Retrospectiva (breve) de leitura 2017

Esse ano, estive engajada pela primeira vez em um desafio de leitura do Goodreads. Hoje, finalmente, zerei a lista de livros ‘currently reading’! Viva!

Eu já tinha falado num post passado que a lista de livros para serem lidos só aumenta, mas vou detalhar mais sobre isso depois. Agora eu quero compartilhar os últimos livros lidos que eventualmente não foram comentados aqui, porque ando uma blogueira relapsa.

Começando pelo último, o que levou mais tempo para ser lido, embora seja relativamente breve. A Room of One’s Own é um ensaio de Virginia Woolf sobre a relação entre mulheres e ficção, o espaço da mulher no ofício criativo em relação ao homem. Embora eu tenha levado MESES pra terminar de ler, recomendo pela pertinência do tema

Essas belezinhas (Alice no País das maravilhas e Alice através do espelho) foram compradas no Festival do Livro em Ipojuca. Gosto muito do universo de Alice e especialmente de clipes que foram inspirados nela, como Sunshine, do Aerosmith e Don’t come around here no more, do Tom Petty & The Heartbrakers. Como tinha lido há vários anos (provavelmente, versões adaptadas), comprei sem pestanejar.

Não dá para dizer que Na minha pele é uma autobiografia do Lázaro Ramos. Isso porque embora ele exponha fatos de sua vida desde a infância na Ilha do Paty até o início da carreira, não é só isso. Ele usa seu espaço para abordar de uma forma muito legal temas densos como a discriminação racial. Outro livro que recomendo pela pertinência do tema.

Não consegui registrar Menos é mais, do André Botelho, no Goodreads, então ele não entrou na conta oficial; então vem para cá. É um livro super curtinho, que a gente pode ler até em um dia só (mas li em dois, num ritmo mais lento) e nos leva a refletir sobre questões da vida moderna que nos afastam dos ensinamentos de Cristo.

Até um dia desses eu nunca tinha lido O pequeno Príncipe. Aí aconteceu a oportunidade. Confesso que chorei em alguns trechos…

Também tiveram alguns e-books: Agorafabulous, da Sara Benincasa, que muito me alentou numa fase difícil desse ano; A arte de fazer acontecer, sobre o método GTD; The Year of yes, da Shonda Rhymes (muito, muito inspirador!); Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie… Alguns foram comentados aqui, outros não. Enfim, fica a resolução para o próximo ano: fazer mais registros do que ando lendo aqui.

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A fila que mais cresce no Brasil

Deve ser a minha fila de livros para ler. No começo do ano coloquei no Goodreads a meta de 21 livros; foi a quantidade que li no ano passado e eu tinha uma boa perspectiva de ultrapassar essa marca…

… Lendo 22 livros em 2017.

Enfim, parece que cheguei aos 22! Um dos livros que li não está registrado no Goodreads, então não entrou para a conta oficial do site (:-(), estou terminando Alice através do espelho e, com fé em Deus, termino A room of one’s own. Não é que eu esteja achando A room… ruim, mas às vezes eu simplesmente esqueço desse livro. Levei meses para terminar cada livro da Virginia Woolf que eu li entre 2016 e 2017. Na verdade, levei anos para criar coragem de abrir o Selected Works e efetivamente lê-lo. Mas até 31 de dezembro termino e então terei lido 23 livros, olha que legal. Até posto a listinha aqui, com breves comentários.

Mas olhando para o futuro, em termos de leitura, 2018 promete. Na minha fila tem Eu sou MalalaVoltar a Palermo (de Luzilá Gonçalves, que só comprei porque ando pensando em ia passar uns dias na Argentina (poucos, bem pouquinhos, porque ando economizando para voltar à Alemanha), tem outro livro de um autor pernambucano cujo nome agora esqueci (quando eu estiver perto da minha estante, faço um update desse post).

E vai ter Hermann Hesse. Recebi a indicação de um amigo querido e resolvi lê-lo.

Em alemão. Vou passar 2018 mais abraçada com o dicionário do que andei em 2017. vocês vão ver.

Enfim organizada?

Primeiro, aquela coisa de fazer o bullet journal no Evernote foi pro beleléu logo que meu celular deu piripaque. Deu tempo só de registrar os dias da menstruação daquele mês (Setembro já faz tanto tempo, né?).

