Crush musical da semana: “There’s a storm inside”, do Chico Pinheiro

Esse álbum é um crush antigo, já. Infelizmente, não o tenho em formato físico, mas houve um tempo em que eu ia quase todo santo dia lá no site do Chico Pinheiro na Reverbnation só para ouvir faixas como Sertão Wi-Fi (minha favorita) e Buritizais 2 (é uma nova interpretação do tema que, no álbum de estreia do Chico – Meia noite, meio dia – tem vocal de Lenine; no There’s a storm inside, o vocal é da Dianne Reeves).

Qual não foi minha surpresa ao descobrir no Spotify que o There’s a storm inside está disponível na plataforma? Quando ouvi Recriando a criação no mix (baseado nas músicas do Chico Pinheiro, por acaso), deu até um quentinho no coração. ❤

Além de Sertão Wi-FiBuritizais 2, destaco do set do There’s a storm inside Recriando a criaçãoMamulengo, A Sul do Teu Olhar, Um Filme (também registrado no álbum For the Moment, do Bob Mintzer Big Band, e que se tornou uma das faixas da trilha sonora da minha vida na fase atual) e Valsa Nº 8. Ou seja, quase o álbum inteiro.

Se você não ouviu essa pérola ainda, aproveita o player aí em cima e divirta-se. Infelizmente,não está disponível na Amazon Brasil atualmente, mas tem na Amazon US, e no iTunes.

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O coletor

No fim do ano passado, resolvi comprar um coletor menstrual. A motivação inicial foi parte ecológica, parte alérgica: tive um problema com um dos absorventes que usei em um dos últimos ciclos e, como uso mais de uma marca, fiquei sem saber o que tinha provocado a reação incômoda. Na dúvida, comecei a considerar seriamente usar um coletor. Depois, comecei a pensar na quantidade de absorventes que eu usava por ciclo (entre dois e três pacotes, avalia aí). Comecei as pesquisas, li muito sobre o processo de colocar/retirar/higienizar, comprei… E só agora no começo do ano tive a oportunidade de finalmente testar o coletor.

O que escolhi é o da marca Inciclo, mas tem muitas outras marcas por aí para escolher. Escolhi o tamanho B, por me enquadrar na categoria menos de 30 anos/sem filhos. Para quem tem mais de 30 e/ou teve filho (independente do tipo de parto), é mais recomendado o tamanho A. No site da marca tem maiores informações sobre essa questão de tamanho.

Mas falando sobre a minha experiência: tive um pouco mais de dificuldade para retirar do que para colocar o coletor. Me dava uma agonia triste! Mas lá pelo terceiro dia, eu já estava um pouco mais habituada. Ainda usei um protetor diário dos que sobraram de uma compra anterior para me dar um pouco mais de segurança, porque no primeiro dia vazou de leve, mas nada tipo danação, sabe?

Mesmo com as dificuldades iniciais e a incerteza de estar colocando o coletor corretamente, considero uma experiência positiva: nunca fui de usar absorvente interno por não gostar da ideia de ter uma coisa permanentemente dentro de mim o tempo inteiro (tentei uma vez usar o absorvente interno e vazou #fail), mas com o coletor eu nem lembrava que estava usando alguma coisa! Estar menstruada jamais me atrapalhou na hora de praticar esportes: apesar das cólicas no começo, eu corro, faço pilates e tudo bem, nunca chegou a vazar. Mas usar o coletor me deu um pouco mais de conforto nesse aspecto.

E melhor parte: não precisar fazer trocas o tempo todo! Trocando pelo coletor, não só as trocas diminuíram horrores como eu percebi que meu fluxo é muito menos intenso do que eu imaginava. #oversharingsimedaí

O saldo final foi super positivo. Além de produzir um pouco menos de lixo, tenho o bônus de uma pequena economia (zero reais em absorventes, yay!). Acredito que daqui a alguns ciclos (uns dois, digamos) estarei 100% adaptada a esse novo recurso da minha rotina.

