Crushes musicais da semana (primeiro em vídeo! 📹)

Acordei inspirada e resolvi gravar um vídeo tocando a música que mais tenho ouvido essa semana (obrigada, mixes do Spotify!)

A música da vez é Ich wollte nie erwachsen sein, do cantor alemão Peter Maffay. Maffay começou sua carreira nos anos 70, se tornou um dos artistas mais populares da Alemanha e ainda hoje está em atividade. Além de se destacar na carreira musical, Peter Maffay também se destaca por suas ações político-sociais. É ativista pela paz, colabora com projetos de apoio a crianças que sofreram abusos.

No ano passado, Maffay lançou álbum acústico, e foi na versão desse álbum que ouvi Ich wollte nie erwachsen sein pela primeira vez. E quase caio no choro.

E essa é a minha versão, comigo mais preocupada com a letra do que com a afinação 🤣🤣🤣

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Playlist temática: Carnaval

Não sou uma foliã nata, nunca fui. Minha única experiência com o carnaval – tirando as festas da escola – foi uma vez quando fui a Olinda num sábado (dia do Galo da Madrugada) e participei de uma gravação de um filme para divulgar o hostel onde um colega do curso de cinema trabalhava. Isso já tem uns cinco, seis anos. Vi uma troça infantil, uma prima minha foi entrevistada por emissora de TV durante o encontro dos bonecos gigantes e saímos da cidade quando os foliões fantasiados começaram a chegar com força para a farra, isso por volta do meio dia.

A propósito, não sei onde estão os originais desse vídeo, acho que perdi em alguma formatação. Pena!

Ah, teve também às visitas às sedes da Mangueira e da Beija-flor de Nilópolis (nessa última, participei de ensaio, colocando pra jogo todo o samba no pé que não tenho)

Enfim, apesar de não ser uma pessoa do Carnaval, acho legais algumas músicas. Algumas canções de axé e frevo fazem parte da minha memória afetiva, inclusive. E assim, por ocasião desse carnaval resolvi lançar uma playlist no Spotify com algumas músicas que me remetem à festa. Ainda está em construção, então outras faixas poderão ser acrescentadas até a quarta-feira de cinzas, quando estarei assistindo à apuração dos desfiles das escolas de samba do Rio e comendo salgadinhos.

(Ou biscoitos amanteigados – acho que vou aproveitar a folga para assar biscoitos) 😋

Update: não está na playlist, mas é uma música que conta uma história de carnaval (#históriatriste) e eu gosto muito dessa…

Crush musical da semana: “There’s a storm inside”, do Chico Pinheiro

Esse álbum é um crush antigo, já. Infelizmente, não o tenho em formato físico, mas houve um tempo em que eu ia quase todo santo dia lá no site do Chico Pinheiro na Reverbnation só para ouvir faixas como Sertão Wi-Fi (minha favorita) e Buritizais 2 (é uma nova interpretação do tema que, no álbum de estreia do Chico – Meia noite, meio dia – tem vocal de Lenine; no There’s a storm inside, o vocal é da Dianne Reeves).

Qual não foi minha surpresa ao descobrir no Spotify que o There’s a storm inside está disponível na plataforma? Quando ouvi Recriando a criação no mix (baseado nas músicas do Chico Pinheiro, por acaso), deu até um quentinho no coração. ❤

Além de Sertão Wi-FiBuritizais 2, destaco do set do There’s a storm inside Recriando a criaçãoMamulengo, A Sul do Teu Olhar, Um Filme (também registrado no álbum For the Moment, do Bob Mintzer Big Band, e que se tornou uma das faixas da trilha sonora da minha vida na fase atual) e Valsa Nº 8. Ou seja, quase o álbum inteiro.

Se você não ouviu essa pérola ainda, aproveita o player aí em cima e divirta-se. Infelizmente,não está disponível na Amazon Brasil atualmente, mas tem na Amazon US, e no iTunes.

Balanço de Janeiro

Falta um dia ainda para Janeiro acabar, e em pouco mais de 24 horas muita coisa pode acontecer, mas acho que já dá para fazer um balanço breve das coisas que aconteceram no último mês. Olhando direitinho, foi pouca coisa não:

  • Fiz minha primeira aula de Yoga, com um grupo massa e uma instrutora maravilhosa. Foi apenas uma aula – aqui na minha cidade não tem ainda uma turma formada, então fazemos aulas experimentais no estúdio de pilates, que cabem no meu tempo apertado.
  • Evoluí oficialmente para instrumentista e integrante de um trio teclado + flauta + violão (a do violão sou eu, que também canto) na igreja. Era uma dupla, sabe? Mas quando entrou a flauta eu fiquei tão emocionada… Chorei de feliz, lembrando de quando eu era adolescente e queria ser tipo o Brad Whitford de saias. Queria ter uma banda só de meninas; depois eu queria entrar em qualquer banda, como vocalista. Obviamente não aconteceu. Aí chega um dia desses, eu com quase 30 anos na cara e… as coisas acontecem de um jeito que é mais parecido comigo de verdade. Ainda tenho muito que avançar e evoluir, óbvio, faz só 10 meses que resolvi voltar para o violão (depois de quase 17 anos admirando de longe). E o próximo passo é adquirir o eletroacústico próprio, que já chega de usar o violão dos outros.
  • Fiz alguns avanços na carreira autoral: enviei um poema para concorrer uma vaga em uma antologia; publiquei este poema no P.S. I Love You; concluí e encaminhei um roteiro em língua inglesa para um concurso. Muitos avanços em um mês só, não? Para mim, que tenho surtos de insegurança, foi muita coisa. Ainda mais sendo eu uma pessoa que tinha vergonha de tornar meus poemas públicos (nunca me considerei boa nisso), que há muito tempo não conseguia terminar um roteiro que fosse. Dia desses, tive uma conversa com uma coach de carreira aqui no trabalho e disse a ela que nunca fui a pessoa do ‘feito é melhor que perfeito’. Mas no fundo, eu gostaria muito de ser assim, menos perfeccionista e mais de ação, a que vai se aprimorando no caminho em vez de esperar ficar *pronta*. Ter encaminhado estes três textos, mesmo sem muita certeza de que serão bem recebidos, foi grande porque consegui ultrapassar a ideia de perfeição, que tanto me limita.
  • Ontem, saído o resultado do Sisu, vi um post de uma conhecida que passou para um curso pelo qual tenho algum interesse, e cujo interesse aumentou quando me aproximei de uma pessoa que trabalha nessa área. Me bateu uma sensação estranha de puxa, eu bem que poderia ter feito… Mas ao mesmo tempo, veio a pergunta: mas eu queria mesmo? Quero mesmo? Ou isso é só porque eu gosto muito da pessoa que está envolvida nisso e queria dar um jeito de estar mais perto? Já caí nessa armadilha há alguns anos, só que ao contrário: achei que estava apaixonada pelo cara (que era altamente estúpido, só pra constar) mas na verdade o que eu queria era uma habilidade específica que ele tinha e que se destacava. Dessa vez, tendo a achar que estou apaixonada pela coisa e que seria uma boa dar uma guinada profissional porque alguém que me encanta gosta (e trabalha com) daquilo também. Na verdade nem é. Em parte, é uma tendência que está até registrada no meu mapa astral, um tal de Mercúrio em Gêmeos que se por um lado tende a ter facilidade na comunicação e a ser curioso, também tende a acabar não se especializando em nada, de tanto que é curioso por tudo (tendência que venho tentando administrar, a propósito) Depois de um tempo refletindo sobre isso, concluí que tenho um desejo muito grande de passear pelo mundo dele, de entendê-lo, de ouvi-lo na mesma medida em que tenho vontade de falar de mim, do que me encanta e o que me perturba. Somos um bocado diferentes, isso já percebi; e tem horas que sinto um pequeno temor do que pode acontecer, mas ando com vontade de tentar.

Crushes musicais da semana – o retorno

Fazia tempo que eu não indicava música aqui, né? Pois: essa semana três músicas que eu já conhecia conquistaram meu coração lindamente, e aí a gente compartilha, claro!

Chico Buarque Song – Céu

Eu ouvi essa música pela primeira vez lá pelos meus 20, 21 anos, interpretada pela Stela Campos (a faixa integrava o EP Laura te espera com uma arma na mão). Eu gostava da música e a ouvi no repeat algumas vezes naquela época. Aí o tempo passou e eu esqueci. E não foi que o Spotify me reapresentou à música, agora na versão da Céu?

E eu amei! Tanto que até peguei a cifra para tocar, gravar e postar. Só não o fiz por falta de tempo mesmo, mas em breve teremos.

Venezuelana – Trio Corrente

Quando ouvi pela primeira vez o Trio Corrente Vol . 2, a música que mais me chamou a atenção foi Refém da Solidão. Até hoje gosto dessa música e ouço repetitivamente, se deixar. Mas ouvindo Venezuelana dia desses, senti uma vibração que eu só saberia definir como doce. Como se eu estivesse num passeio despretensioso por uma cidade latina (não necessariamente Venezuela) e fosse atraída por algo acontecendo na rua. Uma música, um grupo de dança, qualquer coisa que meus olhos e/ou ouvidos achassem agradável.

Paranoid Android – Brad Mehldau

A música é do Radiohead, mas eu juro que esqueci como é a original de tão apaixonada que fiquei pela interpretação do Mehldau, que faz apenas as melhores versões de músicas do pop-rock, e da bossa nova do universo. Aí dei uma busca rápida para lembrar que a original é excelente, ou seja, Mehldau melhorou o que já era bom:

O homem fez a melhor interpretação de Black Hole Sun, do Soundgarden; de Wonderwall, do Oasis; de Samba e Amor, do Chico Buarque; de Aquelas Coisas Todas, do Toninho Horta; e outros que me fogem à memória agora.

Brad Mehldau, eu te amo. Faz versão de música do Aerosmith pra eu amar mais. ❤

Música do dia: “Femme Fatale”, do Velvet Underground

Ontem eu tava dando aquela mazeladinha básica de início de ano (mas fui correr, que em Abril tem prova!) e fui ouvir Velvet Underground, que foi uma das bandas que fez a minha adolescência. Como estou tentando estudar o instrumento todo dia, fui procurar as cifras. Achei e hoje desandei a praticar. Fiquei tão animada que até resolvi gravar um vídeo (já tentei manter canal, mas aparentemente não nasci para ser youtuber, hahah).

Eis aí o resultado: mal enquadrado, sem maquiagem, mas o importante é a música. 😄