Mudei de ideia

Pela quarta vez na minha vida, comecei a malhar em uma academia. Já tinha entrado para consultar preços, entrei de novo para conhecer a estrutura, visitei uma, duas, três academias até me decidir por uma exclusiva para o público feminino. Duas coisas me motivaram: uma foi dar um boost no processo de emagrecimento (recuperei 11 quilos no último ano, dado um processo bem complicado, fica para outro texto…) e também porque percebi que quando estou me movimentando, eu me sinto feliz. Eu me sinto feliz depois das aulas de pilates, quando faço as vídeo aulas de yoga, quando estou dançando. Inserir mais uma atividade física regular, com acompanhamento, seria como ter mais um “remédio” para manter os níveis de humor regulados. Comecei.

Não vou à academia todos os dias (até porque tenho outras atividades), e tenho séries de exercícios preparadas especialmente para o que estou buscando: no caso, perder um pouco do peso adquirido e me fortalecer (tanto de corpo quanto de mente). A meta é quebrar meu recorde de dois meses.

Engraçado que há algumas semanas atrás eu dava como certo que não gostava de academia, que não tinha funcionado comigo, que eu não curtia a música, o ambiente… Eu falava disso com as amigas, com o date, com os colegas de trabalho, quem viesse pela frente. Aí veio a mudança de ideia. E tudo bem, as pessoas mudam mesmo. Ainda não sou uma apaixonada pela academia, tenho minhas restrições: ainda não tirei foto na frente do espelho, estou aproveitando a hora e meia que fico lá para ficar longe do celular (não sei até quando, porque pretendia ouvir podcast enquanto ando na esteira ou fico na bike), tenho agonia do bordão “tá pago”. Mas não fico com preguiça de ir, talvez por ter escolhido o estratégico horário da volta do trabalho. Cedo demais provavelmente eu não conseguiria, à noite eu quero mais é diminuir o ritmo.

Faz só uma semana, mas já fiz algumas observações:

1) Não posso mais dizer que não conheço as músicas da Luísa Sonza.

2) A seleção de músicas da academia está mais legal do que já foi: toca Pabllo Vittar, Glória Groove, a já citada Luísa Sonza, Sandy & Jr das antigas. Não são músicas que ouço no dia a dia, mas não me dói os ouvidos. É legal!

3) Nos primeiros dias, eu achava que não ia socializar. Eis que no meu quarto dia, enquanto estou na esteira, eu sou reconhecida pelas minhas apresentações. E tem duas meninas que claramente não são gêmeas, mas como eu as achei parecidas por causa dos cabelos e eu ainda não sei o nome da dupla, as chamo de Gêmeas Lacração. Não, elas ainda não sabem. Mas desconfio de que vão curtir a alcunha…

4) Eu pesquisei um tutorial para fazer burpee no YouTube, porque eu estava crente que ia pagar O MICO e ia odiar esse exercício. Acabou que não fui nada mal (tinha um caixote para ajudar, mas mesmo assim).

5) O que eu detesto fazer mesmo é prancha. Já tive de encarar no mat pilates e ó, não deu match.

6) Eu me olhei no espelho fazendo polichinelos e gostei de ver meu reflexo, com a blusa subindo e descobrindo a minha barriga. Ainda ostento uma pancinha, e eu gostei de vê-la!

Será que chegamos a um ano de relacionamento sério com a academia? Vamos acompanhar… Se minha matrícula fizer aniversário, venho contar.

Esportes: com ou sem música?

Quando comecei a caminhar e posteriormente correr, criei uma playlist especial para essa atividade, que eu pretendia tornar diária. Honestamente, não consigo correr todos os dias. Às vezes o tempo não permite, outras é o cansaço por outras atividades. No final das contas, alterno a corrida com o pilates e agora com os pedais.

Mas antes de minha planilha de treinos ir para o beleléu (por enquanto), percebi que embora eu goste muito de música, e tenha playlist para praticamente tudo, correr não é uma atividade que combine com música para mim.