Balanço de Janeiro

Falta um dia ainda para Janeiro acabar, e em pouco mais de 24 horas muita coisa pode acontecer, mas acho que já dá para fazer um balanço breve das coisas que aconteceram no último mês. Olhando direitinho, foi pouca coisa não:

  • Fiz minha primeira aula de Yoga, com um grupo massa e uma instrutora maravilhosa. Foi apenas uma aula – aqui na minha cidade não tem ainda uma turma formada, então fazemos aulas experimentais no estúdio de pilates, que cabem no meu tempo apertado.
  • Evoluí oficialmente para instrumentista e integrante de um trio teclado + flauta + violão (a do violão sou eu, que também canto) na igreja. Era uma dupla, sabe? Mas quando entrou a flauta eu fiquei tão emocionada… Chorei de feliz, lembrando de quando eu era adolescente e queria ser tipo o Brad Whitford de saias. Queria ter uma banda só de meninas; depois eu queria entrar em qualquer banda, como vocalista. Obviamente não aconteceu. Aí chega um dia desses, eu com quase 30 anos na cara e… as coisas acontecem de um jeito que é mais parecido comigo de verdade. Ainda tenho muito que avançar e evoluir, óbvio, faz só 10 meses que resolvi voltar para o violão (depois de quase 17 anos admirando de longe). E o próximo passo é adquirir o eletroacústico próprio, que já chega de usar o violão dos outros.
  • Fiz alguns avanços na carreira autoral: enviei um poema para concorrer uma vaga em uma antologia; publiquei este poema no P.S. I Love You; concluí e encaminhei um roteiro em língua inglesa para um concurso. Muitos avanços em um mês só, não? Para mim, que tenho surtos de insegurança, foi muita coisa. Ainda mais sendo eu uma pessoa que tinha vergonha de tornar meus poemas públicos (nunca me considerei boa nisso), que há muito tempo não conseguia terminar um roteiro que fosse. Dia desses, tive uma conversa com uma coach de carreira aqui no trabalho e disse a ela que nunca fui a pessoa do ‘feito é melhor que perfeito’. Mas no fundo, eu gostaria muito de ser assim, menos perfeccionista e mais de ação, a que vai se aprimorando no caminho em vez de esperar ficar *pronta*. Ter encaminhado estes três textos, mesmo sem muita certeza de que serão bem recebidos, foi grande porque consegui ultrapassar a ideia de perfeição, que tanto me limita.
  • Ontem, saído o resultado do Sisu, vi um post de uma conhecida que passou para um curso pelo qual tenho algum interesse, e cujo interesse aumentou quando me aproximei de uma pessoa que trabalha nessa área. Me bateu uma sensação estranha de puxa, eu bem que poderia ter feito… Mas ao mesmo tempo, veio a pergunta: mas eu queria mesmo? Quero mesmo? Ou isso é só porque eu gosto muito da pessoa que está envolvida nisso e queria dar um jeito de estar mais perto? Já caí nessa armadilha há alguns anos, só que ao contrário: achei que estava apaixonada pelo cara (que era altamente estúpido, só pra constar) mas na verdade o que eu queria era uma habilidade específica que ele tinha e que se destacava. Dessa vez, tendo a achar que estou apaixonada pela coisa e que seria uma boa dar uma guinada profissional porque alguém que me encanta gosta (e trabalha com) daquilo também. Na verdade nem é. Em parte, é uma tendência que está até registrada no meu mapa astral, um tal de Mercúrio em Gêmeos que se por um lado tende a ter facilidade na comunicação e a ser curioso, também tende a acabar não se especializando em nada, de tanto que é curioso por tudo (tendência que venho tentando administrar, a propósito) Depois de um tempo refletindo sobre isso, concluí que tenho um desejo muito grande de passear pelo mundo dele, de entendê-lo, de ouvi-lo na mesma medida em que tenho vontade de falar de mim, do que me encanta e o que me perturba. Somos um bocado diferentes, isso já percebi; e tem horas que sinto um pequeno temor do que pode acontecer, mas ando com vontade de tentar.

