A fila que mais cresce no Brasil

Deve ser a minha fila de livros para ler. No começo do ano coloquei no Goodreads a meta de 21 livros; foi a quantidade que li no ano passado e eu tinha uma boa perspectiva de ultrapassar essa marca…

… Lendo 22 livros em 2017.

Enfim, parece que cheguei aos 22! Um dos livros que li não está registrado no Goodreads, então não entrou para a conta oficial do site (:-(), estou terminando Alice através do espelho e, com fé em Deus, termino A room of one’s own. Não é que eu esteja achando A room… ruim, mas às vezes eu simplesmente esqueço desse livro. Levei meses para terminar cada livro da Virginia Woolf que eu li entre 2016 e 2017. Na verdade, levei anos para criar coragem de abrir o Selected Works e efetivamente lê-lo. Mas até 31 de dezembro termino e então terei lido 23 livros, olha que legal. Até posto a listinha aqui, com breves comentários.

Mas olhando para o futuro, em termos de leitura, 2018 promete. Na minha fila tem Eu sou MalalaVoltar a Palermo (de Luzilá Gonçalves, que só comprei porque ando pensando em ia passar uns dias na Argentina (poucos, bem pouquinhos, porque ando economizando para voltar à Alemanha), tem outro livro de um autor pernambucano cujo nome agora esqueci (quando eu estiver perto da minha estante, faço um update desse post).

E vai ter Hermann Hesse. Recebi a indicação de um amigo querido e resolvi lê-lo.

Em alemão. Vou passar 2018 mais abraçada com o dicionário do que andei em 2017. vocês vão ver.

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Assisti: “Entre Irmãs”

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Fonte: IMDb.com

Soube da produção desse filme quando passou uma matéria no NE TV e meu pai me chamou para assistir. Na matéria, um pouco dos bastidores da gravação de um baile de carnaval dos anos de 1930; e o filme era chamado de A Costureira e o Cangaceiro. Tempos depois, o filme foi lançado e demorei um pouco para identificar que Entre Irmãs é o filme baseado no romance chamado A Costureira e o Cangaceiro, de Frances de Pontes Peebles. Enfim, resolvida a questão do título na minha cabeça…

Fiquei super feliz quando vi o cartaz do longa no Cinema Costa Dourada; e corri para assistir! O filme é estrelado por Marjorie Estiano (Emília) e Nanda Costa (Luzia). Duas irmãs que não podiam ser mais diferentes: enquanto Emília é romântica e sonha com um príncipe encantado; Luzia é um tanto bruta, também é destemida. No começo do filme, Luzia se acidenta caindo de uma árvore; o que a deixa com uma deficiência no braço esquerdo. Elas são órfãs, criadas pela tia Sofia (interpretada por Cyria Coentro) e em determinado momento ainda do primeiro terço do filme, Sofia diz uma frase que permeia todo o enredo, mesmo que não seja muito repetida: “tudo o que uma tem no mundo é a outra.”

Depois as vidas das irmãs mudam radicalmente: Emília consegue realizar o sonho de ir para Recife, viver uma vida de sonhos (e conhecer o mar!) graças ao seu príncipe encantado Degas (Rômulo Estrela) enquanto Luzia, em uma sequência dramática, segue o bando de cangaceiros do Carcará (Júlio Machado). Pelas notícias dos jornais, uma fica sabendo do paradeiro da outra, das transformações pelas quais vão passando.

Estar na cidade grande ou no meio do sertão é algo desafiador para ambas, que vão romper paradigmas e se afirmar de uma forma surpreendente (precisei copiar esse final da sinopse do panfleto do Costinha, hahaha).

Fiquei encantada com esse filme num grau que nem sei direito destacar o que gostei mais: o roteiro é primoroso e a fotografia… Senhor! Fez justiça aos imóveis antigos de Recife, que já são lindos vistos de perto. Do elenco, não tem ninguém que destoe, mas Nanda Costa me chamou a atenção de uma forma que não tinha feito na TV até então.

Quando saí do cinema, eu estava chorando. Na verdade as lágrimas me acompanharam no começo, no meio e no fim, com algumas pausas pelo meio, haha. Não fui muitas vezes ao cinema esse ano, mas as vezes que fui, valeram muito a pena! Assim que puder, vou ler A Costureira e o Cangaceiro, romance que originou Entre Irmãs. Recomendo muito o filme, quem não viu ainda, veja! 😉

“Ventanas”, do Aca Seca Trio

Pessoa aqui acordou virada no cão, com aquela TPM super legal – só que não – querendo andar com uma plaquinha escrito:

Tô na TPM – favor não encher o saco. Obrigada! 🙂

O que ajuda nesses momentos? Meditação, chá e música!

