Voltando ao foco

Que fim de semana difícil! Poderia ser resumido em duas palavras: medo e lágrimas. Mas não posso ficar pelos cantos choramingando e me entupindo de pensamentos negativos, certo? Parei um pouco para pensar no que poderia fazer para melhorar e animar o astral. Detectei o que estava me machucando e fui atrás do que poderia fazer para driblar essas questões.

Primeiro, como eu tinha falado no post anterior, me dói não ter dado continuidade à minha formação acadêmica e bate um medo de fracassar na volta. Como sinto falta de verdade dos estudos, a solução do momento foi organizar uma rotina de estudos. De segunda a sexta tenho temas a estudar, como se fossem disciplinas num curso de pós graduação. Vou revendo temas interessantes para minha vida profissional e, de quebra, ganhando confiança para “meter as caras” em um mestrado no futuro. O alemão eu continuo estudando com mais afinco e todos os dias, incluindo os fins de semana.

O segundo passo foi filtrar ainda mais o conteúdo e dar mais uma reduzida no tempo de redes sociais. Ultimamente tenho usado apenas YouTube, Twitter, Instagram e Pinterest, e dando mais preferência ao YouTube e Pinterest, filtrando o conteúdo e priorizando material com o qual possa aprender e me inspirar, evitando as comparações, que são terrivelmente nocivas. Tenho acompanhado canais como o da Marie Forleo, Paula Abreu e as palestras do TEDx, por exemplo.

Durante o Carnaval foi complicado treinar para a corrida, mas agora voltei! E foi tão legal que até voltei com um poema em mente. Cheguei e fui logo registrar os versos de uma vez, o que me deixa feliz por estar escrevendo. Mesmo que não seja exatamente um trecho de um dos projetos de romance que comecei, o importante é estar em atividade. Nos últimos meses tenho escrito poemas com relativa facilidade e liberdade, sem me preocupar muito com regras estéticas. Acabou que finalmente estou começando a gostar das minhas produções nesse campo!

Continuo meditando e investindo no crescimento espiritual, alguns dias são mais difíceis que outros, mas o importante é manter uma constância e não desistir quando a coisa fica mais difícil, como ficou nos últimos dias.

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Dos diálogos

Ultimamente, enquanto trabalho nos projetos literários atuais (agora tenho dois: um em português e um em inglês) parei para observar como meus diálogos são longos. Enquanto não me sinto muito segura na ambientação e sempre acho que minhas descrições de ambientes são um tanto deficitárias, nos diálogos eu me sinto bem, em estado de flow. Meus personagens conversam pra caramba e assim as cenas podem ficar enormes.

Talvez isso seja um reflexo do meu próprio gosto por conversar. Quando criança, eu era muito falante e tinha a irmã mais velha de um amiguinho da escola que me chamava de conversadeira: o caminho inteiro eu ia falando sem parar. Eu puxava papo com desconhecidos na praia, até hoje troco algumas palavras com gente em filas. Às vezes fico tímida de chegar e puxar papo, mas minha natureza é de heavy talker. Eu simplesmente preciso falar e às vezes falo demais. Tanto que às vezes atropelo a fala de quem está comigo. A pessoa começa a falar e pronto: eu lembro de alguma coisa que tem a ver com o assunto e passo por cima. Considero isso um defeito e venho tentando controlar, ouvir mais do que falo, esperar as pessoas concluírem os raciocínios delas.

Mas voltando à escrita: todos os personagens acabam carregando algo de seu criador, por mais sutil que seja. Algumas das minhas criações eu diria que são alter-egos meus; mas outros são totalmente diferentes. Mas uma coisa minha todos eles tem no DNA: essa veborragia, a necessidade de falar o tempo inteiro.

Anteontem peguei um material de Linguística para estudar. O artigo era sobre Pragmática: atos de fala, máximas conversacionais. Era uma das coisas que eu mais amava estudar na época da faculdade, junto com Literatura (embora eu tenha carregado a certeza de que eu prestava para ser teórica em Linguística e não em Literatura – vivia em desespero na época de entregar os ensaios achando que ia reprovar em Teoria da Literatura e sempre tirava entre 9,5 e 10, vai entender). E ao ler sobre aqueles assuntos, me vi puxando muito para as conversas fictícias que materializo.

