Ouvindo: “WAW/NYC”, de Marek Napiórkowski

Dando uma pausa na série de posts sobre minha estada na Alemanha para compartilhar mais esse crush musical que já dura umas duas semanas. Marek Napiórkowski, um dos meus guitarristas do coração, lançou álbum novo, com participação de Manuel Valera (piano), Robert Kubiszyn (baixo), Clarence Penn (bateria) e Chris Potter (saxofone). WAW/NYC é uma conexão deliciosa da capital polonesa com os EUA, graças a combinação perfeita dos músicos. Só Napiórkowski e Kubiszyn são poloneses nesse conjunto; Manuel Valera é cubano, Penn e Potter americanos.

Já de saída, as duas primeiras faixas (Cloud Illusions e The Way) conquistaram meu coração. A primeira, a propósito, me lembrou um pouco o Nap, lançado em 2009. Mas até agora a minha favorita mesmo é The Way. Se antes eu já queria vê-lo ao vivo, agora a vontade aumentou! E o porquinho já está sendo devidamente engordado. 😉

Fãs de jazz que eventualmente chegarem a esse post, escutem WAW/NYC e divirtam -se (e virem fãs do Napiórkowski que nem eu)!

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Crushes musicais da semana #7

A semana ainda não acabou, mas preciso compartilhar que estou completamente viciada em Deus lhe pague, na interpretação da Elis Regina.

Descobri que ela cantava essa música graças ao filme (sobre o qual falei aqui), e eu tinha gostado e tudo, mas só fui prestar atenção a ela direito meses depois, quando ouvi a música no Spotify, no meio do daily mix.

Pronto. Parei nessa música e estou a ouvindo no repeat desde ontem, no final da tarde, depois que resolvi mudar um pouco o disco.

Essa música foi registrada ao vivo no álbum Transversal do tempo, de 1978. E até então, minha interpretação preferida de Deus lhe pague era a de Edson Cordeiro, em um songbook do Chico Buarque (songbook maravilhoso, a propósito); mas aí descobri a versão da Elis e vamos dizer que deu um “empate técnico” de interpretação preferida.

A propósito: também é em Transversal do tempo que temos Cartomante, de Ivan Lins, que eu tinha ouvido no rádio uma vez (na voz de Elis), gravado numa fita – quando eu ainda colecionava fitas K7. Toda vez que eu ouço essa música, tenho que segurar o choro (ainda mais nos dias de hoje).

Detalhe que eu passei anos ouvindo na fita, decorei a letra e não sabia o nome da música, muito menos que Ivan Lins é o compositor dela. Ah, tempos da Internet precária…

Crushes musicais da semana #6

Parei um pouco de escrever sobre as músicas que estou ouvindo e amando, por motivos de:

  • falta de tempo mesmo
  • andei ouvindo as mesmas músicas por semanas

O último álbum com que andei tendo um “relacionamento sério” foi o Frogtown, do Anthony Wilson (mencionado umas dezenas de vezes nesse blog só no último mês). Mas na semana passada encontrei dois álbuns que arrebataram meu coraçãozinho.

Só para constar: o final da semana não foi nada fácil, em especial o final dela. Tive uma crise de ansiedade braba, de passar a manhã da sexta-feira inteira chorando e dando patadas gratuitas no povo, sem querer interagir muito e com o coração muito pesado. Me fechei em casa no sábado e no domingo, interagindo só com meus pais e com alguns amigos no twitter e instagram, e só saindo de casa para ir à farmácia – o que foi bom, pois vi o sol, e sol sempre me anima. Graças a Deus, estou bem agora, só com um pouco de dor de cabeça, mas vai passar. Vai ficar bem, quero e preciso ficar bem. ^_^

No meio da crise, eu estava buscando manter as atividades normais. Fui pra aula de violão, pro pilates – inclusive, meu desempenho na aula naquele dia foi muito bom e eu suei pra caramba – ouvi minhas musiquinhas e dando aquela navegada no instagram, fiquei sabendo que Na calada do dia, novo álbum do Edu Ribeiro (o baterista, não o cantor de reggae) estava disponível nas plataformas digitais. E lá fui eu pro Spotify ouvir o álbum…

Aí começou a novela eu x spotify x internet porquinha!

Por conta da confusão dos Edus, o álbum não foi parar no Edu Ribeiro que eu sigo no Spotify, ou seja, o app não avisou (e acho que nem avisaria, porque as notificações do app andam bem fail pra mim, fui ver nas configurações, e não desativei nenhum alerta… bora ver isso aí, Spotify) Como não estava achando no Spotify, voltei temporariamente para minha conta do Deezer, que eu não tenho instalado em nenhum dispositivo, mas podia usar no navegador.

E a minha internet tava uma porcaria! Eeeeee ¬¬’

Mas consegui ouvir o álbum assim mesmo, com aquelas travadas maravilhosas nos intervalos entre uma faixa e outra. E de cara, duas músicas me conquistaram a ponto de ouvir no repeat direto: AguaceiroNa calada do dia. Fiquei tão encantada que até fiz stories no Instagram, porque o povo precisa conhecer a maravilhosidade que é o trabalho do Edu Ribeiro. ❤

No dia seguinte, com a internet menos coisada, consegui ouvi-lo novamente, dessa vez no Spotify, yay!

