Dando um jeito na cara: meu set atual de skincare

Eu imaginava que quando chegasse aos 30 anos, estaria consumindo produtos para redução de linhas de expressão, essas coisas de antiidade. Na verdade, eu fazia projeção de usar essas coisas a partir dos 25; tanto é que a cada aniversário, eu dizia “faltam tantos anos para eu começar a usar Renew!”

Pois: faltando menos de um mês pro meu aniversário de 30 anos, eu estava no consultório da dermatologista pedindo socorro para lidar com a acne, que eu julgava super teenager problems. Mas foi eu entrar na idade adulta que a coisa degringolou de um jeito…

Eu sempre sofri para lidar com a pele oleosa e os cravos de sempre, mas de uns meses para cá, espinhas (que só me apareciam uma vez por ano em outras eras) começaram a explodir na minha cara. Foi aí que resolvi correr atrás de ajuda médica e estética.

Saí da consulta com uma receitinha de produtos, e também fiz algumas aquisições por conta própria. Agora estou aqui compartilhando com vocês:

Gel de limpeza profunda antioleosidade Effaclar, da La Roche-Posay. Existe outro gel da linha, mas esse é específico para pele oleosa a acneica (é nós, Queiroz!). Esse foi amor ao primeiro uso. Gostei do cheirinho levemente mentolado, da sensação de frescor que ele deixa. Foi só alegria. E sim, ele cumpre o que promete!

Loção matificante da linha Cleanance, da Avène. Na verdade, a dermato tinha me indicado outro produto dessa linha, mas peguei esse por engano. 😁 O produto certo era com o objetivo de acalmar a pele após a limpeza. E ainda não comprei, mas assim que virar o mês, vou comprar bonitinha. E ainda pego mais algo da linha Cleanance, que é muito legal (e tem água termal! Rimas não intencionais).

Desde que meu hidratante anterior acabou, fiquei um tempo com a rotina incompleta. A pele é oleosa, mas isso não quer dizer que está hidratada, isso estamos todos cansados de saber… tinha me interessado por um hidratante da ADCOS, mas não levei por motivos de: lisa (a.k.a sem grana). Mas a Pharmapele que jamais me deixa na mão tem esse sérum hidratante bem bacana, do qual eu não lembrava. Está compondo o set agora.

Esse filtro solar é uma história à parte: eu gosto muito da linha Solar Expertise, da L’Oreal (toque seco, textura gel creme sempre!), e antes dele eu estava com um da La Roche-Posay, linha Anthelios (que também é das minhas favoritas). Aí meu protetor acabou e eu precisava de outro com urgência, me agarrei com esse Solar Expertise…

… com cor.

Só descobri isso quando fui aplicá-lo pela primeira vez e obviamente fiquei furiosa comigo mesma por não ter lido o rótulo direito. No primeiro dia, foi puro estranhamento: me achei pálida demais. Por outro lado, percebi que ele funciona como uma base alternativa pra mim, cobrindo as marquinhas de acne (que já deram uma diminuída legal, pelo menos as marcas vermelhas que ficaram de espinhas passadas). Estamos levando essa relação aos trancos e barrancos… uma hora vejo vantagens, na outra quero jogar o creme pela janela. Mas peraí gente, foi caro, bora usar até o fim!

E quando acabar (o que não há de demorar muito), vou voltar para o filtro tradicional, branquinho mesmo.

A lição que fica: não façam o que eu fiz. Leiam os rótulos com atenção se não quiserem comprar errado.

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Escrita em movimento

Faz algumas semanas que, durante uma sessão de terapia, comentei com a psicóloga que tenho dificuldade de manter a mente quieta. É como se eu estivesse ouvindo várias vozes e elas não se calassem nunca, porque não tivessem outro lugar para ir. Então, tive uma ideia: ia fazer por uns dias o exercício de escrever num bloquinho tudo o que me viesse à cabeça, por mais bobo que fosse. Não no diário, mas num bloquinho à parte, que sempre carrego na bolsa. Acabou que isso não aconteceu direito no dia seguinte à sessão. Nem no outro dia, nem no outro. Fui escrevendo no diário, tentando controlar a ansiedade e tudo mais.

