Espaço aéreo aéreo algum lugar, madrugada no Brasil

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Minha vista do Café Chocolat, esperando o próximo voo.

Voo São Paulo – Amsterdam  (que eu corri para pegar, depois de me darem uma informação errada – se um dia vocês virem uma moça de cabelos crespos escuros correndo por Congonhas, podem crer: sou eu). Tomei uma garrafinha de vinho no jantar para ver se me ajudava a pegar no sono.

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Não adiantou muito. Demorei a dormir do mesmo jeito e ainda acordei várias vezes. Em uma delas, eu estava tentando pedir água em alemão. Não saiu nenhum som, ainda bem. E ainda queria ver o programa do Amaury Júnior, símbolo das minhas noites insones – que foram bem poucas, a bem da verdade.

Não me admira que a funcionária que foi me revistar comentou o quanto eu parecia cansada. Minha sonolência deve estar visível a quilômetros. 😂😂😂

É o terceiro aeroporto e ainda tem mais um…

[Continua]

 

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O causo do registro

Depois de 9 meses você vê o resultado de escrever e revisar o original duas vezes, finalmente o enviei para registro na Biblioteca Nacional.

Eu devia ter feito isso antes, mas queria ir ao posto estadual, que fica lá perto do parque 13 de Maio, e para isso eu precisava

  1. Faltar no trabalho;
  2. Enfrentar meus pavores de virar estatística dos assaltos a ônibus do Grande Recife. A chance seria multiplicada por 4, já que são dois busões pra ir e dois pra voltar.

Lembro de quando fui registrar meu primeiro roteiro. Paguei a taxa de R$20, e demorei a ir ao posto estadual o suficiente para a moça dizer que meu comprovante não valia mais, pois tinha passado muito do prazo. E eu lá sabia que tinha prazo de validade o pagamento? No final, perdi 20 contos, pois não consegui registrar o roteiro.

Isso faz uns três anos. Desde então, não passei nem perto da Biblioteca Nacional. Escrevendo e guardando… Até que pensei “cara, preciso publicar esses negócios”. O primeiro da fila seria exatamente o que escrevi durante o NaNoWriMo (aliás, será que eu consigo participar esse ano e bato as 50.000 palavras? Oremos). Mas dessa vez, eu resolvi fazer algo de diferente e em vez de me abalar até Recife, resolvi enviar pelo correio direto para a EDA (Escritório de Direitos Autorais), no Rio de Janeiro.

Segui as instruções do site da BN, que diz:

Caso o requerente não possa se dirigir pessoalmente à Sede ou a um dos Postos Estaduais do EDA, a DOCUMENTAÇÃO COMPLETA (ver Exigências para Registro ou Averbação) deverá ser enviada por SEDEX ou Carta Registrada para a sede do EDA no Rio de Janeiro. Neste caso, não será possível encaminhar o recebido de entrega de documentos com o respectivo número de protocolo.  O requerente deve aguardar comunicado, via Correios, com informações sobre a solicitação encaminhada, observando os prazos estabelecidos na norma vigente.

A documentação é: formulário de registro ou averbação (que tem no site para baixar), cópia impressa do texto que você deseja registrar (numerada, rubricada e sem encadernar, o que foi outro erro que cometi – encadernei o roteiro da vez que não consegui fazer o registro), cópia de identidade, CPF, comprovante de residência e, claro, o comprovante de pagamento da GRU. A gente paga e não espera muito para enviar a documentação do registro.

Em menos de 24 horas depois do pagamento, fui à agência dos Correios perto do trabalho para enviar meu manuscrito para a BN.

Expectativa: enviar como carta registrada.

Realidade:

ATENDENTE: Olha, para enviar como carta registrada tem que pesar até 500 gramas. O seu deu 615 gramas.

Olhei na balança e pensei ixi, que papel pesado da gota serena! São só 120 páginas!

ATENDENTE: A opção é mandar por SEDEX.

EU: PAC não?

ATENDENTE: PAC só se for encomenda.

EU: Tá certo… Se não der, eu vou ali sacar um dinheiro pra pagar.

ATENDENTE: A gente aceita cartão de crédito e débito.

EU: Ah, bom!

ATENDENTE: Tem duas opções pra você. O SEDEX 10, que chega amanhã, custa 120 reais. O SEDEX normal, que chega lá em 8 dias úteis, custa 60.

