Diário de viagem: Ilhéus/BA

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Depois de deixar Penedo, seguimos viagem para Ilhéus, que era um destino já muito conversado aqui em casa. Já estivemos na Bahia em duas ocasiões anteriores: a primeira foi em 2006, quando fomos a Salvador (foi a primeira de uma sequência de viagens pelo Nordeste, e foi também uma celebração da minha aprovação no vestibular), e a segunda, Porto Seguro em 2018. A escolha por Ilhéus como a terceira cidade baiana a ser visitada teve duas motivações:

1) A literária, afinal, Ilhéus é a terra de Jorge Amado;

2) A noveleira, pois Ilhéus também foi a cidade em que se passava a novela Renascer.

(a referência da noveleira quando pensa em cacau)

Lá em Ilhéus, praticamente tudo é sobre Gabriela e Nacib: até uma estação de rádio local chama-se… GABRIELA FM!

Andando por algumas ruas do centro da cidade (precisamente a parte do comércio), lembrei muito do centro de Recife e do centro do Rio. Talvez, com o trânsito uns dez centavos mais caótico. Andar de carro foi um pouquinho complicado no começo, mas desenrolamos. 🙂 E nesse post, compartilho um pouco sobre alguns dos lugares legais que conhecemos lá (e algumas músicas que grudaram na minha cabeça).

1. Bataclan

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O célebre cabaré (que também aparece no romance Gabriela, Cravo e Canela) hoje funciona como restaurante e centro cultural. A comida lá é MA-RA-VI-LHO-SA! O preço do buffet é um pouquinho salgado, mas vale a pena. Além de comer bem, a gente também pode fazer um tour pelo prédio e conhecer o quarto da Maria Machadão.

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E não é só isso! Você ainda pode tirar foto caracterizada e ganhar um certificado de coronel ou de quenga. Depois de saber desse detalhe, a música na minha cabeça mudou para…

Também no Bataclan tem uma loja de produtos de cacau vindos diretamente da Fazenda Capela Velha. Lá, além de ter uma aula sobre o plantio, produção, exportação de cacau, ainda comprei nibs, cacau em pó, geleia de cacau e chá (sim!). E ainda ganhei um cacau!

2. Bar Vesúvio

Me surpreendi muito positivamente com o Vesúvio. Além da comida ser excelente, o preço é um pouquinho mais convidativo que o do Bataclan. E o staff, gente? Amei o atendimento. O Bar Vesúvio existe desde 1919, já passou por várias administrações e até teve outro nome, voltando a se chamar Vesúvio depois de… adivinhem?! Gabriela, Cravo e Canela! Na frente do bar (que está sempre cheio), tem uma escultura de Jorge Amado. Ou seja: é parada obrigatória para fazer uma fotinha e ainda almoçar.

3. Casa de Cultura Jorge Amado

Era a casa onde o escritor viveu, e único local onde pagamos entrada: R$5 (meia para professores e estudantes). Na frente tem outra escultura do autor, e lá encontramos livros de Jorge Amado traduzidos para diversos idiomas, objetos pessoais, além de uma linha do tempo contando toda sua história, e uma sala dos orixás.20200107_120853 (1)

4. Cine Teatro Ilhéus

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Já foi cine, hoje funciona apenas como teatro e também como galeria de arte. Quando estivemos lá, estava acontecendo uma exposição de esculturas e também quadros.

5. Casa de Arte Baiana

Essa eu não fotografei, mas foi um dos lugares mais legais que visitei. Mantido por um alemão, o espaço reúne obras de autoria de artistas baianos e estrangeiros que tenham retratado a Bahia de alguma forma. Vale muito a pena a visita, e ainda emendar com a Galeria Goca Moreno, que fica bem ao lado.

Foi nesse museu que tive um momento muito  deja vu: a estrutura do prédio, as escadas, me lembrou muito o Struwwelpeter Museum, em Frankfurt.

6. Praia dos Milionários

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Parece uma praia deserta, mas tem umas barracas legais por lá. 🙂

Nos hospedamos na Pousada Praia Bela, localizada na Praia dos Milionários, e foi uma excelente escolha! O local tranquilo, a praia também super de boas. E ainda aproveitei para fazer uma massagem lá no hotel (é possível contratar serviço de spa, massoterapia). Vale demais a pena!

