Minutos de motivação espiritual

Os últimos dias foram meio complicados para mim. Andei fazendo alguns esforços para manter minhas energias e ânimo lá no alto, mas uma série de problemas práticos combinados acabou me deixando muito triste, chorosa, e com vontade de desistir de tanta coisa…

Mas hoje, enquanto procurava blocos de notas em branco, uma anotação de 14 de Agosto do ano passado me chamou a atenção. Era o resumo de uma pregação que ouvi na igreja naquele dia, no culto noturno; e ainda hoje eu lembro do quanto chorei naquele dia. A mensagem era, em resumo:

Manter o foco e não desesperar.

O texto base era Gênesis 37.23-36. Não lembro quem foi o pastor, mas alguns dos pontos que ele havia apresentado eu anotei no bloco:

– As aparências enganam;

– Deus está no controle de todas as situações;

– Não se precipite! Deus responde às orações no tempo e na forma dEle;

– 90% das coisas que nos afligem jamais ocorrem;

– Não ponha o ponto final onde Deus não põe o ponto final;

– Quando não sei mais o que fazer, Deus está agindo;

– Algumas pessoas/coisas precisam ir para que outras (extraordinárias!) possam vir.

Naquela noite, ouvindo essas e outras palavras, chorei como uma criança e não conseguia me conter. Foi um estalo: no meio do caos existe esperança e a gente vai sair dessa, é só manter o foco e não se desesperar! Ou seja, não jogar tudo pela janela antes de esgotados todos os recursos. E não sei você, mas eu acredito que quando algo é para ser nosso, mesmo quando os recursos ao meu nosso alcance acabam, Deus se encarrega de tudo. E isso me deu um alívio tão grande…

Hoje, lendo os tópicos, me senti aliviada novamente. Não chorei como da primeira vez, mas a minha raiva por tanta coisa estar dando errado abrandou. Talvez alguém se depare com esse texto e o receba também como palavras de esperança para não desesperar.

O dia em que descobri que engordei – e quase entrei em pânico

Eu estava evitando as balanças. Houve um tempo, no começo da reeducação alimentar, em que eu me pesava quase toda semana, para verificar progressos. Meio quilo = uma vitória. Depois parei com isso porque estava ficando ansiosa e ansiedade não é algo que eu queira alimentar na minha vida. Voltei para a nutricionista, atestei minhas melhoras (aumento de massa muscular, uma ligeira diminuição no percentual de gordura, etc) e ainda tenho um longo caminho pela frente.

Mas o que acontece em um determinado momento é que a gente se sente com licença para furar a dieta vez ou outra. Aniversários, páscoa… O mês de Abril (aquele em que eu achava que não acontecia nada) é recheado de oportunidades para enfiar a cara nas guloseimas, e eu acabo não resistindo. No começo da semana, devo ter falado para minha mãe, para o boy e para mais umas duas ou três pessoas chegadas que eu estava louca para comer bolo de aniversário. Não comi, mas enfiei a cara em pão de queijo, milkshake (que nem estava tão gostoso assim, ou fui eu que desacostumei), um pastel de frango com queijo MUITO DO RUIM, com gosto de nada (e com o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de requeijão, que seria o “queijo” da história). Me pesei e vi que engordei dois quilos, o que me deixou meio preocupada.

Fiquei com medo de “regredir” e voltar a pesar o que eu pesava antes, e voltar a ter todos os problemas de saúde que tinha antes.

Pior ainda: fiquei com medo de ficar noiada com emagrecimento, criar um medo de comer e acabar tendo outro problema de saúde – mental.

Mas como disse uma amiga minha quando falei que tinha engordado “tudo isso”: ainda dá tempo de voltar. Ter saído da rota da dieta por uma ou duas semanas não é o fim de tudo, não significa que eu tenha deixado de comer as frutas, saladas e leguminosas e as outras coisas saudáveis. Sinto muita falta quando não tem salada no almoço, estou me sentindo cada vez menos chata para comer frutas e verduras, peixes, e isso é ótimo (ainda encrenco um bocado com carne vermelha). O negócio é lembrar meus limites. Pensar na dor que eu posso sentir se eu como mais de um pedaço de bolo ou se como um pão que não seja integral. Pensar que a profusão de docinhos e salgadinhos, a pizza, tudo isso é para ocasiões esporádicas, não para o cotidiano. E se esse mês foi difícil para manter a linha, tudo bem; mês que vem vai ser melhor (afinal, o único aniversário comemorado será o meu, haha). Não posso viver me culpando por comer, ninguém pode. O que posso fazer é escolher bem o que eu como, tanto para evitar o mal estar como para evitar os arrependimentos por ter gasto dinheiro com algo que nem me apeteceu tanto como na minha ideia.

E evitar as balanças, porque elas têm o poder de gerar uma preocupação que não preciso ter. Minhas coxas estão mais finas, os pneuzinhos nas costas deram uma sumida, e o número na balança deu uma subidinha. Em vez disso, eu devia comprar uma fita métrica, porque as roupas estão ficando folgadas, eu quero comprar umas roupas massa em lojas virtuais e ainda não sei direito quais são minhas novas medidas. Isso, junto com as taxas dos exames de sangue e o bem estar do meu estômago, é o que preciso saber.