O álbum da vez, que está me ajudando a dar uma relaxada nesses momentos de descompasso, é o Ventanas, do Aca Seca Trio. Este é um conjunto argentino, formado por Andrés Beeuwsaert (piano, teclado, percussão e voz), Mariano Cantero (bateria, percussão e voz) e Juan Quintero (guitarra e voz).

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E são lindinhos, né?

O foco deles é na canção folclórica latina, e Ventanas é o terceiro álbum do Aca Seca Trio, lançado em 2009.

Eu já tinha ouvido o Avenido, o álbum anterior, de 2006 – que tem a música Carcará, uma das minhas favoritas do grupo – mas Ventanas tem algo que toca mais o meu coração, e que ainda não sei explicar o que é direito. Tenho pra mim que é a melodia mais delicada da maioria das faixas, dá aquela ideia de ficar mais contemplativa, relaxando. Basicamente o que eu estava precisando hoje.

Uma das faixas, Pasan, composta por Andrés Beeuwsaert, foi regravada no álbum Aqui, de Tatiana Parra e Andrés Beeuwsaert, com o título Ventania. Quando ouvi os primeiros acordes, sabia que conhecia aquela música de algum lugar… Nem tem muita mudança no arranjo de uma gravação para a outra. E Tatiana Parra também tem uma participação especial na última faixa, Casa.

Minhas músicas favoritas: Ventanas, composta por José Flamenco, Pasan Esa Tristeza, de Eduardo Mateo. Sempre que escuto esse álbum, repito essas três músicas.

E essa é a recomendação de música do dia (especial para quem precisa melhorar o astral, como eu hoje)!

 

Uma tag

Achei essa lista no Facebook e resolvi fazer por aqui:

💉 Tatuagens = Há alguns anos venho pensando em fazer uma (ou duas…). Como mudo um bocadinho de ideia, adiei bastante a escolha. Mas acho que agora firmei no que quero registrar na pele.

💎 Piercings = Nunca tive a menor vontade.

 Casamento: Não digo que dessa água não beberei. Vai que daqui uns 10 anos eu tô casada?

💑 Filhos= Ando considerando adoção para o futuro.

💉 Cirurgias = Extração de dente vale? Porque foram os únicos procedimentos aos quais me submeti até hoje. Lembro que na minha infância consideraram fazer uma para corrigir minhas pernas tortas, mas escapei fedendo dessa, graças a Deus.

💀 Ossos partidos = Quebrar osso não, só torci a perna uma vez, jogando queimada na escola.

💔 Coração quebrado = Quem sempre? Tô quase virando especialista em prevenção de estragos afetivos, seja lá o que isso signifique…

🔫 Disparar uma arma de verdade: O mais perto que cheguei de uma arma de fogo foi aos seis anos, num dia de jogo do Brasil na Copa de 94. Um amigo do meu pai tinha arma, eu vi o tresoitão lá embaixo da cadeira e fui mexer. Óbvio que minha mãe viu e me tirou de perto do negócio. No mesmo dia, o camarada deu uns tiros pro alto, pra comemorar a vitória da seleção.

👻 Experiências paranormais: Paranormal eu não sei se seria a palavra correta, mas acredito em milagres.

😯 Ver alguém morrer = Nunca.

🎤 Cantar num karaoke: Já cantei muito nos karaokês da vida…

🐕 Pet = Já levei gato escondido pra casa, resgatei gato na rua… os cães foram mais presentes na minha vida, exceto naquela fase em que tive medo deles.

👊 Briga de bar = Eu vou pra bar de vez em nunca…

 Cair de uma moto = Não gosto de motos, nunca subi em uma e vou fazer uma camisa com essa frase pros mototaxistas pararem de me chamar.

🐴 Andar a cavalo = Gosto de cavalos, mas não montaria neles. Tive a oportunidade de fazê-lo em um hotel fazenda e declinei, fiquei no solo, fazendo carinho nos bichinhos.

🏥 Ser hospitalizado = Três vezes. Gastroenterite neles. Na última até crise de pânico tive. Oh, horror…

💉 Doar sangue = Ainda não fui, mas irei.