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7. Chocolates Caseiros Ilhéus

Essa foi nossa última parada nos passeios, já perto de ir embora. Li algumas resenhas no google falando que fosse com o bolso preparado e… sim, eu nunca gastei tanto com chocolate quanto nessa viagem. O visual da loja lembra também aquelas construções em estilo germânico e tal… E tem a fofa miniatura de fazenda de cacau.

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Bem, por ora é isso! Eu fui a Ilhéus quase sem expectativas, mas foi um destino bastante agradável. Talvez um dia eu volte por lá, para passar uns dias de praia e comprar uns chocolatinhos – e visitar uma fazenda de cacau mesmo, que acabou não rolando dessa vez.

 

Diário de viagem: Penedo/AL

Começamos 2020 colocando o pé na estrada. A primeira parada foi a cidade de Penedo, em Alagoas – que muitos devem conhecer por ser a cidade do Carlinhos Maia. Mas, para além disso, é uma cidade cheia de história para contar, dos tempos imperiais!

A cidade recebeu esse nome por ter sido fundada sobre um rochedo (ou… penedo) e está bem às margens do São Francisco. É possível fazer a travessia do rio para chegar a Sergipe, só não fizemos a travessia dessa vez porque o tempo estava curto e a gente já tinha feito o passeio quando estivemos em Piranhas.

Duas coisas me encantaram na cidade: primeiro, a arquitetura, que em muito conserva as características do período imperial; em especial na parte mais central, onde ficamos hospedados. Além das igrejas, há espaços como a Casa de Aposentadoria, o Oratório (que tem uma história bem pesadinha: era lá que os presos passavam a noite orando antes de seguirem para o enforcamento). A sede da prefeitura mantém o estilo. E ainda tem um mirante bem legal, de onde se pode ver o rio. Lindo! ❤

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Outra coisa que eu achei bastante interessante é a tranquilidade. Talvez o fato de termos ido em um final de semana do começo do ano tenha tido alguma influência nisso, mas mesmo assim, fiquei impressionada com o fato de muitas coisas fecharem bem cedo. Na rua do hotel onde nos hospedamos, até uma sorveteria estava fechada à noite no sábado! Em outra rua, tinha outra unidade da mesma sorveteria que estava aberta, e lá tomei um açaí. 🙂

Dos lugares que tive a oportunidade de conhecer em Penedo, o que mais me encantou foi o Teatro Sete de Setembro, que vem a ser o mais antigo de Alagoas e o oitavo mais antigo do Brasil, e segue em atividade, recebendo peças de companhias alagoanas, bem como de outros estados; encontros de corais, etc.

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Nos hospedamos no Hotel São Francisco, que está em atividade desde a década de 1960 e mantém um serviço excelente: os quartos são amplos, varandas com uma bela vista e o restaurante, muito bom. Foi uma das raras vezes em que almoçamos e jantamos no restaurante do hotel.

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Às 5 e alguma coisa da manhã.

Fora dali, a gente só comeu no Oratório, bar e petiscaria às margens do rio. Ambiente bonito, atendimento bom, mas o menu me decepcionou um pouco. Na verdade, eu estava esperando algo que fosse além de petiscos e pratos com carnes. Talvez, em um outro momento, eu me animasse mais com o cardápio. Acabei pedindo uma porção de batata frita e compartilhando uma carne de sol com fritas, que estava boa, bem passada, mesmo eu não estando no mood de comer carne.

Ficamos dois dias por lá, e acho que foi um período bom, deu para visitar os espaços que a gente queria e ainda descansar um pouco. Então fica a dica: para quem quiser visitar, dois ou três dias é um período legal.

Repost: O que foi meu carnaval

[post importado do antigo blog Roteirizando, originalmente postado em 08/03/2011]

[Sem imagens porque todo o material foi tragado pela terra. Obrigada, celular Xing Ling.]

Geralmente, quando falo da praia onde passo a esmagadora maioria dos meus feriados, me refiro a ela como um lugar tão calmo, mas tão calmo que beira a chatice. Fica relativamente longe de tudo e não acontece acontecia nada.

Nos últimos anos, as coisas mudaram. Muita gente comprando terreno, aquele pedacinho [mais ou menos] à beira-mar foi recebendo mais e mais veranistas, a energia elétrica tá uma coisa mais aceitável e o barulho…

Na primeira tarde de praia, quando fui dormir, acordei com a maravilhosa sinfonia de 88 carros tunados. Tá, não foram 88 carros; foi um carro só e 87 aparelhos de som no último volume… Nessa hora, meu pai, que já tinha bebido assim um pouco um bocado de uísque ficou meio p da vida e quis voltar para casa no ato porque tava um tanto impossível relaxar. Nem ouvir meus próprios pensamentos eu conseguia!