Agora ando pensando em retomar os meios analógicos para organização. Embora ainda use o Google Calendar para registrar compromissos, tem coisas que estou querendo literalmente pôr no papel… E haja papel em branco! Tem agendas com folhas em branco, cadernos idem. Então comecei a fazer um planejamento semanal. 98% de eficácia, já que furei dois compromissos: um que tinha firmado comigo mesma e fiquei sem paciência de fazer no dia; o outro era com uma colega de trabalho e… esqueci porque não li o bloco de notas na véspera. O problema de usar só papel é que às vezes a gente esquece de botar uns lembretes visíveis dos compromissos. Mas como esse não era um caso de vida ou morte, então tudo bem!

Então, por enquanto, estamos assim:

  • Google Calendar para compromissos grandes, como festas para as quais fui convidada e confirmei presença, eventos de trabalho, viagens.
  • Bloco de notas na bolsa para planejamento semanal, lista de compras, ações que precisam ser feitas no dia.
  • Planner colado na porta do quarto para servir de lembrete e sanar esse problema de esquecimento de compromissos de menor porte e/ou recorrentes, que não estão no calendário eletrônico (isso ainda vou fazer, agora em Dezembro).
  • Evernote para coletar referências para projetos criativos. Junto com o Pinterest, está sendo uma grande ajuda para manter o hábito de pesquisar sobre tudo o que vou escrever. Também uso o Evernote para registrar planejamento financeiro e de viagens.

Com essas ferramentas, acho que agora vai!

Recentemente, terminei de ler o livro do David Allen, A arte de fazer acontecer, onde ele apresenta e orienta a gente a usar o método GTD de organização. Para aplicar esse método direito, ainda tenho muito o que aprender, mas já coloquei algumas coisas em prática, como o uso da caixa de entrada (a minha mesa de trabalho tá uma lindeza agora!), a regra dos dois minutos e a minha nova pergunta favorita: “Qual é a próxima ação?”

Você já leu A arte de fazer acontecer? Caso ainda não tenha feito, é uma leitura que recomendo fortemente – e que inclusive, vou reler com mais calma em breve.

Assisti: “Entre Irmãs”

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Fonte: IMDb.com

Soube da produção desse filme quando passou uma matéria no NE TV e meu pai me chamou para assistir. Na matéria, um pouco dos bastidores da gravação de um baile de carnaval dos anos de 1930; e o filme era chamado de A Costureira e o Cangaceiro. Tempos depois, o filme foi lançado e demorei um pouco para identificar que Entre Irmãs é o filme baseado no romance chamado A Costureira e o Cangaceiro, de Frances de Pontes Peebles. Enfim, resolvida a questão do título na minha cabeça…

Fiquei super feliz quando vi o cartaz do longa no Cinema Costa Dourada; e corri para assistir! O filme é estrelado por Marjorie Estiano (Emília) e Nanda Costa (Luzia). Duas irmãs que não podiam ser mais diferentes: enquanto Emília é romântica e sonha com um príncipe encantado; Luzia é um tanto bruta, também é destemida. No começo do filme, Luzia se acidenta caindo de uma árvore; o que a deixa com uma deficiência no braço esquerdo. Elas são órfãs, criadas pela tia Sofia (interpretada por Cyria Coentro) e em determinado momento ainda do primeiro terço do filme, Sofia diz uma frase que permeia todo o enredo, mesmo que não seja muito repetida: “tudo o que uma tem no mundo é a outra.”

Depois as vidas das irmãs mudam radicalmente: Emília consegue realizar o sonho de ir para Recife, viver uma vida de sonhos (e conhecer o mar!) graças ao seu príncipe encantado Degas (Rômulo Estrela) enquanto Luzia, em uma sequência dramática, segue o bando de cangaceiros do Carcará (Júlio Machado). Pelas notícias dos jornais, uma fica sabendo do paradeiro da outra, das transformações pelas quais vão passando.

Estar na cidade grande ou no meio do sertão é algo desafiador para ambas, que vão romper paradigmas e se afirmar de uma forma surpreendente (precisei copiar esse final da sinopse do panfleto do Costinha, hahaha).

Fiquei encantada com esse filme num grau que nem sei direito destacar o que gostei mais: o roteiro é primoroso e a fotografia… Senhor! Fez justiça aos imóveis antigos de Recife, que já são lindos vistos de perto. Do elenco, não tem ninguém que destoe, mas Nanda Costa me chamou a atenção de uma forma que não tinha feito na TV até então.