EU: Vai o comum, e no cartão de crédito.

ATENDENTE: Olha, esse material tem algum valor material?

EU: Não, só intelectual mesmo. É original de um livro.

ATENDENTE: Eu pergunto só porque pode ser documento autenticado, alguma coisa assim, e carga no Rio de Janeiro é meio visada, sabe?* Se fosse assim, você declarava; aí se acontecesse de ele ser extraviado, você recebia o que pagou e ainda o valor do objeto.

(*Bem, foi o que ele disse, né?)

EU: Entendi. Mas qualquer coisa, se ele sumir, eu imprimo de novo e mando. De toda forma, espero que chegue direitinho.

Nos despedimos e voltei para o trabalho, mas não sem antes fazer uma pausa para comprar uma barra de chocolate para dividir com as colegas.

Próximos passos pós-registro (depois que eu voltar da viagem):

  • escolher a capa do livro
  • resolver a publicação (provavelmente vai ser Amazon de novo, já que tenho dois textos publicados via Kindle Direct Publishing; mas tô numas de mandar para algumas editoras, só para ver que bicho dá)

 

Cenas do ônibus

Precisei ir a Recife ontem e para isso peguei dois ônibus. Já falei aqui que nos últimos meses eu passei mal dentro de ônibus, por medo de assalto? Depois que o ônibus em que eu estava foi vítima de ladrões por duas vezes, a coisa ficou feia para o meu lado. Mas na verdade eu ando espantada com o trânsito em geral. Pavor de acidentes, de assaltos. Todo dia é orar, vigiar e buscar alternativas para desviar minha mente do medo de andar de ônibus. Meditar e cantar tem me ajudado um bocado (obrigada aos outros passageiros, que não me mandam calar a boca. <3)

Então, o primeiro ônibus foi um Recife-Porto de Galinhas (opcional), com ar condicionado, pouquíssimas paradas e uma tarifa bem salgada (R$ 15,20). Mas passei o VEM com gosto, justamente porque ali me senti minimamente mais tranquila. Consegui até cochilar um pouco! Quando não estava quase dormindo, estava ouvindo a cobradora conversando com outro funcionário, que devia estar indo começar o expediente. O assunto: carona para outros rodoviários.

COBRADORA – Teve um que que foi pegar carona no ônibus e o motorista disse, “tu é da Borborema? Desce!”

Desci no terminal e peguei outro ônibus para chegar à Conde da Boa Vista, onde peguei o terceiro, que finalmente me levaria ao meu destino. Na Conde da Boa Vista a gente já fica meio alerta, porque acontece de tudo lá… Inclusive encontrar senhoras bem vestidas com um pombo (vivo, só para constar) na cabeça.

O terceiro ônibus demorou o suficiente para que uma garota de cabelo vermelhão, que devia ter mais ou menos a minha idade puxar conversa.

MOÇA – Já passou o ônibus pro TI Tancredo Neves?

EU – Não… Até agora só passou Brejo, Largo do Maracanã e Alto Santa Isabel.

MOÇA – Esse ônibus demora, viu? Toda vez é isso… E eu ainda vou pro Ibura.

EU – Esses ônibus tão um caso sério mesmo.

MOÇA – Tô indo pegar um exame. Demorei pra ir porque tava cuidando da minha avó, ou eu cuidava de mim ou cuidava dela; aí ela piorou e faleceu.

EU – Puxa…

MOÇA – Agora tô indo buscar o exame pra mostrar pra médica. Outro dia eu tava indo pra lá, e vi que o ônibus ia ser assaltado, aí desci e disseram ‘mas mulher, descesse por que aqui?’ E eu falei que tinha dois homens querendo assaltar, eu me liguei e desci ali mesmo pra pegar outro, ainda bem.

Aí o meu ônibus chegou e eu me despedi.

Linha Casa Amarela (Rosa e Silva): devo ter ficado uns dez minutos no ônibus, sentada junto à janela e torcendo para nenhum mala subir. Olhando para os lados o tempo todo, até que dei uma relaxada, segurei na mão de Deus e fui.

