Crush musical: Follower (John Raymond)

Conheci por acaso, por causa do Daily Mix do Spotify (sigo usando o app por causa das daily mixes, alguns álbuns que só tem lá, e os podcasts) e foi paixão à primeira vista. Essa música está no álbum Joy Ride, do trompetista John Raymond & Real Feels, lançado em 2018. A propósito, o Real Feels tem entre seus integrantes o guitarrista Gilad Hekselman (que já vimos ao vivo em Berlim e é mara, já queremos ver de novo).

Até começar a escrever esse post, juro que não tinha ouvido o álbum inteiro, de tão fascinada estava por apenas esta música. Mas o álbum todo é recomendadíssimo. Até agora, só o vi disponível no Spotify… se o encontrar no Deezer, atualizo o post.

“Hipokamp”, de Marek Napiórkowski

Como eu tinha falado em um dos últimos posts, voltei para compartilhar minhas impressões sobre Hipokamp, mais novo álbum do guitarrista polonês Marek Napiórkowski (de quem sou fã desde que ouvi o Up pela primeira vez – não lembro mais o ano, infelizmente, depois). Enfim, amigos, esse é mais um caso de “em um relacionamento sério com um produto fonográfico”.

Antes do lançamento do álbum completo, que conta com nove faixas (o que dá quase uma hora de som), o single Brainstorm já dava uma ideia do que estava por vir. Achei ligeiramente diferente dos trabalhos anteriores do Napiórkowski, pela presença do sintetizador, mas não acho isso ruim, nem de longe!

Fãs de David Bowie, ouçam Hipokamp: tem covers fantásticas de Space Oddity e Absolute Beginners. Inclusive, admitindo minha ignorância na vida e obra de David Bowie, eu não sabia que Absolute Beginnners (música que fecha o álbum) é dele. Anyways, ela quase rouba de Brainstorm o posto de minha música favorita. Digo quase, porque na verdade, estão empatadas. 😁

Hipokamp está disponível em todas as plataformas digitais. Fica a dica para ouvir já!

“Brainstorm”, novo single do Marek Napiórkowski

Fui surpreendida no começo da semana com o lançamento de Brainstorm, single vindouro álbum  Hipokamp, do Marek Napiórkowski. Na verdade, fui só “meio” surpreendida, porque tinha lido sobre o futuro lançamento dias antes no Instagram do guitarrista, mas esqueci da data; aí o Spotify me lembrou botando a faixa no topo da playlist de lançamentos da semana.

Pensa numa pessoa que ficou  on fire depois de ouvir essa faixa. Ouvi no trabalho, ouvi malhando, a música simplesmente grudou na minha cabeça num grau que eu achava que depois de The Way e Joyful Souls (faixas do álbum anterior do polonês, WAW/NYC) não seria possível. Uma ansiedade (boa) para o lançamento do álbum completo, que, já sabemos, vai ser fantástico, porque Napiórkowski jamais decepciona. É um álbum melhor que o outro.

O single conta com presença brasileira: o percussionista austríaco-brasileiro Luis Ribeiro integra a banda que acompanha Marek Napiórkowski, que também tem o baterista Paweł Dobrowolski (que já vi tocando no Marek Napiórkowski Sextet em outros vídeos), Jan Smoczyński nos sintetizadores e Adam Pierończyk no sax soprano.

Em breve, assim que Hipokamp estiver nas plataformas, falarei mais sobre. 😉

“A Casa de Chá” – trilha sonora

Olá! Já que os capítulos de “A Casa de Chá” estão sendo publicados atualmente lá no Sweek – conforme a postagem anterior – hoje resolvi vir compartilhar a playlist que criei especialmente para este projeto. Para você que está chegando ao blog agora, eu tenho por hábito, toda vez que estou escrevendo algum texto – especialmente se for de ficção – selecionar músicas que me inspiram a criar aquele universo específico e montar a playlist, como se fosse uma trilha sonora de novela – porque eu penso nas histórias que crio como se fossem novelas mesmo!

Design sem nome

Então, com vocês, as músicas:

http://open.spotify.com/user/cg9kzzmrythrutagkqpm43ws/playlist/3OUz9liQr50PttgulkATVx?si=dGlbYxiRVa_COCCe_kk9Q

Espero que curtam a seleção! 😉

 

 

A pessoa mais sumida da Internet

Sim, sou eu. Fiquei sem ânimo e meio sem tempo de parar e escrever alguma coisa decente por aqui, mas de vez em quando é bom tirar a poeira, né?