Quando saí do cinema, eu estava chorando. Na verdade as lágrimas me acompanharam no começo, no meio e no fim, com algumas pausas pelo meio, haha. Não fui muitas vezes ao cinema esse ano, mas as vezes que fui, valeram muito a pena! Assim que puder, vou ler A Costureira e o Cangaceiro, romance que originou Entre Irmãs. Recomendo muito o filme, quem não viu ainda, veja! 😉

Lido: The subtle art of not giving a f**k

Você conhece Mark Manson? Pois é, eu não conhecia até esbarrar com uma pilha de livros dele no aeroporto de Schiphol, Amsterdam. Eu estava esperando o voo para Berlim e parei em uma livraria no aeroporto para comprar algo que me distraísse até a hora do voo (porque o passatempo da viagem não precisa ser só comida, né?) Saí de lá com esse livro e a Glamour Deutschland de Setembro.

Mark Manson é blogueiro já já alguns anos, e depois de ler o livro, descobri que seis posts são basicamente sobre relacionamentos. Mas focando no livro, a ideia dele é ser uma espécie de “autoajuda às avessas”, pelo que entendi. São basicamente razões para não se importar com besteiras, como ficar pouco se lixando pra opinião pública.

Li as primeiras páginas numa manhã de domingo solitária na praça perto do Nordbahnhof, uma semana depois de ter comprado o livro. E foram as primeiras páginas que mais me chamaram a atenção. Até peguei umas citações dele para exemplificar (tradução livre minha):

“Já percebeu que, às vezes quando você se importa menos com algo, você se sai melhor nesse algo? […] Percebe como às vezes quando você para de se importar, tudo parece ir para o seu devido lugar?” (P. 10-11)

“O desejo por mais experiência positiva é em si uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação de uma experiência negativa é em si uma experiência positiva.” (P. 9)

No mais, o discurso do autor é focado no oposto do “busque a felicidade.” Problemas existem e não dá para fugir deles, não somos os floquinhos de neve especiais da estrela, e vamos todos morrer mesmo.

Quando comecei a ler, eu estava bem necessitada de ouvir/ler palavras que me dessem um chacoalhão (autoajuda, meu povo!) Funcionou. Mas apesar do título, se a gente for olhar bem direitinho, não é nada de super revolucionário ou diferente dos outros livros do mesmo gênero.

Não me arrependo de ter gasto 14 euros no livro, foi uma leitura bacana. Mas não me despertou o interesse de ler mais textos do Manson, como geralmente acontece quando descubro um autor novo.

O causo do registro

Depois de 9 meses você vê o resultado de escrever e revisar o original duas vezes, finalmente o enviei para registro na Biblioteca Nacional.

Eu devia ter feito isso antes, mas queria ir ao posto estadual, que fica lá perto do parque 13 de Maio, e para isso eu precisava

  1. Faltar no trabalho;
  2. Enfrentar meus pavores de virar estatística dos assaltos a ônibus do Grande Recife. A chance seria multiplicada por 4, já que são dois busões pra ir e dois pra voltar.

Lembro de quando fui registrar meu primeiro roteiro. Paguei a taxa de R$20, e demorei a ir ao posto estadual o suficiente para a moça dizer que meu comprovante não valia mais, pois tinha passado muito do prazo. E eu lá sabia que tinha prazo de validade o pagamento? No final, perdi 20 contos, pois não consegui registrar o roteiro.

Isso faz uns três anos. Desde então, não passei nem perto da Biblioteca Nacional. Escrevendo e guardando… Até que pensei “cara, preciso publicar esses negócios”. O primeiro da fila seria exatamente o que escrevi durante o NaNoWriMo (aliás, será que eu consigo participar esse ano e bato as 50.000 palavras? Oremos). Mas dessa vez, eu resolvi fazer algo de diferente e em vez de me abalar até Recife, resolvi enviar pelo correio direto para a EDA (Escritório de Direitos Autorais), no Rio de Janeiro.

Segui as instruções do site da BN, que diz:

Caso o requerente não possa se dirigir pessoalmente à Sede ou a um dos Postos Estaduais do EDA, a DOCUMENTAÇÃO COMPLETA (ver Exigências para Registro ou Averbação) deverá ser enviada por SEDEX ou Carta Registrada para a sede do EDA no Rio de Janeiro. Neste caso, não será possível encaminhar o recebido de entrega de documentos com o respectivo número de protocolo.  O requerente deve aguardar comunicado, via Correios, com informações sobre a solicitação encaminhada, observando os prazos estabelecidos na norma vigente.

