Meu lema

Ansiedade é, digamos assim, meu nome do meio. E eu tenho umas tendências pessimistas também. Começo coisas e desisto delas com uma facilidade enorme! Esse blog, por exemplo: por várias vezes pensei em apagá-lo, transformá-lo em outra coisa. E assim são vários outros projetos que compõem a minha vida. Sempre acho que vai dar errado comigo. Com os outros não: sou cheerleader dos meus amigos, faço o possível para vê-los prosperar e tudo. Mas quando o negócio é comigo…

“Ai, meu Deus, tá faltando tanta coisa!”

“Ele não vai me responder nunca!”

“Que vergonha…”

Entre outras coisas que ficam se repetindo na minha cabeça, incluindo reprises das cenas mais dramáticas possíveis, com diálogos me jogando no fundo do poço, batendo na ferida que mais demora para cicatrizar.

Estou falando tudo isso porque estou num trabalho interno (e solitário) para deixar de ser pessimista, para largar a autocomiseração e seguir em frente sem abandonar mais nenhum projeto pelo meio.

Hoje, durante uma sessão de meditação, me surgiu esse flash: “se eu não quero, eu não busco.” Quando abri os olhos, anotei essa frase no celular e no bloco de notas (tô abusando do manuscrito e aprimorando a letrinha, haha). E aí, beleza: não quero ser essa criatura que se consome por tudo. Mas o que eu quero mesmo? O que preciso buscar?

Nesse caso, buscar é cultivar. Como vou colher amor e leveza se tenho plantado desilusão e regado com lágrimas de desespero? (Eu não tenho realmente chorado muito ultimamente – só assistindo a Entre Irmãs, que vai ser assunto pra outro post – Mas vocês entendem, né?) Como vou transmitir paz se sou uma ansiosa que vive tentando disfarçar a ansiedade (ou seja, eu basicamente engulo meus sentimentos, ó que triste)?

Bem, essa é uma resposta que ainda estou procurando; então se você leu até aqui esperando a fórmula mágica, desculpa, não tenho. Mas se quiser se juntar à procura, estamos aí!

Um exercício que estou tentando colocar em prática é o da escuta. O fato de ser muito ansiosa me faz atropelar as falas dos outros muitas vezes em uma conversa. Isso pode parecer até normal para muita gente, mas em duas ocasiões recentes eu me incomodei com minha voz passando por cima da pessoa que completava um raciocínio. E comecei a exercitar a espera, o respeito ao turno do próximo, dar atenção ao que é dito. Antes de tomar qualquer atitude, preciso ouvir, não é? E ouvir o outro real, não o outro dos meus diálogos imaginários (que seria nada mais, nada menos que ouvir minhas próprias projeções, ou seja, me ouvir falar o tempo inteiro…).

Ouvindo conheço melhor o outro, e a mim mesma. E posso cultivar valores positivos que levarão ao que realmente importa

Se eu não quero ansiedade e essa pressão no peito e as dorezinhas no estômago e outros efeitos colaterais, não devo buscar o que me leva a esse sofrimento. É trabalhoso, mas vale a pena. Preciso anotar isso em vários lugares visíveis da casa e do trabalho. 🙂

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Pensando demais

Tenho a tendência de ficar obcecada com algumas coisas, de tempos em tempos. O alvo da obsessão, naturalmente, varia: situações e pessoas que eu deveria esquecer, coisas que falei ou disse (ou que não falei, ou não disse)… Dessa vez estou enganchada nos meus erros de alemão.

