“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie

Voltando a falar de Americanah, agora com a leitura concluída! Esse foi um livro que li num ritmo mais lento, em parte porque estava lendo mais de um livro ao mesmo tempo (há duas semanas, eu estava em Americanah, Feliz ano velho e A room of one’s own – esse último ainda muito no começo). O que ajudou: li Americanah na versão e-book, edição 4th Estate, de Londres.

Esse é o terceiro romance da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e na época de sua publicação gerou um burburinho legal. Muita gente, inclusive eu, só soube da autora através desse romance, que é protagonizado pelos personagens Ifemelu e Obinze, nativos da Nigéria e vivendo em Lagos, a maior cidade do país (e que até 1991 foi sua capital, sendo substituída por Abuja – este blog não é só cultura, é também geografia! ^_^).

lagos-nigeria
Lagos, na Nigéria. Fonte: Gettyimages

Eu diria que Americanah é muito mais sobre Ifemelu do que sobre Obinze, seu namorado de adolescência/começo da juventude. Mas com o avanço da estória, percebi que a vivência dele é tão essencial quanto a dela, embora ocupe menos partes (de um total de 7 partes, em três ele tem protagonismo). Ambos vão buscar, em momentos diferentes de suas vidas, uma nova vida em um país estrangeiro. Ela vai primeiro para os EUA, com a perspectiva de continuar seus estudos após sucessivas greves que acontecem nas universidades nigerianas nos anos de 1990. E é dessa partida para os EUA que vem o título do romance: amigos de Ifem dizem que quando ela voltar para seu país de origem, será uma Americanah. Após algum tempo separado da namorada, é a vez dele partir, só que para a Inglaterra.

O plot se desenvolve em sua maior extensão a partir das experiências de Ifemelu no país norte-americano, onde sua tia Uju também vive com o filho Dike. É explorada a luta para se estabelecer como indivíduo nas instâncias pessoal e profissional, a descoberta das questões raciais (em uma determinada passagem após sua volta para a terra natal, Ifem comenta que ao desembarcar na Nigéria, ela deixa de ser negra. Em outras palavras, em seu país natal, os conflitos gerados pelo preconceito racial inexistem. Ao chegar aos EUA, tudo isso é descortinado aos seus olhos. Mais tarde, muitas desventuras depois, ela cria um blog anônimo no qual analisa questões raciais como uma negra não-americana. A página suscita amores e ódios, a catapulta para a fama, especificamente no meio acadêmico. Mas depois de vários anos vivendo em terras norte-americanas, ela se inquieta para voltar à Nigéria e rever tudo o que deixou para trás; incluindo o seu ex-namorado Obinze.

Uma das questões raciais do livro tem relação com a estética feminina, o que é “bonito” ou “feio”, “mais” ou “menos profissional”; e já fiz um post sobre ele há alguns dias, justamente porque foi um aspecto que me chamou a atenção de imediato, devido à minha própria vivência de transição capilar. Mas vai além disso: questões ligadas a relacionamentos inter-raciais e interculturais, política, educação, posicionamento no mercado de trabalho, são levantadas através dos posts do blog de Ifemelu (alguns posts são reproduzidos no final de alguns capítulos) e pela sua própria trajetória e dos expatriados ligados a ela, como Uju, que é uma médica que luta na primeira parte do livro para se integrar no mercado norte-americano em sua área de atuação.

As reflexões sobre raça que Americanah levanta são pertinentes e válidas tanto para quem já vem se aprofundando no tema há algum tempo como para quem não sabe basicamente nada sobre o assunto. E não apenas para a realidade norte-americana. Muitas das questões levantadas no romance são identificáveis aqui no Brasil, por exemplo, mesmo com adaptações. Mas o que me chamou a atenção de verdade foram as passagens  que apresentam Lagos nos (agora distantes) anos 90 e nos dias atuais. Muitos de nós têm um conhecimento quase nulo do que seja a Nigéria, de como seja seu povo e sua história (estenda isso para os povos africanos em geral); e embora não cubra a totalidade, porque é impossível fazer isso em um romance, é muito legal ter uma perspectiva de uma local sobre a cidade, o comportamento de seus compatriotas no que diz respeito a relacionamentos e religião, por exemplo (que não é muito diferente de nós latinos, vamos combinar). Particularmente, fiquei com vontade de conhecer Lagos! O livro contém muitas expressões em igbo (e coincidentemente, ouvi um episódio do Rookie Podcast que falou um pouco sobre adolescentes descendentes de nigerianos interessadas em aprender igbo, uma língua que vem se perdendo com o passar das gerações).

