Cafeína, Capítulo 9

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Resumo do capítulo: uma conversa entre Fernando e Maria Joyce deixa a moça bastante assustada. A barista da San Remo Café decide apelar para outra estratégia que demova o padrasto dos planos, e mais tarde, ela tem uma grande surpresa envolvendo Doutor Renato.

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Impressões

Então, já tentei duas ou três vezes comprar cópia impressa de “Conservatório” e “Uma canção inédita” na Amazon, para distribuir para uns conhecidos que não têm acesso a e-books ou simplesmente não têm costume de ler online. Mas sempre empaco na questão do frete, que é meio salgado pra mim. Dólar, né… fico receosa da conversão. Por isso eu estava pensando em retirar os livros lá da Amazon e publicar em um serviço nacional, com frete un pouco mais simpático. Eu já tinha tido a experiência antes, publicando “Saída de Emergência” pela Bookess e “Helênicas” na PerSe (a estória ficou um tempo offline e agora estou a republicando no Sweek). Fui lá no Bookess e…

… descobri que o serviço não funciona mais desde o final do primeiro trimestre de 2019. Motivo: a recessão que dificulta seguir com projetos editoriais, ainda mais independentes. É caro, difícil, o retorno é pequeno. Fiquei triste de saber que um serviço de venda sob demanda deixou de existir no Brasil. Ainda tem outros, eu inclusive publiquei um texto numa antologia da PerSe no começo do ano, mas esse é mais um exemplo de como é difícil fazer arte e dinheiro no Brasil.

Enfim… seguimos tentando. Os meus livros continuam na Amazon, e na Sweek, que também tem uma plataforma de autopublicação que vou testar em breve. Talvez daqui pra lá eu resolva mandar logo imprimir os livros, mesmo me apertando um pouquinho (faz parte, né?).

Para os dias mais difíceis

Eu ia compartilhar no twitter, mas por ser um texto maior – e eu ter esse espaço para textos maiores – então resolvi vir direto para cá.

Quando entrei no twitter (uma das duas redes sociais nas quais mantenho alguma atividade) para compartilhar o link de “Cafeína”, passo rapidamente pela timeline e o que a gente vê é um uníssono de como as redes sociais se tornaram um ambiente nocivo para a saúde mental da gente. Quando não é pelos ideais inatingíveis de vida ou pelas cobranças direcionadas a quem produz conteúdo, é pelas atrocidades do noticiário. São dias difíceis os que vivemos, não preciso repetir e nem precisa ter Internet para constatar isso, basta acordar e sair na rua.

Mas, com tudo isso, apesar de tudo isso, a gente segue vivo, acordando todos os dias, saindo para trabalhar, encontrando os amigos, continua tendo família, tudo isso por tempo indeterminado. Dor, bênçãos, insensatez, solidariedade, guerra e paz, tudo misturado. E a gente aí, no meio do bang bang.

Então fiquei pensando no que tenho feito para me cuidar e não pirar nesse contexto. Saiu essa listinha:

1. Diminuir a frequência em redes sociais: já compartilhei aqui da minha experiência cortando as redes sociais por um tempo e como isso me favoreceu. Acabou ficando uma constante, porque eu tenho publicado relativamente pouco (só os links dos textos mesmo) e não fico rolando a timeline indefinidamente. Me sinto em paz com o ritmo atual de uso, e tenho passado mais tempo no YouTube, que tem muito me ajudado com aulas de dança do ventre e yoga. (dicas: quem curtir essas atividades, sigam os canais Leilah Isaac – dança do ventre, em inglês – e Pri Leite – yoga, em português)

2. Evitar acompanhar notícias sobre política pela televisão: minhas informações são em 80% do tempo por mídia escrita, 15% por rádio e apenas 5% pela TV – e só as notícias locais via televisão.

3. Consumir e/ou fazer arte: ler muitos livros – estou com uma penca de livros físicos e no Kindle, é material até o ano que vem – ouvir música que eleve a alma, ver mais filmes, inclusive estou dando uma preferenciazinha aos filmes em relação às séries ultimamente. Outra dica: já viram o filme polonês “A Arte de Amar”?

4. Buscar fortalecer a fé: oração, leituras edificantes, meditação fazem parte do cotidiano.

5. Colocar energia em uma causa: existem várias pautas que nos tocam e eu gostaria de poder militar por todas elas, mas não dá. Sou uma pessoa só e me sentia muito mal por achar que estava me isentando de discussões por não participar delas na internet, como muitos dos meus colegas. Mas esse sentimento foi abrandando quando me lembrei de que a internet não é o mundo inteiro, por mais que a gente sinta que é quando estamos interagindo por lá, e quando olhei para o meu trabalho como professora, e o potencial transformador que estar em uma sala de aula, com crianças e jovens, tem.

Fácil não é. Mas a gente vai fazendo o melhor que pode.

“A Casa de Chá” e seus personagens: Francis

Depois de passar pelas personagens femininas, um breve perfil de um dos meus personagens masculinos favoritos não só nessa série, mas dentre todos os personagens masculinos que já criei na vida!

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(A propósito, A Casa de Chá chega ao último capítulo nessa sexta-feira e nos próximos dias vou postar aqui e no twitter sobre a próxima publicação – estou adorando publicar um capítulo por semana! <3)

Sobre Francis: é um dos netos de Angélica – a vovó que dá o pontapé inicial da história – economista e vive na Alemanha. Viúvo e pai de dois filhos gêmeos, os ainda pequenos Leon e Valentina. Fun fact: a primeira webnovela que escrevi (À imagem e semelhança, publicada em 2007 e não mais disponível online, pelo menos por ora) era protagonizada por irmãos gêmeos chamados Leon e Valentina. Ou seja, a escolha dos nomes dos personagens foi 100% baseada na autorreferenciação! 🙂

Francis é considerado um rival de Geórgia. Ambos estudaram juntos e viviam competindo (ou será que não?). Dedica-se à carreira acadêmica e só volta ao Brasil quando seu pai morre e surge a história da casa de chá que seria de sua avó, com quem praticamente nunca teve contato. É também um cara charmoso e um bocadinho ousado. Pode ser que, assim como aconteceu com Geórgia, ele volte em outros textos, quem sabe…?