Desde que voltei  de Berlim, estou focadíssima em continuar estudando Alemão, já que pretendo voltar e fazer um mestrado. O problema é que ultimamente ando com muito medo de ser mal compreendida pelos meus erros de declinação. Antes eu só me preocupava com os gêneros dos substantivos, mas não era algo que me deixasse tão preocupada. Agora, depois de fazer uma lição sobre o dativo, eu penso em algo que escrevi ou disse errado e fico “ai, meu Deus! Vão me achar burra ou não vão entender o que eu quis dizer…”

Belchior; Cantor

Aí eu fico pensando em querer me explicar, quando o negócio já passou e nem tem mais graça. E fico dando importância demais a coisas que não deveriam ser tão grandes. Errei, errei. Mas ninguém vai morrer porque errei no dativo, né? Devo levar um puxão de orelha. Da próxima vez eu presto mais atenção. O que preciso melhorar é, além do uso dos casos, a minha obsessão com coisa que não precisa de tanta atenção. Pessoas que há muito saíram da minha convivência (graças a Deus), histórias do passado, nada disso deve perturbar mais ou ocupar espaços da minha memória que serão melhor utilizados arquivando conhecimento útil. É difícil, mas a gente vai trabalhando a mente, né?

E eu medito diariamente quando acordo (melhor horário, é quando consigo aproveitar o silêncio!), estou finalmente aprendendo a fazer disso um hábito (o Headspace tem me ajudado e valido cada centavo), mas não é de um dia para o outro que a gente muda o mindset. Quem sabe, daqui uns tempos, fico menos obcecada com coisas pequenas.

A propósito: melhorei um bocadinho na arte de colocar o der, die e das nos lugares corretos. 🙂

A propósito 2: estou usando o aplicativo DW Deutsch Lernen, disponível para Android e iOS, e todos os dias faço uma ou duas lições.

A propósito 3: e já que mencionei aproveitar o silêncio…

Meu Journal no Evernote

Por toda a vida, mais precisamente a vida que comecei a ter quando comecei a ir pra escola e, mais adiante, a trabalhar fora, fui adepta das agendas e caderninhos para tudo. Infelizmente, minhas agendas fofas (sempre fiz questão de que fossem fofas e coloridas) não foram totalmente preenchidas. Ou seja, eu tinha um desejo de ser organizada, mas não conseguia sê-lo de fato por muito tempo. Talvez por ter justamente vários cadernos para dar conta:

  • Uma agenda/diário;
  • Um caderno para anotar as ideias que tinha, trechos de roteiros e tal;
  • Um caderno para planejamento de aula;
  • Um caderno para estudar o idioma que eu estivesse estudando.

Quando deixei de dar aulas em curso de idiomas e passei a ser funcionária pública que não está em sala de aula em 99,9% do tempo, fiquei um pouco mais obcecada com organização e comecei a usar o Evernote, junto com mais uns dois ou três cadernos ou blocos de notas para registrar reuniões, projetos e devaneios da minha cabeça que surgiam em horário comercial. Eu tinha duas contas no Evernote: uma só para coisas pessoais, tipo contas pagas, acompanhamento médico e as melhores cartinhas de alunos que eu recebia na época em que ensinava crianças; e outra para digitalizar documentos do trabalho.

Não funcionou muito bem. Acabei largando mão das duas contas e não digitalizando nada. Como veem, disorganized as hell, mas eu não desisto!

Recentemente, decidi me aprofundar em duas coisas que podem me ajudar: o bullet journal e o método GTD. Comprei o e-book de A arte de fazer acontecer, do David Allen (até agora li o total de duas páginas – o prefácio) e andei lendo alguns posts de pessoas que usam o BuJo para a vida, como a Maki do Desancorando. mas não cheguei a iniciar um journal, estava só lendo e colhendo inspiração para um dia começar. Até que me caiu na caixa de entrada da minha conta de e-mail do trabalho uma newsletter do Evernote com um texto sobre como usar o método no Evernote e eu pensei “agora vai!”