Também escrevi um bocado. Menos do que eu gostaria, porque tenho dividido o tempo para voltar a estudar, retomando a vida acadêmica abandonada em 2012 (o que me deixa um tanto atemorizada; e cheguei a ter uma breve crise de choro, por medo de não dar certo, de ser muito tarde, ter perdido o timing, não ter espaço pra mim), e são poucas linhas de ações para muitas falas. Hoje mesmo acordei muito sensível, certos pensamentos me fazem querer chorar e quando fui ver, no Word Online eu tinha despejado pelo menos metade das minhas angústias. E também encontrei alguns conselhos para segurar esse rojão. Tipo o personal outro que falei no outro post, meus personagens às vezes me indicam luzes no fim do túnel no meio de tanto blá-blá-blá.

Senti um pouco de alívio, o nó na garganta se afrouxou um pouco, fui para o banheiro do escritório, em busca de um pouco de silêncio para o caso de o choro voltar sem aviso e sem freio. Respirei fundo e não chorei.

Eu conto histórias

Muitas vezes me pego tendo umas crises horrendas, que me fazem acabar com coisas que eu havia acabado de começar, ou que estavam indo bem. Às vezes tenho a impressão de que o resto do mundo não me leva a sério porque não sou a pessoa mais constante: uma hora quero fazer isso, outra hora aquilo, depois aquilo outro. Não termino o que começo, sou meio redundante. Não nasci para isso, nem para aquilo, para que então?

No final das contas, minha dor vem a ser exatamente não saber exatamente o que fazer da vida. Um dia médica, outro dia apresentadora de TV. Arquiteta, economista, atriz, cantora, jornalista, cineasta, tradutora. Acabei professora. E tradutora, mas ainda assim a dúvida me corrói. Tantas vezes me pego pensando “e se eu tivesse feito assim…?” Não fiz, pô. Fiz o que fiz, e na verdade não me arrependo. Mas é como se eu tivesse um desejo secreto de ter mais de uma vida para poder fazer tudo o que passou pela minha cabeça.

Essa é outra questão, além do meu perfeccionismo.

(impressão minha ou tá subindo um cheiro de cigarro pela janela?)

Quando paro para me escutar, parece que começo a juntar as pecinhas desse enorme quebra cabeça dos meus desejos. Quando escrevo, realizo. Nem que seja só na minha cabeça e na de quem eventualmente chegar às minhas páginas. Escrevendo, a arquiteta, a economista, a atriz, a cantora e tantas outras podem viver junto com tantos outros. Meu desejo é criar um mundo próprio, e por isso conto histórias. Com pedaços do mundo existente, crio outros universos. Realizar isso me conforta de alguma forma.

Ainda me sinto meio presa às garras do medo da opinião pública, por isso me sinto muito presa ao falar de mim e do que faço. Apareço uma hora para depois me esconder embaixo da mesa. Medo de decepcionar, de ser desestimulada a seguir. O horror de se ver dependente da opinião dos outros.

Talvez fosse bom criar um personal outro, aquele que ficaria do meu lado e responderia sinceramente às minhas perguntas do tipo “devo me mostrar?” com um simples “continue”. Continue.

“Continue soltando suas palavras nesse mundo, como mensagens engarrafadas soltas no mar. É mais ou menos assim na Internet, né não? Continue. Não desista. Não delete (de novo) o que veio antes (se bem que derrubar tudo e começar de novo é um direito que lhe assiste, quantas vezes quiser, só é meio desanimador). Não se prenda aos likes, não ouça os haters. Não viva em função dos haters. Você conta histórias, então é isso que você tem de fazer. Continue e diga tudo o que você tem a dizer, enquanto há tempo.”

Meu personal outro falaria exatamente assim. Bem, ele falou. 🙂

O coletor

No fim do ano passado, resolvi comprar um coletor menstrual. A motivação inicial foi parte ecológica, parte alérgica: tive um problema com um dos absorventes que usei em um dos últimos ciclos e, como uso mais de uma marca, fiquei sem saber o que tinha provocado a reação incômoda. Na dúvida, comecei a considerar seriamente usar um coletor. Depois, comecei a pensar na quantidade de absorventes que eu usava por ciclo (entre dois e três pacotes, avalia aí). Comecei as pesquisas, li muito sobre o processo de colocar/retirar/higienizar, comprei… E só agora no começo do ano tive a oportunidade de finalmente testar o coletor.

O que escolhi é o da marca Inciclo, mas tem muitas outras marcas por aí para escolher. Escolhi o tamanho B, por me enquadrar na categoria menos de 30 anos/sem filhos. Para quem tem mais de 30 e/ou teve filho (independente do tipo de parto), é mais recomendado o tamanho A. No site da marca tem maiores informações sobre essa questão de tamanho.