Sobre como é estudar dois idiomas ao mesmo tempo 

Fonte: Pinterest

Por praticamente toda a minha vida, estudei outros idiomas por amor a mim mesma. É um hobby que levo comigo desde muito criança. Às vezes alguém vem me perguntar qual é o meu objetivo ao começar a estudar um idioma novo, e minhas respostas podem variar entre essas opções:

  • Dominação mundial
  • Ler livros que eu gosto no idioma original
  • Para chegar nos países falando o idioma local
  • Porque eu gosto
  • Porque sim, Zequinha!

Passo horas pesquisando material sobre as línguas do meu interesse, e como sou muito musical, se encontro canções que gosto naquele idioma, fica mais fácil ainda. Foi assim que, embora não me sinta segura para conversar com um polonês  (só tive a chance uma vez, e as únicas palavras que saíram foram poezja śpiewana e Grzegorz Turnau), consigo entender boa parte o que as pessoas falam no rádio, por exemplo. Mas tinha um idioma que me dava simplesmente preguiça de estudar. O francês… apesar de amar alguns livros de autores franceses  (O Capitão Fracasso e O Corcunda de Notre Dame foram livros que li uma vez por ano desde que me alfabetizei até entrar na Universidade), não me sentia muito estimulada a ouvir música francesa e ficava com preguiça mesmo. Nem ir pra França eu queria. Apesar dos pequenos esforços em anos anteriores, que me levaram até a comprar um dicionário ilustrado muito lindinho e baixar uns áudios aí, eu achava tudo meio boh-ring…

Até que esse ano, me preparando para viajar para a Alemanha e intensificando o treino em alemão… arranjei um motivo especial para estudar francês.

E olhe, tem funcionado, viu? Ontem, depois de semanas de duolingo, consegui responder três perguntas em francês sem olhar no dicionário! Oh, glória! \o/

A bronca é que estudar dois idiomas ao mesmo tempo  (no caso, francês e alemão) dá um certo tilt às vezes. A gente troca palavra, se confunde, é um espetáculo. É como tenho um sério problema com números, toda vez que estou lendo algum texto em francês, acabo lendo mentalmente o número em alemão, porque… só sei contar em francês até dez (e olhe lá).

Como é que diz aquele número mesmo…

Mas vamos vencer, eu creio.

O mais legal é que finalmente estou achando o francês um idioma muito bonito (sério, eu não era muito chegada). Oui, c’est très romantique! ❤

Para minimizar um pouco a confusão, alterno as lições. Um dia faço francês, no outro alemão, e pego pesado, tendo o máximo de contato possível com música, jornais, vídeos. Conversar com nativos sempre que possível  (estava usando o Hello Talk para o alemão, mas o povo parou de me responder e larguei mão dele). É só depois que terminar os cursos no duolingo, me arrisco a inserir outro idioma (polonês é o próximo).

Um trem desgovernado chamado Eu

Eu costumava achar que Abril era um mês em que nada acontecia. Isso porque, quando fazia aquelas tradicionais retrospectivas de final de ano, eu não conseguia lembrar de nada relevante que tivesse acontecido no quarto mês do ano, além de foi Páscoa e enchi a cara de chocolate.

Nos últimos três anos as coisas mudaram muito nesse aspecto. Coisas importantes me aconteceram em Abril, mais para o bem do que para o mal (o que já quebra aquela ideia de inferno astral que a turmada astrologia diz que tem – se o meu existe, não é perto do meu aniversário). Mas nos últimos dias, eu me percebi perdendo o controle…

Não ando conseguindo meditar, minha prática anda meio furada. Aí teve aquele monte de emoções que andei represando até que chorei  no meio do musical na igreja  (tem trechos no YouTube, nem dá pra me ver chorando, ainda bem).

Musical Imensa Graça: http://www.youtube.com/playlist?list=PLRCHAAMsXXz3HOfcGzr6rWaZxBR2-qkO5

Acho que estou comendo mais do que devia também. Em uma tarde no shopping, foi batata frita, café  (curti, com calda de cereja), donut (não gostei, com muito açúcar) e brigadeiro Romeu e Julieta, apenas a melhor coisa já inventada. 

Café cereja
Diretamente do Café Donuts, no Costa Dourada

Para tentar tirar a culpa da jogada, fico me lembrando que estou jogando essas calorias fora no pilates e na zumba  (que inclusive merece um post só para ela), mas ainda assim, preciso segurar a onda porque, como num comercial da Polishop… Não é só isso! 


Caça aos ovos no trabalho. Pãezinhos  (integrais) na sexta-feira santa. Bolo Souza Leão. Lasanha. Só alegria…

Hoje o chocolate foi 70% cacau. O único ovo da casa, o primeiro que comprei sozinha na vida. Isso é um sinal de amadurecimento? Um dia desses eram dois ovos de Páscoa em casa; um só meu e um só da minha mãe  (não que fizesse muita diferença, já que todo mundo comia tudo junto mesmo, mas o meu geralmente vinha com brinquedos). Depois, passada a fase dos brinquedos, eram dois ovos iguais, que minha mãe comprava, plus o ovo que ganhava na escola e os chocolates que ganhava dos alunos – a época de maior fartura chocolateira. Semana passada liguei para minha mãe e avisei que ia comprar o ovo. O único da casa, dá e sobra para três adultos. 

Talvez um dia, como na vida tudo é cíclico, eu volte para a fase dos ovos com brinquedos. Ou não. Por enquanto, felizmente, dá para comprar os Shopkins separadamente.

Essa semana a gente tenta voltar à programação normal, pelo bem da alma – e do estômago. 

(E tô gostando de usar o aplicativo do WordPress! Acho que isso vai me dar o gás que precisava pra escrever mais frequentemente)