Aí semana passada precisei ir à Universidade para buscar um documento e, para isso, fui de ônibus. Até aí tudo bem, mas andar de ônibus por vezes me deixa estressada, com medo de assalto. Para controlar o medo e a ansiedade, começo a pensar em música. Canto mentalmente ou em voz alta mesmo e, concentrada nisso, dou uma relaxada. Nessa ida a Recife, resolvi fazer algo diferente e ficar de bloquinho e caneta na mão, escrevendo tudo o que eu pensasse, inclusive as músicas.

Foi uma das manhãs mais produtivas que tive em muito tempo. Registrar as ideias como se tivesse uma espécie de Twitter offline me deu uma liberdade, uma coisa tão legal. E funcionou para manter a ansiedade sob controle! (sou bem ansiosa e inquieta, o que me atrapalhou muito em longo prazo… agora estou correndo atrás de cuidar da cabeça)

Um festival de ideias em estado bruto para que eu possa trabalhar nelas depois. Só preciso organizar esse depois… Nas próximas semanas, creio que vou ter bastante tempo para cuidar dos rascunhos e lapidá-los.

Esportes: com ou sem música?

Quando comecei a caminhar e posteriormente correr, criei uma playlist especial para essa atividade, que eu pretendia tornar diária. Honestamente, não consigo correr todos os dias. Às vezes o tempo não permite, outras é o cansaço por outras atividades. No final das contas, alterno a corrida com o pilates e agora com os pedais.

Mas antes de minha planilha de treinos ir para o beleléu (por enquanto), percebi que embora eu goste muito de música, e tenha playlist para praticamente tudo, correr não é uma atividade que combine com música para mim.

Alguns dos motivos:

  • A pior de todas: depois de algumas voltas, começo a sentir dores de ouvido. Isso era mais comum nos meus primeiros treinos, mas percebi que andando com os fones, o incômodo aumenta.
  • Bate um medo de sair com o celular na rua, não? Isso também tem me impedido de usar aplicativos para acompanhar o desempenho nos treinos. 😦
  • Sem as músicas de escolha, fico mais atenta às coisas que acontecem ao meu redor; e também aproveito o momento como uma meditação. Recomendo fortemente!

Talvez um dia eu mude de ideia sobre isso, mas por enquanto estou deixando a música para os momentos mais *quietinhos*.

Mas para os exercícios de pilates, especificamente os que faço no solo, tem umas músicas da Anna Maria Jopek que eu gosto muito de ouvir, principalmente do álbum Secret.

Playlist do amor (e uma reflexão sobre namoro, pressões e tudo mais)

Então, dia dos namorados, né? Por um bom tempo, eu não gostava nem da proximidade da data, por motivos de: nunca passei um 12 de junho acompanhada por alguém pra chamar de ‘meu amor’. Muito pelo contrário, já levei bolo de ex ficante no dia 12! (lado bom: nesse dia, também comi bolo, já que é também aniversário de um dos meus primos).

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Esse bolo: queremos (versões fit/funcionais são muito bem aceitas, obrigada)

Essa pressão de *estar namorando* atinge mais quando a gente é adolescente, quando está dominada pela carência, ou quando a gente se compara muito com outras pessoas da nossa idade que já conquistaram a estabilidade amorosa (considerada por muitos tão importante no mercado quanto ter a casa própria, emprego que pague salário de 5 dígitos e outros que tais).

Para mim, é mais um dia dos namorados sem namorado. Beleza. Beleza mesmo, porque enfim posso dizer com alívio que superei a fase da comparação com o resto da turma de amigas. Deixei de olhar para o fato de ser a única solteira da turma como um peso difícil de carregar, e de pensar que por ter entrado na casa dos 30 as coisas ficam mais difíceis no amor.

Desisti de usar Tinder e similares. Tentei quatro vezes (ou foram cinco?) e resolvi largar de uma vez essa modalidade de conhecer uns boys porque não tenho muita paciência para ficar de celular na mão mandando swipe left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left, left (…) a essa altura vocês já entenderam que eu mando MUITO boy pra esquerda, até que OPA! Swipe right! Enfim… Mando mensagem e…

Ou o cara não responde.