Mas falando sobre a minha experiência: tive um pouco mais de dificuldade para retirar do que para colocar o coletor. Me dava uma agonia triste! Mas lá pelo terceiro dia, eu já estava um pouco mais habituada. Ainda usei um protetor diário dos que sobraram de uma compra anterior para me dar um pouco mais de segurança, porque no primeiro dia vazou de leve, mas nada tipo danação, sabe?

Mesmo com as dificuldades iniciais e a incerteza de estar colocando o coletor corretamente, considero uma experiência positiva: nunca fui de usar absorvente interno por não gostar da ideia de ter uma coisa permanentemente dentro de mim o tempo inteiro (tentei uma vez usar o absorvente interno e vazou #fail), mas com o coletor eu nem lembrava que estava usando alguma coisa! Estar menstruada jamais me atrapalhou na hora de praticar esportes: apesar das cólicas no começo, eu corro, faço pilates e tudo bem, nunca chegou a vazar. Mas usar o coletor me deu um pouco mais de conforto nesse aspecto.

E melhor parte: não precisar fazer trocas o tempo todo! Trocando pelo coletor, não só as trocas diminuíram horrores como eu percebi que meu fluxo é muito menos intenso do que eu imaginava. #oversharingsimedaí

O saldo final foi super positivo. Além de produzir um pouco menos de lixo, tenho o bônus de uma pequena economia (zero reais em absorventes, yay!). Acredito que daqui a alguns ciclos (uns dois, digamos) estarei 100% adaptada a esse novo recurso da minha rotina.

Balanço de Janeiro

Falta um dia ainda para Janeiro acabar, e em pouco mais de 24 horas muita coisa pode acontecer, mas acho que já dá para fazer um balanço breve das coisas que aconteceram no último mês. Olhando direitinho, foi pouca coisa não:

  • Fiz minha primeira aula de Yoga, com um grupo massa e uma instrutora maravilhosa. Foi apenas uma aula – aqui na minha cidade não tem ainda uma turma formada, então fazemos aulas experimentais no estúdio de pilates, que cabem no meu tempo apertado.
  • Evoluí oficialmente para instrumentista e integrante de um trio teclado + flauta + violão (a do violão sou eu, que também canto) na igreja. Era uma dupla, sabe? Mas quando entrou a flauta eu fiquei tão emocionada… Chorei de feliz, lembrando de quando eu era adolescente e queria ser tipo o Brad Whitford de saias. Queria ter uma banda só de meninas; depois eu queria entrar em qualquer banda, como vocalista. Obviamente não aconteceu. Aí chega um dia desses, eu com quase 30 anos na cara e… as coisas acontecem de um jeito que é mais parecido comigo de verdade. Ainda tenho muito que avançar e evoluir, óbvio, faz só 10 meses que resolvi voltar para o violão (depois de quase 17 anos admirando de longe). E o próximo passo é adquirir o eletroacústico próprio, que já chega de usar o violão dos outros.
  • Fiz alguns avanços na carreira autoral: enviei um poema para concorrer uma vaga em uma antologia; publiquei este poema no P.S. I Love You; concluí e encaminhei um roteiro em língua inglesa para um concurso. Muitos avanços em um mês só, não? Para mim, que tenho surtos de insegurança, foi muita coisa. Ainda mais sendo eu uma pessoa que tinha vergonha de tornar meus poemas públicos (nunca me considerei boa nisso), que há muito tempo não conseguia terminar um roteiro que fosse. Dia desses, tive uma conversa com uma coach de carreira aqui no trabalho e disse a ela que nunca fui a pessoa do ‘feito é melhor que perfeito’. Mas no fundo, eu gostaria muito de ser assim, menos perfeccionista e mais de ação, a que vai se aprimorando no caminho em vez de esperar ficar *pronta*. Ter encaminhado estes três textos, mesmo sem muita certeza de que serão bem recebidos, foi grande porque consegui ultrapassar a ideia de perfeição, que tanto me limita.
  • Ontem, saído o resultado do Sisu, vi um post de uma conhecida que passou para um curso pelo qual tenho algum interesse, e cujo interesse aumentou quando me aproximei de uma pessoa que trabalha nessa área. Me bateu uma sensação estranha de puxa, eu bem que poderia ter feito… Mas ao mesmo tempo, veio a pergunta: mas eu queria mesmo? Quero mesmo? Ou isso é só porque eu gosto muito da pessoa que está envolvida nisso e queria dar um jeito de estar mais perto? Já caí nessa armadilha há alguns anos, só que ao contrário: achei que estava apaixonada pelo cara (que era altamente estúpido, só pra constar) mas na verdade o que eu queria era uma habilidade específica que ele tinha e que se destacava. Dessa vez, tendo a achar que estou apaixonada pela coisa e que seria uma boa dar uma guinada profissional porque alguém que me encanta gosta (e trabalha com) daquilo também. Na verdade nem é. Em parte, é uma tendência que está até registrada no meu mapa astral, um tal de Mercúrio em Gêmeos que se por um lado tende a ter facilidade na comunicação e a ser curioso, também tende a acabar não se especializando em nada, de tanto que é curioso por tudo (tendência que venho tentando administrar, a propósito) Depois de um tempo refletindo sobre isso, concluí que tenho um desejo muito grande de passear pelo mundo dele, de entendê-lo, de ouvi-lo na mesma medida em que tenho vontade de falar de mim, do que me encanta e o que me perturba. Somos um bocado diferentes, isso já percebi; e tem horas que sinto um pequeno temor do que pode acontecer, mas ando com vontade de tentar.