Enfim, não abreviamos a estadia na praia, o que me jogou dentro de um episódio de Central especial carnaval [quem já leu sabe do que eu tô falando]. Sem mais delongas, vamos a ela:

Tarde de segunda-feira, aquele movimento maravilhoso, gente passando com roupas de banho e boias rumo à praia debaixo daquele sol maravilhoso das DUAS DA TARDE… Quando chega gente me chamando pra beber, me chamando pra farrear e me oferecendo um abadá do bloco do Zé Fogueteiro naquela promoção marota: 1 é 5, 3 é 10.

E os abadás, não bastassem serem abadás, têm escrito em letras garrafais: CARNAVAL 2010.

Uma prima minha ganhou o abadá de uma tia e o bloco estava programado para sair às 18:00. Até aí, tudo bem. Mas passou Araguaia, passou Ti Ti Ti, passou Insensato Coração e o bloco não tinha saído. Diz que tava esperando o prefeito e sem ele o raio do bloco não podia sair. Enquanto isso o tio do trio elétrico:

– Daqui a dois minutos o bloco sai!

[dois minutos depois…]

– Daqui a cinco minutos!

[cinco minutos depois…]

– Daqui a cinco minutos!

– Vai sair essa merda??

E nisso o povo foi debandando. Quando acabou a novela, peguei minha prima com abadá amarrado na perna e seguimos o vizinho até a concentração do bloco. Tinha gente ocupando o espaço de aproximadamente um metro e meio de largura [eu diria “desse carro a esse poste”, mas NÃO TEM IMAGENS, DROGA!] e depois o vizinho, que é / vai ser candidato a vereador por uma cidade do interior do estado, subiu no trio elétrico e fez um discurso completamente trêbado.

– É A FORÇA JOVEM! NÓS ESTAMOS AQUI APOIANDO ESSE EVENTO MARAVILHOSO, É A FORÇA JOVEM, CONTAMOS COM O APOIO DE TODOS VOCÊS! [o verso é repetido 44 vezes]

E o povão: aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Nisso ele foi descendo, amparado por dois “assessores” que, como ele, estavam de sunga desde as duas da tarde e o homem do trio:

– Já tá eleito! Ainda não é eleição, mas ele já tá eleito!

E continuou agradecendo a presença e a paciência de todo mundo lá até que aos 45 do segundo tempo, o “bloco” deu sua voltinha olímpica pelo quarteirão só pra dizer que saiu. Eu tinha feito um vídeo super legal do candidato a vereador força jovem do interior puxando a turma que sobrou do bloco até chegar à frente da minha casa; com direito a meus gritinhos fugindo do spray de espuma e um carro de som dando ré pra sair na filmagem, mas né? Meu xing ling tratou de estragar tudo…

Ano que vem não tem Zé Fogueteiro para mim. Mami já avisou que vamos para um hotel fazenda. Fim.

Retrospectiva resumida 2018

Teve viagem, seleção do mestrado, crise de ansiedade no trem, composição própria, publicação de poema em coletânea, relacionamento frustrado, frustração política, choro, emagrecimento, engorda, cirurgia, nascimento, despedida, morte súbita, volta à terapia, processo, projeto, retomada, show, prêmios, festa, 30 anos, muitas gravidezes para acompanhar, desafios. Assumi responsabilidade. Aprendi a dizer não, e de boca cheia; passei de novo por caminhos que não queria mais passar, mas fui como estudante que reprovou um ano e dessa vez acho que aprendi. Fiz novos amigos, desfiz laços, voltei a andar de bicicleta. Chorei de frustração, tive medo de morrer, tive sonhos estranhos, agradeci por estar viva. Descartei coisas, encerrei ciclos, tive orgulho, tive medo e ainda tenho um pouco dele. Mas é para frente que se anda. Vamos lá.

Sábado no São Luiz (Bônus: voltinha no Marco Zero)

Esse fim de semana resolvi fazer algo de diferente e chamei uma amiga para ir tomar um café, dar umas voltas. A sugestão dela foi que a gente fosse ao Cinema São Luiz, e eu topei, afinal só tinha ido àquele cinema quando estava nas filmagens do curta de conclusão do curso de cinema. É fazia um bom tempo que eu não pisava em um cinema, nem de shopping, nem de rua. Foi uma quebra de rotina, então.

