O registro chegou!

Depois de quatro meses do envio do formulário de registro (vide post ‘O causo do registro’, aqui no blog), finalmente chegou a certidão!

Confesso que tinha meio que desanimado de ver essa carta chegar esse semestre ainda, mas graças a Deus essa primeira parte está concluída.

Isso significa que… vamos começar a trabalhar na publicação agora. Em breve, nas cenas dos próximos capítulos! 😉

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Participação em coletânea de poemas

Olá, pessoas! Esta mensagem é apenas para dizer que vai ter um poema meu (o que é algo extremamente inédito, uma vez que nunca fui de poemas, mas para tudo há uma primeira vez) na antologia Poesias de Amor, do Projeto Apparere (PerSe editora). O lançamento da coletânea será no dia 02 de Abril, estarei adquirindo alguns exemplares para venda – quem quiser comprar comigo, só chegar nos comentários! 😉

E essa é a boa do dia. 🙂 Em breve, muito provavelmente investirei mais nos versinhos. Aguardem novidades!

A personagem, e algumas questões

Uma pausa para refletir sobre o caminho que meu projeto de romance #01 está seguindo. Dessa vez, estou incluindo personagens pertencentes a outras culturas; isso com base praticamente em observações.

A gênese dos dois textos que comecei (e ainda de um terceiro, que é um roteiro) foi a mesma: o período que passei na Alemanha e as pessoas que conheci por lá – boa parte dos personagens foram inspirados em pessoas que conheci por lá, ou pelo menos receberam seus nomes (às vezes, principalmente quando gosto de uma pessoa ou ela é/foi significativa para mim em algum aspecto, gosto de batizar um personagem com o nome dela). E está tudo fluindo bem, estou particularmente gostando dos diálogos que tenho escrito, mas ontem, enquanto estava no Vile escrevendo no Word móvel (um dos apps que mais aprecio, já que me permite criar até no celular – embora às vezes tenha dificuldade com o touch screen para escrever textos maiores) enquanto tomava um Mocha, me surgiu um questionamento:

Será que estou escrevendo essa personagem de outra cultura direito? Quando for publicado, o que um eventual leitor daquele local pensaria? Será que eu estou reforçando algum preconceito? Meu Deus, que medo dessas coisas!

É um trabalho solitário e meio arriscado também, às vezes. Mexemos com conteúdo, com emoções, retratamos pessoas e lugares, re-criamos mundos de acordo com as nossas percepções, correto? A forma como escrevo sobre Berlim, por exemplo, não é a mesma que um autor alemão escreveria, nem mesmo outra brasileira. E sei que quando um personagem nasce, por mais que ele tenha um pouco de inspiração em uma ou mais pessoas do mundo real, é um ser fictício. Mas a verossimilhança me preocupa, e mais ainda a possibilidade de ferir alguém.

Mas será que tenho controle sobre isso? Creio que não. Quando um texto sai da nossa gaveta para o mundo, ele toca outras pessoas; e ao tocar pode ferir, por mais cuidado que a gente tenha com cada letra. Mas a gente só se responsabiliza pelo que escreve/diz, não pelo que a outra pessoa entende. Preciso lembrar disso toda vez que minha necessidade de super controle resolver atacar: eu não posso controlar todas as reações ao que faço.

Mas posso controlar a personagem e construí-la da melhor forma possível, fazê-la coerente, investir em pesquisa. Se estou escrevendo uma personagem que vem de um universo tão diferente do que vivo, posso naturalmente pesquisar sobre aquele universo. Isso me dá a segurança de estar fazendo algo embasado e bem calculado. Dá trabalho, mas escrever não é bolinho – embora seja uma delícia (aqui parafraseando a Rafa Cappai).

Pode parecer uma viagem muito louca, mas não devo ser a única a me preocupar em como uma personagem vai ser percebida, se para o bem ou para o mal; e que impacto isso pode gerar, até involuntariamente. Alguém aí tem vivido outros questionamentos sobre suas criações?

 

Meu primeiro audiobook: “Mein Weg”, de Heino

Semana passada comecei a me movimentar para o desafio literário 2018, que ia ganhar um post só para ele, mas é tão simples que vou explicar aqui mesmo:
1) Não tem quantidade específica de livros;
2) Vou buscar ler pelo menos um livro em alemão e um em francês (o francês já está escolhido: Le capitaine fracasse, que comecei e não terminei há… dois anos)
3) Terminei de ler? Venho direto para cá para registrar os comentários.