O que reserva o amanhã?

As coisas podem não acontecer como o que ando pensando e sonhando. E geralmente é assim. Quantas vezes já me decepcionei com a realidade que nada tinha a ver com meus sonhos românticos?

Mas preciso sonhar.

Com os pés no chão, mas preciso sonhar.

Sabendo que um sonho é exatamente isso: sonho, que se desfaz ao acordar, como nuvem depois da chuva. No meu sonho, não são pessoas, mas personagens que só existem ali, com rostos de gente real. Rosto delas, minha ideia.

A realidade pode não copiar o roteiro do meu devaneio. Mas de repente pode ser igual o sonho e a vida real…

Mas é preciso deixar as pessoas serem. Guardar as personagens, por mais bonitas que sejam. Deixar as pessoas reais se revelarem. Respeitar o tempo delas.

É difícil para quem está acostumada a ter o controle na mão, mas preciso aprender a cada dia deixar a vida real me surpreender.

Sobre Porto Seguro e o que encontrei pelo caminho

Eu não estava com muitas expectativas sobre a cidade, para ser bem honesta. Minha única expectativa era pela piscina, porque grande é o calor; por fazer meu treino de corrida em um lugar diferente e passar uns dias, ainda que parcialmente, sem internet.

Foi assim que peguei os poucos dias de recesso que tive e fui com meus pais para Porto Seguro, na Bahia, com algumas pausas no caminho para visitar os parentes.

Cheguei no meu limite de distância para viagens de carro. Na verdade, ultrapassei um pouco: sul da Bahia só de avião agora, meus amigos, que eu não tô pagando promessa.

Mas, apesar de, a gente encontra coisas interessantes pelo caminho, que valem a pena a estrada super longa (penso no pessoal que vai pro Rio de Janeiro de ônibus… infelizmente não dá pra mim!): meio que desisti de acompanhar estações de rádio nas diferentes cidades, mas observar as placas substituiu esse hobby viajante.

Encontrei três dignas de nota:

Humildes (salvo engano, é distrito de Feira de Santana, e tem um rio com esse nome);

Afligidos;

Amargosa.

Ah, e uma cidade chamada Gandu, que só vimos um pedacinho. Pedacinho muito bacana, a propósito .

Num caminho longo desses, a gente faz algumas paradas em postos de gasolina, para abastecer o carro obviamente, comprar lanchinhos e usar o banheiro. Felizmente, encontrei alguns banheiros de posto bem organizados e limpinhos, dignos do Selo Banheiro de Posto de Arcoverde de Qualidade – um posto em Arcoverde, aqui em PE, tem um banheiro considerado o melhor do Brasil; e os que encontrei na estrada nessa última viagem, embora não estejam exatamente no mesmo nível por um detalhe ou outro, estão quase lá!

Tem o posto Embira, em Cruz das Almas; o posto Desejo, cuja localização exata não anotei (sorry!) e o posto União, em Itagimirim. Então se você que está lendo isso estiver eventualmente rodando por estradas baianas, aí estão as dicas de banheiros limpinhos em postos de gasosa. 🙂

O que não tem muito, infelizmente, é loja de conveniência. Pelo menos quando a gente precisou, não aparecia um!