Apenas uma coisa me deixou um pouco desapontada: o final; mais precisamente o último capítulo. Não que tenha sido exatamente ruim, mas acho que poderia ter sido um pouco mais extenso, melhor explorado… Talvez seja uma implicância pessoal, já que no meu ponto de vista as nuances sociais, políticas e históricas desenvolvidas em Americanah me pareceram muito mais interessantes do que o “romance romântico” em si. Num geral, é um livro interessante, que vale a pena ler sem pressa.

Quem quiser ler o e-book em inglês, como eu fiz, segue o link! Edições em português também são fáceis de encontrar na Amazon, Saraiva ou Cultura.

“Feliz ano velho”, de Marcelo Rubens Paiva

Semana passada, concluí a leitura de Feliz ano velho, romance de estreia do Marcelo Rubens Paiva que foi publicado em 1982. Era um livro com o qual eu vinha flertando há mais ou menos um ano, e cheguei a ler o primeiro capítulo na biblioteca municipal, mas acabei adiando a leitura do livro inteiro. Bem, o levei para casa apenas muito tempo depois, e foi uma leitura rápida, de apenas três dias. Terminei de lê-lo em uma noite de sábado, num fim de semana em que eu estava particularmente fragilizada e triste (um estado de espírito que me acompanhou por duas semanas seguidas, e do qual agora posso dizer que estou me recuperando).

Mas falando do livro: Feliz ano velho tem como ponto de partida o acidente que tornou seu autor paraplégico, em dezembro de 1979; e narra o ano seguinte, de um longo período em hospitais e a volta para a casa em São Paulo, onde continuaria o processo de recuperação e adaptação à vida como deficiente físico.  Mas o livro vai além disso.

Entre as narrações do cotidiano em quartos de hospital e visitas de amigos, parentes e algumas paixões, Paiva revisita os anos de ditadura, dos quais ele mesmo foi vítima ao ter seu pai, Rubens Paiva, preso e desaparecido político (torturado, morto e cujo corpo jamais foi retornado para a família, como aconteceu com várias outras famílias na época).  Também relembra os tempos de estudante de Engenharia Agrícola na Unicamp: as paixões vividas, a tentativa de fazer carreira na música e a participação em um festival televisionado (uma das últimas tentativas de emissoras de TV de fazerem reviver o tempo dos festivais dos anos 60, onde foram projetados vários nomes famosos da música brasileira hoje).

Apesar de ser um livro que gira em torno de uma tragédia pessoal, não consigo ver sinais de autopiedade em nenhuma linha. Nem mesmo quando ele passa um Natal e um réveillon deprimentes na UTI em Campinas. A gente não sente pena do autor-personagem, também não consegue culpá-lo pelo incidente que poderia ter acontecido com qualquer um. A gente começa a torcer para que ele se dê bem, que volte à vida regular (pelo menos foi o sentimento que tive). Não é uma leitura que deixe a gente triste, ou que levante o astral. Pela linguagem empregada e pelo autor ser também personagem, a impressão que tive era que a história estava sendo contada para um amigo, depois de muitos anos dos acontecimentos narrados. E ainda tem o apelo visual, não é difícil visualizar as cenas como se fossem cenas de um filme (a propósito, há o filme baseado no livro, que foi lançado em 1987 – e eu imaginava que fosse um filme dos anos 90, ainda vou buscar assisti-lo).

O que achei muito legal nesse livro foram as referências explícitas aos anos 80, especialmente sobre a televisão. Quando Marcelo começa a ver TV no hospital, ele menciona algumas novelas; entre elas Os Gigantes, do Lauro César Muniz. O nome da novela não é citado, mas qualquer um que conheça um pouco sobre novelas vai identificar logo pelos atores principais, que são mencionados no texto. E parece que era uma unanimidade que essa novela não foi das melhores…

Além da parte referente à morte do pai durante os anos de chumbo, Feliz ano velho também traz mais referências políticas, que igualmente chamam a atenção. No hospital, Marcelo recebe visita de algumas figuras políticas, e também tem uma breve menção ao início do PT. Lendo o livro hoje, é impossível não pensar na trajetória que o PT seguiu (bem como os partidos que foram fundados depois dele), e no noticiário político de todos os dias.

Em suma, Feliz ano velho mostra que é muito mais do que um romance autobiográfico sobre um jovem que vê sua vida mudar radicalmente após um acidente. É também um breve registro de como era a vida e a política no final dos anos de 1970 e início dos de 1980.