Subiu um vendedor de revistinha de caça palavra que ficou oferecendo o produto dele para que a gente segurasse. Mesmo que não fosse comprar. Honestamente, não entendo muito bem a lógica, mas dizem que ajuda a incentivar o trabalho. Geralmente eu seguro e quando posso/quero, compro. Dessa vez, disse “não, obrigada”, e vários outros passageiros disseram a mesma coisa. Mas parece que alguém não curtiu muito a abordagem do sujeito e respondeu meio rude. Aí o ambulante pegou ar e começou o discurso:

VENDEDOR DE CAÇA-PALAVRA: Desculpa atrapalhar o silêncio da viagem de vocês, eu tô vendo que alguém se incomodou. Eu tô aqui fazendo meu trabalho honesto, pedindo pra vocês segurarem meu produto, é falta de educação isso! Infelizmente tô desempregado , mas vocês nunca vão me ver subir num ônibus para roubar. É um real, valor simbólico… Eu vou falar aqui, a pessoa sabe que é pra ela, não faça muxoxo não, que é feio, magoa. Valeu, motô!

E ele foi embora. Durante esse baile que a gente levou do vendedor, o busão inteiro estava ca-la-di-nho. Tivesse alguém a fim de replicar, ia dar um barraco básico. Depois que ele desceu e o ônibus seguiu viagem, os comentários começaram. Da cobradora ao passageiro da última cadeira comentando a falta de modos do vendedor ao abordar os potenciais compradores.

COBRADORA – Desse jeito, não vai vender é nada!

Eu, no meu cantinho, enquanto cruzávamos a Agamenom Magalhães, pensei que ele poderia ter umas aulinhas com ambulantes mais escolados na abordagem ao público.

E alguns minutos depois, ouço atrás de mim uma voz feminina fazendo comentários sobre o que se passa na rua:

– Agora tem Pizza Rato aqui?

– É Pizza Hut, mãe…

Aí eu já estava chegando à minha parada.

A Rede (um dia para repensar as conexões)

De um ano para cá, peguei abuso de redes sociais, de uma forma geral. Não saí de nenhuma, mas reduzi muito o uso: o Facebook, eu acesso basicamente uma vez por semana. O Twitter passou uns dois anos parado, só voltei a usar há uns dois meses. O Instagram ainda é o que eu mais uso, e mesmo assim tem vez que eu passo dias sem acessar. O WhatsApp, que era um app que eu usava muito, está ficando relegado a segundo plano. E gostaria de deixar aqui registrado que não gosto de grupos de WhatsApp, salvo algumas honrosas exceções. O resto é silenciado. E não baixo 99% dos vídeos e fotos que chegam, os equivalentes daquelas correntes enjoativas que mandavam por e-mail quando isso tudo aqui era mato.

Isso não quer dizer que eu seja antisocial, longe disso! Esses dias, parando para refletir um pouco, percebi que continuo sendo aquela menina que quando ia à praia socializava com umas duas ou três pessoas; que está disposta a uma boa conversa em uma fila ou no caminho para o ônibus. Não adianta tentar forçar uma natureza não sociável, que não gosta de gente, porque não sou eu. Também não me considero a pessoa mais expansiva, a “alma da festa” que tem um milhão de amigos. Digamos que eu esteja no “caminho do meio”.

A questão é que eu andava muito enjoada da falsa interação na internet, onde trocamos likes para ficar bem na fita e conquistar seja lá o que for (tipo aquele episódio de Black Mirror). Cansei da forma como a Internet é hoje. Uma canseira que começou no Facebook e nos apps de online dating e se espalhou para quase todo o resto. Recentemente, eu dizia para mim mesma que não sei interagir online.

Ué, mas eu sei offline! E não é – ou devia ser – a mesma coisa?

De alguma forma, eu comecei a ter medo de interagir nas redes sociais e receber pedrada de volta, qualquer que fosse o motivo. É isso: algumas experiências que classifico como ruins me fizeram criar um medo de estimação. É pavor, ansiedade. Eu cansei da forma como a Internet é hoje. Me sinto muitas vezes intimidada. E aí me perguntei: estou fazendo algo para ter a Internet que eu quero?