A documentação é: formulário de registro ou averbação (que tem no site para baixar), cópia impressa do texto que você deseja registrar (numerada, rubricada e sem encadernar, o que foi outro erro que cometi – encadernei o roteiro da vez que não consegui fazer o registro), cópia de identidade, CPF, comprovante de residência e, claro, o comprovante de pagamento da GRU. A gente paga e não espera muito para enviar a documentação do registro.

Em menos de 24 horas depois do pagamento, fui à agência dos Correios perto do trabalho para enviar meu manuscrito para a BN.

Expectativa: enviar como carta registrada.

Realidade:

ATENDENTE: Olha, para enviar como carta registrada tem que pesar até 500 gramas. O seu deu 615 gramas.

Olhei na balança e pensei ixi, que papel pesado da gota serena! São só 120 páginas!

ATENDENTE: A opção é mandar por SEDEX.

EU: PAC não?

ATENDENTE: PAC só se for encomenda.

EU: Tá certo… Se não der, eu vou ali sacar um dinheiro pra pagar.

ATENDENTE: A gente aceita cartão de crédito e débito.

EU: Ah, bom!

ATENDENTE: Tem duas opções pra você. O SEDEX 10, que chega amanhã, custa 120 reais. O SEDEX normal, que chega lá em 8 dias úteis, custa 60.

EU: Vai o comum, e no cartão de crédito.

ATENDENTE: Olha, esse material tem algum valor material?

EU: Não, só intelectual mesmo. É original de um livro.

ATENDENTE: Eu pergunto só porque pode ser documento autenticado, alguma coisa assim, e carga no Rio de Janeiro é meio visada, sabe?* Se fosse assim, você declarava; aí se acontecesse de ele ser extraviado, você recebia o que pagou e ainda o valor do objeto.

(*Bem, foi o que ele disse, né?)

EU: Entendi. Mas qualquer coisa, se ele sumir, eu imprimo de novo e mando. De toda forma, espero que chegue direitinho.

Nos despedimos e voltei para o trabalho, mas não sem antes fazer uma pausa para comprar uma barra de chocolate para dividir com as colegas.

Próximos passos pós-registro (depois que eu voltar da viagem):

  • escolher a capa do livro
  • resolver a publicação (provavelmente vai ser Amazon de novo, já que tenho dois textos publicados via Kindle Direct Publishing; mas tô numas de mandar para algumas editoras, só para ver que bicho dá)

 

Meu Journal no Evernote

Por toda a vida, mais precisamente a vida que comecei a ter quando comecei a ir pra escola e, mais adiante, a trabalhar fora, fui adepta das agendas e caderninhos para tudo. Infelizmente, minhas agendas fofas (sempre fiz questão de que fossem fofas e coloridas) não foram totalmente preenchidas. Ou seja, eu tinha um desejo de ser organizada, mas não conseguia sê-lo de fato por muito tempo. Talvez por ter justamente vários cadernos para dar conta:

  • Uma agenda/diário;
  • Um caderno para anotar as ideias que tinha, trechos de roteiros e tal;
  • Um caderno para planejamento de aula;
  • Um caderno para estudar o idioma que eu estivesse estudando.

Quando deixei de dar aulas em curso de idiomas e passei a ser funcionária pública que não está em sala de aula em 99,9% do tempo, fiquei um pouco mais obcecada com organização e comecei a usar o Evernote, junto com mais uns dois ou três cadernos ou blocos de notas para registrar reuniões, projetos e devaneios da minha cabeça que surgiam em horário comercial. Eu tinha duas contas no Evernote: uma só para coisas pessoais, tipo contas pagas, acompanhamento médico e as melhores cartinhas de alunos que eu recebia na época em que ensinava crianças; e outra para digitalizar documentos do trabalho.

Não funcionou muito bem. Acabei largando mão das duas contas e não digitalizando nada. Como veem, disorganized as hell, mas eu não desisto!

Recentemente, decidi me aprofundar em duas coisas que podem me ajudar: o bullet journal e o método GTD. Comprei o e-book de A arte de fazer acontecer, do David Allen (até agora li o total de duas páginas – o prefácio) e andei lendo alguns posts de pessoas que usam o BuJo para a vida, como a Maki do Desancorando. mas não cheguei a iniciar um journal, estava só lendo e colhendo inspiração para um dia começar. Até que me caiu na caixa de entrada da minha conta de e-mail do trabalho uma newsletter do Evernote com um texto sobre como usar o método no Evernote e eu pensei “agora vai!”