Quem ainda não leu, pode encontrar o livro na Amazon, Cultura, Saraiva ou Estante Virtual. Ou visitar a biblioteca pública mais próxima de você. 😉

Assisti: “Paterson” (2016), de Jim Jarmusch

Demorei horrores para começar a escrever esse texto. Quase um mês, mas até que foi bom ter sido assim! Digamos que minhas impressões sobre o filme ficam mais “apuradas”… O lado ruim é que a gente esquece muita coisa que acontece na estória quando deixa passar muito tempo entre a exibição e o comentário, mas acho que esse não vai ser um grande problema no caso desse filme.

Paterson é um filme que fala sobre gente muito comum que tem uma veia artística; não necessariamente que viva de sua arte, mas a sua forma de ver a vida é de alguma forma impactada por aquilo que elas criam. O protagonista chama-se Paterson (Adam Driver), é motorista de ônibus da empresa Paterson e vive na cidade chamada… Paterson. Todo o filme cobre uma semana da vida de Paterson ao lado de sua companheira, Laura (Golshifteh Farahani) – daqui a pouco falo dela.

paterson2.jpg
Imagem: IMDB

A rotina dele é: acordar, tomar café da manhã, sair para trabalhar e escrever poemas antes de fazer a primeira viagem e também nos intervalos. Ele é um poeta não publicado, que não está muito aí para ser publicado e se tornar uma pessoa famosa e reconhecida. Paterson não dá grandes sinais de ser um cara frustrado com a vida que leva de trabalhar o dia inteiro, voltar para casa, dar uma volta com o cachorro e terminar seu dia tomando uma cerveja e batendo papo com o dono do bar – eventualmente com um ou outro cliente que aparece. Já Laura, sendo uma dona de casa, também tem suas aspirações: ela cria cupcakes, cortinas, inventa de aprender a tocar violão e confia no talento de Paterson. Para ela, ele deveria ser publicado, sim!

A relação do casal parece perfeita: eles se dão bem, se apoiam, tem um cachorrinho bonitinho. Ela é musa inspiradora de alguns dos seus versos; e ao mesmo tempo, ele tenta apoiá-la mesmo no que não parece ir tão bem.

Talvez você tenha lido algo sobre esse filme e pensado “eita, que filme paradão, coisa chata!” Mas Paterson tem muito o que dizer para quem lê nas entrelinhas. Os passageiros que Paterson leva e suas histórias, que dão o tom do extraordinário em um dia a dia tão comum; as novidades de Laura e seu engajamento em criar algo novo no seu universo limitado; até os posicionamentos das câmeras nas cenas que iniciam cada dia da semana dos personagens. Até a quarta-feira, o despertar deles é muito comum, visto de cima. Na quinta, o posicionamento da câmera já muda. Objetos do cotidiano e pessoas com histórias muito normais e sem grandes reviravoltas têm seus momentos de destaque durante todo o filme. O espectador é envolvido e surpreendido por algo que certamente não chamaria a atenção se não fosse uma produção tão bem feita. Para mim, a mensagem que fica do longa é que se olharmos com muita atenção, a rotina não é tão tediosa assim. Tem algo acontecendo no meio do “nada acontece” e que lugar poderia ser mais rotineiro e ao mesmo tempo mais surpreendente do que um ônibus que faz o mesmo trajeto, mas não transporta necessariamente as mesmas pessoas sempre?

Mas além desse olhar diferenciado sobre a rotina, o que mais me chamou a atenção foi o papel da poesia para “costurar” o roteiro. Os versos escritos por Paterson surgem na tela, o olhar dele sobre o comum é compartilhado com a gente e me pareceu bem familiar…

Até que esse poema foi citado em um determinado momento do filme:

I have eatenthe plumsthat were inthe iceboxand whichyou were probablysavingfor breakfastForgive methey were deliciousso sweetand so cold.png

Eu não sou muito fã de poemas, esse é um dos poucos que eu posso dizer que amo e sei de cor, de tanto que repeti mentalmente (especialmente quando como uma ameixa). E quando ouvi William Carlos Williams no filme, a ficha caiu: eu estava lembrando dos poemas que conheci graças às aulas de Literatura Inglesa na Universidade! E a menção do poeta não é gratuita, isso só descobri depois de ver o filme, enquanto pesquisava para esse post: William Carlos Williams escreveu um épico chamado Paterson, dividido em quatro livros, que a gente pode achar completo aqui. Ainda vou ler o texto completo, mas só de ler um pouco da primeira parte, ficou clara a inspiração que o livro teve da obra do Williams.

