Assistindo: “The Good Place”

A preguiça e a montanha de coisas para fazer meio que andou me impedindo de escrever no blog, mas cá estamos. E hoje eu queria aproveitar para comentar um pouco sobre The Good Place, série da NBC/Netflix que já está na minha lista de favoritas. Ando vendo muito pouca TV nos últimos meses (desde que acabou A força do querer, dei uma desapegada de TV, e com a rotina corrida, dou preferência a dormir mais cedo e bem), mas quando dá, vejo alguns episódios da série no celular e tá tudo ótimo.

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O plot da série vocês já devem conhecer: uma mulher que passou a sua vida inteira sendo apenas muito péssima com todo mundo morre e vai parar acidentalmente no Bom Lugar. E a partir das tentativas dela de melhorar de postura para merecer permanecer ali e não ser mandada para a tortura eterna no Mau Lugar os episódios se desenrolam.

Eu não estava com muita expectativa, comecei na curiosidade, mas várias coisas me cativaram na série e resolvi listá-las aqui. O fato de ter episódios curtíssimos não entra, porque já é algo que me atrai em qualquer série que eu me proponha a assistir atualmente no tempo curtinho que tenho. para TV. E geralmente as comédias que aprecio são bem rápidas (vide Frasier, Will and Grace…). Enfim, vai a minha lista de favoritos em The Good Place.

  1. Janet (D’Arcy Carden). Melhor personagem EVER. É uma espécie de Siri/mulher do Google personificada, que a uma certa altura basta aparecer pra gente começar a rir. Bem, pelo menos eu toda vez dou risada quando alguém diz o nome dela e ela pops up do nada, dizendo Hi, there! Ao longo dos episódios, vão acontecendo situações a envolvendo que são maravilhosamente hilárias.
  2. Tahani. Ou melhor, Jameela Jamil, sua intérprete. Essa mulher é meu mais novo girl crush, pelo conjunto da obra. Sigam-na no instagram, vale muito a pena (falou a pessoa que está seguindo o elenco inteiro). Sobre a personagem, no começo eu ficava enervada com Tahani, suas roupas, o jeito dela ser amiga de todo mundo… Mas nos últimos episódios da primeira temporada, comecei a simpatizar.
  3. As músicas. Tocam poucas músicas em The Good Place, mas quando tocam, dão um toque especial. Tem Ariana Grande tocando no primeiro episódio (aliás, Ariana é citada mais de uma vez na primeira temporada), toca NSync (em uma das melhores cenas da Janet na primeira temporada)…
  4. Os flashbacks da vida terrena dos protagonistas. No começo, só aparecem cenas de Eleanor (Kristen Bell) sendo muito ruim, mas depois vamos conhecendo melhor o passado de Tahani, Chidi (William Jackson Harper) e Jianyu/Jason (Manny Jacinto).

Quando acabou a primeira temporada, achei que a segunda seria algo chata, mas o primeiro episódio (excepcionalmente com o dobro de tempo dos episódios regulares me surpreendeu com as soluções apresentadas para as questões deixadas no final da primeira temporada. Achei um belo acerto, e já estou aguardando os novos episódios na Netflix, a partir de 5 de Janeiro.

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Assisti: “O nome dela é Gal”

Dentre as cantoras brasileiras, sempre tive minha “santíssima trindade”, da qual já falei aqui no blog (só refrescando: Joyce, Leny e Leila), mas obviamente tem outras cantoras que admiro e respeito, mesmo que não ouça muito. Gal Costa é uma dessas: conheço muito pouco de sua obra (seria justo dizer que conheço “vários nadas”, mas considero a interpretação dela de Divino MaravilhosoBrasil duas das coisas mais primorosas que já ouvi, amo real-oficial; e ainda tem o disco Meu Nome é Gal, que eu ouvi muito quando criança, porque minha mãe deu pro meu pai de presente de aniversário em algum momento dos anos 90). Cresci e Gal não era uma das cantoras que eu mais ouvisse na vida.