Alguns dos motivos:

  • A pior de todas: depois de algumas voltas, começo a sentir dores de ouvido. Isso era mais comum nos meus primeiros treinos, mas percebi que andando com os fones, o incômodo aumenta.
  • Bate um medo de sair com o celular na rua, não? Isso também tem me impedido de usar aplicativos para acompanhar o desempenho nos treinos. 😦
  • Sem as músicas de escolha, fico mais atenta às coisas que acontecem ao meu redor; e também aproveito o momento como uma meditação. Recomendo fortemente!

Talvez um dia eu mude de ideia sobre isso, mas por enquanto estou deixando a música para os momentos mais *quietinhos*.

Mas para os exercícios de pilates, especificamente os que faço no solo, tem umas músicas da Anna Maria Jopek que eu gosto muito de ouvir, principalmente do álbum Secret.

O dia em que chorei na Yoga

Bem, arrumei um tempinho pra fazer aulas de Yoga. Não com a frequência que eu gostaria, mas já tem sido uma mão na roda. Para encurtar a história, perto do final da aula senti lágrimas nos olhos. E não foi de dor ou desconforto, foi emoção mesmo.

Não foi aquele choro copioso não, e junto até veio um sorriso.

Depois, quando as luzes se apagaram e a gente pode relaxar/meditar eu dei uma viajada que cheguei a ver a Maria Joyce – personagem de duas das minhas novelas – bem claramente, em seu ambiente de trabalho, com seus cabelos curtos e seu uniforme. Não foi uma imagem que ficou muito tempo ali, mas foi uma das coisas que levei comigo depois da aula. Junto com a sensação de estar se libertando de um monte de coisas e deixando o caminho aberto para a vida acontecer.

Aula de ballet

Cheguei para a aula de zumba quando o ballet das criancinhas tinha acabado de acabar. E eu adoro as criancinhas do ballet. Hoje, enquanto rolava reunião de mães das crianças do ballet, tinha duas delas perto de mim brincando de ser… a professora do ballet. MENINA 1 de collant, saiote e sapatilha rosa e MENINA 2, de collant e saiote preto, é sapatilha branca.

MENINA 1: Hoje eu vou ensinar você a fazer um pliê especial. Presta atenção, que você é a única que sabe, aí eu vou ensinar a você e as outras eu vou deixar pra lá.

(Foi assim mesmo!)

MENINA 2: Tá certo.

Menina 1 mostra como é o tal pliê -posiciona o pé e vai fazendo o movimento até a mão poder tocar o chão. Na primeira tentativa, menina 2 cai. E na segunda também.

Eu, só observando, resolvi entrar na brincadeira.

EU: Como é esse negócio de pliê, deixa eu ver se eu acerto. Só que eu tenho que tirar o sapato, que de tênis não dá.

Tirei o tênis e juro que o chulé não subiu. Coloquei o pé na primeira posição e olhei pra professora Menina 1.

EU: É assim, né?

MENINA 1: É.

E mandei brasa no pliê. Senti os músculos da coxa ‘queimando’. E levantei, depois de um ‘pliê especial’ muito bonitinho. Eis que Menina 2 diz:

MENINA 2: Ela foi a melhor porque ela é adulta.

E continuamos na aula de ballet de brincadeira até que deu a hora de eu ir ter aula de verdade.

Não de ballet, pelo menos por enquanto.

Prato do dia: talharim de cenoura

Sábado passado fui comprar o presente de dia dos pais e aproveitei também para ir conhecer o Greenmix Mercado Saudável. Gente, que lugar maravilhoso! Eu faria minha feira ali facinho, pelo tanto de coisa gostosa e saudável que tem lá. Até uma padaria com artigos sem glúten tem por lá – provei o pão de mel e uma amostrinha do pão com manteiga ghee e posso dizer que não ficam em nada devendo aos pães “tradicionais”.  Gostoso de verdade. Comprei, entre outras coisas, uma caixinha de talharim de cenoura. Por curiosidade, já que nunca tinha comido nada parecido, só tinha ouvido falar do espaguete de abobrinha que também estava lá à venda, mas como ainda estou aprendendo a gostar de abobrinha, fomos de cenoura mesmo.

Hoje resolvi encarar o fogão, apesar da preguicinha, é prepar o talharim. Junto com ele, também ia testar fazer um pesto, que amo desde que provei uma salada de frango ao molho pesto no LaMole, no Rio (saudades!).