Paterson é o filme mais recente do diretor Jim Jarmusch, foi o primeiro a que eu assisti e a impressão que fica para mim é tão boa que a meta é ver toda a filmografia dele, do mais recente para o mais antigo. É um filme que recomendo fortemente, principalmente para quem gosta de filmes que fujam um pouco (ou muito) do mainstream.

E está em cartaz no Recife! Apenas uma sessão no Rosa e Silva, mas quem puder ver no feriado, fica a dica…

O capítulo 20 de “Americanah”

Faz algumas semanas que comprei o e-book de Americanah, livro de Chimamanda Ngozi Adichie, um romance que estava na fila das minhas leituras futuras há pelo menos um ano. Finalmente chegou a oportunidade de fazer isso e embora ainda não tenha terminado a leitura (entrei na terceira parte do livro ontem), ele já vai para o meu super panteão de livros inesquecíveis por um motivo apenas: a relação da personagem Ifemelu com seu cabelo.

americanah.jpg
Imagem: Companhia das Letras

O cabelo não era um elemento forte na narrativa até chegar no capítulo 20, quando Ifemelu tem uma chance de entrevista de emprego e é aconselhada a desfazer as tranças e relaxar o cabelo crespo, para parecer “mais profissional”. Em um dos capítulos anteriores, quando recém-chegada aos EUA, Ifemelu ouve aquele conselho de sua tia Uju, e ri. Dessa vez ela não vê motivos para dar risada: depois de ter passado por poucas e boas nos primeiros anos, enfrentando depressão, comendo o pão que o diabo amassou, as coisas parecem estar ajeitadas na vida dela. Ela tem uma casa para chamar de sua, um namorado que parece gostar dela (seu primeiro namorado branco), seu ciclo na universidade está chegando ao fim e para se manter no país, ela precisa conseguir um emprego. E está disposta a “dançar conforme a música” para consegui-lo.

O capítulo 20 conta justamente esse episódio, o processo de alisamento que a princípio dá errado, quando ela tenta fazê-lo sozinha com um produto comprado na farmácia; depois acaba indo a uma profissional, e o que acontece é o mesmo que houve com muitas de nós: sofrer com o cheiro, com a sensação de ardência do seu couro cabeludo queimando… Até que depois de algum tempo o cabelo começa a ter outros problemas, como cair e vamos à segunda parte do negócio: cortar o cabelo para se livrar da parte quimicamente alterada, o que a gente chama nos grupos de big chop.

E foi a partir daí que esse capítulo (e o 21 também) falaram muito alto ao meu coração. Não pela história do alisamento, porque não tem nada a ver com a minha história pessoal. Quando alisei o cabelo, foi por preguiça de lidar com ele ao natural, pela conveniência de ter alguém cuidando do meu cabelo periodicamente e só me preocupar em pagar por isso. Não foi a necessidade de conseguir um emprego – provavelmente, com o cabelo que tenho hoje, quase três anos depois do início da transição, eu não teria dificuldades para trabalhar, ainda mais na área em que escolhi atuar. Mas a parte do corte, o desgostar do cabeço e depois de um processo de adaptação se descobrir o amando do jeito que é, eu vivi tudo aquilo. O cabelo ficando feio para depois ficar bonito, o medo de que as pessoas não vão mais nos achar bonitas, a dificuldade de se reconhecer no espelho. Eu queria que todo mundo, as meninas que estão passando pela transição capilar, as que já passaram, as que ainda não entraram nessa por medo do revés e dos olhares tortos que vem mesmo, as pessoas ao nosso redor, todo mundo tinha que ler, nem que fosse só o capítulo 20 mesmo.

Acho que ainda vou falar muito desse livro por aqui.

Um grande capítulo 3 (breve relato de revisão)

Depois de passar 30 dias escrevendo como se não houvesse amanhã no NaNoWriMo, deixei o texto bruto, cru mesmo, em repouso durante todo o mês de dezembro e fui me dedicar a outras coisas. Na maior parte do tempo, escrevi só aqui no blog, fiz um poeminha (entocado no bloco de notas até a data de hoje), escrevi alguns rascunhos de ideias e ensaiei publicar o texto novo no Wattpad. Mas suspendi minha intenção no ar, porque quero fazer algo de diferente dessa vez.