Li uma matéria sobre o a série documental recém-lançada pela HBO e acabei trombando com ele enquanto mudava de canal – ia ver Game Of Thrones, mas ainda tavam reprisando a primeira temporada, aí fui ver outra coisa – parei no O nome dela é Gal. Estava passando o primeiro episódio da série sobre a vida e obra dela. Esse primeiro episódio me chamou a atenção por duas razões: primeiro pelos depoimentos da mãe e de amigas de infância, e como ela se aproximou de Bethania, Caetano e Gil. A outra razão foram as imagens de arquivo dela tocando violão, registros da gravação do primeiro disco. Achei aquelas imagens inspiradoras! ❤

Deu até vontade de ouvir Gal de novo, depois de tantos anos sem dar atenção às músicas dela. Meu foco de atenção agora são os primeiros discos, sobre os quais conheço pouquinho ainda. Quem não viu ainda, veja – e ouça!

O fim de semana e duas novas séries para ver

lendo-no-campo

Voltei de viagem ontem à tarde e estava: moída. Poderia entrar em mais detalhes sobre esse período em um sítio, participando de um congresso da juventude batista aqui da minha região durante um fim de semana, mas vou resumir em tópicos antes do assunto principal desse texto:

  • Nunca vi uma concentração tão grande de muriçoca quanto nesses últimos dias. O repelente me valeu muito;
  • Eu estava me sentindo muito fotogênica. Fiz fotos legais quando cheguei ao sítio e as minhas favoritas estão indo para o instagram (@evanaizabely);
  • Terminei de ler O discípulo radical, de John Stott, e dei um gás na releitura de The Handmaid’s Tale, além de ter voltado com mais um livro para ler – Menos é mais, de André Botelho;
  • Ficar sem redes sociais por uns dias foi uma coisa muito boa. Vou fazer isso mais vezes, recomendo!

Outros detalhes sobre o final de semana foram parar no meu diário de papel, que está para completar um ano e tem me ajudado um bocado nesse processo de autoanálise e tudo mais.

capa de "The Handmaid's Tale"
A capa da minha edição de “The Handmaid’s Tale”: velhinha, comprada na Estante Virtual há longínquos 9 anos…

Sobre as séries: deixa eu falar primeiro sobre The Handmaid’s Tale, que foi uma das estreias que eu estava mais empolgada para ver. Tenho uma relação afetuosa com o livro, que descobri durante a graduação, nas aulas de Literatura Inglesa 3. Fiz um trabalho sobre ele, ainda hoje tenho as anotações da época e até pensei em tatuar uma frase dele nas minhas costas, na parte onde tenho estrias oriundas do crescimento. O projeto da tatuagem ficou engavetado. Anos depois, estamos no comecinho de 2017 e descubro que o romance de Margaret Atwood vai ter série lançada. Essa era mais do que a série que eu queria ver: era a série na qual eu gostaria de estar trabalhando! O elenco me empolgou demais, a começar pela protagonista: Elisabeth Moss, minha adorada Peggy Olson de Mad Men.

Infelizmente, não consegui ver a série na estreia, mas deu pé no agora, no finalzinho de Junho e olhe… Me emocionei a ponto de chorar em alguns momentos. Primeiro porque o tema da série é denso e assustador para qualquer mulher. Imagine ter sua liberdade cerceada a ponto de tirarem seu nome, sua identidade, sua história; e te condicionarem a uma função específica. No caso das Handmaids, a função é procriar. O buraco é bem mais embaixo: todas elas são vigiadas o tempo todo, sua visão é limitada e a segurança é uma coisa frágil demais. No segundo episódio eu estava bem mais sensível e Janine amamentando o bebê que ela gerou – mas não é seu filho – enquanto canta baixinho uma música de Bob Marley me fez chorar mais. Ela canta para a criança, mas canta para si mesma também:

Don’t worry about a thing,

‘Cause every little thing is gonna be alright…

Ainda não vi os outros oito episódios que compõem a primeira temporada, mas farei isso em breve, enquanto vou relendo o livro. É bom que depois vou poder comparar a leitura feita pelo eu de 20 anos e o eu de 29. E ainda recomendo fortemente que todo mundo faça isso, com atenção e cuidado.