Não muito…

Quero aproveitar a Internet como o meio de comunicação que ela é. Recebendo e enviando informações, ideias, conhecimento e boas energias; com responsabilidade e cuidado no conteúdo que escolho consumir e na mensagem que desejo transmitir por aí. Quero estabelecer conexões com gente que agrega valores positivos, que não sejam só likes, mas também conversa. Não é para ter um milhão de amigos (qual é, nem Roberto Carlos tem tudo isso!), mas tentar ser uma pessoa que agrega, encoraja e compartilha quando está online (não é 24/7).

Assim, comecei a sair da moita (de novo) e reformar minhas redes. Estou revendo listas de amigos, selecionando o que desejo que apareça na minha timeline – porque os cinco minutos que dedico ao Facebook devem ser, no mínimo, bons minutos, né? – e buscando socializar mais. O que não significa abrir detalhes da minha vida. A gente não sai contando pra todo mundo na rua o que acontece na vida, né?

Pronto, a Internet é uma rua. E eu estou começando a cuidar melhor da minha, para que seja um lugar bom por onde transitar.

Crushes musicais da semana #7

A semana ainda não acabou, mas preciso compartilhar que estou completamente viciada em Deus lhe pague, na interpretação da Elis Regina.

Descobri que ela cantava essa música graças ao filme (sobre o qual falei aqui), e eu tinha gostado e tudo, mas só fui prestar atenção a ela direito meses depois, quando ouvi a música no Spotify, no meio do daily mix.

Pronto. Parei nessa música e estou a ouvindo no repeat desde ontem, no final da tarde, depois que resolvi mudar um pouco o disco.

Essa música foi registrada ao vivo no álbum Transversal do tempo, de 1978. E até então, minha interpretação preferida de Deus lhe pague era a de Edson Cordeiro, em um songbook do Chico Buarque (songbook maravilhoso, a propósito); mas aí descobri a versão da Elis e vamos dizer que deu um “empate técnico” de interpretação preferida.

A propósito: também é em Transversal do tempo que temos Cartomante, de Ivan Lins, que eu tinha ouvido no rádio uma vez (na voz de Elis), gravado numa fita – quando eu ainda colecionava fitas K7. Toda vez que eu ouço essa música, tenho que segurar o choro (ainda mais nos dias de hoje).

Detalhe que eu passei anos ouvindo na fita, decorei a letra e não sabia o nome da música, muito menos que Ivan Lins é o compositor dela. Ah, tempos da Internet precária…

Aula de ballet

Cheguei para a aula de zumba quando o ballet das criancinhas tinha acabado de acabar. E eu adoro as criancinhas do ballet. Hoje, enquanto rolava reunião de mães das crianças do ballet, tinha duas delas perto de mim brincando de ser… a professora do ballet. MENINA 1 de collant, saiote e sapatilha rosa e MENINA 2, de collant e saiote preto, é sapatilha branca.

MENINA 1: Hoje eu vou ensinar você a fazer um pliê especial. Presta atenção, que você é a única que sabe, aí eu vou ensinar a você e as outras eu vou deixar pra lá.

(Foi assim mesmo!)

MENINA 2: Tá certo.

Menina 1 mostra como é o tal pliê -posiciona o pé e vai fazendo o movimento até a mão poder tocar o chão. Na primeira tentativa, menina 2 cai. E na segunda também.

Eu, só observando, resolvi entrar na brincadeira.

EU: Como é esse negócio de pliê, deixa eu ver se eu acerto. Só que eu tenho que tirar o sapato, que de tênis não dá.

Tirei o tênis e juro que o chulé não subiu. Coloquei o pé na primeira posição e olhei pra professora Menina 1.

EU: É assim, né?

MENINA 1: É.

E mandei brasa no pliê. Senti os músculos da coxa ‘queimando’. E levantei, depois de um ‘pliê especial’ muito bonitinho. Eis que Menina 2 diz:

MENINA 2: Ela foi a melhor porque ela é adulta.

E continuamos na aula de ballet de brincadeira até que deu a hora de eu ir ter aula de verdade.

Não de ballet, pelo menos por enquanto.

Crushes musicais da semana #6

Parei um pouco de escrever sobre as músicas que estou ouvindo e amando, por motivos de:

  • falta de tempo mesmo
  • andei ouvindo as mesmas músicas por semanas

O último álbum com que andei tendo um “relacionamento sério” foi o Frogtown, do Anthony Wilson (mencionado umas dezenas de vezes nesse blog só no último mês). Mas na semana passada encontrei dois álbuns que arrebataram meu coraçãozinho.