Para fazer o pesto, eu ainda precisava de nozes e manjericão. Fui na hora do almoço ao supermercado perto do trabalho e: não tinha nozes, nem manjericão. Próxima parada: lojinha de artigos naturais nas redondezas.

EU: Boa tarde. Tem nozes?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Ok… Tem que castanha? (a essa hora eu estava já adaptando a receita para colocar qualquer nuts)

VENDEDORA: Tem esse mix (apontando para um pacotinho de mix de castanhas)

EU: Não, é que eu quero pra uma receita.

VENDEDORA: Tem castanha do Pará.

EU: Ok. Quanto é?

VENDEDORA: Cem gramas é quinze reais.

EU: É o que, menina? Né o quilo, não?

VENDEDORA: Não.

EU: Ok, vai… Cinquenta gramas.

Ela colocou os cinquenta gramas.

EU: Tem manjericão?

VENDEDORA: Tem não.

EU: Erva nenhuma?

VENDEDORA: Tem essa mistura de manjericão, alecrim…

EU: Beleza, beleza. Bota 50 gramas, por favor.

VENDEDORA: (botando as ervas na sacolinha) Tu faz receita, é?

EU: Tô testando, aí…

Acabei gastando 13 contos nessa brincadeirinha. Cheguei em casa, fui pra aula de dança e na volta, mão na massa – mas eu quase desisti…

Enfim, já tinha gasto energia pesquisando e comprando (E 13 reais…), fui fazer pra ver se acertava. Peguei a receita do talharim no site Casar não engorda, do pesto no site Tudo Gostoso. A parte do talharim deu bem certinho, já o pesto…

Não coloquei as castanhas.

Não usei sal.

Usei menos azeite do que o previsto.

Assim nasceu o “peste”, um pesto que falhou miseravelmente.

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Mas olhe, ficou gostoso que só! E esse foi o meu jantar, com uma receita fácil e super rapidinha. Muito orgulho de mim ❤

Não sou um ás na cozinha, na verdade eu a frequento muito pouco para outro fim que não seja comer o que mamãe fez; mas com a reeducação alimentar, essa é uma coisa que preciso mudar e melhorar minhas habilidades no fogão (sim, eu creio que tenho habilidades!)

Ao vencedor, as batatas (doces)

Voltando a compartilhar um pouco do meu meio esquecido processo de reeducação alimentar, o “bora ser fitness”, essas coisas. Sobre rotina de exercícios, firmei no pilates+zumba. Sinto uma vontadezinha de ir correr, principalmente quando ouço Silver and Flint ou A beautiful mine (é, o tema de abertura de Mad Men está na minha playlist de corrida), mas anda difícil de reinserir essa atividade na minha rotina por causa dos meus horários mesmo, e também com as chuvas que andam caindo…

Se bem que a chuva não é exatamente problema. Ontem voltei da zumba debaixo de toró porque esqueci o guarda-chuva em casa e estamos aí, bem vivas.

Enfim, em termos de atividade física estamos bem, obrigada. Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém estarei de férias e vou libertar de novo a corredora de rua que há em mim. Por enquanto só tô liberando a Beyoncé interior mesmo.

A bronca é a comida, gente. Hoje mesmo minha mãe me joga na cara que não estou mais tão rígida quanto estava antes, isso porque peguei um pouco de sobremesa a mais (uma colher de sobremesa extra, avaliem). Estou comendo sobremesa todo dia, porque tem sobremesa em casa. Dia desses comi biscoito porque tinha logo ali, junto da minha mesa de trabalho, e comi umas frituras (e outras guloseimas) aí num evento do trabalho; mas ó, tudo na consciência.

O fato de ter comido essas coisas porque tive a oportunidade não quer dizer que eu tenha deixado absolutamente de comer frutas, legumes e as outras coisas naturais e saudáveis. Para ficar mais atenta ao que como e cortar possíveis ataques de culpa por ter comido um brownie, resolvi começar a anotar tudo o que como no meu bullet journal feito no Evernote – aliás, esse é meu segundo dia de bullet journal, acho que vou me dar bem com ele.

Eu já tinha começado as anotações no diário de papel, mas muitas vezes acabo esquecendo de anotar e aí bagunça tudo.