Basicamente é isso. Lembrei também da wishlist na Amazon e em outros sites por aí, e resolvi começar a tirar esses títulos da lista de desejos, para ler esse ano. Um deles era a autobiografia do cantor Heino, intitulada Mein Weg (meu caminho, em tradução livre).
Heino foi o primeiro cantor alemão que tive a oportunidade de ouvir, há quase 11 anos, quando comecei a estudar o idioma. Depois veio o Peter Alexander, depois enjoei e tô numa fase de ouvir muito Udo Jürgens. Enfim, descobri a autobiografia do Heino e a coloquei na minha lista de desejos; para quando eu me sentisse em condições de ler em alemão.
Corta para a fase Spotify: descobri que o audiolivro existia, e guardei para ouvir. Só fui fazê-lo no fim de semana passado, quando me deu um estalo, assim: eu poderia experimentar os audiolivros, por que não? Eu não estaria lendo, mas seria conteúdo literário de todo jeito, entregue de uma forma diferente. Então resolvi tentar.
Foi meu primeiro audiolivro na vida…
O primeiro em alemão…
E fiquei tão feliz que eu entendi!

Claro que às vezes eu dava uma viajada, me concentrava em outra coisa porque ouvi a maior parte do Mein Weg enquanto estava trabalhando. Mas quando eu voltava, conseguia entender a maior parte do que estava sendo falado. Viva!
Já tem mais dois audiolivros em alemão me esperando no Spotify, ouvirei em breve. Além de ser entretenimento, também tem me ajudado muito a estudar o idioma. 🙂
Mas agora falando do conteúdo do audiolivro: Mein Weg é todo estruturado como se fosse uma entrevista, um documentário. Tem o repórter direcionando a conversa e Heino contando episódios importantes da sua vida. A estrutura é dividida em 4 partes: na primeira, fala-se sobre a conquista de fãs mais jovens, um feito recente na trajetória do artista; e segue para o início de seu contato com a música, ainda na infância. Depois, como ele começou a cantar de fato, dando os primeiros passos na carreira. Em seguida, entra para a história dele com sua esposa, Hannelore (nessa parte, ela participa), questões familiares e, por fim, encerra falando da parceria de Heino com a banda Rammstein – o que contribuiu muito para que o público jovem e consumidor de metal conhecesse Heino e passasse a curti-lo. Até a forma dele se vestir mudou! Os óculos escuros continuam lá, mas na atualidade ele usa mais preto e prata. Em fotos dos anos 70 e 80, a gente o vê usando outras cores, como vermelho.
O que mais me chamou a atenção foi a divisão entre as partes do livro, que é feita com músicas. As duas versões de Blau blüht der Enzian são as pérolas do audiolivro: a primeira é o remix com uma vibe bem anos 80 que eu achei tão divertida que acho que vai tocar no meu aniversário (se eu fizer festa). A segunda é a que encerra o audiolivro, feat. Rammstein. Muito massa!
Heino é bem desconhecido aqui no Brasil, mas para quem estiver querendo treinar um pouco da escuta em alemão, acho que vale bastante a pena dar uma chance para a autobiografia dele.

Retrospectiva (breve) de leitura 2017

Esse ano, estive engajada pela primeira vez em um desafio de leitura do Goodreads. Hoje, finalmente, zerei a lista de livros ‘currently reading’! Viva!

Eu já tinha falado num post passado que a lista de livros para serem lidos só aumenta, mas vou detalhar mais sobre isso depois. Agora eu quero compartilhar os últimos livros lidos que eventualmente não foram comentados aqui, porque ando uma blogueira relapsa.

Começando pelo último, o que levou mais tempo para ser lido, embora seja relativamente breve. A Room of One’s Own é um ensaio de Virginia Woolf sobre a relação entre mulheres e ficção, o espaço da mulher no ofício criativo em relação ao homem. Embora eu tenha levado MESES pra terminar de ler, recomendo pela pertinência do tema

Essas belezinhas (Alice no País das maravilhas e Alice através do espelho) foram compradas no Festival do Livro em Ipojuca. Gosto muito do universo de Alice e especialmente de clipes que foram inspirados nela, como Sunshine, do Aerosmith e Don’t come around here no more, do Tom Petty & The Heartbrakers. Como tinha lido há vários anos (provavelmente, versões adaptadas), comprei sem pestanejar.

Não dá para dizer que Na minha pele é uma autobiografia do Lázaro Ramos. Isso porque embora ele exponha fatos de sua vida desde a infância na Ilha do Paty até o início da carreira, não é só isso. Ele usa seu espaço para abordar de uma forma muito legal temas densos como a discriminação racial. Outro livro que recomendo pela pertinência do tema.

Não consegui registrar Menos é mais, do André Botelho, no Goodreads, então ele não entrou na conta oficial; então vem para cá. É um livro super curtinho, que a gente pode ler até em um dia só (mas li em dois, num ritmo mais lento) e nos leva a refletir sobre questões da vida moderna que nos afastam dos ensinamentos de Cristo.