O semestre acabando e estou me equilibrando entre a vida acadêmica, o trabalho, a música, vida pessoal, cuidar da saúde – mental, principalmente. Ontem, no meio do engarrafamento provocado pelas chuvas em Recife, terminei de ler o livro 10 argumentos para você deletar agora suas redes sociais, do Jaron Lanier; e embora eu ainda não tenha deletado nada ainda, ando enjoada. Faz quase uma semana que não acesso instagram, nem twitter, porque só ficava rolando o feed, sem vontade de dizer nada para os seguidores; além de me sentir mal rolando o feed em vez de pôr a minha vida para rolar. No Facebook eu só entrei no dia depois do meu aniversário, porque ainda tem umas 10 pessoas que mandam parabéns por lá, mas o resto do mundo meio que não lembra ainda que estou lá. Porque é como se não estivesse mesmo, até desativei o aplicativo no celular e só uso o Messenger. É a única rede que está em vias de ser deletada de vez da minha vida. Apaguei a conta do Stage 32 também, porque me é inútil.

Terminei o livro no metrô e já emendei com outro: Comer, rezar, amar. Estava na minha wishlist da Amazon faz é tempo; e agora divido minha atenção entre ele, um livro sobre Cleópatra, os artigos das disciplinas que estou cursando na universidade, e a Bíblia. Não estou enlouquecendo, dá tempo de ler tudo com calma e daqui a pouco vou ter miniférias.

O Raízes – grupo no qual canto – fez uma apresentação no Café Cultura mês passado; e vamos voltar lá no fim do mês. Ah, o café foi inaugurado em abril, e nós estávamos lá! Lembro de estar toda me tremendo no final da primeira música, o espaço ainda tinha poucas pessoas quando a apresentação começou; e eu lembrei muito de Nos bailes da vida, especificamente da parte que diz “… de tocar um instrumento e de cantar não importando se quem pagou quis ouvir…” Foi bonito. Consegui me segurar e não chorei. Chorar cantando é algo que me acontece com certa frequência, mas em público eu tento segurar um pouco a onda. Nem sempre dá certo.

Segurar o choro foi o que não consegui fazer ouvindo as primeiras duas faixas de Quase memória, álbum recém-lançado de Edu Lobo, Mauro Senise e Roberto Lubambo. Dono do lugar (que está no álbum Tempo presente, de 1980) é uma das minhas músicas favoritas da vida e sempre me emociono com ela. E a segunda faixa, a inédita Terra do nunca, me fez verter lágrimas de tão linda que é. É daquelas músicas que vou cantar pra minha sobrinha (de 8 meses) na primeira oportunidade ❤ Como eu não consigo lembrar de canções de ninar, desde que ela nasceu eu canto qualquer música que me vier à cabeça quando estou com ela nos braços, tipo Clareana, da Joyce. Funciona: a menina dorme que é uma beleza…

Tô tão sumida que comecei a publicar A casa de chá no Sweek e não voltei lá pra postar o resto da estória. Mas eu vou voltar.

Comentando o álbum: Bedford School, de Grzegorz Turnau

Fazia tempo que não se comentava sobre um CD por aqui, né? É, eu estava com preguiça de atualizar o blog, confesso. Mas agora estamos de volta (de novo)!

bedfordschool
Capa do álbum. Fonte: http://www.gzregorzturnau.pl

Bedford School foi lançado em novembro do ano passado e é o primeiro álbum do Grzegorz Turnau que conta com 100% das músicas cantadas em inglês! Antes disso, ele havia gravado apenas uma música do idioma: We must go to the top, faixa final do álbum-coletânea Do zobazcenia, lançado em 19999. (detalhe inútil: domingo passado tirei essa música de ouvido no violão, ficou massa!) Mas voltando à Bedford School: a faixa que intitula o álbum é a única inédita e de autoria do cantor polonês, que relembra os tempos de estudante, de quando estudou em Londres e teve contato com artistas que o influenciaram grandemente, como Beatles, Queen, Billy Joel, entre outros que são reverenciados nas releituras que Turnau faz de suas músicas. Os Beatles são os mais homenageados: tem The fool on the hillImagine (seria meio difícil não ter essa música!), My Valentine (de Paul McCartney). Mas a minha favorita mesmo é Miami 2017 (Seen the lights go out on Broadway), de Billy Joel, que ficou per-fei-ta na versão by Grzegorz Turnau. Entrou pra minha lista de mais queridas sem pestanejar, e também na trilha sonora que uso para escrever meu projeto atual.