Foi aí que criei o meu “BuJo eletrônico”

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Criei um caderno e dentro dele vou colocando as notas, como se fossem páginas mesmo. Cada nota equivale a uma sessão que eu gostaria de colocar no bullet journal analógico – que ainda não tenho, mas que poderá ser uma realidade em breve, ou não. Então até agora temos:

  • Planejamento mensal: onde eu jogo todos os compromissos que já estão marcados para aquele mês. É uma nota que preencho antes do mês em questão começar, geralmente no último dia.
  • Planejamento diário: registro de tarefas e compromissos, dia a dia. Provavelmente vou deixar de usar o mensal e ficar só com o diário, alocando os compromissos já agendados no dia certo.
  • Emoções: tô feliz? Tô triste? Irritada? Com preguiça? Vou anotando tudo, dia a dia, sobre como estou me sentindo. Desabafo mesmo. Tem me ajudado um tantão a fazer uma autoanálise e perceber padrões de comportamento, gatilhos de raiva ou tristeza, etc.
  • Alimentação: faz 11 meses que iniciei a reeducação alimentar, e nesses últimos dois meses com o BuJo eletrônico, estou conseguindo fazer com regularidade o registro de tudo o que como, para saber quando estou realmente jacando e também para me tranquilizar quando acho que estou comendo muita besteira quando, na verdade, estou com uma alimentação variada e equilibrada.
  • Sonhos: volta e meia, eu acordo com lembranças bem vívidas dos meus sonhos e preciso anotá-los em algum lugar. Então, antes que eu esqueça, recorro ao Evernote e registro tudo o que eu lembrar. Eu tinha esse hábito de anotar sonhos bizarros no antigo blog, e também no meu diário de papel, que comecei na época da terapia. (até parece que faz muito tempo, mas ó, foi ano passado).
  • Livros, séries, filmes: uma nota separada para cada um. Até agora só livros e séries têm registro, ou seja, tô ruinzona de ver filme… Na verdade, bem ruim de ver série também, mas os livros estão de vento em popa. Vou ultrapassar a meta do ano que coloquei no Goodreads facinho, facinho.
  • Gratidão: um espacinho para agradecer por coisas grandes e pequenas que acontecem no dia – e para lembrar que muita coisa boa acontece na vida.
  • Aniversários: essa é uma sessão que preciso organizar melhor, para evitar depender do Facebook para mandar mensagem para algumas pessoas (tô tentando me livrar do ranço do Face, mas é uma rede que nem me anima muito, confesso)
  • Ciclo menstrual: deixei de usar o Clue para experimentar fazer esse acompanhamento com uma nota no Evernote. Parece mais trabalhoso, mas vale a pena tentar e deixar tudo num espaço só, sem depender de mil apps para tudo.
  • Insights: tudo quanto é ideia para algum projeto futuro, vai parar nessa nota. Já registrei perfil de personagem, projetos profissionais, já tem de tudo lá dentro.
  • Future log: aí vão os planos mais remotos, tudo o que é “um dia/talvez”.
  • Habit tracker: no momento tenho três, que são os hábitos que tenho buscado manter com regularidade no meu cotidiano. Um é para a meditação, outro para estudar violão e o mais recente, para escrever um roteiro novo, que agora estou chamando de Outra vida (até encontrar um título melhor, é esse mesmo; se bem que esse é melhor que o anterior, que não compartilharei por achar medonho, ruim mesmo).

O habit tracker é, para mim, a melhor ferramenta que tem! Graças a ela, tenho me animado mais a estudar, e vejo resultados. Minhas aulas de violão que o digam! Também é um jeito de driblar a crise criativa, que na verdade se chama falta de organização galopante. Tenho algumas dezenas de ideias para desenvolver, e não consigo concluir propriamente nenhuma delas por pura falta de método. Então o que fiz? Criei a nota com várias caixinhas para “ticar” (adoro essa ferramenta), escolhi um projeto literário e vou ficar com ele até terminar. Isso não impede que eu anote ideias para os outros, é para isso que tem a nota dos insights, mas o foco aqui é não desistir de escrever por qualquer dificuldade ou preguiça. O que ainda está “falhando” um pouco é o controle financeiro, mas vou lembrar de fazer isso. Felizmente, tem o app do banco para registrar todas as contas pagas e gastos feitos. 🙂

Parece meio complexo, intricado, né? Mas na verdade, a intenção não é entulhar meu dia de atividades. Muito pelo contrário: eu já tô correndo demais e o resultado é que estou escrevendo esse post porque estava à beira de um colapso nervoso e precisei meter o pé no freio. Com essa agenda, consigo ter uma visão do meu dia a dia, e evito (ou pelo menos tento) não dar um passo maior do que a perna.