🌅 Pôr-do-Sol na Praia = Não lembro de nenhuma. Pôr do sol memorável pra mim é sempre na estrada.

🚃 Transportes públicos = Hoje pego muito pouco ônibus na RMR. Depois de ter passado por dois assaltos (não levaram nada meu, mas escapei fedendo), evito. O que é uma pena, porque gosto muito de ônibus e metrô. Melhor experiência de transporte público até agora: Santiago do Chile.

🚘 Acidentes de carro = Já. Nunca como motorista, sempre como passageira: batida de ônibus, de carro… Acho que vou ter que voltar pra terapia e resolver essas questões com trânsito, porque tá lasca!

🎪 Acampar = Poucas vezes, com o pessoal da igreja.

🌳 Plantar uma árvore = Plantei uma muda de pau brasil na época de escola.

 Escrever uma carta à mão = Sim! Mas perdi todos os meus pen pals… Pena, viu?

👽 Ver um E.T. = Nems…

📺 Sair na TV = Já, duas vezes. A primeira em rede nacional (no Vídeo Game, extinto quadro do Vídeo Show) e a segunda sendo entrevistada junto com meu pai para um telejornal de Aracaju.

🍷 Bebedeira: Não gosto de nada que me tire o controle das minhas ações, mas um dia tomei meia garrafa de vinho em Santiago. Vi o mundo rodando, o que me ajudou a dormir, porque dividindo quarto de hostel com um americano falastrão desesperado por maconha, ia ser difícil. (Crianças, não tentem isso em lugar nenhum! Foi um risco, fiquei vulnerável pra caramba, mas graças a Deus nada aconteceu: o sujeito saiu do quarto e ficou causando na área comum enquanto eu e outros hóspedes dormíamos a sono solto. Fiquei sabendo depois, por um amigo que estava hospedado no mesmo dorm.)

📣 Fazer um discurso: Já. Fui pega de surpresa por uma pessoa do meu trabalho, que me escolheu para discursar em nome da repartição em um evento. Fui lá, improvisei e foi massa. Dois dias depois tinha gente que nunca vi na vida indo me parabenizar pelo discurso: “falou pouco, mas falou bem!”

🎭 Subir a um palco = Queria fazer isso mais vezes.

🎵 Você ama música = Sou movida a música!

👐 Acredita em um Deus = Sim!

 Você gosta de chuva = Dias chuvosos me deixam com um bocado de preguiça. Bom pra dormir.

☀️ Você gosta de dias ensolarados = Diria que sou movida a energia solar.

Aquelas coisas todas

 (é a música que estou ouvindo enquanto escrevo esse post)

Esse fim de semana foi intenso. Quase igual ao anterior, mas diferente.

Enquanto semana passada eu estava caindo de pára-quedas em um ensaio geral depois de uma longa viagem de carro, quase não parando de comer de ansiedade pela apresentação do musical, nesse final de semana eu fui para o mesmo ensaio geral em um espaço diferente. Mas antes disso andei pelo centro da cidade com o violão nas costas para resolver um problema burocrático. Peguei um táxi e quase desci dele na praça de raiva que fiquei do motorista, mas eu não ia andar da Torrinha pra casa com o violão nas costas debaixo daquele sol quente… Pelo menos não no sábado de manhã, não nesse último sábado.

Almoçar mais cedo, pegar um Uber… E identificar que se trata de um motorista Uber local pela música que está tocando no carro: Thiago Show ao vivo em Pirapama. Na ida e na volta senti enjoo no ônibus, mas no chão fico bem. Socializo, brinco, faço minha parte no coral, tá tudo bem. No ônibus de volta, tento ler Americanah. Paro com o mal estar de ler em movimento quando a estrada fica toda esburacada. Mando mensagem para o boy, só para dizer que estou viva, mas não consigo estender uma conversa.

Domingo: continuo me sentindo estranha. Recebo uma resposta atravessada de um conhecido e fico com vontade de chorar, mas não sai nada, nem com muito esforço. Melhorei um pouco, e no caminho de ida a Recife o mal estar voltou: enjoo e dor de cabeça.  Chegaram a até a achar que era uma crise de labirintite. Desci, melhorei, como no sábado. Por um tempo, esqueci dos incômodos daquele dia, até que vaza água na minha bolsa, molhando tudo… inclusive minha filmadora, que está oficialmente zumbi. Funcionar funciona, mas o visor LCD morreu. Tive um problema parecido há alguns anos, quando a câmera caiu no chão. Vou ver se levo para concerto, porque comprar outra não está nos planos agora.