Ou a conversa não evolui.

Ou a pessoa faz/diz algo que incomoda (já dei unmatch num cidadão que insistia que eu ia andar de moto com ele, e subir numa moto é uma das coisas que não faço e não há negociação possível, até a data de hoje. Cara, me respeita, bora de ônibus! Ah, esse match foi um daqueles acidentais, o app travou e apertei o botão errado. Acontece…)

Enfim, vocês entenderam o que acontece. Não tenho paciência para esse esquema. Não tenho paciência pra gente que nunca me encontrou e pede foto de corpo inteiro (eufemismo para nudes, eu sei que é). E, lá no fundo do coração, eu sempre tive a certeza de que vou encontrar o meu companheiro de vida de forma totalmente offline. Num passeio ou numa viagem, por exemplo. Então, sendo bem fiel aos meus princípios e à vozinha que insiste em ter paciência e seguir a vida com mais luz do sol e menos luz do led, larguei do online dating. Não quero dizer com isso que todo mundo deve fazer isso, mas é algo que me deixa confortável. Ainda uso um site de relacionamentos para praticar os idiomas que estudo, mas nesse caso sempre deixo claro que o foco não é namoro.

Se acontecer de eu me apaixonar por um sujeito que conheci online? Bem, pode ser que eu pague a língua, né? Mas a intuição ainda me diz outra coisa. 🙂

Mas o assunto nem era esse, eu queria mesmo era falar de música romântica. Eu garrei um abusinho de canções de amor, de coisas melosas do gênero, porque acho que rola uma vibe sofrência muito grande. Quando tomei foras, levei bolos e coisas do tipo, gosto de ouvir coisas que me animem, me façam rir, não que me levem para o estágio de miséria sentimental. Por isso eu fiz uma playlist chamada Broken Hearts Are For Assholes. E para os momentos românticos, tenho uma play novinha, só com aquelas que me me inspiram sentimentos românticos, fofinhos, algumas até que eu cantaria para o boy… Dá o play! 😉

https://open.spotify.com/embed/user/cg9kzzmrythruatagkqpm43ws/playlist/05629ay1B2K5LlTNx0knhy

E independente de ter ou não um par para comemorar, que o dia seja feliz e cheio de amor! ❤

Uma agenda (um pouco) menos rígida

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Fonte: Pexels

Muita gente me considera uma pessoa organizada, e acredito que eu tenha mesmo essa tendência a ser organizada e planejadora. Mas por muito tempo, essa foi uma característica que não consegui enxergar em mim mesma, ou que não consegui manter em evidência por muito tempo, por causa de outra questão: a falta de persistência feat. excesso de perfeccionismo.

Sabe aquela pessoa que começava o ano letivo com uma agenda nova, linda e cheirosa; e muitas canetinhas coloridas, mas depois de algumas semanas, já achando a letra na agenda muito feia e tudo mais, acaba abandonando a dita agenda com centenas de páginas em branco? Pois é, eu tenho/tive – me desfiz de algumas – agendas com páginas em branco, que hoje fico tentando reaproveitar. Algumas eu preenchi com recadinhos de colegas do Ensino Médio. Outras? Quem sabe?

Hoje temos agendas no celular, e já faz algum tempo que deixei de comprar tantas coisas na papelaria. Os cadernos que comprei ou ganhei recentemente, fiz de diários, retomando o hábito de escrever à mão e sem freios (a letra continua não sendo essa coca cola toda), e aproveitei a facilidade que o smartphone me deu para ter minha agenda certinha e organizada, com todos os compromissos marcados. Não sei se deu muito certo…

Na primeira tentativa, eu percebi meus dias meio superlotados. Todo e qualquer compromisso ia para a agenda, até mesmo os mais simples, as coisas que já fazem parte da rotina (ou seja, que não preciso lembrar) e tal. Teve uma hora que acabei cansando, achando tudo aquilo muito engessado e deixei para lá. Fiquei um tempo me fiando apenas na minha cabeça para lembrar do que precisava ser feito. Até que percebi que estava deixando a peteca cair em muitos aspectos, e me achando ‘sem tempo’ para fazer as coisas.