Ao vencedor, as batatas (doces)

Voltando a compartilhar um pouco do meu meio esquecido processo de reeducação alimentar, o “bora ser fitness”, essas coisas. Sobre rotina de exercícios, firmei no pilates+zumba. Sinto uma vontadezinha de ir correr, principalmente quando ouço Silver and Flint ou A beautiful mine (é, o tema de abertura de Mad Men está na minha playlist de corrida), mas anda difícil de reinserir essa atividade na minha rotina por causa dos meus horários mesmo, e também com as chuvas que andam caindo…

Se bem que a chuva não é exatamente problema. Ontem voltei da zumba debaixo de toró porque esqueci o guarda-chuva em casa e estamos aí, bem vivas.

Enfim, em termos de atividade física estamos bem, obrigada. Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém estarei de férias e vou libertar de novo a corredora de rua que há em mim. Por enquanto só tô liberando a Beyoncé interior mesmo.

A bronca é a comida, gente. Hoje mesmo minha mãe me joga na cara que não estou mais tão rígida quanto estava antes, isso porque peguei um pouco de sobremesa a mais (uma colher de sobremesa extra, avaliem). Estou comendo sobremesa todo dia, porque tem sobremesa em casa. Dia desses comi biscoito porque tinha logo ali, junto da minha mesa de trabalho, e comi umas frituras (e outras guloseimas) aí num evento do trabalho; mas ó, tudo na consciência.

O fato de ter comido essas coisas porque tive a oportunidade não quer dizer que eu tenha deixado absolutamente de comer frutas, legumes e as outras coisas naturais e saudáveis. Para ficar mais atenta ao que como e cortar possíveis ataques de culpa por ter comido um brownie, resolvi começar a anotar tudo o que como no meu bullet journal feito no Evernote – aliás, esse é meu segundo dia de bullet journal, acho que vou me dar bem com ele.

Eu já tinha começado as anotações no diário de papel, mas muitas vezes acabo esquecendo de anotar e aí bagunça tudo.

Comecei a registrar mesmo a partir do café da manhã de hoje, mas ontem mesmo, na hora do jantar, me peguei pensando no quanto meus gostos mudaram. Por exemplo, aprendi a apreciar raízes, como a batata doce.

Sempre gostei de batata inglesa: frita, assada, purê, com ervas, etc. Mas a tal da batata doce, só por ter doce no nome já me causava um impulso de rejeição. Depois que comecei a dieta, fui apresentada por uma então colega de trabalho às coxinhas fitness, de batata doce com frango. Provei uma e pronto, comecei a mudar meus conceitos sobre a tal da batata doce.

Eu já estava curtindo o inhame, depois incluí a batata doce, novo ingrediente fitness que me conquistou, às minhas preferências. Só não deu mesmo pra macaxeira (ou aipim, em algumas regiões do país): tentei, tentei e não rolou o amor. Pena…

Até agora, meu repertório de receitas com batata doce não está muito vasto. Só conheço a coxinha, o purê e, mais recentemente, o pão de batata doce, que eu peguei a receita com a professora de zumba mas ainda não testei. Pretendo fazê-lo em breve. E se alguém aí tiver uma receita fit (com batata doce) para compartilhar, pode chegar, estamos aí.