A outra série que assisti, essa uma estreia mais recente, foi Glow, na Netflix. O que me chamou a atenção foi o fato de serem mulheres na luta livre, e o programa ser ambientado nos anos de 1980. Imaginei logo um Gigantes do ringue só com meninas, mas minha imaginação não foi muito além.

Glow, a nova série da Netflix
Cartaz promocional da série. Fonte: IMDB.com

(para quem jamais viu: Gigantes do ringue era televisionado pela Record, e eu costumava ver um ou outro episódio quando era criança – ah, a infância anos 90! Hoje a gente vê a versão moderna pelo YouTube mesmo.)

Mas voltando para as Gigantes do ringue da Netflix, a primeira cena me gerou uma expectativa muito grande, ao mostrar Ruth (Alison Brie) como uma empresária poderosa, forte e…

Não, pera: era tudo um teste para filme, e Ruth estava lendo a fala reservada para o homem. Na verdade, a moça é uma atriz tentando se firmar na carreira, mas para quem as coisas não vem dando muito certo, em vários aspectos. Ela vai parar num teste que pede garotas não convencionais, sem saber exatamente do que se trata, e só chegando lá descobre se tratar de um teste para o GLOW – Gorgeous Girls of Wrestling – um programa onde só mulheres vão se enfrentar no ringue. A variedade de figuras é grande no cast: vai da própria Ruth, que pena um tanto para se adaptar ao universo da luta livre, até a peculiar Sheila, the She-Wolf (Gayle Rankin). Nos dois primeiros episódios, a gente já sente a pegada feminista do negócio, quando é discutida a sororidade, a liderança feminina – quando Cherry (Sydelle Noel) comanda o time de lutadoras to-be no segundo episódio – aborto. Outros pontos devem vir à luz em breve. E essa não é uma série muito longa, cada episódio tem cerca de 40 minutos, dá para assistir a mais de um por dia numa boa.

Em breve, quando terminar as temporadas das duas séries, voltarei a escrever sobre elas. Caso você já esteja assistindo a uma delas ou ambas, compartilha nos comentários o que você está achando!

Todo mundo, menos eu

(até hoje, pelo menos)

Quando o assunto é cultura, eu sou um pouco (ou muito, dependendo do ponto de vista) do contra. Enquanto tá todo mundo vidrado em uma determinada música/filme/série, eu tô amando outra coisa (a qual boa parte dos meus amigos não dá muita atenção, possivelmente). Eu costumo brincar chamando esse meu “delay” de “dívida com a sociedade”, e não tenho poucas.

Com música eu não tive muito disso porque quando trabalhava como professora, sentia a necessidade de ouvir o que meus alunos ouviam e selecionar músicas que eles curtissem para fazer as aulas com música (era minha parte favorita). Para vocês terem uma ideia, a minha primeiríssima turma de adolescentes era composta apenas por meninas fãs de Justin Bieber no início da carreira (exatamente, com cabelo de cuia e tudo). Até hoje eu tenho o My World e o My World 2.0. (y)

Ponto alto da minha vivência com essa turma: quando levei música do Bieber de surpresa na aula, após milhões de apelos, e as meninas quase tiveram uma síncope nervosa. Era um holograma do Bieber na sala ou o quê?

Enfim… Tinha época que era um saco, tinha época que eu compartilhava dos gostos dos adolas. Katy Perry e Ariana Grande, por exemplo. Ainda hoje gosto, embora não ouça com frequência. Como eu disse, na música eu tenho algo do contra peculiar, mas não muito.

O bicho pega mesmo quando é TV e cinema. E eu vivo dizendo que “esse ano vou saldar minhas dívidas com a sociedade e ver essas coisas que todo mundo gosta, para ver se gosto também.” É quase iniciar uma dieta na segunda-feira.

Com vocês, alguns dos hits da galera que até então eu não tinha/tenho a menor intimidade.