Foi aí que criei o meu “BuJo eletrônico”

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Criei um caderno e dentro dele vou colocando as notas, como se fossem páginas mesmo. Cada nota equivale a uma sessão que eu gostaria de colocar no bullet journal analógico – que ainda não tenho, mas que poderá ser uma realidade em breve, ou não. Então até agora temos:

  • Planejamento mensal: onde eu jogo todos os compromissos que já estão marcados para aquele mês. É uma nota que preencho antes do mês em questão começar, geralmente no último dia.
  • Planejamento diário: registro de tarefas e compromissos, dia a dia. Provavelmente vou deixar de usar o mensal e ficar só com o diário, alocando os compromissos já agendados no dia certo.
  • Emoções: tô feliz? Tô triste? Irritada? Com preguiça? Vou anotando tudo, dia a dia, sobre como estou me sentindo. Desabafo mesmo. Tem me ajudado um tantão a fazer uma autoanálise e perceber padrões de comportamento, gatilhos de raiva ou tristeza, etc.
  • Alimentação: faz 11 meses que iniciei a reeducação alimentar, e nesses últimos dois meses com o BuJo eletrônico, estou conseguindo fazer com regularidade o registro de tudo o que como, para saber quando estou realmente jacando e também para me tranquilizar quando acho que estou comendo muita besteira quando, na verdade, estou com uma alimentação variada e equilibrada.
  • Sonhos: volta e meia, eu acordo com lembranças bem vívidas dos meus sonhos e preciso anotá-los em algum lugar. Então, antes que eu esqueça, recorro ao Evernote e registro tudo o que eu lembrar. Eu tinha esse hábito de anotar sonhos bizarros no antigo blog, e também no meu diário de papel, que comecei na época da terapia. (até parece que faz muito tempo, mas ó, foi ano passado).
  • Livros, séries, filmes: uma nota separada para cada um. Até agora só livros e séries têm registro, ou seja, tô ruinzona de ver filme… Na verdade, bem ruim de ver série também, mas os livros estão de vento em popa. Vou ultrapassar a meta do ano que coloquei no Goodreads facinho, facinho.
  • Gratidão: um espacinho para agradecer por coisas grandes e pequenas que acontecem no dia – e para lembrar que muita coisa boa acontece na vida.
  • Aniversários: essa é uma sessão que preciso organizar melhor, para evitar depender do Facebook para mandar mensagem para algumas pessoas (tô tentando me livrar do ranço do Face, mas é uma rede que nem me anima muito, confesso)
  • Ciclo menstrual: deixei de usar o Clue para experimentar fazer esse acompanhamento com uma nota no Evernote. Parece mais trabalhoso, mas vale a pena tentar e deixar tudo num espaço só, sem depender de mil apps para tudo.
  • Insights: tudo quanto é ideia para algum projeto futuro, vai parar nessa nota. Já registrei perfil de personagem, projetos profissionais, já tem de tudo lá dentro.
  • Future log: aí vão os planos mais remotos, tudo o que é “um dia/talvez”.
  • Habit tracker: no momento tenho três, que são os hábitos que tenho buscado manter com regularidade no meu cotidiano. Um é para a meditação, outro para estudar violão e o mais recente, para escrever um roteiro novo, que agora estou chamando de Outra vida (até encontrar um título melhor, é esse mesmo; se bem que esse é melhor que o anterior, que não compartilharei por achar medonho, ruim mesmo).

O habit tracker é, para mim, a melhor ferramenta que tem! Graças a ela, tenho me animado mais a estudar, e vejo resultados. Minhas aulas de violão que o digam! Também é um jeito de driblar a crise criativa, que na verdade se chama falta de organização galopante. Tenho algumas dezenas de ideias para desenvolver, e não consigo concluir propriamente nenhuma delas por pura falta de método. Então o que fiz? Criei a nota com várias caixinhas para “ticar” (adoro essa ferramenta), escolhi um projeto literário e vou ficar com ele até terminar. Isso não impede que eu anote ideias para os outros, é para isso que tem a nota dos insights, mas o foco aqui é não desistir de escrever por qualquer dificuldade ou preguiça. O que ainda está “falhando” um pouco é o controle financeiro, mas vou lembrar de fazer isso. Felizmente, tem o app do banco para registrar todas as contas pagas e gastos feitos. 🙂

Parece meio complexo, intricado, né? Mas na verdade, a intenção não é entulhar meu dia de atividades. Muito pelo contrário: eu já tô correndo demais e o resultado é que estou escrevendo esse post porque estava à beira de um colapso nervoso e precisei meter o pé no freio. Com essa agenda, consigo ter uma visão do meu dia a dia, e evito (ou pelo menos tento) não dar um passo maior do que a perna.