(E pronto, esse post foi só pra compartilhar mesmo o quanto um ódio injustificado pode virar amor, dependendo do tempo, das necessidades, da oportunidade…)

O dia em que descobri que engordei – e quase entrei em pânico

Eu estava evitando as balanças. Houve um tempo, no começo da reeducação alimentar, em que eu me pesava quase toda semana, para verificar progressos. Meio quilo = uma vitória. Depois parei com isso porque estava ficando ansiosa e ansiedade não é algo que eu queira alimentar na minha vida. Voltei para a nutricionista, atestei minhas melhoras (aumento de massa muscular, uma ligeira diminuição no percentual de gordura, etc) e ainda tenho um longo caminho pela frente.

Mas o que acontece em um determinado momento é que a gente se sente com licença para furar a dieta vez ou outra. Aniversários, páscoa… O mês de Abril (aquele em que eu achava que não acontecia nada) é recheado de oportunidades para enfiar a cara nas guloseimas, e eu acabo não resistindo. No começo da semana, devo ter falado para minha mãe, para o boy e para mais umas duas ou três pessoas chegadas que eu estava louca para comer bolo de aniversário. Não comi, mas enfiei a cara em pão de queijo, milkshake (que nem estava tão gostoso assim, ou fui eu que desacostumei), um pastel de frango com queijo MUITO DO RUIM, com gosto de nada (e com o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de requeijão, que seria o “queijo” da história). Me pesei e vi que engordei dois quilos, o que me deixou meio preocupada.

Fiquei com medo de “regredir” e voltar a pesar o que eu pesava antes, e voltar a ter todos os problemas de saúde que tinha antes.

Pior ainda: fiquei com medo de ficar noiada com emagrecimento, criar um medo de comer e acabar tendo outro problema de saúde – mental.

Mas como disse uma amiga minha quando falei que tinha engordado “tudo isso”: ainda dá tempo de voltar. Ter saído da rota da dieta por uma ou duas semanas não é o fim de tudo, não significa que eu tenha deixado de comer as frutas, saladas e leguminosas e as outras coisas saudáveis. Sinto muita falta quando não tem salada no almoço, estou me sentindo cada vez menos chata para comer frutas e verduras, peixes, e isso é ótimo (ainda encrenco um bocado com carne vermelha). O negócio é lembrar meus limites. Pensar na dor que eu posso sentir se eu como mais de um pedaço de bolo ou se como um pão que não seja integral. Pensar que a profusão de docinhos e salgadinhos, a pizza, tudo isso é para ocasiões esporádicas, não para o cotidiano. E se esse mês foi difícil para manter a linha, tudo bem; mês que vem vai ser melhor (afinal, o único aniversário comemorado será o meu, haha). Não posso viver me culpando por comer, ninguém pode. O que posso fazer é escolher bem o que eu como, tanto para evitar o mal estar como para evitar os arrependimentos por ter gasto dinheiro com algo que nem me apeteceu tanto como na minha ideia.

E evitar as balanças, porque elas têm o poder de gerar uma preocupação que não preciso ter. Minhas coxas estão mais finas, os pneuzinhos nas costas deram uma sumida, e o número na balança deu uma subidinha. Em vez disso, eu devia comprar uma fita métrica, porque as roupas estão ficando folgadas, eu quero comprar umas roupas massa em lojas virtuais e ainda não sei direito quais são minhas novas medidas. Isso, junto com as taxas dos exames de sangue e o bem estar do meu estômago, é o que preciso saber.

Hidrata que dói menos

Vai parecer uma coisa idiota para muita gente, mas eu não tinha atinado para isso: hidratar os pés cotidianamente faz toda a diferença na hora de usar as sapatilhas!

Por muito tempo, não fui muito fã dos meus pés – na verdade não ligava muito para eles. Geralmente eles estavam machucados, com bolhas, pele do calcanhar e do solado ressecada e descascando, unhas encravadas e eu sempre os escondia com sapatos fechados e meias. Vai ver é por isso que gosto tanto de meias, de todos os tipos: elas me ajudam a “ocultar” uma parte do meu corpo pela qual eu inconscientemente, deveria sentir vergonha, embora nunca tivesse pensado direito sobre o assunto.