Crushes musicais da semana – o retorno

Fazia tempo que eu não indicava música aqui, né? Pois: essa semana três músicas que eu já conhecia conquistaram meu coração lindamente, e aí a gente compartilha, claro!

Chico Buarque Song – Céu

Eu ouvi essa música pela primeira vez lá pelos meus 20, 21 anos, interpretada pela Stela Campos (a faixa integrava o EP Laura te espera com uma arma na mão). Eu gostava da música e a ouvi no repeat algumas vezes naquela época. Aí o tempo passou e eu esqueci. E não foi que o Spotify me reapresentou à música, agora na versão da Céu?

E eu amei! Tanto que até peguei a cifra para tocar, gravar e postar. Só não o fiz por falta de tempo mesmo, mas em breve teremos.

Venezuelana – Trio Corrente

Quando ouvi pela primeira vez o Trio Corrente Vol . 2, a música que mais me chamou a atenção foi Refém da Solidão. Até hoje gosto dessa música e ouço repetitivamente, se deixar. Mas ouvindo Venezuelana dia desses, senti uma vibração que eu só saberia definir como doce. Como se eu estivesse num passeio despretensioso por uma cidade latina (não necessariamente Venezuela) e fosse atraída por algo acontecendo na rua. Uma música, um grupo de dança, qualquer coisa que meus olhos e/ou ouvidos achassem agradável.

Paranoid Android – Brad Mehldau

A música é do Radiohead, mas eu juro que esqueci como é a original de tão apaixonada que fiquei pela interpretação do Mehldau, que faz apenas as melhores versões de músicas do pop-rock, e da bossa nova do universo. Aí dei uma busca rápida para lembrar que a original é excelente, ou seja, Mehldau melhorou o que já era bom:

O homem fez a melhor interpretação de Black Hole Sun, do Soundgarden; de Wonderwall, do Oasis; de Samba e Amor, do Chico Buarque; de Aquelas Coisas Todas, do Toninho Horta; e outros que me fogem à memória agora.

Brad Mehldau, eu te amo. Faz versão de música do Aerosmith pra eu amar mais. ❤

O que reserva o amanhã?

As coisas podem não acontecer como o que ando pensando e sonhando. E geralmente é assim. Quantas vezes já me decepcionei com a realidade que nada tinha a ver com meus sonhos românticos?

Mas preciso sonhar.

Com os pés no chão, mas preciso sonhar.

Sabendo que um sonho é exatamente isso: sonho, que se desfaz ao acordar, como nuvem depois da chuva. No meu sonho, não são pessoas, mas personagens que só existem ali, com rostos de gente real. Rosto delas, minha ideia.

A realidade pode não copiar o roteiro do meu devaneio. Mas de repente pode ser igual o sonho e a vida real…

Mas é preciso deixar as pessoas serem. Guardar as personagens, por mais bonitas que sejam. Deixar as pessoas reais se revelarem. Respeitar o tempo delas.

É difícil para quem está acostumada a ter o controle na mão, mas preciso aprender a cada dia deixar a vida real me surpreender.

🎶Staaaaay, why don’t you staaaaaaaay…🎶🎤

Essa música gruda na cabeça da pessoa num grau, que faz mais ou menos duas semanas que eu tô cantarolando ela pelos cantos. Essa é a música de abertura da novela Sturm der Liebe, que por acaso vem a ser a única que estou acompanhando ultimamente (as daqui do Brasil eu vejo um episódio ou outro, mas fico sabendo do que tá rolando basicamente pelos tweets dos coleguinhas).

(Aí, a música completa, da Curly)

Talvez para você que está lendo esse post a música não seja tão grudenta assim; mas vai ouvir isso todo santo dia!

E como eu me sinto por ser a única pessoa a assistir a essa novela.

Tudo começou durante o meu período de intercâmbio na Alemanha. Quando eu não estava na rua, geralmente eu estava vendo televisão, que foi uma das minhas estratégias para melhorar a compreensão auditiva. Mais ou menos na hora em que eu ia jantar, estava passando uma reprise de Verbotene Liebe e logo depois começava Sturm der Liebe. Depois de comer, eu ia pra frente da TV, pegava o caderninho e anotava tudo o que eu estava entendendo. E se tinha alguma palavra cujo significado eu não conhecesse, partiu dicionário!