Enfim… No meio da terceira música, aconteceu. Caí em prantos e não dava para segurar. Engraçado que nos ensaio eu quase chorava, ficava com a voz embargada, mas segurava a onda. Ontem, não.

Chorei cantando, mas foi o choro mais afinado da minha vida. E acabou que, na volta para casa, eu não sentia mais a agonia de antes. Minha mãe disse que eu devia ter comido algo que me fez mal, e ela tinha razão: engoli meus sentimentos. Tudo o que eu precisava era chorar.

Assistido: Moonlight

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Só fui assistir a esse filme depois da resenha que rolou no Oscar, dos envelopes trocados. Até a premiação, Moonlight era aquele longa sobre o qual eu tinha ouvido muitos comentários positivos, mas que eu não estava numas de priorizar, não. Isso até que ele ganhou o Oscar, naquela virada surpreendente. Passei ele na frente dos demais filmes da lista e fui ver qual era o borogodó, né?

De uma forma geral, eu lembrei muito de Boyhood enquanto o via, guardadas as devidas proporções, obviamente. É meio natural a gente lembrar de outros filmes de formação que foram vistos recentemente, e até fazer algumas comparações. Mas deixando Boyhood de lado e focando só em Moonlight: o plot gira em torno da trajetória de Chiron, negro e gay; seu crescimento e pode-se dizer endurecimento também, ao conviver com o bullying, o tráfico de drogas (tem um relacionamento amigável com um traficante e vê sua mãe se afundando no vício), entre outras mazelas.

Tecnicamente, o longa enche os olhos! As cores são vivas, principalmente os tons de verde e azul. O elenco é praticamente irrepreensível, principalmente a Naomi Harris, impecável como a mãe de Chiron; e também o trio de atores que dão vida ao Chiron na infância, adolescência e fase adulta.

Os diálogos são muito bons, e alguns deles deixam um nó na garganta da pessoa, como quando Chiron, ainda pequeno, pergunta “O que é uma bicha?” e depois questiona se ele seria uma, e como saberia se é ou não. Outra cena formidável é quando ele entra no mar pela primeira vez, com Juan.

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A primeira e a segunda parte do filme (intituladas respectivamente Little e Chiron) são, para mim, irrepreensíveis. Perde um bocado da força na última parte (Black) e pode incomodar quem está esperando por um momento catártico, uma explosão ou algo do tipo. Talvez a grande surpresa para o espectador seja a última fala de Chiron, mas ainda assim fica a impressão de que falta alguma coisa.

Mereceu ganhar o Oscar? Eu acho que sim, apesar de ter frustrado as minhas expectativas no final. Vale a pena assistir? Sim, vale muito!

Acabou a revisão: e agora?

Passei os dois primeiros meses do ano ocupada em fazer a revisão da novela feita no NaNoWriMo e, a passos de tartaruga, consegui concluir. Terminei precisamente ontem e eis os resultados:

  • Não cheguei às 50.000 palavras, né? Tinha ficado com 48.000 e na revisão cortei mais mil;
  • Consegui fazer a divisão do imenso capítulo 3, e no total deu 18 capítulos;
  • Até aqui estou satisfeita com o material, depois de reler umas 3 vezes.

E agora? Até aqui, os planos para o texto são:

  • Encaminhar para registro na Biblioteca Nacional;
  • Arranjar leitores beta para fazerem suas considerações no texto antes que eu publique;
  • Traduzir o texto para o Inglês (ideia que me ocorreu há algum tempo mas só agora está mais amadurecida; ou seja, vem aí mais um processo longo, que vai incluir umas três releituras);
  • Começar os preparativos para publicação, o que vai demandar um ligeiro gasto de dinheiro, com a parte gráfica, principalmente (queremos capa bonita! e, se tudo der certo, um booktrailer).
  • Dessa vez, também pretendo fazer uma gravação em áudio. Não necessariamente para publicação, mas estou sentindo a necessidade de ouvir meu texto. Pode ajudar bastante no futuro.

E por enquanto é isso. À medida que eu for avançando no processo para publicação, vou escrevendo por aqui.