Um dia, eu já adulta, um amigo disse que meus pés são lindos; e foi essa a primeira vez que eu realmente parei para prestar atenção neles, tão esquecidinhos. E sim, eles são legais! A pele não está mais ressecada como no passado, naquele nível de descascar e tal; mas ainda são muito sensíveis. Bem, a maioria dos pés femininos deve ser assim… Andamos com sapatos fechados com frequência, e não raro aparecem bolhas e algumas feridas nos calcanhares e perto dos dedos. No trabalho, eu tiro o sapato quando não preciso andar por aí. E às vezes, quando ando, a dor nos pés beira o insuportável…

Para ajudar a cuidar dos pés e não deixá-los mais machucados do que já foram, comprei alguns pares de meias sapatilhas e também uma caixinha de curativos para os pés, da 3M. Assim que voltei da bateção de perna, fui passar o meu hidratante para mãos (Soul Vanilla Irish Cream Twist, da Eudora) e achei de aplicá-lo nos pés também… Já deu um alívio e tanto!

Agora quero passar creme no pé de dez em dez minutos, só para o pé doer menos dentro do sapato. Com a pele hidratada, o atrito com o sapato é menor e todos ficam felizes (e essa é a parte obviamente muito óbvia do negócio, como eu não comecei a usar isso antes?)

Sou meio preguiçosa para usar cremes e tal, mas depois dessa maravilhosa “descoberta”, acho que vou virar definitivamente a louca do hidratante. Aceito sugestões de marcas e aromas!

Evoluções da corrida

Há algumas semanas, comentei que tinha começado a correr, certo? Então, eu estava alternando os dias de treino ao ar livre com dias de fazer alguma série de exercícios no conforto do meu lar, copiando vídeos do YouTube… Esse era meu programa de atividades nas duas semanas de recesso do pilates. Tudo perfeito, até que… Dia 29 acordei lascada na gripe feat. virose feat. sei lá que djabo foi aquilo. Mas pegou meu pai no Natal, passou pra mim e agora tá agarrado na minha mãe.

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“Me dói todo o meu lindo corpo!” Foi mais ou menos assim que passei o réveillon.

Então fiquei os últimos dias do ano sem poder fazer nenhuma atividade física. E para acabar de completar, achei de comer um docinho e uns salgadinhos (a.k.a coxinha e bolinho de bacalhau). Juntou com um terço de taça flûte de espumante e pronto, já estava com um mal estar digno de ressaca. Batizei de “a ressaca mais rápida do oeste”, já que os sintomas apareceram cerca de meia hora depois da meia-noite. Aí parei com tudo, voltei à programação normal, fiz a crepioca apocalíptica e retomei as atividades normais!

Como faz cerca de três semanas que comecei, não fui correndo de cara, óbvio. Faço caminhada rápida e depois uma volta correndo num ritmo moderado.  E assim vamos… Voltei ao pilates e meu desempenho não caiu, continua o mesmo de antes da pausa. Ou seja, objetivo alcançado! =)

Quanto à balança, tudo igual a antes das festas. Objetivo alcançado (2).

Mas o legal mesmo (e que me motivou a escrever esse post) é que consegui fazer meu primeiro quilômetro só correndo! É para glorificar de pé! \o/

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Dos  6.5K de hoje, foram 2,5 correndo e o resto em caminhada rápida. E sem sentir desconforto. Vou aumentando o tempo de corrida aos poucos, sem forçar e espero daqui a alguns meses, já fazer 5K de corrida… Para não parar com a atividade, depois que eu voltar a trabalhar vou levar tênis e a roupinha na mochila, e correr em uma academia da cidade recém inaugurada pertinho do trabalho (taí, melhor obra que fizeram!)