1. Harry Potter

Na verdade, o caso aqui é mais de “segunda chance”. Um dia fui assistir a um dos filmes da franquia (acho que era O Prisioneiro de Azkaban) e dei umas cochiladas no meio. Só não dormi de uma vez porque estava comendo biscoito Treloso de chocolate (um dos melhores biscoitos da vida, que na atual conjuntura não me pertence mais). Nunca li nenhum livro da franquia, não vi os outros filmes, basicamente desconheço a trajetória do bruxinho (que está completando 20 anos de lançamento) assim como também não li nada de autoria de J. K. Rowling, embora reconheça que ela teve uma trajetória inspiradora. Dia desses pego um dos livros pra ler.

2. Twilight

Primeira vez que ouvi falar de Crepúsculo foi no meu primeiro emprego como professora. Tive uma dupla de alunos de uma turma de universitários (como eu também era na época) que na hora da prova oral resolveu discutir sobre Twilight (a menina gostava, o menino não) e cada um que quisesse dar seus argumentos. Depois saíram os filmes e tal… Eu só acompanhava a zoeira em torno dos vampiros que brilham. Ainda peguei um e-book, incentivada por um amigo. Nunca terminei de ler. Talvez eu dê mais uma chance um dia desses.

3. Game of Thrones

Entrou temporada, saiu temporada, e eu continuava sem manjar muito das paradas sobre a série de livros/série da HBO. Até jogo de tabuleiro eu vi numa loja em Santiago (e comprei de presente para um amigo), mas eu mesma ver GoT que é bom, nada…

Até que o mesmo amigo que me incentivou a ler Crepúsculo fez o mesmo com Game of Thrones. Terminei a primeira temporada ontem e olhe, o povo tem razão de gostar. É bem feita pra caramba! Não toma de Mad Men o lugar de minha série favorita, mas vale acompanhar. Até minha mãe assistiu, gente!

4. Grey’s Anatomy

Não vi por uma combinação de falta de tempo + falta de vontade de ver série médica. Até agora só vi um episódio, muito por acaso. E era justamente o da morte de Derek. Dia desses eu pego a série do começo.

(Eu honestamente não ligo pra spoiler, de coração. Tem gente que fica com raiva se rolar um spoiler pelo meio, mas nunca me importei com isso. Eu comprava revista de fofoca para saber o que ia acontecer na novela, então por aí vocês tiram… Já sei quase tudo o que vai acontecer em GoT e isso não me tira a vontade de ir ver a série, porque interessante é como acontece, e isso nem a melhor descrição do coleguinha ou do site pode fazer.)

5. 13 Reasons Why

Logo quando saiu, e as pessoas me perguntavam se eu já tinha visto, eu respondia na lata: nem vi, nem verei. Entre pessoas achando uma ótima série e pessoas achando perigosa a abordagem do suicídio na série, estou entre aqueles que ainda se consideram despreparados para assisti-la. Não é desinteresse pelo tema, com o qual eu tive contato direto quando um familiar cometeu suicídio, há quase dez anos. Acredito que seja o momento em que foi lançada, eu estava mais a fim de ver um programa mais leve e assim foi. Mais pra frente, talvez, eu inclua 13 Reasons Why na minha lista de séries a assistir.

Essa é uma lista que não tem fim, e com a vida corrida do jeito que está, não dá para ver tudo mesmo, a gente faz o que pode e o que quer, quando o assunto é entretenimento.

Assistindo: “Unbreakable Kimmy Schmidt”, season 3

Esperei pela estreia da terceira temporada da série com muita animação, porque Unbreakable Kimmy Schmidt logo se tornou uma das minhas séries favoritas. Praticamente não há um personagem que eu não goste, e as duas primeiras temporadas tiveram momentos impagáveis, como o clipe de Peeno noir e todas as aparições do reverendo Richard Wayne Gary Wayne (Jon Hamm). As expectativas eram as melhores possíveis.

Então a estreia aconteceu dia 19 de Maio e até então não rolou nada de muito extraordinário nos episódios da série que eu assisti até agora (vi 7 dos 13 episódio, mas alguns pontos me chamaram a atenção.

1) Jon Hamm continua se destacando positivamente, mesmo aparecendo pouco (até agora só apareceu em um episódio, e nos demais o reverendo é apenas mencionado).