Eu gostava particularmente de Sturm der Liebe, talvez porque fosse a única que eu visse o capítulo na íntegra. Tinha uma protagonista negra, a Samia (Dominique Siassia), uma trama sem muito pra-que-isso, e tudo acontecendo nos entornos de um hotel chamado Fürstenhof. O hotel é o cenário principal, os shots de transição de uma cena para a outra parece uma sequência de papel de parede do Windows (ou seja, tudo muito lindinho e natureza), me peguei viciada na novela!

Eis que voltei para o Brasil. E aqui fica meio complicado de manter a fluência adquirida no idioma, por motivos de falta de falantes na minha área. Ou seja, para não enferrujar o alemão de novo, eu teria de me mexer, e me muni de tudo quanto me estava disponível. Fui atrás dos episódios de Sturm der Liebe no YouTube e encontrei o canal oficial. Mas os protagonistas eram esses:

Sebastian Fischer (Viktor), Larissa Marolt (Alicia) e Dieter Bach (Cristoph).

“Cadê a Samia? A temporada anterior já acabou?” Eu me perguntava. Como a temporada de Alicia, Viktor e Christoph é a 14a (a novela está no ar desde 2005, novela lá na Europa é tipo Malhação aqui, com dezenas de temporadas), presumi que a temporada que eu via quando estava lá era a 13a.

Apois. Era a TERCEIRA!

Enfim, comecei a ver quase que diariamente os capítulos dessa temporada e tô curtindo. A história dessa temporada é basicamente a seguinte: Alicia é médica, noiva do Christoph, que é pai do Viktor, que é apaixonado pela noiva do pai. Christoph é sobrinho do Werner (Dirk Galuba), dono do Fürstenhof (logo, um dos que está desde o primeiro episódio).

E tá rolando um “quem matou” maravilhoso nesses capítulos!

Uma alma sebosa lá da lista de personagens, chamada Beatrice Stahl, foi assassinada no Fürstenhof e já passou um bocado de suspeitos. O pobre do Boris (Florian Frowein), o outro filho do Christoph foi suspeito, depois um guri, depois o Viktor, até que o público descobre que a assassina é a Susan (Marion Mitterhammer), que é arriada os quatro pneus e o estepe pelo Werner e faz qualquer negócio para ficar com ele – que, a propósito, é casado com a Charlotte (Mona Seefried), que acabou sendo presa pelo homicídio e tá lá, cumprindo pena e se correspondendo com seu amado por cartas…

susan-sdl.jpg

Olha ela aí. E ainda achei muito a cara da Lucille, uma personagem que criei para À imagem e semelhança, uma webnovela que publiquei lá no Orkut, no ano da graça de 2007.

Dei essa volta todinha só pra explicar a espinha dorsal do enredo que, como vocês podem ver, não tem nada de novo (e como provavelmente só eu assisto por essas bandas, posso dar spoiler à vontade). Mas tem personagens carismáticos e agora que consigo entender cerca de 85% da novela, acho o texto bem feito.

Esses últimos dois dias fiquei bem mais empolgada, porque estavam na cara do gol para descobrir que Susan matou Beatrice. Primeiro ela armou para fazer com que Werner pensasse que eles haviam dormido juntos quando ele tava virado na cachaça. Depois, tacou fogo em uma carta que ele havia escrito para Charlotte (a foto aí em cima) e ele ficou tão p da vida (e o mundo em volta da ferida) que bloqueou a mulher da vida (ela tentava falar com ele e ele passava direto como se não visse ninguém, o que muito me lembrou o final de White Christmas, do Black Mirror).

black-mirror.jpg

(bem isso)

O que ela faz?

Escreve uma carta para o filho confessando que matou Frau Stahl, sai do Fürstenhof e…

Tenta o suicídio.

Mas sobrevivendo, ela resolve dar sumiço a sua confissão, rasgando a carta e jogando no lixo do hospital.