Na verdade, não era que eu estivesse ‘sem tempo’, era ‘sem foco’ mesmo. E aí resolvi dar mais uma chance para a agenda eletrônica.

Como estou trabalhando com ela agora?

Não estou enfiando tudo o que eu faço na agenda, até porque eu a uso para enviar lembretes do que preciso fazer durante o dia. E não preciso do celular apitando para me lembrar da aula de pilates na segunda-feira às 17:00, porque depois de cinco anos fazendo a mesma coisa, estranho é *não* fazer! Idem para os ensaios, e outras coisas que já são muito rotineiras. Preciso dela para coisas mais pontuais, ou para hábitos que preciso controlar, por exemplo:

* Usei a agenda para marcar o início e o término do EvaWriMo, que rendeu o “A Casa de Chá”;
* Marquei lá os dias para produzir conteúdo para o blog e para o Medium;
* E também marquei os dias para acessar o Interpals. Estava entrando lá todo dia, várias vezes num mesmo dia e não estava sendo muito produtivo. Como é um hábito que preciso limitar, vai para a agenda;
* Ainda não coloquei lá, mas certamente vai entrar o horário da caminhada, uma vez que é um hábito que preciso reestabelecer.

Essa organização tem dois objetivos para mim:

1) Organizar uma rotina de estudos, que tem feito falta;
2) Controlar a ansiedade.

Faz apenas uma semana que comecei essas mudancinhas, mas já tem feito uma diferença boa no meu estilo de vida. Consegui voltar a concentrar na leitura de artigos, fazer fichamentos, estou escrevendo devagar e sempre o meu projeto de pesquisa, vou dormir cedo, acordo direito, estou dando conta de estudar os idiomas do meu interesse atual e até sobra um tempinho para botar os capítulos de Sturm der Liebe em dia!

Estou também tentando ser menos rígida com algumas coisas. Por exemplo, eu tinha reservado dias específicos para assistir a filmes e séries, mas isso não deu muito certo. Agora eu escolho o que estou com vontade de ver no dia, sem pressa e sem ficar me cobrando (afinal, cobrança pra que mesmo, pessoal?)

E, por fim, tem me ajudado muito uma ferramenta que aprendi no processo de coaching, para analisar o que é importante, não importante, urgente, não urgente. Estabelecer prioridades, delegar e até excluir coisas que não tenham importância naquele momento. Assim a rotina certamente ficará melhor. 🙂

Se você que está lendo está tentando se organizar, espero que esse post traga alguma iluminação. E se quiser compartilhar sua experiência com gerenciamento do tempo, os comentários estão abertos! 😉

Songwriting

Quando criança, lá pelos 9 anos de idade, além de escrever novelas eu também brincava de ter uma girlband, formada pelas minhas cinco Barbies (uma era da Estrela e as outras eram paraguaias mesmo). Para essa girlband, eu também escrevia as músicas! Não era muita coisa, mas dava para dizer que eu tinha produzido um EP, se fosse hoje.

Minhas músicas ficaram limitadas ao quarto, às minhas brincadeiras. Por uma questão de insegurança que toda vida me acompanhou (e agora percebo com clareza o quanto isso é antigo), eu não mostrava para o mundo as minhas criações. De vez em quando, na adolescência, me dava na veneta de escrever umas linhas sobre a vida, sobre o amor, e a vergonha fazia com que tudo fosse parar no fundo da gaveta. Cheguei a fazer algumas canções, mas acabei deixando tudo para lá, com a desculpa de que não era esse meu talento. Escrever música, eu? Não…

Ano passado, depois de um bom tempo sem botar nenhum verso no papel, tive um surto criativo, em parte motivado pela temporada na Alemanha (eu falei que ia render!), e parte pela vida mesmo, a crise dos 30 e tudo o mais. Escrevi, escrevi, escrevi… Algumas coisas coloquei no Medium; outras engavetei mesmo, como as gravações caseiras. Mas outras oportunidades têm surgido e me feito pensar em seguir por esse caminho, apesar do medo e de tudo.