Até um dia desses eu nunca tinha lido O pequeno Príncipe. Aí aconteceu a oportunidade. Confesso que chorei em alguns trechos…

Também tiveram alguns e-books: Agorafabulous, da Sara Benincasa, que muito me alentou numa fase difícil desse ano; A arte de fazer acontecer, sobre o método GTD; The Year of yes, da Shonda Rhymes (muito, muito inspirador!); Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie… Alguns foram comentados aqui, outros não. Enfim, fica a resolução para o próximo ano: fazer mais registros do que ando lendo aqui.

A fila que mais cresce no Brasil

Deve ser a minha fila de livros para ler. No começo do ano coloquei no Goodreads a meta de 21 livros; foi a quantidade que li no ano passado e eu tinha uma boa perspectiva de ultrapassar essa marca…

… Lendo 22 livros em 2017.

Enfim, parece que cheguei aos 22! Um dos livros que li não está registrado no Goodreads, então não entrou para a conta oficial do site (:-(), estou terminando Alice através do espelho e, com fé em Deus, termino A room of one’s own. Não é que eu esteja achando A room… ruim, mas às vezes eu simplesmente esqueço desse livro. Levei meses para terminar cada livro da Virginia Woolf que eu li entre 2016 e 2017. Na verdade, levei anos para criar coragem de abrir o Selected Works e efetivamente lê-lo. Mas até 31 de dezembro termino e então terei lido 23 livros, olha que legal. Até posto a listinha aqui, com breves comentários.

Mas olhando para o futuro, em termos de leitura, 2018 promete. Na minha fila tem Eu sou MalalaVoltar a Palermo (de Luzilá Gonçalves, que só comprei porque ando pensando em ia passar uns dias na Argentina (poucos, bem pouquinhos, porque ando economizando para voltar à Alemanha), tem outro livro de um autor pernambucano cujo nome agora esqueci (quando eu estiver perto da minha estante, faço um update desse post).

E vai ter Hermann Hesse. Recebi a indicação de um amigo querido e resolvi lê-lo.

Em alemão. Vou passar 2018 mais abraçada com o dicionário do que andei em 2017. vocês vão ver.

Enfim organizada?

Primeiro, aquela coisa de fazer o bullet journal no Evernote foi pro beleléu logo que meu celular deu piripaque. Deu tempo só de registrar os dias da menstruação daquele mês (Setembro já faz tanto tempo, né?).

Agora ando pensando em retomar os meios analógicos para organização. Embora ainda use o Google Calendar para registrar compromissos, tem coisas que estou querendo literalmente pôr no papel… E haja papel em branco! Tem agendas com folhas em branco, cadernos idem. Então comecei a fazer um planejamento semanal. 98% de eficácia, já que furei dois compromissos: um que tinha firmado comigo mesma e fiquei sem paciência de fazer no dia; o outro era com uma colega de trabalho e… esqueci porque não li o bloco de notas na véspera. O problema de usar só papel é que às vezes a gente esquece de botar uns lembretes visíveis dos compromissos. Mas como esse não era um caso de vida ou morte, então tudo bem!

Então, por enquanto, estamos assim:

  • Google Calendar para compromissos grandes, como festas para as quais fui convidada e confirmei presença, eventos de trabalho, viagens.
  • Bloco de notas na bolsa para planejamento semanal, lista de compras, ações que precisam ser feitas no dia.
  • Planner colado na porta do quarto para servir de lembrete e sanar esse problema de esquecimento de compromissos de menor porte e/ou recorrentes, que não estão no calendário eletrônico (isso ainda vou fazer, agora em Dezembro).
  • Evernote para coletar referências para projetos criativos. Junto com o Pinterest, está sendo uma grande ajuda para manter o hábito de pesquisar sobre tudo o que vou escrever. Também uso o Evernote para registrar planejamento financeiro e de viagens.

Com essas ferramentas, acho que agora vai!

Recentemente, terminei de ler o livro do David Allen, A arte de fazer acontecer, onde ele apresenta e orienta a gente a usar o método GTD de organização. Para aplicar esse método direito, ainda tenho muito o que aprender, mas já coloquei algumas coisas em prática, como o uso da caixa de entrada (a minha mesa de trabalho tá uma lindeza agora!), a regra dos dois minutos e a minha nova pergunta favorita: “Qual é a próxima ação?”

Você já leu A arte de fazer acontecer? Caso ainda não tenha feito, é uma leitura que recomendo fortemente – e que inclusive, vou reler com mais calma em breve.