Comecei a registrar mesmo a partir do café da manhã de hoje, mas ontem mesmo, na hora do jantar, me peguei pensando no quanto meus gostos mudaram. Por exemplo, aprendi a apreciar raízes, como a batata doce.

Sempre gostei de batata inglesa: frita, assada, purê, com ervas, etc. Mas a tal da batata doce, só por ter doce no nome já me causava um impulso de rejeição. Depois que comecei a dieta, fui apresentada por uma então colega de trabalho às coxinhas fitness, de batata doce com frango. Provei uma e pronto, comecei a mudar meus conceitos sobre a tal da batata doce.

Eu já estava curtindo o inhame, depois incluí a batata doce, novo ingrediente fitness que me conquistou, às minhas preferências. Só não deu mesmo pra macaxeira (ou aipim, em algumas regiões do país): tentei, tentei e não rolou o amor. Pena…

Até agora, meu repertório de receitas com batata doce não está muito vasto. Só conheço a coxinha, o purê e, mais recentemente, o pão de batata doce, que eu peguei a receita com a professora de zumba mas ainda não testei. Pretendo fazê-lo em breve. E se alguém aí tiver uma receita fit (com batata doce) para compartilhar, pode chegar, estamos aí.

(E pronto, esse post foi só pra compartilhar mesmo o quanto um ódio injustificado pode virar amor, dependendo do tempo, das necessidades, da oportunidade…)

Um trem desgovernado chamado Eu

Eu costumava achar que Abril era um mês em que nada acontecia. Isso porque, quando fazia aquelas tradicionais retrospectivas de final de ano, eu não conseguia lembrar de nada relevante que tivesse acontecido no quarto mês do ano, além de foi Páscoa e enchi a cara de chocolate.

Nos últimos três anos as coisas mudaram muito nesse aspecto. Coisas importantes me aconteceram em Abril, mais para o bem do que para o mal (o que já quebra aquela ideia de inferno astral que a turmada astrologia diz que tem – se o meu existe, não é perto do meu aniversário). Mas nos últimos dias, eu me percebi perdendo o controle…

Não ando conseguindo meditar, minha prática anda meio furada. Aí teve aquele monte de emoções que andei represando até que chorei  no meio do musical na igreja  (tem trechos no YouTube, nem dá pra me ver chorando, ainda bem).

Musical Imensa Graça: http://www.youtube.com/playlist?list=PLRCHAAMsXXz3HOfcGzr6rWaZxBR2-qkO5

Acho que estou comendo mais do que devia também. Em uma tarde no shopping, foi batata frita, café  (curti, com calda de cereja), donut (não gostei, com muito açúcar) e brigadeiro Romeu e Julieta, apenas a melhor coisa já inventada. 

Café cereja
Diretamente do Café Donuts, no Costa Dourada

Para tentar tirar a culpa da jogada, fico me lembrando que estou jogando essas calorias fora no pilates e na zumba  (que inclusive merece um post só para ela), mas ainda assim, preciso segurar a onda porque, como num comercial da Polishop… Não é só isso! 


Caça aos ovos no trabalho. Pãezinhos  (integrais) na sexta-feira santa. Bolo Souza Leão. Lasanha. Só alegria…

Hoje o chocolate foi 70% cacau. O único ovo da casa, o primeiro que comprei sozinha na vida. Isso é um sinal de amadurecimento? Um dia desses eram dois ovos de Páscoa em casa; um só meu e um só da minha mãe  (não que fizesse muita diferença, já que todo mundo comia tudo junto mesmo, mas o meu geralmente vinha com brinquedos). Depois, passada a fase dos brinquedos, eram dois ovos iguais, que minha mãe comprava, plus o ovo que ganhava na escola e os chocolates que ganhava dos alunos – a época de maior fartura chocolateira. Semana passada liguei para minha mãe e avisei que ia comprar o ovo. O único da casa, dá e sobra para três adultos. 

Talvez um dia, como na vida tudo é cíclico, eu volte para a fase dos ovos com brinquedos. Ou não. Por enquanto, felizmente, dá para comprar os Shopkins separadamente.

Essa semana a gente tenta voltar à programação normal, pelo bem da alma – e do estômago. 

(E tô gostando de usar o aplicativo do WordPress! Acho que isso vai me dar o gás que precisava pra escrever mais frequentemente)