O filme a que assistimos foi Os Incontestáveis, produção nacional com locação no estado do Espírito Santo e parte de Minas. É um road movie (belas imagens das estradas, o que foi bastante familiar pra mim, que viajo bastante de carro com a família), com umas viagens muito loucas regadas a conhaque e, depois, cachaça. A sinopse que li no jornal dizia resumidamente que o filme era sobre irmãos que empreendiam uma busca por um Maverick, que havia pertencido ao pai deles, e era o automóvel de desejo da dupla. O terço final do longa eu achei viajado num grau que estou pensando nele até agora. Sério. Acho que a ideia dos roteiristas era deixar a pessoa pensando mesmo.

Do elenco, eu só conhecia Tonico Pereira, que interpreta o fazendeiro que está de posse do Maverick. A trilha sonora eu achei muito boa: tem temas que botam a pessoa no clima de estrada, e também uns bregas antigões, que hoje teriam espaço somente em programas que passam de manhã cedo em rádios populares (tipo o programa do Abidoral, aqui na minha cidade, por exemplo) e em jukebox de bar e casa da luz vermelha (como é o caso do filme).

Na saída do cinema, dei 3/5 estrelas. Agora, pensando com mais frieza, dou 3,5/5.

Segunda parte do passeio: procurar um lugar para comer. Eu estava com o Café Duque na cabeça, porque era um lugar onde eu sempre ia comprar biscoitinhos e salgadinhos quando fazia o curso de cinema. Isso lá no ano da graça de 2012. Não encontrei o café e àquela hora, devia até estar fechado mesmo.

Andando, cruzando pontes e as ruas fétidas do Recife, chegamos a outro lugar que eu não visitava há mais tempo ainda: Recife Antigo e o Marco Zero.

É sério: a última vez que dei uma andada nessa área foi em… ih, nem lembro. A primeira vez foi em 2004, disso eu lembro. Até parece que sou meio criada em cativeiro, diga aí! Mas estamos mudando isso.

Quando vi as pessoas andando de patins ali, pensei logo: quero um par pra mim! Está na lista de compras futuras.

As fotos estão ruinzinhas porque foram feitas com o celular highlander –aquele que caiu na privada em Potsdam, lembram? Apois o bichinho sobreviveu, faz telefonema e ainda fotografa. 😂😂😂 Mas, naturalmente, não é mais o mesmo. Está meio lentinho…

Ah, sim, o café! Encontramos os Armazéns do Porto logo ali pertinho, mas ó, lotado! No São Braz, por exemplo, todas as mesas cheias. Acabamos ficando no São Braz do Paço Alfândega, onde havia mais espaço. Movimento tranquilo, além de mim e da minha amiga havia uma moça sozinha e duas senhorinhas elegantes que chegaram depois. Eu pedi um chocolate quente e um quiche de ricota e espinafre. O atendimento foi na média, embora eu ache que poderia ter uns 15 centavos mais de simpatia.

Fiz meu lanche batendo papo com a amiga, falando da vida e dos adolescentes que passavam por nós, indo talvez para alguma festa em algum canto do Antigo.

Da próxima vez que for sair assim, vou levar a câmera fotográfica velhinha e fazer umas imagens melhores, sem risco de perdê-las por um bug do telefone. E preciso, de fato, fazê-lo; primeiro porque ficar muito tempo focada em estudos/trabalho e saindo pouco de casa para me divertir faz muito mal para a saúde. E é bom ter aquele olhar de turista para o que está mais perto de mim, não esperar por uma viagem de férias para fazer isso.

(A propósito, viagem de férias vem aí. #prayforevinha)

Contenção de despesas

Esse primeiro semestre não tem sido a coisa mais fácil do mundo no que diz respeito à finanças… Na verdade não está tão desesperador, não. Mas depois de uma despesa em fevereiro que foi provocada unicamente pela minha ansiedade e precipitação, acho que ficou um pouquinho difícil organizar as coisas.

Fora isso, ainda tem outros projetos que demandam um investimento extra e tem hora que penso que as contas não vão fechar. Dá uma agonia… Mas acredito que daqui para o fim do semestre as coisas vão melhorar, pelo menos estou trabalhando nessa perspectiva. E, para isso, estou vendo possibilidades de controlar mais as despesas, para evitar dores de cabeça.