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Achei a capa linda também.

Aí, ouvindo pela segunda/terceira/quarta/quinta vez seguida, outras músicas entraram para a lista de favoritas da vida, como Brincando com Theo, que já foi gravada no Aqui, de Tatiana Parra e Andrés Beeuwsaert, ganhou um arranjo tão lindo que até me fez chorar (calma, gente, a crise já estava controlada! é que às vezes choro com músicas bonitas mesmo). Maracatim e Mathias são faixas também estão em outro álbum que marca presença na minha coleção: Varanda, do Reunion Project (do qual Edu também faz parte). E tem dois solos de bateria (né, estamos falando do álbum de um baterista, tem mais é que ter solos mesmo): NenêDiddle diddle (a segunda fecha o álbum).

Enfim, estou em um super-mega-blaster relacionamento sério com Na calada do dia, como vocês podem perceber. Inclusive baixei para ouvir offline (porque é por isso que não cancelo o premium). Tenho muito é que agradecer por essa lindeza ter sido lançada, e justamente num dia em que eu estava bem mal. Aqueceu meu coração, que nem um raio de sol depois da tempestade.

Parece que semana passada foi a semana dos bateristas aqui por essas bandas. Isso porque antes de Na calada do dia ser lançado, a minha mix #2 do Spotify me fez descobrir o baterista americano Ari Hoenig. A primeira música que ouvi dele foi  Arrows and Loops, do álbum Lines of Oppression. Gostei tanto daquela música que fui ouvir o álbum inteiro, e gostei tanto que ouvi várias vezes durante a semana.

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Desse, os highlights pra mim são a faixa título (que também abre a tracklist), Arrows and Loops, e Rhytim/Rhytm-A-Ning (são duas faixas, mas aqui considero como uma só). Lines of oppression (o álbum inteiro) já faz parte da minha lista de álbuns para ouvir em horário comercial, para manter o foco no trabalho.

E essas são as minhas recomendações musicais *do amor* dessa semana. ❤

Guitar heroine: o primeiro desafio

Falei que ia tocar e cantar ao vivo em público pela primeira vez na igreja, né? Faz duas semanas que isso aconteceu. Filmei e acabei esquecendo de postar no YouTube. Enfim…

Fiquei mais nervosa do que imaginei que ficaria. Antes de efetivamente ir lá e tocar, minha preocupação era com errar a letra. Aí montei uma rede de proteção: letra no data show, partitura bem na minha frente…

Acabou que não olhei para nada disso. O data show deu uma travada, a estante estava baixa demais para mim e eu tocando em pé, com o coração acelerado. Não errei a letra, mas errei um ou dois acordes, na segunda metade da música. Acontece, né? No refrão o pessoal cantou junto e até deu uma risadinha quando compartilhei o quanto estava nervosa por essa primeira vez. Todo mundo entende que a primeira vez geralmente é bem ruinzal, né? Porque é isso mesmo.

Mas a repercussão foi ótima, eu estava me sentindo feliz, espontânea como há muito não me sentia. Era como ter sete anos (ou menos) outra vez. E o melhor: quando fui ver o vídeo, não achei tão ruim assim. Para uma newbie, eu fui muito que bem. Minha professora foi da mesma opinião, quando conversamos ontem rapidamente sobre o assunto, antes de começar efetivamente a aula do dia.

Agora estamos ensaiando uma música para apresentar um duo violão e clarinete e estou animadíssima. É um movimento que me aproxima de um tipo de música que eu aprecio (e estou usando cada vez mais partituras, que era um dos meus objetivos). Já consigo até me imaginar indo mais longe e organizando um trio, um quarteto, para sair tocando por aí sempre que tiver a oportunidade…

Em tempo: estou fazendo exercícios diários e assim a questão acordes com pestana foi, enfim, resolvida. Viva!

A dança da cordinha (quebrada)

Pois é… Amanhã vou tocar e cantar em público ao vivo pela primeira vez. Vai ser na igreja, de manhã, uma música só. Um pequeno passo para qualquer outra pessoa que esteja acostumada, um grande passo para mim. Fico meio recolhida, treinando no quarto, postei no instagram alguns momentos de prática, mas agora não vou poder voltar para o começo se eu der uma errada no acorde ou na letra.

O maior desafio nesse caso foi a letra. Eu não conhecia a música que vou cantar (minha professora que propôs), então eu precisei tocar várias vezes para poder aprender a cantar no tom correto, a palavra certa na hora certa. Amanhã vou pedir para gravarem e compartilho no YouTube, aguardem.

Mas sim, o que acontece é que minha professora emprestou o violão dela para que eu treinasse nele e é com esse violão que vou tocar amanhã. Violão com cordas de aço, mais leve do que o modelo que eu havia experimentado antes. Levei para casa, com o compromisso de treinar mais, inclusive treinar tocar em pé – sou do time das pessoas que se acostumaram no esquema um banquinho e um violão, beijos.