Sempre tive o impulso de escrever e sair publicando na Internet, isso vem desde os tempos do Orkut, quando postava as webnovelas nas comunidades. Mas agora quero fazer a coisa com mais cuidado e calma, preparando o texto (e me preparando) para a publicação.

Então depois de deixar o arquivo esquecido em uma pasta chamada Creative writing 2016 – subpasta NaNoWriMo, peguei aquele arquivo sozinho e comecei a lê-lo com cuidado, já fazendo algumas mudanças. Sem dó, sem apego às frases, vou fazendo cortes e acréscimos que acho necessários para a fluidez da história. Até aqui fiz algumas observações:

1) Em um certo momento do processo de escrita, parei de dividir os capítulos. Fiz a divisão até o capítulo 2, e quando comecei o 3, parei de separar. É como se fosse um grande texto corrido, ou um roteiro de filme, que agora vou dividir em capítulos menores.

2) Mais adiante, quando o prazo foi esgotando (a ideia era terminar em 30 dias), também mandei o apuro gramatical se lascar. Agora, relendo a segunda metade da novela, às vezes me pego pensando “Senhor, o que eu quis dizer com essa frase?” “Isso faz sentido?” Vou fazendo a divisão conforme a lógica que enxergo e que não necessariamente deve ser a lógica que eu enxergava em Novembro passado.

3) Pensei em mudar a cidade em que se passa a estória, mas já desisti: vai ser na minha terra de nascimento e residência mesmo. Ia dar um trabalho danado mudar nomes de bairros, calcular distâncias, essas coisas. E acho que as personagens estão bem onde estão.

Por enquanto é isso. Quando terminar de revisar (espero que até o fim de janeiro, porque não é um texto tão longo), volto aqui para registrar o processo.

Imagem: Pexels

Reconstruir a rotina

Nesse momento, estou aproveitando meus 15 dias de férias e esse vai ser um momento que vou aproveitar para reconstruir a rotina e tentar levá-la com mais tranquilidade quando voltar ao trabalho (tranquilidade, serenidade, vou precisar de uns dois caminhões disso tudo). Com vocês, algumas das coisas que vou passar a fazer com mais frequência (ou deixar de fazer) para ter um dia a dia mais light.

Estudos: estou estudando Alemão em casa para desenferrujar um pouco, com material da Deutsche Welle, e está sendo ótimo! Com pouco tempo por dia já consigo relembrar tanto do que aprendi. Segundo teste de nivelamento, estou passando para o nível A2, mas estou refazendo lições do A1, como aquecimento. Estudar idiomas é um dos meus hobbies, então estou super de boas. 🙂 Na parte “obrigatória”, vou separar dois dias na semana para ler sobre temas que vão me ajudar a elaborar o projeto para o mestrado (que ainda não sei se terei tempo de tentar esse ano, mas já vou me preparando desde já).

Leituras: como falei no vídeo, foram pouco mais de 20 livros em 2016, e dá para superar essa marca bonito com a ajuda do meu e-reader e reduzindo ainda mais o tempo em redes sociais (2016 já teve uma reduzida violenta).

Redes sociais: quase não tenho postado nem me envolvido em questões polêmicas (aprendi que manter silêncio nas redes não quer dizer omissão ou ignorância e não somos obrigados a ter ou emitir opinião sobre tudo e todos), até no whatsapp minha participação tem sido diminuta. Vou usar mais o Facebook e o Twitter como “vitrines” do que tenho produzido em outros sites, e para manter contato com amigos distantes.

Televisão: nunca na história desse país vi tanta TV e tão pouca ao mesmo tempo. Netflix mudou minha vida, sério. A única coisa que mantém TV a cabo nessa casa é o Campeonato Brasileiro… Mas sobre meus hábitos: vou buscar ver mais filmes em casa durante a semana (falhei muito nisso ano passado) e nada de binge watching de séries com mais de 40 minutos de duração depois que voltar ao trabalho. Pressa pra quê, né?

Exercícios: continua do jeito que está. Agora que me recuperei da gripe (quase), voltei a caminhar perto de casa, amanhã volta o pilates e tá tudo certo.

Saídas: as férias favorecem que a gente saia mais, mas depois que tudo voltar ao normal, vou reservar pelo menos um dia a cada 15 para sair sozinha ou em grupo, e dar uma arejada na mente.

Calendário: organizei meu calendário no fim do ano, mas já vi que preciso mudar algumas coisas e ser menos caxias.

Bem, por enquanto é isso! Espero que você, querido(a) leitor(a) esteja também levando a rotina esse ano com tranquilidade (de tenso já basta o noticiário, né?)