O que estou fazendo:

  • Cancelei dois dos serviços que eu tinha assinado há aproximadamente um ano: o Spotify e o Headspace. Parece gerar um impacto pequeno na fatura do cartão, mas são duas coisas que considerei que dá para viver sem, numa boa: o Spotify free tem servido bem, além de que tenho baixado muitos podcasts para ouvir offline (o que reduz meu tempo de uso dele consideravelmente) e estou treinando a meditação sem ajuda de aplicativo algum – silêncio total! Aprendi bastante com os meses que fiquei usando o Headspace e o Stop, Breathe and Think, mas senti que estava na hora de seguir sem apps.
  • Saídas para comer ou algo assim estarão mais restritas, o que não significa que eu não vá me divertir! Com a dieta que estou seguindo, tem várias coisas que não posso comer (e que geralmente são mais caras, o que rende uma economia massa no final se não as estou consumindo) Dá para fazer muita coisa legal em casa, sem gastar um real. E para botar a cara na rua, tem as caminhadinhas que estou reinserindo na minha rotina – dei uns passos atrás com relação à corrida, porque me atrapalhei legal com os treinos, infelizmente.
  • O cartão de crédito: usar só quando extremamente necessário. No mais, prefiro o débito: depois de ter problemas com crédito, em anos passados, uso um limite mais baixo do que o que o banco oferece. É importante ter uma distinção entre o limite oferecido (pelo banco, com base na renda) e o limite real (o quanto podemos pagar sem lascar o orçamento).
  • Para as viagens futuras: estou enchendo um porquinho desde o ano passado e não faço a menor ideia de quanto tenha lá. Vou descobrir no fim de julho. Também estou comprando milhas, com a perspectiva de usar no próximo ano para comprar passagem aérea (a parte mais cara do negócio…)
  • Prioridades: atualmente minhas prioridades tem sido bancar a comemoração do aniversário, guardar uma graninha para a volta à Alemanha, que já está marcada, e comprar um violão eletroacústico, porque está meio difícil tocar com violão alheio… Toda economia que faço é pensando nesses três pontos e embora para muita gente eu pareça meio sovina às vezes, não guardo nada simplesmente por guardar.

Por enquanto, é isso que venho buscando fazer para garantir que minhas contas não vão me dar dor de cabeça. Espero que dê certo! 🙂

Sobre Porto Seguro e o que encontrei pelo caminho

Eu não estava com muitas expectativas sobre a cidade, para ser bem honesta. Minha única expectativa era pela piscina, porque grande é o calor; por fazer meu treino de corrida em um lugar diferente e passar uns dias, ainda que parcialmente, sem internet.

Foi assim que peguei os poucos dias de recesso que tive e fui com meus pais para Porto Seguro, na Bahia, com algumas pausas no caminho para visitar os parentes.

Cheguei no meu limite de distância para viagens de carro. Na verdade, ultrapassei um pouco: sul da Bahia só de avião agora, meus amigos, que eu não tô pagando promessa.

Mas, apesar de, a gente encontra coisas interessantes pelo caminho, que valem a pena a estrada super longa (penso no pessoal que vai pro Rio de Janeiro de ônibus… infelizmente não dá pra mim!): meio que desisti de acompanhar estações de rádio nas diferentes cidades, mas observar as placas substituiu esse hobby viajante.

Encontrei três dignas de nota:

Humildes (salvo engano, é distrito de Feira de Santana, e tem um rio com esse nome);

Afligidos;

Amargosa.

Ah, e uma cidade chamada Gandu, que só vimos um pedacinho. Pedacinho muito bacana, a propósito .

Num caminho longo desses, a gente faz algumas paradas em postos de gasolina, para abastecer o carro obviamente, comprar lanchinhos e usar o banheiro. Felizmente, encontrei alguns banheiros de posto bem organizados e limpinhos, dignos do Selo Banheiro de Posto de Arcoverde de Qualidade – um posto em Arcoverde, aqui em PE, tem um banheiro considerado o melhor do Brasil; e os que encontrei na estrada nessa última viagem, embora não estejam exatamente no mesmo nível por um detalhe ou outro, estão quase lá!

Tem o posto Embira, em Cruz das Almas; o posto Desejo, cuja localização exata não anotei (sorry!) e o posto União, em Itagimirim. Então se você que está lendo isso estiver eventualmente rodando por estradas baianas, aí estão as dicas de banheiros limpinhos em postos de gasosa. 🙂

O que não tem muito, infelizmente, é loja de conveniência. Pelo menos quando a gente precisou, não aparecia um!