2) Tituss (Tituss Burgees) teve alguns momentos de soltar a voz. Nem tudo achei engraçado, claro. A paródia de Lemonade foi bem legal e tudo; e o começo do episódio em que ele faz uma série de backing vocals para músicas com letras absurdas. Mas não gostei de Boobs in California.

3) Agora o texto tem uma pegada mais política do que nas temporadas passadas, com a participação de Lilian (Carol Kane) como vereadora e cenas com viés feminista – inclusive tem um episódio intitulado Kimmy é feminista!, no qual ela vai para a faculdade e ao se relacionar de forma mais próxima com as novas colegas, percebe que o discurso feminista delas ainda não é amadurecido.

4) Também é dada uma ênfase extra à interferência que traumas podem causar na vida futura da pessoa. Gretchen (Lauren Adams), uma das mulheres-toupeira, não consegue se libertar do passado e acaba criando a própria seita, sequestrando alguns garotos para servi-la. Obviamente o tiro sai pela culatra (e é aí que começa a existir uma discussão sobre questões feministas, que vai se aprofundando no episódio seguinte). Já Kimmy consegue a bolsa integral na universidade graças a uma habilidade física conquistada nos anos de bunker, mas ao mesmo tempo tem dificuldade de se relacionar com pessoas que tenham inclinação religiosa.

5) Com a entrada de Lilian para a política, entrou também um personagem que tenho curtido bastante, o Artie (Peter Riegert), dono da rede de mercados naturais. Simpatizei mesmo, desde a primeira aparição.

6) Já a trama de Jacqueline (Jane Krakowski) eu tô achando chata. Não é por ela, mas pelo núcleo da família em que ela se envolveu. Tudo chato, do marido dela (Russ, interpretado por David Cross) ao cunhado bonitão (Duke, por Josh Charles).

Então, pela primeira vez encontrei personagens chatos em Unbreakable Kimmy Schmidt. Mas mesmo assim, estou curtindo acompanhar e tenho me divertido com os episódios. Só falta ter um tempo extra (e internet estável, claro!) para concluir a temporada.

O melhor de “Grace and Frankie”, terceira temporada

Finalmente consegui um tempo para concluir a terceira temporada de Grace and Frankie, a série com a melhor turma da terceira idade que a gente respeita. De tudo o que eu vi desde o início da série, essa foi a que mais me empolgou e emocionou. Se na primeira temporada a gente acompanhou a adaptação da dupla protagonista à vida de solteiras após 40 anos de casamento e na segunda teve a oficialização da união de Sol (Sam Waterston) e Robert (Martin Sheen) e o estreitamento da amizade de Frankie (Lily Tomlin) e Grace (Jane Fonda); na terceira elas estão muito mais unidas. Não deixam de brigar, mas agora a dependência emocional que uma tem da outra é muito maior.

A primeira parte dessa temporada foca nos preparativos e no levantamento de verba para lançar a Vybrant, companhia desenvolvedora de vibradores para a terceira idade criada e desenvolvida por Frankie e Grace, que são as únicas funcionárias da empresa também. Uma vez resolvida a questão da grana, as personagens passam a agir em função de fazer a Vybrant ser um sucesso; e lidar com as consequências desse sucesso sendo uma empresa de apenas duas pessoas.

No começo, minha personagem favorita era a Frankie, por ser mais cuca fresca, artista e tals… Tirando a parte da maconha, acho que eu seria uma velhinha tranquilona feito ela.

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Nessa temporada, principalmente no final dela, a gente percebe as fragilidades de Frankie vindo à tona. Além do medo de ficar sozinha, outras questões como o pavor de armas de fogo e a dificuldade de tomar decisões que podem mudar sua vida, depois de tantas mudanças grandiosas. Por essas situações, ela se torna o centro das atenções na reta final. Ela não deixou de ser uma das melhores personagens para mim; mas no quesito evolução, outros personagens subiram muito no meu conceito.

Robert e Sol, por exemplo, ganharam força a partir do segundo terço da temporada, quando chega o momento da aposentadoria. O episódio em que Sol finalmente se aposenta foi o primeiro a me fazer chorar. Enquanto isso, Robert abraça outros desafios, estreando no teatro comunitário; e conflitos, como sair do armário para a mãe.