Tenho uma certa dificuldade para dormir em carros, ônibus ou aviões; mas dessa vez acabei sucumbindo ao cochilo em alguns momentos. Mas isso não impediu que eu chegasse a Porto Seguro extremamente cansada, estressada e achando tudo feio e zoado.

(Essa foto foi do sábado, dia um pouco mais tranquilo)

Tivemos dificuldade de achar o hotel, dificuldade para circular no trânsito da orla; e a cada metro andado eu pensava “Porto por Porto, prefiro o de Galinhas!”

(De dia, tranquilidade. Do fim de tarde pra lá, é complicado se você estiver de carro. Pegue um ônibus!)

No segundo dia as coisas melhoraram um pouco: a impressão ruim que eu tive começou a se desfazer, embora ainda não estivesse 100%. Fiz amizade com uma família argentina que estava hospedada no mesmo hotel que eu – oba, botei meu espanhol pra jogo! Comprei alguns badulaques (pouca coisa, tipo um colarzinho com uma pedra da lua) e não achei um cartão postal pra minha coleção.

O que tem de interessante por lá:

O Memorial da Epopéia do Descobrimento: empreendimento de iniciativa privada, contém um bosque, salão com imagens relativas às expedições dos navegadores; réplica de oca indígena com diversos utensílios e a reprodução de uma nau, onde podemos entrar durante a visita.

Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália: foi na praia da Coroa Vermelha que foi rezada a primeira missa pelos portugueses (o local é marcado com uma cruz, uma espécie de marco zero, digamos assim). Lá também encontramos comunidades indígenas (infelizmente não deu tempo de ir) e uma área comercial bem mais organizada que a do centro de Porto Seguro.

(Também foi lá em Coroa Vermelha que tive uma mini crise de ansiedade, coisa que não tinha desde Abril – comparada com a de Abril, foi nano. Bem, o importante é que sobrevivi!)

Arraial d’Ajuda: para chegar lá, pegamos uma balsa. Valeu a pena conhecer a região, que é uma gracinha e me passou uma impressão bucólica. Queria ter ficado mais tempo lá!

(Vista da balsa)

De lá a gente foi para Trancoso, mas…

Ir a Trancoso foi a epopéia: além da lonjura, certamente pegamos um caminho errado que deu numa estrada barrenta – até as plantas estavam cobertas pela poeira avermelhada – com direito até a uns carros abandonados pelo caminho . Cenário de filme de terror (até tenho um roteiro que poderia adaptar para esse cenário). Passamos por todos, todos os resorts tipo Club Med, mas ver o mar que é bom, necas…

Acabamos desistindo e indo embora antes que escurecesse.

Mas tem uma coisa muito massa: uma parte da estrada de Arraial para Trancoso tem depressões, o que deixa a viagem parecendo uma montanha russa. É divertido!

Sobre o treino de corrida: não fiz. Não achei a área convidativa (tem uma pista muito longe de onde estávamos hospedados, e tinha uma galera correndo, mas era praticamente no acostamento). Em compensação, dei umas braçadas na piscina. Sou uma péssima nadadora e no mar não me arrisco, mas até que não fui tão desastrosa dessa vez: consegui ir de um canto a outro da piscina sem parar e sem os pés tocarem o fundo; mas ainda não entro na água dando aqueles saltos maravilhosos: desço uns dois degraus na escadinha e aí sim, splash! Tentei saltar uma vez, dei um mau jeito e o joelho sentiu um pouco, mas já está ótimo.

Um pequeno arrependimento: não ter comprado chocolates artesanais. Passei meio longe do cacau dessa vez, mas eu estava tentando pegar leve no açúcar depois do desbunde das festas de fim de ano (e agora estou doida por um docinho, mas é a TPM, segura!).

Uma coisa boa: não sou fã da culinária baiana, mas azeite de dendê é o bicho! 😋 É o tipo de coisa que só consumo na Bahia mesmo.

Uma coisa chata: vendedor de capeta (drink alcoólico que nunca tomei, mas pelo nome vocês imaginam como seja) me chamando de princesa e querendo me agarrar pelo braço. Se eu não estivesse tão bêbada de sono (primeiro dia…) ele ia levar era um baile.

Se voltarei a Porto Seguro? Talvez, mas não em Janeiro e certamente não vou mais de carro! Aeroporto tá aí pra isso. E a Trancoso, voltaria, mas com guia pra me deixar num resort all inclusive por uma semana. 🤣🤣🤣