Só para constar: o final da semana não foi nada fácil, em especial o final dela. Tive uma crise de ansiedade braba, de passar a manhã da sexta-feira inteira chorando e dando patadas gratuitas no povo, sem querer interagir muito e com o coração muito pesado. Me fechei em casa no sábado e no domingo, interagindo só com meus pais e com alguns amigos no twitter e instagram, e só saindo de casa para ir à farmácia – o que foi bom, pois vi o sol, e sol sempre me anima. Graças a Deus, estou bem agora, só com um pouco de dor de cabeça, mas vai passar. Vai ficar bem, quero e preciso ficar bem. ^_^

No meio da crise, eu estava buscando manter as atividades normais. Fui pra aula de violão, pro pilates – inclusive, meu desempenho na aula naquele dia foi muito bom e eu suei pra caramba – ouvi minhas musiquinhas e dando aquela navegada no instagram, fiquei sabendo que Na calada do dia, novo álbum do Edu Ribeiro (o baterista, não o cantor de reggae) estava disponível nas plataformas digitais. E lá fui eu pro Spotify ouvir o álbum…

Aí começou a novela eu x spotify x internet porquinha!

Por conta da confusão dos Edus, o álbum não foi parar no Edu Ribeiro que eu sigo no Spotify, ou seja, o app não avisou (e acho que nem avisaria, porque as notificações do app andam bem fail pra mim, fui ver nas configurações, e não desativei nenhum alerta… bora ver isso aí, Spotify) Como não estava achando no Spotify, voltei temporariamente para minha conta do Deezer, que eu não tenho instalado em nenhum dispositivo, mas podia usar no navegador.

E a minha internet tava uma porcaria! Eeeeee ¬¬’

Mas consegui ouvir o álbum assim mesmo, com aquelas travadas maravilhosas nos intervalos entre uma faixa e outra. E de cara, duas músicas me conquistaram a ponto de ouvir no repeat direto: AguaceiroNa calada do dia. Fiquei tão encantada que até fiz stories no Instagram, porque o povo precisa conhecer a maravilhosidade que é o trabalho do Edu Ribeiro. ❤

No dia seguinte, com a internet menos coisada, consegui ouvi-lo novamente, dessa vez no Spotify, yay!

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Achei a capa linda também.

Aí, ouvindo pela segunda/terceira/quarta/quinta vez seguida, outras músicas entraram para a lista de favoritas da vida, como Brincando com Theo, que já foi gravada no Aqui, de Tatiana Parra e Andrés Beeuwsaert, ganhou um arranjo tão lindo que até me fez chorar (calma, gente, a crise já estava controlada! é que às vezes choro com músicas bonitas mesmo). Maracatim e Mathias são faixas também estão em outro álbum que marca presença na minha coleção: Varanda, do Reunion Project (do qual Edu também faz parte). E tem dois solos de bateria (né, estamos falando do álbum de um baterista, tem mais é que ter solos mesmo): NenêDiddle diddle (a segunda fecha o álbum).

Enfim, estou em um super-mega-blaster relacionamento sério com Na calada do dia, como vocês podem perceber. Inclusive baixei para ouvir offline (porque é por isso que não cancelo o premium). Tenho muito é que agradecer por essa lindeza ter sido lançada, e justamente num dia em que eu estava bem mal. Aqueceu meu coração, que nem um raio de sol depois da tempestade.

Parece que semana passada foi a semana dos bateristas aqui por essas bandas. Isso porque antes de Na calada do dia ser lançado, a minha mix #2 do Spotify me fez descobrir o baterista americano Ari Hoenig. A primeira música que ouvi dele foi  Arrows and Loops, do álbum Lines of Oppression. Gostei tanto daquela música que fui ouvir o álbum inteiro, e gostei tanto que ouvi várias vezes durante a semana.

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Desse, os highlights pra mim são a faixa título (que também abre a tracklist), Arrows and Loops, e Rhytim/Rhytm-A-Ning (são duas faixas, mas aqui considero como uma só). Lines of oppression (o álbum inteiro) já faz parte da minha lista de álbuns para ouvir em horário comercial, para manter o foco no trabalho.

E essas são as minhas recomendações musicais *do amor* dessa semana. ❤