Desde janeiro desse ano, eu toco em um trio, o Raízes. Interpretamos música cristã e em um dos ensaios, surgiu a ideia de eu fazer a letra e as meninas musicarem. Além disso, conheço outros músicos (tem músico na família, gente!) para quem eu poderia perfeitamente dar a letra e eles musicarem também.

Por que não?

Vai que um dia eu não pego uma daquelas músicas da banda de bonecas, faço uma releitura e jogo no mundo?

A playlist

Estamos aqui, na contagem regressiva para o aniversário, e ontem recebi uma mensagem da prima, confirmando se a comemoração vai ser no dia mesmo, e se incluí os clássicos dos anos 2000 na playlist. As músicas que a gente ouvia na época de escola, na MTV, quando descobrir coisas novas era um pouco mais trabalhoso porque Internet era limitada e tudo o mais era meio caro.

Minha melhor lembrança dessa fase é de quando eu ficava na frente da TV ou do rádio, sentada no chão, caderno e caneta na mão para anotar nomes de artistas e músicas que eu gostasse. Depois ia atrás usando o Soulseek, o Emule, o Ares Lite (onde peguei meu primeiro cavalo de tróia, que veio junto com o áudio do Highway Star, do Deep Purple)

Estou começando a fazer a playlist de aniversário de novo, e além das lembranças, selecionar as músicas que tocarão tem me feito olhar muito para o meu processo de crescimento. Não que eu esteja a super madura da Estrela, longe disso. Mas é interessante observar o quanto minhas favoritas mudaram, e o quanto isso é um reflexo natural da passagem do tempo, do aprendizado.

Entre os 13 e os 19 anos, veio a primeira transformação: a garota que escreveu em uma redação escolar que o rock era uma coisa ruim estava… gostando muito de rock. Tinha o Aerosmith, que reinou absoluta como minha banda favorita por muito tempo. E tinha as bandas de rock alternativo também. E o pop que todas nós ouvíamos. Eu tinha (tenho ainda, não sei) coletâneas de CDs com uma seleção de músicas que não faziam o menor sentido juntas mas no final, acabava fazendo. Eu dava a essas coletâneas o nome de Sweety Kitty, que foi escolhido de forma bem aleatória.
Foi nessa época que tentei entrar para uma banda, fiz contato com um pessoal pela Internet…

… mas os ensaios eram tipo, no Janga. Até hoje jamais pisei lá.

O momento mais significativo da minha adolescência, no entanto, não tem nada a ver com rock e sim com o dia em que descobri Chico Pinheiro e comprei seu álbum de estreia, o Meia noite, meio dia. Dezembro de 2004, eu tinha 16 anos. Até hoje ele é um dos meus músicos favoritos e ouvir esse CD sempre me emociona.

Na casa dos 20, já com um acesso mais facilitado à web e conhecendo outras pessoas, meus conhecimentos musicais deixaram de depender da MTV e do rádio, e começaram a ser alimentados pelas conversas com os amigos e pesquisas na Internet. Assim eu descobri bandas russas, cantores alemães (Foi quando comecei a ter aulas de alemão e usava músicas para estudar, no longínquo ano da graça de 2007). Foi também quando caí de amores por Joyce Moreno e passei a recomendá-la para todos os meus amigos na Internet. Nessa década revi muitos conceitos, mudei um monte de coisas, passei a dar importância a coisas para as quais não dava a mínima e coisas que eu considerava fundamentais para a minha satisfação deixaram de ter tanto peso. São coisas que a gente mal percebe, mas as listas de mais ouvidas ano a ano podem falar melhor sobre isso.

Não quer dizer que eu não goste mais do que eu ouvia antes – eu achava que era algo por aí. É só uma questão de representação, na verdade. Então essa playlist do aniversário vai ser uma feliz mistureba de coisas que eu ouvia aos 15 com o que me acompanha nessa chegada aos 30. Vai ficar legal e mesmo sendo bem aleatório e sem sentido, se ouvir com atenção (ou de trás pra frente) vai dar para ouvir a mensagem subliminar: tem uma história sendo contada.