Mas não contava com a astúcia do Viktor!

“Ich habe Frau Stahl getötet” = “Eu matei a Sra. Stahl.”

O cara pegou um lápis e conseguiu revelar a marca que tinha ficado no bloco de papel! Como eu nunca tinha visto isso na TV antes, achei genial a saída para a Susan se lascar assim mesmo.

Se bem que ela não é a única personagem que já conquistou meu desafeto e quero que mais é que se exploda: tem a Jessica (Isabell Ege) também, mulherzinha cretina!

isabell-ege-jessica.jpg

Mulherzinha chata e inconveniente essa Jessica, digo logo. Quando tem casal no maior clima, ela vai e aparece para morgar os papos. Torcendo pra Tina (Christin Balogh) e Romy (Desirée von Delft) varrerem ela do apartamento.

Como nada é perfeito, tem umas cenas meio desnecessárias, tipo uma do Viktor fazendo coreografia com o cavalo, que mais parecia um comercial exibido no Canal do Boi. Mas tirando essas coisas, tô gostando muito (e tem até uns colírios pra gente ser feliz, hahaha)

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Colírios.jpg

Peguei essas fotos do site da Das Erste (emissora na qual a novela é exibida) só pra vocês terem uma noção dos gatinhos. Não tive tempo de tirar prints das cenas em que eles aparecem descamisados. 😛

Sobre Porto Seguro e o que encontrei pelo caminho

Eu não estava com muitas expectativas sobre a cidade, para ser bem honesta. Minha única expectativa era pela piscina, porque grande é o calor; por fazer meu treino de corrida em um lugar diferente e passar uns dias, ainda que parcialmente, sem internet.

Foi assim que peguei os poucos dias de recesso que tive e fui com meus pais para Porto Seguro, na Bahia, com algumas pausas no caminho para visitar os parentes.

Cheguei no meu limite de distância para viagens de carro. Na verdade, ultrapassei um pouco: sul da Bahia só de avião agora, meus amigos, que eu não tô pagando promessa.

Mas, apesar de, a gente encontra coisas interessantes pelo caminho, que valem a pena a estrada super longa (penso no pessoal que vai pro Rio de Janeiro de ônibus… infelizmente não dá pra mim!): meio que desisti de acompanhar estações de rádio nas diferentes cidades, mas observar as placas substituiu esse hobby viajante.

Encontrei três dignas de nota:

Humildes (salvo engano, é distrito de Feira de Santana, e tem um rio com esse nome);

Afligidos;

Amargosa.

Ah, e uma cidade chamada Gandu, que só vimos um pedacinho. Pedacinho muito bacana, a propósito .

Num caminho longo desses, a gente faz algumas paradas em postos de gasolina, para abastecer o carro obviamente, comprar lanchinhos e usar o banheiro. Felizmente, encontrei alguns banheiros de posto bem organizados e limpinhos, dignos do Selo Banheiro de Posto de Arcoverde de Qualidade – um posto em Arcoverde, aqui em PE, tem um banheiro considerado o melhor do Brasil; e os que encontrei na estrada nessa última viagem, embora não estejam exatamente no mesmo nível por um detalhe ou outro, estão quase lá!

Tem o posto Embira, em Cruz das Almas; o posto Desejo, cuja localização exata não anotei (sorry!) e o posto União, em Itagimirim. Então se você que está lendo isso estiver eventualmente rodando por estradas baianas, aí estão as dicas de banheiros limpinhos em postos de gasosa. 🙂

O que não tem muito, infelizmente, é loja de conveniência. Pelo menos quando a gente precisou, não aparecia um!

Tenho uma certa dificuldade para dormir em carros, ônibus ou aviões; mas dessa vez acabei sucumbindo ao cochilo em alguns momentos. Mas isso não impediu que eu chegasse a Porto Seguro extremamente cansada, estressada e achando tudo feio e zoado.

(Essa foto foi do sábado, dia um pouco mais tranquilo)

Tivemos dificuldade de achar o hotel, dificuldade para circular no trânsito da orla; e a cada metro andado eu pensava “Porto por Porto, prefiro o de Galinhas!”