Tenho uma certa dificuldade para dormir em carros, ônibus ou aviões; mas dessa vez acabei sucumbindo ao cochilo em alguns momentos. Mas isso não impediu que eu chegasse a Porto Seguro extremamente cansada, estressada e achando tudo feio e zoado.

(Essa foto foi do sábado, dia um pouco mais tranquilo)

Tivemos dificuldade de achar o hotel, dificuldade para circular no trânsito da orla; e a cada metro andado eu pensava “Porto por Porto, prefiro o de Galinhas!”

(De dia, tranquilidade. Do fim de tarde pra lá, é complicado se você estiver de carro. Pegue um ônibus!)

No segundo dia as coisas melhoraram um pouco: a impressão ruim que eu tive começou a se desfazer, embora ainda não estivesse 100%. Fiz amizade com uma família argentina que estava hospedada no mesmo hotel que eu – oba, botei meu espanhol pra jogo! Comprei alguns badulaques (pouca coisa, tipo um colarzinho com uma pedra da lua) e não achei um cartão postal pra minha coleção.

O que tem de interessante por lá:

O Memorial da Epopéia do Descobrimento: empreendimento de iniciativa privada, contém um bosque, salão com imagens relativas às expedições dos navegadores; réplica de oca indígena com diversos utensílios e a reprodução de uma nau, onde podemos entrar durante a visita.

Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália: foi na praia da Coroa Vermelha que foi rezada a primeira missa pelos portugueses (o local é marcado com uma cruz, uma espécie de marco zero, digamos assim). Lá também encontramos comunidades indígenas (infelizmente não deu tempo de ir) e uma área comercial bem mais organizada que a do centro de Porto Seguro.

(Também foi lá em Coroa Vermelha que tive uma mini crise de ansiedade, coisa que não tinha desde Abril – comparada com a de Abril, foi nano. Bem, o importante é que sobrevivi!)

Arraial d’Ajuda: para chegar lá, pegamos uma balsa. Valeu a pena conhecer a região, que é uma gracinha e me passou uma impressão bucólica. Queria ter ficado mais tempo lá!

(Vista da balsa)

De lá a gente foi para Trancoso, mas…

Ir a Trancoso foi a epopéia: além da lonjura, certamente pegamos um caminho errado que deu numa estrada barrenta – até as plantas estavam cobertas pela poeira avermelhada – com direito até a uns carros abandonados pelo caminho . Cenário de filme de terror (até tenho um roteiro que poderia adaptar para esse cenário). Passamos por todos, todos os resorts tipo Club Med, mas ver o mar que é bom, necas…

Acabamos desistindo e indo embora antes que escurecesse.

Mas tem uma coisa muito massa: uma parte da estrada de Arraial para Trancoso tem depressões, o que deixa a viagem parecendo uma montanha russa. É divertido!

Sobre o treino de corrida: não fiz. Não achei a área convidativa (tem uma pista muito longe de onde estávamos hospedados, e tinha uma galera correndo, mas era praticamente no acostamento). Em compensação, dei umas braçadas na piscina. Sou uma péssima nadadora e no mar não me arrisco, mas até que não fui tão desastrosa dessa vez: consegui ir de um canto a outro da piscina sem parar e sem os pés tocarem o fundo; mas ainda não entro na água dando aqueles saltos maravilhosos: desço uns dois degraus na escadinha e aí sim, splash! Tentei saltar uma vez, dei um mau jeito e o joelho sentiu um pouco, mas já está ótimo.

Um pequeno arrependimento: não ter comprado chocolates artesanais. Passei meio longe do cacau dessa vez, mas eu estava tentando pegar leve no açúcar depois do desbunde das festas de fim de ano (e agora estou doida por um docinho, mas é a TPM, segura!).

Uma coisa boa: não sou fã da culinária baiana, mas azeite de dendê é o bicho! 😋 É o tipo de coisa que só consumo na Bahia mesmo.

Uma coisa chata: vendedor de capeta (drink alcoólico que nunca tomei, mas pelo nome vocês imaginam como seja) me chamando de princesa e querendo me agarrar pelo braço. Se eu não estivesse tão bêbada de sono (primeiro dia…) ele ia levar era um baile.

Se voltarei a Porto Seguro? Talvez, mas não em Janeiro e certamente não vou mais de carro! Aeroporto tá aí pra isso. E a Trancoso, voltaria, mas com guia pra me deixar num resort all inclusive por uma semana. 🤣🤣🤣