Parte das músicas em Bedford School conta com a participação da cantora irlandesa Maria Rumińska, com sua banda Shannon. E pouco depois do lançamento, Bedford School ganhou um clipe, que acho que é o melhor clipe já feito para divulgar músicas de trabalho do Grzegorz Turnau (até então o melhor para mim era o de Bracka). Turnau de bicicleta (o que me lembrou o Tutaj Jestem), de patins, fazendo estripulias como uma criança… adorei!

Grzegorz Turnau, é um dos melhores artistas que já tive a chance de conhecer. Infelizmente, pela barreira linguística, só é popular mesmo na Polônia. Mas quem sabe agora, com um álbum totalmente em inglês, ele não expande as barreiras, né? Por enquanto sigo torcendo para vê-lo ao vivo algum dia. (ir à Polônia é o meu novo ir a São Paulo: eu planejo, planejo, e quando chega na hora acontece alguma coisa para eu não ir, até que um dia eu consigo.)

 

Crushes musicais: janeiro/19

Confesso que andei com uma preguiça daquelas de escrever aqui no blog… Na verdade, andei com preguiça da internet de uma forma geral, mais precisamente com as redes sociais. Falta de vontade de escrever no instagram, twitter, facebook já foi deixado de lado já faz um bom tempo… Aí tem o blog e, em menor escala, o youtube, o podcast… Enfim, estou ressignificando minha relação com a internet, mas isso é assunto para outro texto. O texto que eu estava adiando há um bom tempo tem a ver com as músicas que mais ouvi durante o mês passado. Ah, como fevereiro começou há pouco (só 9 dias, hehe), também tenho ouvido bastante nesses dias também. E vamos a elas!

Um dia desses, no final de 2018, comecei a fazer uma faxina digital e depois de dar aquela geral nos arquivos dos drives, resolvi fazer o mesmo nos álbuns salvos no Deezer e no Spotify, seguindo mais ou menos o método KonMari e me perguntando se cada álbum digital me trazia alegria. Vários deles eu tinha salvo ali para ouvir depois e o tal depois nunca tinha chegado, entre eles, Navega Ilumina, álbum de 2014 do Francis Hime. E foi desse álbum que saiu o primeiro crush musical do ano: Mistério.

Estou tão apaixonada por essa música que peguei a partitura para estudar e coloquei na playlist/trilha sonora do meu atual projeto literário (que teve a propósito o título alterado por causa dessa música), que comecei em novembro e francamente não sei quando vai acabar, porque ultimamente ando escrevendo num ritmo mais lento.

Tem outras músicas maravilhosas nesse disco, na verdade ele todo é muito bom… Na verdade estou tão encantada com Francis Hime que se eu tivesse um filho hoje e fosse menino, o nome do pirralho ia ser Francis (aliás, tenho um personagem com esse nome em A Casa de Chá). Mas continuando…

Vocês já ouviram Cheiro Verde, de Danilo Caymmi? Pois é, há alguns anos atrás eu tinha ouvido esse álbum, não lembro como chegou às minhas mãos, mas tinha duas músicas que eu amava: Codajás

… E Vivo ou Morto.

Mas os crushes do mês não são essas versões, e sim Codajás na interpretação de Nana Caymmi…

… E Vivo ou Morto by Joyce (do álbum dela com Nelson Ângelo)!

Eu dou uma viajada braba na letra dessa música, há anos que conheço e até hoje não entendi muito bem.

Falando em Nelson Ângelo e Joyce, esse álbum é digno de atenção pelas vibrações psicodélicas-hippies-comunidade-alternativa. Anos mais tarde, ela gravaria outro álbum com espírito semelhante, o Visions of Dawn. Mas focando em Ângelo e Joyce, outra música que ouvi muito ultimamente é Tudo começa de novo.

Tô querendo gravar um cover dessa música, só me recuperar 100% da pequena cirurgia odontológica que fiz, e estamos aí! 😉

Próximo da lista: Me dá a penúltima, by Aldir Blanc (feat. João Bosco).

Temos ainda A Rosa, música de Chico Buarque na interpretação de Johnny Alf. Digo logo que a versão do Alf me pegou muito mais do que a de Chico Buarque. Seguem as duas para vocês ouvirem e dizerem o que acham:

E, para fechar a lista, Luz Negra, interpretada por Leny Andrade e Gilson Peranzetta.

Eu já estava ouvindo esse álbum com canções de Cartola e Nelson Cavaquinho há um tempo, mas até então a minha favorita era História de Um Valente (que consta da playlist que fiz para Cafeína). Um dia desses parei para ouvir Luz Negra e, cara, Leny Andrade é diva demais! ❤

E essa foi a pequena lista de músicas que fizeram o meu mês de janeiro e início de fevereiro. Logo, logo tem mais! 😉