(De dia, tranquilidade. Do fim de tarde pra lá, é complicado se você estiver de carro. Pegue um ônibus!)

No segundo dia as coisas melhoraram um pouco: a impressão ruim que eu tive começou a se desfazer, embora ainda não estivesse 100%. Fiz amizade com uma família argentina que estava hospedada no mesmo hotel que eu – oba, botei meu espanhol pra jogo! Comprei alguns badulaques (pouca coisa, tipo um colarzinho com uma pedra da lua) e não achei um cartão postal pra minha coleção.

O que tem de interessante por lá:

O Memorial da Epopéia do Descobrimento: empreendimento de iniciativa privada, contém um bosque, salão com imagens relativas às expedições dos navegadores; réplica de oca indígena com diversos utensílios e a reprodução de uma nau, onde podemos entrar durante a visita.

Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália: foi na praia da Coroa Vermelha que foi rezada a primeira missa pelos portugueses (o local é marcado com uma cruz, uma espécie de marco zero, digamos assim). Lá também encontramos comunidades indígenas (infelizmente não deu tempo de ir) e uma área comercial bem mais organizada que a do centro de Porto Seguro.

(Também foi lá em Coroa Vermelha que tive uma mini crise de ansiedade, coisa que não tinha desde Abril – comparada com a de Abril, foi nano. Bem, o importante é que sobrevivi!)

Arraial d’Ajuda: para chegar lá, pegamos uma balsa. Valeu a pena conhecer a região, que é uma gracinha e me passou uma impressão bucólica. Queria ter ficado mais tempo lá!

(Vista da balsa)

De lá a gente foi para Trancoso, mas…

Ir a Trancoso foi a epopéia: além da lonjura, certamente pegamos um caminho errado que deu numa estrada barrenta – até as plantas estavam cobertas pela poeira avermelhada – com direito até a uns carros abandonados pelo caminho . Cenário de filme de terror (até tenho um roteiro que poderia adaptar para esse cenário). Passamos por todos, todos os resorts tipo Club Med, mas ver o mar que é bom, necas…

Acabamos desistindo e indo embora antes que escurecesse.

Mas tem uma coisa muito massa: uma parte da estrada de Arraial para Trancoso tem depressões, o que deixa a viagem parecendo uma montanha russa. É divertido!

Sobre o treino de corrida: não fiz. Não achei a área convidativa (tem uma pista muito longe de onde estávamos hospedados, e tinha uma galera correndo, mas era praticamente no acostamento). Em compensação, dei umas braçadas na piscina. Sou uma péssima nadadora e no mar não me arrisco, mas até que não fui tão desastrosa dessa vez: consegui ir de um canto a outro da piscina sem parar e sem os pés tocarem o fundo; mas ainda não entro na água dando aqueles saltos maravilhosos: desço uns dois degraus na escadinha e aí sim, splash! Tentei saltar uma vez, dei um mau jeito e o joelho sentiu um pouco, mas já está ótimo.

Um pequeno arrependimento: não ter comprado chocolates artesanais. Passei meio longe do cacau dessa vez, mas eu estava tentando pegar leve no açúcar depois do desbunde das festas de fim de ano (e agora estou doida por um docinho, mas é a TPM, segura!).

Uma coisa boa: não sou fã da culinária baiana, mas azeite de dendê é o bicho! 😋 É o tipo de coisa que só consumo na Bahia mesmo.

Uma coisa chata: vendedor de capeta (drink alcoólico que nunca tomei, mas pelo nome vocês imaginam como seja) me chamando de princesa e querendo me agarrar pelo braço. Se eu não estivesse tão bêbada de sono (primeiro dia…) ele ia levar era um baile.

Se voltarei a Porto Seguro? Talvez, mas não em Janeiro e certamente não vou mais de carro! Aeroporto tá aí pra isso. E a Trancoso, voltaria, mas com guia pra me deixar num resort all inclusive por uma semana. 🤣🤣🤣