Na quinta tudo massa. Aí na sexta de manhã fui tocar um pouco antes de ir trabalhar e percebi o Mi agudo bem desafinado. A gente tocava e saía uma coisa bem alien. Fui tentar afinar e PEI! – a corda estourou. O que a gente faz? Vai atrás de outra corda, óbvio. Como as lojas próximas da minha casa não tinham essa corda (tinham tudo, menos aquela corda primeirinha) precisei sair mais cedo para comprar a dita cuja antes de ir para um outro compromisso e antes que o comércio do centro da cidade fechasse as portas.

Acabei comprando um encordoamento completo em aço, da NIG, com um Mi extra.

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Olhe, essa corda extra me valeu, porque na primeira tentativa de colocar a corda, ela continuou desafinadona e eu fui apertando, apertando, e PEI! – estourou de novo.

Confesso que meu maior medo era machucar a mão com uma corda quebrada. Isso não aconteceu, graças a Deus, a ponta da corda quebrada entrou um pouco na palma da minha mão, mas não sangrou nem nada, tirei logo e ficou tudo bem. Na segunda tentativa (que seria a última e eu teria de comprar outra corda caso aquela quebrasse também) finalmente peguei a manha e consegui afinar tudo direitinho, sem mais acidentes. Fiquei com mais cinco cordas de aço que, como não tenho violão de aço, estão aqui inutilizadas. Sei que podia ter comprado só a que eu precisava, mas sabe aquele pensamento de que outra corda pode quebrar enquanto você está repondo a primeira? Pronto, foi isso o que eu pensei.

O que posso fazer?

  1. Comprar um violão de aço e usar as cordas que comprei;
  2. Dar as cordas para quem tenha um violão de aço. Talvez pra minha professora mesmo, para não ficar acumulando coisa aqui em casa.

Daqui pra amanhã decido. Agora vou colocar uma palheta na bolsa para não esquecer de levar, e torcer para que nenhuma corda mais quebre até amanhã…

Crushes musicais da semana #5

 

Essa semana passou ligeiro, teve uns momentos estranhos, mas no geral estamos terminando bem (a semana e o mês). Hoje acordei com essa música na cabeça:

Essa é mais uma daquelas músicas que me despertou uma ideia adormecida (que está sendo devidamente registrada no BuJo). Ou seja, vou ouvir um tantão.

Que logo deu lugar a essa:

Já tem cifra dessa música por aí? Já quero fazer cover dela! O CD todo é muito bom, quem não ouviu ainda, vá ouvir.

Aí teve essa

Nova Bossa Nova me dá uns mixed feelings. Tem hora que eu acho uma maravilhosidade, tem hora que não acho tão maravilhosa assim. Estamos na semana da maravilhosidade.

Mas a campeã de replays, empatando com Eu não sou seu lixo, é Nemesis.

E outra música que descobri essa semana, mas já amo, é While we slept, do Anthony Wilson.

Essa não faz parte da tracklist de Frogtown, acho que só está no YouTube mesmo, por enquanto.

E agora deixa eu ir ali atrás de uma corda de violão para substituir a que quebrou aqui…

“Ventanas”, do Aca Seca Trio

Pessoa aqui acordou virada no cão, com aquela TPM super legal – só que não – querendo andar com uma plaquinha escrito:

Tô na TPM – favor não encher o saco. Obrigada! 🙂

O que ajuda nesses momentos? Meditação, chá e música!

O álbum da vez, que está me ajudando a dar uma relaxada nesses momentos de descompasso, é o Ventanas, do Aca Seca Trio. Este é um conjunto argentino, formado por Andrés Beeuwsaert (piano, teclado, percussão e voz), Mariano Cantero (bateria, percussão e voz) e Juan Quintero (guitarra e voz).

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E são lindinhos, né?

O foco deles é na canção folclórica latina, e Ventanas é o terceiro álbum do Aca Seca Trio, lançado em 2009.

Eu já tinha ouvido o Avenido, o álbum anterior, de 2006 – que tem a música Carcará, uma das minhas favoritas do grupo – mas Ventanas tem algo que toca mais o meu coração, e que ainda não sei explicar o que é direito. Tenho pra mim que é a melodia mais delicada da maioria das faixas, dá aquela ideia de ficar mais contemplativa, relaxando. Basicamente o que eu estava precisando hoje.

Uma das faixas, Pasan, composta por Andrés Beeuwsaert, foi regravada no álbum Aqui, de Tatiana Parra e Andrés Beeuwsaert, com o título Ventania. Quando ouvi os primeiros acordes, sabia que conhecia aquela música de algum lugar… Nem tem muita mudança no arranjo de uma gravação para a outra. E Tatiana Parra também tem uma participação especial na última faixa, Casa.

Minhas músicas favoritas: Ventanas, composta por José Flamenco, Pasan Esa Tristeza, de Eduardo Mateo. Sempre que escuto esse álbum, repito essas três músicas.

E essa é a recomendação de música do dia (especial para quem precisa melhorar o astral, como eu hoje)!