou que não falei, ou não disse)… Dessa vez estou enganchada nos meus erros de alemão.

Desde que voltei  de Berlim, estou focadíssima em continuar estudando Alemão, já que pretendo voltar e fazer um mestrado. O problema é que ultimamente ando com muito medo de ser mal compreendida pelos meus erros de declinação. Antes eu só me preocupava com os gêneros dos substantivos, mas não era algo que me deixasse tão preocupada. Agora, depois de fazer uma lição sobre o dativo, eu penso em algo que escrevi ou disse errado e fico “ai, meu Deus! Vão me achar burra ou não vão entender o que eu quis dizer…”

Belchior; Cantor

Aí eu fico pensando em querer me explicar, quando o negócio já passou e nem tem mais graça. E fico dando importância demais a coisas que não deveriam ser tão grandes. Errei, errei. Mas ninguém vai morrer porque errei no dativo, né? Devo levar um puxão de orelha. Da próxima vez eu presto mais atenção. O que preciso melhorar é, além do uso dos casos, a minha obsessão com coisa que não precisa de tanta atenção. Pessoas que há muito saíram da minha convivência (graças a Deus), histórias do passado, nada disso deve perturbar mais ou ocupar espaços da minha memória que serão melhor utilizados arquivando conhecimento útil. É difícil, mas a gente vai trabalhando a mente, né?

E eu medito diariamente quando acordo (melhor horário, é quando consigo aproveitar o silêncio!), estou finalmente aprendendo a fazer disso um hábito (o Headspace tem me ajudado e valido cada centavo), mas não é de um dia para o outro que a gente muda o mindset. Quem sabe, daqui uns tempos, fico menos obcecada com coisas pequenas.

A propósito: melhorei um bocadinho na arte de colocar o der, die e das nos lugares corretos. 🙂

A propósito 2: estou usando o aplicativo DW Deutsch Lernen, disponível para Android e iOS, e todos os dias faço uma ou duas lições.

A propósito 3: e já que mencionei aproveitar o silêncio…

Diários da Alemanha: Mas Alemão por que, mesmo?

Então, um monte de gente, incluindo minha mãe, fez essa pergunta antes de eu viajar e também depois que eu cheguei aqui, com algumas variantes:

Mas tu é professora de Inglês, podia ir pros EUA ou pra Inglaterra… – Então, eu pretendo visitar esses países um dia. E o Canadá também. Mas os propósitos serão outros: por exemplo, aos EUA eu vou pela música; já que 88% dos meus guitarristas favoritos são baseados lá, então haja show e haja grana. E no Canadá pretendo estudar, mas não o idioma – inclusive era minha segunda opção de intercâmbio esse ano.

E por que Alemão? Vamos lá: eu sonho com a Alemanha e a Polônia há muito tempo, desde criança. Sem motivo específico ou algo do tipo. Na primeira oportunidade que tive, comecei a estudar Alemão pela internet (primeira frase que aprendi: Das ist ein Lied.) E quando pude, já na Universidade, peguei duas eletivas de Alemão. Isso faz dez anos. E comecei a pensar seriamente no intercâmbio para estudar o idioma mais a fundo.

Sem estudar formalmente, passei os últimos anos mantendo contato com o idioma do jeito que dava: seguindo páginas no Facebook, perfis no Twitter, ouvindo música, vendo filmes. E um belo dia, eu estava na fila das Americanas no shopping perto da minha casa, quando ouço dois homens falando… alemão. E eu tava entendendo, Brasil!

Metida que sou, não consegui ficar quieta: virei pro cara e perguntei se eles eram alemães. E aí o que se seguiu foi um papo de 5 minutos com eles me falando do que faziam no Brasil, a fábrica onde trabalhavam e eu meio… Bicho, tô entendendo tudo! Foi um dos dias mais felizes da minha vida. E depois dessa, eu simplesmente TINHA que vir pra cá e melhorar minha fluência.

Passei três anos juntando a grana para vir pra cá, pouco mais de um ano pagando o intercâmbio (obrigada, Experimento, por suas condições de pagamento fantásticas e atendimento super!). Nesse tempo, muitas expectativas alimentadas. E também uma possibilidade surgindo. Finalmente encontrei uma linha de pesquisa que me interessa para o mestrado, que me faria retomar a vida acadêmica; e comecei a vislumbrar a possibilidade muito real de fazê-lo aqui na Alemanha. Inclusive já fui à Universidade em busca de informações. Oremos!

Então quando me perguntam sobre porque eu estou aqui, geralmente falo só do mestrado. Vez ou outra, menciono meu sonho de infância. Mas às vezes também penso que não precisamos sempre de um motivo claro e um plano infalível pré definido. Estou aqui porque Deus permitiu que estivesse… E, queira Deus, essa está sendo apenas a primeira temporada de uma longa relação que vou ter com esse país.