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Outra coisa que me chamou a atenção é que finalmente as animosidades entre os ex-casais parece ter sido superada na segunda metade dessa temporada, principalmente a partir do episódio O chão, em que eles as levantam do chão, literalmente.

Do final da segunda temporada para o início da terceira, os filhos dos dois ex-casais não tinham plots que me chamassem muita atenção, com exceção de Brianna (June Diane Raphael) e Coyote (Ethan Embry).  Dessa vez, todos eles tinham histórias de peso: Mallory (Brooklyn Decker) em crise no casamento, Bud (Baron Vaughn) assumindo o controle do escritório de advocacia, Coyote se mantendo sóbrio e tentando se organizar profissional e pessoalmente… Brianna foi a que mais me surpreendeu. Ela não perde o senso de humor ácido que lhe é característico, mas começa a demonstrar alguma fragilidade quando acaba dispensando Barry (Peter Cambor), que ela começou a namorar no fim da segunda temporada; e começa a perceber que falta algum romance na sua vida, alguém com quem possa trocar afeto de verdade.

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Por alguns momentos, achei que essa poderia ser a última temporada, mas a quarta já está confirmadíssima, com participação especial de Lisa Kudrow (eu gostaria muito que Wendie Malick voltasse também na quarta temporada, gostei da participação dela). Tem bons ganchos para lá: os avanços da Vybrant, os relacionamentos amorosos de Grace e Frankie, a vida de Sol e Robert pós aposentadoria, e muito mais.

“Better Call Saul”, S03E04 – “Sabrosito”

Falei no post anterior que o plot envolvendo o Mike (Jonathan Banks) estava chato, né? Bem, esse quarto episódio da temporada deu a melhorada que precisava.

Explicando melhor: eu estava sentindo as histórias do Mike e do Jimmy meio desconectadas, apesar de ter tido uma ou duas cenas em que um interferia na história do outro (como na parte em que Jimmy cancela os compromissos de um dia no escritório para ir ao Los Pollos Hermanos ficar de olho em um de seus rivais). No episódio que foi ao ar nessa última terça-feira (e que assisti na quinta), o roteiro me pareceu bem melhor amarrado, embora ainda não tenha tido muita cena em que Jimmy e Mike aparecessem juntos. A primeira parte do episódio foi completamente dedicada à turma do tráfico (e o personagem Sabrosito, que dá nome ao episódio, é o mascote de um sorveteria que serve de “laranja” aos negócios escusos). Teve uma participação maior dos chefes dos esquemas criminosos, especialmente do Gus Fring (Giancarlo Esposito), dono do Los Pollos Hermanos, que foi o protagonista da segunda melhor cena da temporada até agora. A saber, foi o discurso dado por ele para os funcionários da lanchonete logo depois que Hector (Mark Margolis) invade o local e assusta a equipe enquanto procura por Gus.

Só na segunda parte do episódio é que voltamos para a história do entrevero jurídico entre Jimmy e Charles (Michael McKaine), que parece ter chegado a um “acordo” mas o estrago no relacionamento pessoal dos irmãos já está feito para sempre. Antes de dar a audiência por encerrada, Dra. Ray (Kimberly Hebert Gregory),  juíza do caso, diz que não percebeu remorso na declaração escrita por Jimmy, e o faz verbalizar o remorso para Charles, olhando em seus olhos. Tive a impressão de que Jimmy fosse chorar, mesmo que um pouquinho só, enquanto falasse. Mas seriam lágrimas de real arrependimento ou de raiva por ter sido obrigado a falar aquelas coisas em vez de ter saído correndo para nunca mais ter contato com Chuck e Howard (Patrick Fabian)?

Tenho observado que os episódios dessa terceira temporada tem vindo em uma crescente de qualidade dramática – isso eu tiro pelo fato de que o quarto episódio foi melhor que o terceiro, que foi melhor que o segundo e assim vai. Então a expectativa para o resto da temporada só pode aumentar.